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domingo, 22 de março de 2015

Evento Abençoado - Blessed Event - I

Evento Abençoado - Capa, Contra Capa E Apresentação

Alguns dias atrás, entrei em um sebo de São Paulo e encontrei um livro de bolso (pocket book) com uma coletânia de charges sobre maternidade. Gostei muito e resolvi comprar. Imagino que o livro, mesmo tendo sido publicado 59 anos atrás, ainda esteja sob proteção de imagem e direitos autorais. Mesmo assim vou reproduzí-lo integralmente em meu blog.

Caso eu seja procurado pelos reais detentores dos direitos autorais das charges, como os herdeiros do autor, ou da editora (a Perma Books), pedindo para que eu apague as postagens, irei atender o pedido.

Enquanto isso não ocorre, aproveitem e se divirtam com as charges de autoria de Bill O'Malley. Infelizmente, esse nome é muito comum e, talvez por isso, não consegui encontrar informações sobre o desenhista. Mas assim que eu achar informações sobre ele, irei postar um perfil com aquilo que encontrar. Não irei seguir uma periodicidade, irei postar as charges conforme me der vontade.


Na legenda em inglês: "John, lembre-me de contar a você uma coisa."

Informações sobre o autor, as charges, criadas em 1954, a edição e a editora, a Perma Books.

sábado, 21 de junho de 2014

Earth Angel - II

Earth Angel

Composição
“Earth Angel” foi inicialmente creditada ao cantor Curtis Williams, barítono do grupo The Penguins, mas tão logo a canção revelou-se um enorme sucesso comercial, a autoria da mesma tornou-se objeto de uma disputa judicial. Segundo os relatos dos envolvidos, na criação da canção, a primeira versão de “Earth Angel” foi feita pelo cantor e compositor Jesse Belvin, que fazia parte de um grupo de músicos e compositores de Los Angeles que compartilhavam novas ideias. Faziam parte desse grupo, quatro estudantes do ensino médio de Fremont High que, inspirados pelo logotipo dos cigarros Kool (um pinguim chamado Willie), adotaram o nome de The Penguins.

Em 1953, os Penguins gravaram uma demo de “Earth Angel” em casa levaram-na para Dootone Records. No estúdio de gravação, ficou claro que a canção não estava boa o suficiente e precisava ser mais trabalhada.Então, Curtis Williams simplificou os arranjos com a ajuda de um pianista chamado Gaynell Hodge, que deu mais algumas “mexidas na melodia. Segundo Dootsie Williams, o proprietário da Dootone Records, um músico chamado Cornel Gunter também ajudou na composição.

Por sua vez, os três foram “tomando emprestado”, de outras canções, diversas progressões de acordes e inflexões vocais, muito usadas na época, de tal forma que tornasse difícil fazer uma lista com todas as “influencias musicais” sobre a canção. No final dos anos 50, um processo, aberto por Jesse Belvin, para determinar a autoria de “Earth Angel” foi julgado. Belvin cantou a sua versão da música no tribunal e o juiz concluiu que ele merecia alguns, mas não todos os créditos pela composição. Dessa forma a autoria da canção foi dividida entre Belvin, Curtis Williams e Gaynell Hodge.

Recepção
“Earth Angel” foi gravada em junho de 1954, nos estúdios da Dootone records e lançada como single em setembro do mesmo ano. No single, a canção estava no lado B, enquanto que no lado A estava "Hey Señorita". Foram vendidos mais de 4 milhões de cópias de “Earth Angel”, fazendo com qua a canção alcançasse a posição número 8 da parada de sucessos americana. Além disso, o sucesso do single provou que selos independentes podiam obter grande sucesso comercial.

Logo depois do lançamento do single, os Penguins assinaram um contrato com o selo Mercury Records, mas nunca mais conseguiram emplacar outro sucesso. Contando-se todas as versões desta canção, foram mais de 30 milhões de cópias vendidas, fazendo de “Earth Angel” um recorde absoluto em termos de popularidade contínua. Isto dá aos Penguins a duvidosa honra de serem a banda de “um sucesso só” (one-hit wonders) mais bem sucedidos.

