A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
É uma pena que a série Civilização chegue ao fim, mas também é uma pena que a série tenha perdido a "força" nestes dois últimos episódios. Neste episódio, Kenneth Clark deixou de lado a arte para se concentrar mais na história, na ciência e tecnologia (pelo menos foi essa a minha impressão). Entendo que a chamada arte moderna, é ridícula, feita por pessoas sem talento, que na maioria das vezes estão apenas interessadas em "ganhar nome" e vender suas obras de arte por uma boa grana. Também entendo que é mais difícil falar de eventos relativamente recentes, ou que são da nossa época. Mas considero que esse ultimo episódio ficou muito a desejar. Entendo que o episódio tem como intenção transmitir uma mensagem de paz e tolerância, algo que parecia estar em falta na época (na verdade está em falta em todas as época), mas Kenneth Clark poderia ter feito isso, falando um pouco da arte dos séculos XIX e XX. Mas isso não quer dizer que esse episódio seja ruim, apenas não é tão bom quanto os 11 primeiros. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
Em inglês:
A série Civilização (Civilisation) tem apenas 13 episódios, mas alguns canais do YouTube disponibilizam um depoimento de David Attenborough sobre a produção do programa. Então este fica sendo um extra:
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
Neste penúltimo episódio, Kenneth Clark fala do movimento romântico, do qual ainda somos herdeiros, ou pelo menos éramos em 1969, e vítimas das falácias da esperança. O programa começa falando dos poetas e filósofos que ansiavam por liberdade. Será que ansiavam e ainda anseiam mesmo por liberdade? Ou será que era por uma utopia uma ideia fugaz que desse, e dê, às suas vidas algum significado depois que a ideia de imortalidade através da fé cristã havia se desfeito no século XVII? As questões são minhas, olhando pela perspectiva de quem está 50 anos após a produção do programa. Kenneth Clark lembra que os melhores espíritos da época estavam encantados com a Revolução Francesa, talvez mais do estiveram com a Independência Americana, creio eu. Mas, sempre há um mas, os revolucionários rapidamente deixaram de lado a razão e a criação de uma sociedade mais justa e livre, mas se dedicarem a "apagar" os sinais da antiga civilização europeia, para construírem a nova civilização de onde emergiria o "novo homem". Os resultados foram: a destruição de construções históricas (sagradas ou não), a injustiça (principalmente contra os mais pobres), e a morte de centenas de milhares de pessoas (a maioria adversários políticos, mas não apenas estes) apenas pelo crime de discordarem dos líderes revolucionários. É obvio que o "novo homem" não veio, e não viria, pois este é um sonho utópico, que ainda hoje atrai seguidores e que, nos últimos 230 anos, serviu para justificar toda ordem de crimes que em nada serviram para criar um mundo (pelo menos) melhor. Não deixa de ser irônico que, após toda a violência e agitação social e política, a revolução resultaria no Império Napoleônico, que apesar de declarar proteger e difundir os ideais que inspiraram os revolucionários de 1789, este nada mais era do que a reedição do Antigo Regime, mas com uma nova roupagem. Beethoven estava certo quando voltou atrás e retirou de sua 3° sinfonia a dedicatória à Napoleão. Não quero me estender mais, apenas basta dizer que passados 230 anos, a Europa, e por extensão o resto do mundo ainda ainda vê na Revolução Francesa, e não na Indepedência Americana, um exemplo. É uma pena! Ainda haverá muito sofrimento até que aprendam. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
Neste episódio, Kenneth Clark trata daquilo que começou como um modismo, mas que depois se converteu em uma escola de pensamento cujos impactos podem ser sentidos até hoje. Estamos falando do chamado: Culto da Natureza. As origens não são muito claras. Talvez sua origem tenha sido uma das consequências das guerras religiosas, que deixaram um tamanho trauma, com as pessoas se matando em nome do mesmo deus, que a reação acabou sendo de afastamento progressivo da religião, sobretudo entre as classes altas. Talvez tenha sido uma consequência da mudança de postura intelectual motivada pela introdução do questionamento científico. O fato é que aos poucos a religião cristã começou a deixar de