Mostrando postagens com marcador a. 1979. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador a. 1979. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Do Wah Diddy Diddy - II

Do Wah Diddy Diddy

A canção "Do Wah Diddy Diddy" foi escrita pela dupla de renomados compositores Jeff Barry e Ellie Greenwich, que buscavam fazer sua própria versão de uma outra canção, que havia estourado na parada de sucessos no ano de 1963, chamada “Da Doo Ron Ron”. A primeira dificuldade da dupla foi encontrar uma frase “tola”, mas com sonoridade e que pudesse ser cantada com facilidade. Depois de buscar diferentes combinações, a ideia para o refrão veio a partir do título de uma canção, composta e gravada por Bo Diddley, chamada "Diddy Wah Diddy". Esta é a única relação entre as duas canções.

Originalmente o título da canção era apenas "Do Wah Diddy", e falava sobre a felicidade que uma garota sentia ao sair com seu namorado. Anos depois, em uma entrevista, Ellie Greenwich manisfestou indignação diante do boato de que o refrão fizesse alusão ao prazer sentindo por alguém durante o ato sexual.

Exciters
Produzida por Jerry Leiber e Mike Stoller, com arranjos de Artie Butler, a canção foi gravada pela primeira vez pelo grupo vocal Exciters, que havia feito sucesso naquele mesmo ano com a canção "Tell Him". Lançada em novembro de 1963, primeiro como single, e no mês seguinte em um EP, a canção ficou apenas na posição 78 da parada de sucessos americana, sendo (inicialmente) considerada um fracasso, tanto pelo grupo vocal, quanto pelos compositores.
There he was just walking
Down the street, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Popping his fingers
And shuffling his feet, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
He looked good (yeah, yeah)
He looked fine (yes, he did)
He looked good, he looked fine
And I nearly lost my mind
Before I knew it he was
Walking next to me, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
He took my hand just as
Natural as can be, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We walked on (yeah, yeah)
To my door (sure did)
We walked on to my door
Then he said a little more
(My, my, my, my)
My, my, I knew
We were falling in love
(My, my, my, my)
My, my, I told him all
The things I was dreaming of
Now we're together
Nearly every single day, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, yeah
And we're so happy and that's
How we're gonna stay, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Oh, yeah
Well, I'm his (yeah, yeah)
And he's mine (yes, he is)
Well, I'm his and he's mine
And the wedding bells will chime
Now we're together
Nearly every single day, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We're so happy and that's
How we're gonna stay, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, yeah
Well, I'm his (yeah, yeah)
He's mine (yes he is)
Well, I'm his, he's mine
And the wedding bells will chime
Singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Baby, come on, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Can't you see us
Walking down the aisle, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We're gonna be so happy, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Every day now
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
I'm gonna love him so much
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, cause he's mine...

Manfred Mann
Inspirados pelo exemplo dos Beatles, que obtiveram algum sucesso fazendo versões de canções gravadas originalmente por grupos vocais femininos americanos, os membros da banda britânica Manfred Mann interessaram-se pela canção e começaram a tocá-la em suas apresentações. Fazendo algumas alterações (como mudar o Eu Lírico de feminino para masculino), eles gravaram uma versão em 10 de junho de 1964 nos Estúdios Abbey Road, com produção de John Burgess. A canção foi lançada em um single, no dia 10 de julho, tendo o nome alterado com o acréscimo de mais um "Diddly" (para torná-lo "Do Wah Diddly Diddly"). O sucesso foi imediato e, no dia 13 de agosto de 1964, a canção alcançou o topo da parada de sucessos britânica, ficando lá por mais duas semanas, e vendendo mais de 650.000 singles. Nos Estados Unidos o sucesso demorou mais um pouco, mas em outubro do mesmo ano a canção alcançou o topo da parada de sucessos da Bill Board, ficando lá também por duas semanas.

Outras versões
O grupo vocal Reparata and the Delrons, para o LP Whenever A Teenager Cries, em 1965:

Andrew Gold, para o LP What's Wrong With This Picture, de 1976:


Hounds, em 1979:


Barry Palmer, em 1987:

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Day Tripper - II

Day Tripper

"Day Tripper" é uma canção de autoria de John Lennon e Paul McCartney, originalmente lançada como single, e depois em Long Play (LP). Sobre a composição, Lennon e McCartney deram versões diferentes (algumas delas parcialmente contraditórias) sobre quem compôs a canção e qual seria o significado da mesma.