Outras versões e covers
Na década de 50, a maioria dos sucessos lançados por artistas negros eram rapidamente regravadas por artistas brancos, o que muitas vezes acabaram obtendo um sucesso muito maior. O primeiro grupo vocal branco que gravou “Earth Angel” foi The Crew-Cuts, cuja versão alncançou a posição número 3 na parada de sucessos dos Estados Unidos e atingiu a posição número 4 no Reino Unido.


Outros artistas que gravaram "Earth Angel"

Gloria Mann, em 1955:

Johnny Tillotson, em 1960:

Johnny Preston:

The Temptations:

The Vogues, em 1969:

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Earth Angel - I

Earth Angel

Definitivamente ando em uma "fase" anos 1950. A canção de hoje é um clássico do ano de 1954. A primeira vez que ouvi "Earth Angel" foi assistindo ao filme De volta Para O Futuro, durante a famosa cena do baile. Na época não havia internet nem outra forma de obter um disco com a canção, nem sequer descobrir o nome da canção, afinal eu não sabia ainda muito da língua inglesa.

Agora com vocês... The Penguins



Pesquisei no YouTube e não encontrei qualquer apresentação deles cantando essa música ainda na década de 1950. ou com o arranjo clássico (que é o tocado acima). O link é: https://www.youtube.com/watch?v=VJcGi4-n_Yw


Earth angel, earth angel
Will you be mine?
My darling dear
Love you all the time
I'm just a fool
A fool in love with you
Earth angel, earth angel
The one I adore
Love you forever and ever more
I'm just a fool
A fool in love with you
I fell for you and I knew
The vision of your love-loveliness
I hoped and I pray that someday
I'll be the vision of your hap-happiness oh, oh, oh, OH!
Earth angel, earth angel
Please be mine
My darling dear
Love you all the time
I'm just a fool
A fool in love with you-ou-ou
I fell for you and I knew
The vision of your loveliness
I hope and pray that someday
That I'll be the vision of your happiness
Earth angel, earth angel
Please be mine
My darling dear
Love you all the time
I'm just a fool
A fool in love with you-ou (you, you, you)

sábado, 12 de abril de 2014

A Guitarra Fender Stratocaster Faz 60 Anos Como O Maior Ícone Do Rock

Li esse artigo no site do jornal O Globo e decidi reproduzí-lo. Não é de minha autoria e o link está abaixo:

http://oglobo.globo.com/cultura/a-guitarra-fender-stratocaster-faz-60-anos-como-maior-icone-do-rock-12171494

A guitarra Fender Stratocaster faz 60 anos como o maior ícone do rock

Com design e sonoridade únicos, o instrumento foi imortalizado por superastros como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmour, Stevie Ray Vaughan, Ritchie Blackmore e The Edge

Por Carlos Albuquerque
RIO - Nile Rodgers quase perdeu o rebolado. Em outubro do ano passado, o mitológico guitarrista do grupo disco Chic — de sucessos como “Good Times”, “Everybody Dance” e, mais recentemente, “Get Lucky”, com o Daft Punk — pegou um trem em Nova York, onde mora, rumo a Connecticut, onde tem um estúdio. No percurso, recebeu uma ligação de um amigo, que luta contra um câncer. Distraído com a conversa, quase perdeu a sua parada.

Afobado, desceu do vagão e pegou um táxi. Assim que sentou, sentiu falta de algo: havia deixado para trás sua Fender Stratocaster — a igualmente mitológica guitarra, que está completando 60 anos. O músico sentiu medo, um medo devastador. “Não consigo pensar na vida sem aquele instrumento, que me acompanhou em tantos shows e tantas gravações”, contou ele em seu blog. Desesperado, à beira de um ataque de nervos, voltou à estação e durante horas tentou, em vão, encontrar a guitarra. Até que um policial sugeriu que ele fosse ao depósito do metrô, onde são guardadas as coisas esquecidas nos trens. “E lá estava ela, ao lado de um skate, no seu estojo, intocada. Meu coração se encheu de júbilo, de alegria, de felicidade”, relatou. Rodgers tinha encontrado a guitarra que chama, carinhosa e apropriadamente, de The Hitmaker (algo como A Criadora de Hits).