ser o foco do pensamento ocidental. Infelizmente, as pessoas não conseguem viver por conta própria, sem crer em algo como um dogma, uma ideologia, uma religião. E naquela época, antes que surgisse o marxismo, o substituto da fé na mente da intelectualidade europeia foi a natureza. O Culto da Natureza. Como todo o culto, existe pouco de razão e muito de fanatismo entre seus seguidores e "profetas". Um desses profetas, foi Jean-Jacques Rosseau, que ainda hoje causa estragos com o seu mito, porque não dizer mentira, do bom selvagem, aquele que é belo, puro e bom, ainda que nunca tivesse existido algum "selvagem" com essa descrição. Pena que poucas pessoas tenham lido o mordaz e certeiro comentário de Voltaire sobre a obra de Rousseau. Mas Kenneth Clark não se limita apenas a falar do Culto da Natureza, ele apresenta alguns poetas ingleses dos séculos XVII, XVIII e XIX além de avançar um pouco no tempo para falar dos pintores impressionistas. Pena que a série esteja chegando ao seu fim, e com isso perdendo parte de de sua força. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
Neste episódio Kenneth Clark trata de alguns personagens que participaram e deram forma ao Iluminismo. O Iluminismo, também conhecido como Ilustração, ou ainda Século das Luzes, foi um movimento intelectual e filosófico que dominou o século XVIII e tinha sua base em uma série de ideias centradas na razão como a principal fonte de autoridade e legitimidade. Na França, onde o iluminismo ganhou força, os filósofos do movimento preconizavam a liberdade individual, a tolerância religiosa, com a separação da Igreja do Estado, a liberdade, de movimento, e de expressão, e um governo constitucional. Ainda que o Iluminismo esteja profundamente ligado à França, pois foi neste, e deste, país que surgiram os maiores expoentes desse movimento, foi inspirado na Inglaterra, mais especificamente na tolerância desse país para com as opiniões diversas, o que resultou na liberdade de expressão, de pensamento e de imprensa que muito cedo tornaram-se marcas da sociedade inglesa. Foi para lá que muitos intelectuais europeus se refugiaram das perseguições que sofriam em seus países. E foi nesse ambiente que muitos filósofos encontraram inspiração para suas obras. Entre esses, estava Voltaire, o maior e mais famoso representante do Iluminismo. Mas Kenneth Clark não fala apenas da filosofia. Ele fala da vida dos senhores de terra ingleses do século XVIII e de suas propriedades rurais, da incipiente democracia britânica, com suas suspeitas e, em muitos casos, comprovadas fraudes eleitorais. Ainda que aquela tenha sido uma época de grande de grande efervescência cultural, de um estilo de vida gracioso e delicado, com a nobreza e a burguesia aproveitando um estilo de vida gracioso, em salões de festas em seus palácios e palacetes, temos ao mesmo tempo uma vida urbana repleta de tipos grosseiros levando uma vida que faria a vida descrita nos dias de hoje pelas letras de Rap e Funk parecer inocente. Não é à toa que o iluminismo e a graciosa vida dos salões do Antigo regime acabaram com a Revolução Francesa de 1789. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
A Procura Da Felicidade - The Pursuit Of Happiness
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
Neste episódio Kenneth Clark trata da arte do século XVIII, da arte que conhecemos de forma genérica como Barroco, da música clássica produzida por gênios como Handel, Haydn, Bach e Mozart, com seu fluxo harmonioso e sua complexa simetria, e da sua elaborada arquitetura Rococó. Mas antes, Clark fala um pouco sobre o Classicismo, o estilo arquitetônico que precedeu a arquitetura Barroca e seu Rococó. Ainda que o Classicismo, fosse muito apreciado pois era o "estilo arquitetônico oficial" do regime centralizado francês, e a França era, e seria por muitos anos, quem ditava a moda em todos os estilos artísticos, o Barroco, criado e desenvolvido na Itália, seria quem melhor se adequaria ao estilo e necessidade da nobreza de língua germânica. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