A ideia para a canção partiu de John Lennon, que inspirou-se na canção “Watch Your Step”, de Bobby Parker, para compor o famoso riff de guitarra de “Day Tripper”. Em 1966, McCartney contou para a Melody Maker que as canções "Day Tripper" e "Drive My Car" (esta gravada três dias antes da outra) eram músicas engraçadas, músicas com piadas inseridas nas letras.


Criado por Lennon, o termo day tripper se referia à pessoas que eram hippies de fim de semana. Tal como pessoas que fazem pequenas viagens, de um dia apenas, mas voltam para a segurança de seus lares, os “day trippers” seriam pessoas que frequentavam as festas hippies, ouviam músicas psicodélicas, consumiam substâncias entorpecentes, mas não aderiam à contracultura e o movimento hippie.

Por conta disso, difundiu-se a explicação de que “Day Tripper” seria a primeira referência explícita ao LSD em uma canção dos Beatles, com Lennon e McCartney brincando sobre tomar, ou não tomar ácido (LSD). Sobre essa questão, Paul McCartney deu uma entrevista para o jornal Daily Mirror, em 2004, onde ele contou que as drogas influenciaram muitas das canções dos Beatles. Ele citou “Day Tripper” como sendo uma canção sobre LSD. Mas depois ele minimizou a questão dizendo “que as pessoas costumam superestimar a influência de drogas em suas músicas.


Gravação
“Day Tripper” foi gravada na tarde do dia 16 de Outubro de 1965, durante as sessões para o LP Rubber Soul. A banda passou algumas horas ensaiando o ritmo no estúdio e depois gravaram três tomadas, sendo apenas a última tomada completa.

Havia sido acordado que o single com a canção seria lançado com “Day Tripper” no lado A, mas após a gravação de “We Can Work It Out”, em 20 de outubro, os produtores e parte da banda mudaram de ideia, por considerarem “We Can Work It Out” como sendo uma canção mais comercial. Lennon protestou contra a decisão, e o resultado foi que o single acabou sendo comercializado com dois lados A.

O single rapidamente chegou ao topo da parada de sucessos britânica, e a posição número cinco da parada americana, já no ano de 1966.

Covers e versões
Jimi Hendrix:

Otis Redding:

Sérgio Mendes e Brazil '66, no LP Herb Albert Presents, em 1966:

James Taylor, no LP Flag de 1979:

Cheap Trick:

Lulu, no LP Love Loves To Love Lulu, em 1967:

segunda-feira, 30 de junho de 2014

I'm A Believer - II

I’m A Believer

“I’m A Believer” é uma canção composta por Neil Diamond e lançada pela primeira vez pela banda norte-americana The Monkees, em 1966. O single da canção é um dos mais vendidos de todos os tempos, tendo alcançado a marca de 10 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo.

Composição
Neil Diamond trabalhava no ramo musical, como músico e compositor, desde 1958, mas somente no início de 1966 é que ele obteve seu primeiro sucesso, com a composição "Cherry, Cherry". Essa canção chamou a atenção do também compositor e produtor musical Don Kirshner, que estava à procura de material para os Monkees. Inicialmente, Diamond ficou surpreso com o interesse de Kirshner em suas composições, mas fechou negócio com ele. Como parte do acordo entre ambos, foi acertado que Diamond esperaria um ano antes de lançar a sua versão de “I’m A Believer”, o que acabou beneficiando-o, pois a exposição da canção no programa de televisão do Monkees alavancou as vendas da versão dele.


Os Monkees
O grupo musical Monkees foi criado em 1965, pela rede de televisão americana NBC, com a intenção de “tirar proveito” do sucesso que das bandas britânicas faziam no mercado norte americano. Algumas fontes afirmam que a intenção da NBC seria a de “rivalizar” com os Beatles, enquanto que outras afirmam que a intenção seria fazer uma paródia dos Beatles. A emissora colocou um anúncio de jornal, procurando por “quatro loucos entre 17 e 21 anos”, e, depois de vários testes, escolheu Davy Jones, vocalista e multi-instrumentista, Michael Nesmith, guitarrista, Micky Dolenz, baterista e vocalista e Peter Tork, baixista e tecladista. O programa de TV durou duas temporadas, de setembro de 1966 até março de 1968, mas a banda ainda continuou em atividade por alguns anos, com esporádicos reencontros dos integrantes.


