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quarta-feira, 28 de março de 2018

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1950

Mais uma fotografia vencedora do Prêmio Pulitzer. Dessa vez, o ganhador do prêmio de fotografia de 1950. Sempre que possível irei contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), como nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações.


Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1950: Categoria Fotografia

Vencedor: Bill Crouch do periódico The Oakland Tribune (Califórnia)

Título: “Near Collision At Air Show” (“Uma Quase Colisão Em Um Espetáculo Aéreo”)

Câmera: Speed Graphic

Lente: Desconhecido

Velocidade E Abertura Do Obturador: Desconhecido

Filme: Kodak



Na frente de 60.000 espectadores, que compareceram a um show aéreo, Chet Derby estava realizando acrobacias em seu biplano, quando finalizou sua apresentação fazendo um "loop" de cabeça para baixo. A trilha de fumaça supostamente atravessou o caminho de um dos três bombardeiros B-29 que cruzavam o céu. Abaixo estava Bill Crouch, que também era piloto e participava do show. Crouch trabalhava para o The Oakland Tribune na época e tirava fotos das acrobacias de Derby, buscando tirar uma foto artística. Ele tentava fazer uma composição interessante com o avião de Derby e a trilha de fumaça quando notou o surgimento repentino dos B-29 e bateu a foto. Segundo seu depoimento, o avião de Derby teria passado a cerca de 5 pés, 2 metros, de distância da asa do bombardeiro. A foto seria depois publicada na Revista Life e em jornais de todo o mundo.

Comentário sobre a fotografia
Não há muito o que dizer, além de expressar minha dúvida sobre as distância envolvidas na foto. O bombardeiro B-29 era um avião enorme e, a menos que o biplano de Derby também fosse grande, me parece que a foto seja na verdade uma ilusão de óptica. Olhando contra o céu, sem algum objeto, ou ponto de referência, as distâncias podem parecer menores do que realmente são. Então minha impressão é de os aviões estavam muito mais distantes do que os tais dois metros de distância que Crouch alegou.

Sobre o fotógrafo
Sem informações.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Motor Mania

Motor Mania


Todo o dia surgem vídeos na internet com pessoas transtornadas, enlouquecidas, violentas até, a bordo de seus veículos, causando acidentes (alguns bem graves). Existe até um termo em inglês para esse tipo de pessoa, são os "road rage". Esse comportamento costuma ser atribuído ao estresse da do trânsito, ou aos problemas da vida moderna. Apesar de ser fácil atribuir a agressividade de algumas pessoas ao trânsito, e não a elas mesmas, essa explicação revela-se falsa.

Sessenta e cinco anos atrás, exatamente no dia 30 de junho de 1950, foi lançado pelos estúdios Disney o desenho Motor Mania (não sei dizer se o desenho recebeu um nome em português). Na animação, o pacato  e atencioso Mr. Walker (pedestre), vivido pelo personagem Pateta, se transforma no odioso e agressivo Mr. Wheeler (motorista) assim que segura o volante de seu automóvel.


O vídeo acima foi bloqueado no Brasil com base nos direitos autorais. Não o retirei pois, pelo que me lembro as imagens eram boas. Abaixo está uma outra cópia dublada em português, mas com as imagens meio borradas.


Com narração muito irônica, o desenho, de pouco mais de seis minutos mostra diversas infrações e maus hábitos ao volante, como disputar racha, dar "finas" em pedestres, negar passagem a outros motoristas, entre outros. O interessante é que tudo isso se passa em 1950, época em que existiam poucos carros no mundo, mesmo nos Estados Unidos.

É difícil traçar um paralelo entre o comportamento dos motoristas ao longo das décadas, mas ainda que as pessoas de 60 anos atrás fossem mais irresponsáveis ao volante que as de hoje, é fato que pouca coisa mudou com o passar dos anos. Muitas pessoas ainda sentem aquela sensação de onipotência ao volante, principalmente se estiverem de posse de um carro grande, potente e caro.

Curiosidade
No desenho, Pateta dirige um Lincoln Zephyr, como o da foto abaixo. Esse modelo foi produzido de 1935 até 1940 na fábrica localizada em Detroit. Seu motor de 4,3 cm³ e 110 hp de potência tinha ronco bem grave. O conversível chegava a 140 km/h e no primeiro ano de vendas, somou 15 mil emplacamentos, o que representava 80% do volume total da Lincoln.