Neste episódio Kenneth Clark começa falando sobre a luz sobre a sua importância para a pintura, para a arte, para a ciência, um verdadeiro simbolo de civilização. A luz esteve no centro tanto de uma revolução artística na pintura (a forma de retratar os temas, mas também os próprios temas que eram retratados), quanto de uma revolução científica que teve no microscópio e no telescópio seus símbolos, e não podemos esquecer que ambos os instrumentos tem como propriedade concentrar ou dispersar os raios de luz. Na Holanda (ou Países Baixos) e depois no Reino Unido uma nova forma de ver, de interpretar o mundo, colocou de lado a autoridade divina e pôs em seu lugar a observação, a experiência e a experimentação. A Holanda (Países Baixos) foi o primeiro país a se beneficiar dessa mudança, que decorreu de transformações sociais e econômicas decorrentes sobretudo do comércio. Ainda que as guerras religiosas entre católicos e protestantes tenham ensinado que era muito mais proveitoso, em todos os temas, tolerar opiniões diferentes das suas do que simplesmente eliminá-las, católicos e protestantes continuaram a se matar (inclusive dentro de seus grupos religiosos) até meados do século XVII, e mesmo os judeus também perseguiam uns aos outros por questões religiosas. Vale a pena comparar esse episódio com o sexto episódio da série Cosmos, vocês verão como Kenneth Clark, tendo como foco a arte, explica muito melhor a ciência e os costumes do que Carl Sagan, o link está AQUI. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
Grandiosidade E Obediência - Grandeur And Obedience
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
Neste episódio Kenneth Clark fala da vitória da Contra Reforma. Ele não se refere à vitória militar, nem a política. Ainda que tenham existido ambas, com a recuperação de diversos territórios e populações que haviam sido ocupados pelos protestantes. Mas essa vitória demorou algum tempo para ocorrer. Depois do saque de Roma, de 1527, que pareceu atingir de forma profunda não só a autoridade temporal, mas também a espiritual do Papa, parecia que o catolicismo estaria reduzido a encolher e perder sua importância frente ao protestantismo e os poderes seculares. Mas A Igreja Católica reagiu, e conseguiu recuperar sua primazia temporal e recuperar sua importância religiosa. Isso foi obtido sobretudo através do Concílio de Trento, o concílio ecumênico mais longo e que também emitiu o maior número de decretos dogmáticos e reformas, obtendo os mais benéficos, duradouros e profundos resultados sobre a fé e a disciplina da Igreja. Para opôr-se ao protestantismo, o concílio emitiu numerosos decretos disciplinares e especificou claramente as doutrinas católico‐romanas quanto à salvação, os sete sacramentos, a doutrina da graça e do pecado original, a justificação, a liturgia e o valor e importância da missa, o celibato clerical, a hierarquia católica, o culto dos santos, das relíquias e das imagens, as indulgências e a natureza da Igreja. Regulou as obrigações dos bispos, criou seminários nas dioceses como centros de formação sacerdotal e confirmou-se a superioridade do Papa sobre qualquer concílio ecumênico. Mas o programa não trata apenas de religião, também trata de arte, e das obras que finalizaram a decoração da Basílica de São Pedro, aconselho que assistam ao programa. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
Protesto E Comunicação - Protest And Communication
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
Neste episódio Kenneth Clark fala da reforma protestante. Esse é talvez o mais fraco de todos os episódios da série. Não quer dizer seja ruim, a série é ótima, mas ao contrário de outros episódios, onde grandes obras de arte da música, da pintura, escultura e arquitetura foram exibidas, neste episódio a narração se concentrou em alguns poucos artistas, como o pintor e gravurista Albrecht Dürer, de filósofos e/ou pensadores como Erasmo de Roterdã, Montaigne e do dramaturgo Shakespeare. A explicação está no próprio tema do episódio. Os "homens do norte" que deram origem a reforma protestante eram em sua maior parte avessos à cultura. Limitados pelo seu fanatismo religioso, eles tinham raiva de tudo que não fosse a palavra, mais especificamente e leitura da Bíblia. O próprio Clark lembra que a Reforma não produziu uma arte própria. O fanatismo/radicalismo tem seus efeitos nefastos em todas as áreas do conhecimento e da ciência, e, ainda que os autores protestantes não queiram reconhecer, foi a partir do sul da Europa, exatamente das partes católicas, que a arte e o conhecimento continuaram sendo produzidos. