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segunda-feira, 30 de junho de 2014

I'm A Believer - II

I’m A Believer

“I’m A Believer” é uma canção composta por Neil Diamond e lançada pela primeira vez pela banda norte-americana The Monkees, em 1966. O single da canção é um dos mais vendidos de todos os tempos, tendo alcançado a marca de 10 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo.

Composição
Neil Diamond trabalhava no ramo musical, como músico e compositor, desde 1958, mas somente no início de 1966 é que ele obteve seu primeiro sucesso, com a composição "Cherry, Cherry". Essa canção chamou a atenção do também compositor e produtor musical Don Kirshner, que estava à procura de material para os Monkees. Inicialmente, Diamond ficou surpreso com o interesse de Kirshner em suas composições, mas fechou negócio com ele. Como parte do acordo entre ambos, foi acertado que Diamond esperaria um ano antes de lançar a sua versão de “I’m A Believer”, o que acabou beneficiando-o, pois a exposição da canção no programa de televisão do Monkees alavancou as vendas da versão dele.


Os Monkees
O grupo musical Monkees foi criado em 1965, pela rede de televisão americana NBC, com a intenção de “tirar proveito” do sucesso que das bandas britânicas faziam no mercado norte americano. Algumas fontes afirmam que a intenção da NBC seria a de “rivalizar” com os Beatles, enquanto que outras afirmam que a intenção seria fazer uma paródia dos Beatles. A emissora colocou um anúncio de jornal, procurando por “quatro loucos entre 17 e 21 anos”, e, depois de vários testes, escolheu Davy Jones, vocalista e multi-instrumentista, Michael Nesmith, guitarrista, Micky Dolenz, baterista e vocalista e Peter Tork, baixista e tecladista. O programa de TV durou duas temporadas, de setembro de 1966 até março de 1968, mas a banda ainda continuou em atividade por alguns anos, com esporádicos reencontros dos integrantes.


“I’m A Believer” foi produzida por Jeff Barry e lançada como single em 21 de novembro de 1966, no lado B estava “(I’m Not Your) Steppin’ Stone”. Apesar de os integrantes dos Monkees saberem tocar os instrumentos musicais, eles apenas gravaram a parte vocal da canção. Os produtores do single preferiam contratar músicos de estúdio para gravar a parte instrumental das músicas dos Monkees, pois não estavam convencidos do talento dos rapazes. Esse fato se repetiu durante as gravações das primeiras canções do grupo, e foram necessários meses de brigas até que os integrantes da banda pudessem tocar suas próprias canções.
A canção também foi lançada no LP More Of The Monkees

O single chegou a posição número um na parada de sucessos americana na última semana de 1966 e ficou na primeira posição por sete semanas seguidas. Devido as encomendas antecipadas de lojistas, diante da grande procura do público, o single garantiu as vendas de 1.051.280 de cópias, conseguindo o feito de ganhar um disco de ouro apenas dois dias após o lançamento. A canção também ficou no topo da parada de sucessos britânica por quatro semanas entre janeiro e fevereiro de 1967.

Outras versões
Mais de vinte versões de "I'm A Believer" foram gravadas, abaixo algumas delas.

Neil Diamond fez duas versões da canção, uma em 1967, para o seu LP Just For You:

E outra, com acréscimos na letra, para o LP September Morn, de 1979:


A banda Four Tops, em 1967:

A banda britânica EMF fez uma versão em 1995. Foi com essa versão que ouvi pela a primeira vez a canção. No vídeo dá para perceber que os integrantes da banda não levaram muito a sério o cover:

A banda Smash Mouth gravou uma versão, para o filme Shrek, em 2001:

Obs: Eddie Murphy, dublando o personagem “Donkey” também gravou uma versão da música para o filme.

A banda Weezer também fez sua versão para o filme Shrek, em 2010:

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Detroit Em Ruínas - I

Algum tempo atrás, vi esse post (que reproduzo abaixo) de autoria blog do jornalista Ricardo Setti. O tema das fotos chamou minha atenção, pois trabalha com imagens de edifícios e outras construções em ruínas, e decidi reproduzí-las. Para não perder tempo pensando em um texto diferente daquele escrito pelo Ricardo Setti, pedi e consegui autorização para reproduzir a matéria. As fotos exibidas são do fotógrafo Philip Jairman. O link para o site do fotógrafo é: http://www.philipjarmain.com

FOTOS IMPRESSIONANTES E TRISTES: O declínio de Detroit em imagens: parte do patrimônio arquitetônico da recém-falida metrópole americana está em ruínas.

A igreja presbiteriana Woodward, do arquiteto Sidney Rose Badgley, erguida
 em 1908 em Detroit: caindo aos pedaços (Fotos: Philip Jairman)
A estarrecedora falência de Detroit, sobre a qual falei neste recente post, rendeu um belo, triste  - e simbólico – trabalho de fotojornalismo.

Fotógrafo dedicado a arte, moda e publicidade, o canadense Philip Jairmain realizou desde 2010 ensaios nos quais registrou a decadência de edifícios que um dia foram importantes para o patrimônio arquitetônico da ex-metrópole que já foi um dia a quinta maior cidade dos Estados Unidos e hoje é a décimo-oitava.

A maioria das construções retratadas na série resultante, batizada “American Beauty” (“Beleza Americana”), foram erguidas nas primeiras duas décadas do século XX, período anterior à Grande Depressão de 1929 e durante o qual Detroit experimentava anos de prosperidade.

“O que tento fazer é documentar cuidadosamente estes prédios”, diz Jairmain, neto de um arquiteto que vivia na cidade. “Estes edifícios são parte de uma história repleta de ingenuidade, inovação e empreendedorismo”.

As fotografias estarão expostas na galeria Meridian, em San Francisco, entre 7 de setembro e 20 de outubro. Vejam algumas abaixo:
O Belle Isle Aquarium, projetado por Albert Kahn, de 1904

O Book Cadillac Hotel, de Louis Kamper, 1924

O ginásio de esportes da escola Mackenzie, de Wirt C Roland, do Smith Group, 1927

A delegacia de polícia do distrito de Highland, dos arquitetos Van Leyen,
 Schilling e Keough, construída em 1917 e demolida em 2011

O famoso Whitney Building, da firma Graham Burnham & Co, 1915

Sede da extinta indústria automobilística Fisher Body, desenho de Albert Kahn, 1919

A galeria comercial Farwell Building, de um conglomerado de diversas firmas de arquitetura, 1915

O teatro East Town, de V.J. Waiver, 1930