A história, que repercutiu imensamente nas redes sociais, mostra o tipo de paixão que a Stratocaster desperta entre os músicos e a curiosidade que atrai no público em geral. Criado pelo americano Leo Fender em 1954, o instrumento se tornou, ao longo dos anos, o maior ícone do rock, graças ao seu uso por superastros como Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jeff Beck, David Gilmour, Stevie Ray Vaughan, Ritchie Blackmore e The Edge, entre muitos outros.

Celebrada graças ao seu design cheio de estilo e à sua sonoridade única, a Fender Stratocaster — amada no Brasil por craques como Lulu Santos e Roberto Frejat — tem sua importância resumida numa declaração do próprio Clapton: “Se pudesse voltar no tempo e encontrar Leo Fender, diria a ele: ‘Você realmente criou algo que é insuperável’”.

— O fato de celebrarmos a importância da Stratocaster em 2014 mostra como ela venceu, brilhantemente, a barreira do tempo. Trata-se, sem dúvida, de um dos instrumentos mais marcantes da História — afirma o jornalista Tom Wheeler, ex-editor da revista “Guitar Player” e autor de um compêndio sobre o instrumento, o livro “The Stratocaster chronicles”, lançado em 2004 e em cuja apresentação Clapton deu a declaração acima. — Sua construção, seus recursos e sua sonoridade revelam um momento único de inspiração.

Mas quando foi vista pela primeira vez em público, durante uma apresentação de Buddy Holly, no programa de televisão de Ed Sullivan, em dezembro de 1957, a Fender Stratocaster parecia algo do outro mundo. Numa época em que a concorrência oferecia instrumentos que, em sua maioria, pareciam nada mais do que violões elétricos, alguns detalhes causaram espanto e até dúvida se aquilo era mesmo uma guitarra, como seu desenho único (com um recorte duplo), sem buracos, a fixação dos captadores, as tarraxas só de um lado do braço, e a alavanca de vibrato, para “torcer” as cordas.

— Até ali, todas as guitarras repetiam o formato de um violão. A Stratocaster, não. Ela causou espanto quando surgiu porque tinha uma coisa futurista, já representando toda a modernidade que o instrumento poderia trazer — conta Frejat, que tem quatro exemplares em casa. — Sua versatilidade permite que cada músico demonstre nela a sua individualidade, a sua voz. Foi por isso que ela se tornou o maior ícone do rock. Se eu só puder levar uma coisa para uma ilha deserta, levo uma Stratocaster.

E, de 1954 para cá, não faltaram individualidades ao corpo da Strato. Foi o som dela que marcou a surf music dos Beach Boys e de Dick Dale, no começo dos anos 1960. Foi empunhando uma que Bob Dylan fez sua famosa virada elétrica, no festival de Newport, em 1965. Foi com um modelo desses que Hendrix subverteu o hino americano, no festival de Woodstock, em 1969, Clapton gravou o clássico “Layla”, em 1970, e Ritchie Blackmore fez o imortal riff de “Smoke on the water”, em 1971. E, num pulo no tempo, foi com uma Stratocaster que John Frusciante, dos Red Hot Chili Peppers, brilhou em “Californication”, em 1999, e John Mayer tocou no funeral de Michael Jackson, em 2009.

— Nada foi igual ao Hendrix tocando com uma Stratocaster. Ele apontou os caminhos pelos quais todos os outros passariam - afirma Lulu Santos, que aparece com uma na capa do seu clássico álbum “O ritmo do momento”, de 1983. — É um instrumento incrível, que te dá uma grande flexibilidade.

— Comecei minha carreira tocando uma Fender Stratocaster, e o primeiro sucesso dos Titãs, “Sonífera ilha”, tem um som bastante marcante dessa guitarra — conta o músico e colunista do GLOBO Tony Bellotto. — Quando meus filhos decidiram aprender a tocar, não hesitei em presenteá-los com Stratos, pois o som delas é inigualável.

Já o guitarrista e produtor Sérgio Diab, que toca com Tony Platão, não teve dúvidas: chamou seu recém-lançado disco de estreia de “Stratoman” e no encarte faz um agradecimento a Leo Fender por criar o que chama de “fiel escudeira”.

— Não me sinto confortável com nenhuma outra guitarra. A Stratocaster é como parte do meu corpo. Ela é a minha voz — resume.