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados. No episódio anterior Kenneth Clark falou do surgimento do Renascimento, ou mais especificamente das bases econômicas, sociais e culturais que possibilitaram a ocorrência do Renascimento. Neste quinto episódio, ele fala de alguns dos maiores artistas da Renascença, Michelangelo, Rafael, Bramante e Da Vinci. Os três primeiros encontraram em Roma, principalmente sob o Papado de Júlio II, o apoio para que produzissem algumas das maiores obras de arte da civilização: A Basílica de São Pedro (projetada por Bramante), a decoração da Capela Sistina (feita por Michelangelo) e a decoração de diversos aposentos papais (feitos por Rafael). Da Vinci é um caso a parte. Sua incansável curiosidade e energia faziam com que ele sempre estivesse em movimento, tanto física quanto intelectualmente, pesquisando tudo que caísse em suas mãos ou sob seu olhar. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
Homem A Medida De Todas As Coisas - Man The Measure Of All Things
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados. Neste quarto episódio Kenneth Clark fala do surgimento do Renascimento. Visitando Florença, ele nos mostra como os banqueiros, comerciantes de lã, artesão e artistas da região centro norte da Itália, mais especificamente da Toscana, deram um novo impeto à Europa, com a redescoberta da cultura clássica. A leitura dos autores gregos e romanos, cujos livros haviam ficado até então espalhados em monastérios, e do qual apenas fragmentos haviam sido lidos até então, inspiraram os renascentistas a copiar e depois buscar ultrapassar aquilo que havia sido produzido na Antiguidade. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados. Este terceiro episódio Kenneth Clark nos apresenta o surgimento do amor romântico, ou do romantismo no século XIII. Foi época dos romances de cavalheira e do trovadorismo, com seu amor cortês ou cortesão. Foi uma época de intensa produção cultural, tendo produzido entre outros, o escritor e filósofo Dante Alighieri e o pintor Giotto. Também foi uma época de intensa religiosidade na Europa, trazendo uma novidade para a religião cristã, o culto à Virgem Maria, e o surgimento da Ordem dos Frades Franciscanos, de São Francisco de Assis. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.
Este segundo episódio trata do renascimento cultural, econômico e social da Europa, quando, passados quase 5 séculos do fim do Império Romano, os europeus voltaram a construir grandes obras de engenharia, mas não apenas construções, a própria cultura passou por uma eferverscência com grande produção cultural na área da literatura, filosofia, por exemplo. Esse degelo cultural e social, levou a transformações políticas e econômicas que nos séculos seguintes colocariam a Europa como centro transformador do mundo.
Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.
A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados. Este primeiro episódio se chama Por Um Triz (pois foi por pouco que a Civilização Ocidental salvou-se da destruição causada pelas diversas invasões de povos bárbaros vindo do leste, do sul e do norte). Quase todo o conhecimento da antiguidade clássica, da qual Roma era depositária salvou-se de ser destruída nos monastérios da Igreja Católica. Neste episódio Kenneth Clark fala dos quase seis séculos após a Queda de Roma, e visita lugares que tiveram importância seja na preservação da cultura clássica, seja na construção do cristianismo ocidental (da qual a Igreja Católica é a representante), seja na retomada do conhecimento e construção da Cultura Ocidental. Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente a única cópia disponível em português (do primeiro episódio) está com as imagens meio borradas.
"Baby It‘s You" foi escrita por Burt Bacharach (música), Luther Dixon (usando o pseudônimo de Barney Williams) e Mack David (letra). A canção foi originalmente produzida por Luther Dixon para o grupo vocal feminino Shirelles. Quando lançada como single em 1961, a música tornou-se rapidamente popular, chegando à oitava posição da para de sucessos da Billboard.
Mais tarde "Baby It’s You" foi lançada em um álbum com o mesmo nome. Os arranjos vocais criados para esta primeira versão provaram-se influentes e acabaram sendo reproduzidas na maioria das versões subsequentes, inclusive aquela lançada pelos Beatles.
Beatles
Os Beatles vinham tocando "Baby It’s You" em suas apresentações de 1961 até 1963, por influência de John Lennon, que era fã das Shirelles. Em 11 de fevereiro de 1963, os Beatles gravaram a canção para seu primeiro álbum, Please Please Me, juntamente com "Boys", outra canção lançada pelas Shirelles. A versão dos Beatles difere das Shirelles pela repetição do segundo verso em vez do primeiro. Então, se as Shirelles concluiam a canção "sentado em casa e chorando", a versão dos Beatles é mais otimista, com John Lennon cantando que ele vai continuar a amar, não importa o quê.
O single da versão dos Beatles alcançou o sétimo lugar na parada sucessos do Reino Unido e a posição 67 da Billboard Hot 100, nos Estados Unidos.
Sha la la la la la la la/Sha la la la la la la la
Sha la la la la la la la/Sha la la la la
It's not the way you smile that touched my heart. (sha la la la la)
It's not the way you kiss that tears me apart.
Uh, oh, many, many, many nights go by,
I sit alone at home and I cry over you.
What can I do.
Can't help myself, 'cause baby, it's you.
(sha la la la la la la)
Baby, it's you.
Sha la la la la la la la/Sha la la la la la la la
You should hear what they say about you, "cheat," "cheat."
They say, they say you never never never ever been true. (cheat cheat)
Uh oh,
It doesn't matter what they say,
I know I'm gonna love you any old way.
What can I do, and it's true.
Don't want nobody, nobody, 'cause baby, it's you. (sha la la la la la la)
Baby, it's you. (sha la la la la la la)
Uh oh,
It doesn't matter what they say,
I know I'm gonna love you any old way.
What can I do, when it's true.
Don't want nobody, nobody, 'cause baby, it's you. (sha la la la la la la)
Baby, it's you. (sha la la la la la la)
Don't leave me all alone...
Smith
A versão de "Baby It’s You" feita pela banda Smith, liderada por Gayle McCormick, foi lançada em seu álbum de estréia, A Group Called Smith, em 1969. Produzida por Del Shannon, esta versão altera o arranjo vocal tradicional interpretada por as Shirelles e os Beatles em favor de um vocal mais próximo ao Soul. A canção alcançou a quinta posição da Billboard Hot 100. A versão do Smith foi utilizada por Quentin Tarantino na trilha sonora do filme Death Proof.
Covers e outras versões
Os Carpenters gravaram uma versão de "Baby It’s You", em 1970, para o seu álbum Close to You.
Alguns dias atrás estava em uma livraria quando vi um CD com a trilha sonora do filme Death Proof, do diretor Quentin Tarantino. Um comentário rápido, Tarantino tem um gosto excelente para a trilha sonora de seus filmes. Voltando ao assunto. Entre as músicas do CD estava esta versão de "Baby It's You", gravada em 1969. Depois eu falo mais sobre a canção.
Senhoras e senhoras, com vocês... um grupo chamado Smith
Não sei dizer quando e onde foi essa apresentação da banda Smith.Parece que rolou um playback, pois o som é bem limpo e igual ao disco. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=pIGo31k-qkw
Depois que eu postei a canção me dei conta que essa canção poderia ser uma espécie de resposta para a canção postada anteriormente. Interessante. Não fiz isso intencionalmente.
O músico B.B. King, considerado o "rei do blues" e integrante do Hall da Fama do Rock and Roll desde 1987, morreu na madrugada da última sexta-feira (15 de maio) em Las Vegas, nos Estados Unidos, aos 89 anos de idade.
B.B. King e sua banda se apresentam na penitenciária de Norfolk, em Massachussetts, em abril de 1978. Ele começou a fazer shows em prisões dos EUA em 1972. (Foto: Michael S. Gordon/AP/Arquivo)
Nascido com o nome de Riley B. King, em 16 de setembro de 1925, no Mississippi, Estados Unidos, B. B. King teve uma infância muito pobre, ficando órfão ainda criança e tendo que trabalhar como catador de algodão nas plantações de seu estado natal. Começou a tocar violão em esquinas e bares para ganhar algum dinheiro.
Autodidata, ele nunca teve professor convencional, mas teve a sorte de contar durante a adolescência com o apoio protetor de Bukka White, seu primo. Este guitarrista, muito renomado na região, deu as dicas de guitarra ao futuro gênio e o levou a descobrir a grande cidade da música, Memphis, para onde se mudou em 1947.
O futuro B.B. King passou a conviver com Sonny Boy Williamson (Rice Miller), Robert Lockwood Jr, Bobby "Blue" Bland e tocava regularmente na Beale Street, onde mais tarde abriu um clube com seu nome, a "Broadway" da música negra nos Estados Unidos. Sua carreira ganhou novo fôlego em 1949 ao ser contratado como DJ de uma rádio, onde ganhou o apelido que o eternizou, Blues Boy, ou B.B.
Seu primeiro grande sucesso nacional de B.B. King foi “Three O'Clock Blues”, gravado por ele em 1952. A partir daí começou a fazer turnês sem parar. Só no ano de 1956 sua banda chegou a fazer 342 apresentações. B.B. King criou um estilo autêntico de guitarra. Em seus solos, ao contrário de outros guitarristas, o Rei do Blues preferia usar poucas notas. Ele dizia que conseguia fazer uma nota valer por mil.
Lucille
Ele tinha paixão por suas guitarras, e passou a apelida-las com o nome de “Lucille” após quase perder uma delas em um incêndio. Ele conta, que no início de sua carreira, houve uma briga entre dois homens que disputavam uma mulher em um bar. A briga teria começado um incêndio, e B. B. King teve que enfrentar as chamas que tomavam o estabelecimento para salvar seu instrumento. Já a salvo, ele descobriu que o nome da mulher era “Lucille”. E, depois desse episódio suas guitarras passariam a ser carinhosamente chamadas de “Lucille”.
Em outubro de 2014, o guitarrista precisou abandonar um espetáculo em Chicago, diante de um quadro de desidratação e esgotamento, o que provocou a suspensão do restante da turnê, que ainda tinha 8 shows programados. No início de abril deste ano, o guitarrista ficou hospitalizado quatro dias após sofrer uma desidratação por causa da diabetes tipo 2 da qual sofria há mais de 20 anos.
Nas últimas semanas, o artista esteve no centro de um conflito entre uma de suas filhas e seu empresário pela forma como estava sendo atendido. De acordo com o site TMZ, Patty King, filha do músico, considerava que o pai estava recebendo tratamento inadequado e chamou a polícia depois que seu empresário, Laverne Toney, negou-se a interná-lo em um hospital. Ele voltou a ser internado poucos dias antes da morte.
O guitarrista em 21 de abril de 1980, durante a abertura New Orleans Jazz Festival. (Foto: AP/Arquivo)
Mestre
Considerado um dos artistas mais influentes de todos os tempos, seu talento inspirou outros grandes guitarristas, como Stevie Ray Vaughan, Jeff Beck, Jimi Hendrix, George Harrison, Buddy Guy e Eric Clapton. Na lista de 2003 dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos, a revista "Rolling Stone" classificou King como nº 3, atrás apenas de Jimi Hendrix e Duane Allman.
B.B. King ganhou 16 prêmios Grammy alo longo da carreira: melhor desempenho vocal masculino de Rhythm & Blues, em 1970, com “The thrill is gone”; melhor gravação étnica ou tradicional, em 1981, com “There must be a better world somewhere”; melhor gravação de blues, em 1983, com “Blues’N jazz”, e, em 1985, com “My guitar sings the blues”. Ao longo da carreira ele gravou mais de 50 discos. Entre sua gravações mais famosas estão “Three O’Clock Blues”, já citada; “Everyday I Have The Blues”, gravada em 1955;
“How Blue Can You Get”, lançada por ele em 1964;
“The Thrill Is Gone”, gravada por B.B. King em 1969;
“When Love Comes To Town”, gravado em 1988, em parceria com o U2;
O cantor John Robert (Joe) Cocker, (Sheffield, 20 de maio de 1944 — Crawford, 22 de dezembro de 2014) faleceu nesta segunda feira, aos 70 anos, após lutar durante anos contra um câncer de pulmão.
Conhecido por sua voz rouca e apresentações intensas, Joe Cocker começou sua carreira musical em sua cidade natal na Inglaterra, aos quinze anos de idade. Com o nome artístico de Vance Arnold tocou com a banda The Avengers, depois com a banda Big Blues (1963) e a partir de 1966 com a Grease Band. Foi a partir de 1969 que o cantor ganhou projeção ao ser convidado para cantar no programa The Ed Sullivan Show. No mesmo ano conseguiu seu primeiro sucesso com a antológica versão da canção "With A Little Help From My Friends". Essa versão foi gravada com o guitarrista Jimmy Page e foi elogiada publicamente pelos Beatles. No mesmo ano Cocker apareceu no Festival de Woodstock, com um show consagrador, sobre o qual ele fala no livro Woodstock, do jornalista [Pete Fornatale] : "Tivemos uma reação emocionante quando tocamos "With a Little Help from My Friends". Foi como um sentido maravilhoso de comunicação. Era o último número do show, eu lembro, mas senti que finalmente tínhamos nos comunicado com alguém".
No dia 5 de de junho deste ano, eu havia publicado dois posts com a letra e o audio das versões dos Beatles (que é a original) e de Joe Cocker (ver na lista ao lado). No dia 7 de junho publiquei mais um post contando o histórico da canção e outras versões. A versão de “With A Little Help From My Friends” que Cocker gravou é de longe a mais famosa de todas e ficou famosa no Brasil por conta da abertura do seriado americano Anos Incríveis, exibida na década de 1990 na TV Cultura de São Paulo.
No começo dos anos 70 Cocker teve problemas com drogas e álcool que acabaram atrapalhando sua carreira, mesmo asssim ele gravou musicas de sucesso como a versão ao vivo do sucesso "The Letter", dos Box Tops, “She Came In Through the Bathroom Window”, “Cry Me A River” e “Feelin’ Alright”, lançados na compilação Mad Dogs & Englishmen.
“You Are So Beautifull” foi gravada em 1974, mas lançada no ano seguinte com single, e se tornou um dos maiores sucessos de toda a carreira de Cocker. Vale mencionar que essa música foi usada no filme O Pagamento Final (Carlito’s Way), estrelado por Al Pacino, em 1993, fazendo a canção voltar à parada de sucessos.
Nos anos 80 ele conseguiu superar sua dependência de drogas e álcool e voltou a colecionar vários sucessos. Entre os quais "Up Where We Belong", um dueto com a cantora Jennifer Warnes, que rendeu aos dois um Grammy em 1983. A canção foi tema do filme A Força do Destino (An Officer and A Genteleman), com Richard Gere e Debra Winger.
Também nos anos 80 gravou os sucessos "When The Night Comes" e "Unchain My Heart", essa última foi tema da novela brasileira Sassaricando.
Em 1986, a canção "You Can Leave Your Hat On" ao ser incluída na trilha sonora do filme 9 e meia semanas de amor.
Em 2002 sua regravação da musica “Never Tear Us Apart” da banda INXS fez sucesso no Brasil após ser usada na trilha sonora da novela Coração de Estudante.
Em 2007, ele fez uma participação especial em Across the Universe, longa-metragem musical de Julie Taymor, interpretando a música "Come Together", dos Beatles.
Em 2012, Joe Cocker fez sua terceira e última passagem pelo Brasil – ele já havia tocado no país em 1977 e em 1991, no Rock in Rio, no estádio do Maracanã. No show da capital paulista, o britânico emendou uma sequência de hits e agradou a plateia ao tentar alcançar a rouquidão potente que caracterizou sua voz.
Repercussão
Um dos primeiros a comentar a morte de Joe Cocker foi justamente Ringo Starr, bateirista dos Beatles e intérprete de "With a little help from my friends", que foi composta por John Lennon e Paul McCartney. Ringo postou em sua conta no Twitter: "adeus e Deus abençoe Joe Cocker, de um de seus amigos. Paz e amor. R".
Em mensagem publicada pela BBC, Barry Marshall, agente do músico, disse que Cocker "foi, sem dúvida, a maior voz britânica do rock/soul" e que "será impossível preencher o espaço que ele deixa em nossos corações".
Discos de Estúdio •With A Little Help From My Friends (1969)