“I’m A Believer” foi produzida por Jeff Barry e lançada como single em 21 de novembro de 1966, no lado B estava “(I’m Not Your) Steppin’ Stone”. Apesar de os integrantes dos Monkees saberem tocar os instrumentos musicais, eles apenas gravaram a parte vocal da canção. Os produtores do single preferiam contratar músicos de estúdio para gravar a parte instrumental das músicas dos Monkees, pois não estavam convencidos do talento dos rapazes. Esse fato se repetiu durante as gravações das primeiras canções do grupo, e foram necessários meses de brigas até que os integrantes da banda pudessem tocar suas próprias canções.
A canção também foi lançada no LP More Of The Monkees

O single chegou a posição número um na parada de sucessos americana na última semana de 1966 e ficou na primeira posição por sete semanas seguidas. Devido as encomendas antecipadas de lojistas, diante da grande procura do público, o single garantiu as vendas de 1.051.280 de cópias, conseguindo o feito de ganhar um disco de ouro apenas dois dias após o lançamento. A canção também ficou no topo da parada de sucessos britânica por quatro semanas entre janeiro e fevereiro de 1967.

Outras versões
Mais de vinte versões de "I'm A Believer" foram gravadas, abaixo algumas delas.

Neil Diamond fez duas versões da canção, uma em 1967, para o seu LP Just For You:

E outra, com acréscimos na letra, para o LP September Morn, de 1979:


A banda Four Tops, em 1967:

A banda britânica EMF fez uma versão em 1995. Foi com essa versão que ouvi pela a primeira vez a canção. No vídeo dá para perceber que os integrantes da banda não levaram muito a sério o cover:

A banda Smash Mouth gravou uma versão, para o filme Shrek, em 2001:

Obs: Eddie Murphy, dublando o personagem “Donkey” também gravou uma versão da música para o filme.

A banda Weezer também fez sua versão para o filme Shrek, em 2010:

sábado, 14 de junho de 2014

I Fought The Law - II

I Fought The Law

Origens
“I Fought The Law” foi composta por Sonny Curtis em 1958 (ainda não tenho a data precisa). Logo após a morte de Buddy Holly, de quem era amigo de infância, Curtis se juntou aos Crickets, tomando o lugar que era de Holly na guitarra. “I Fought The Law” é a canção de mais regravada de Curtis, e talvez a de maior sucesso dos Crickets, no período pós-Buddy Holly. Ela foi gravada em 18 de maio de 1959 e foi foi lançada originalmente como um single, tendo no lado B a canção “A Sweet Love”, vindo a fazer parte do LP In Style With The Crickets, de 1960.


Primeiro sucesso nacional
Em 1965, Bobby Fuller e sua banda gravaram a "I Fought The Law" pela sua própria gravadora, o selo Exeter, em El Paso, o que solidificou a popularidade da banda no Texas. Depois de desfrutar o sucesso regional, Bobby Fuller e banda decidiram mudar para uma grande gravadora, a Del-Fi Records (subsidiária da Mustang Records) e mudaram o nome da banda para The Bobby Fuller Four. Ainda naquele ano, a versão deles para “I Fought The Law” alcançou a posição número nove da parada de sucessos americana.


Apenas seis meses após a canção fazer sua primeira aparição na parada de sucessos, Fuller foi encontrado morto por asfixia no banco da frente do carro de sua mãe em um estacionamento perto de seu apartamento de Los Angeles, Califórnia. O Departamento de Polícia de Los Angeles não encontrou sinais de violência e declarou que a morte de Fuller, então com 23 anos, foi suicídio, mas parentes e amigos nunca aceitaram essa versão. Fuller foi o primeiro a modificar a letra original, principalmente em apresentações ao vivo. Ao invés dele cantar "zip gun", ele cantava "shotgun" ou "six gun", além de fazer outras modificações na letra.


Breaking rocks in the hot sun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I needed money cause I had none
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and I feel so bad
I guess my race is run
Well she's the best girl that I've ever had
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
Robbing people with a six gun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and the good fun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and I feel so bad
I guess my race is run
Well she's the best girl that I've ever had
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won

The Clash
Em meados de 1978, o cantor Joe Strummer e o guitarrista Mick Jones viajaram para San Francisco (Califórnia) para a participar da mixagem do álbum, Give 'Em Enough Rope, nos estúdios Automatt. Havia uma grande uma coleção de jukeboxes com discos clássicos distribuídos em várias das salas do complexo de estúdios. Strummer e Jones ouviram a versão Bobby Fuller de "I Fought The Law" pela primeira vez em uma das jukeboxes, e no momento em que voltaram para a Inglaterra eles trataram de cantá-la em seus shows. A versão que eles fizeram de "I Fought The Law" apareceu pela primeira vez no EP The Cost of Living, de maio 1979. Esta versão ajudou a tornar a banda mais conhecida, principalmente no mercado americano, apesar de não ter conseguido alcançar uma posição alta na parada de sucessos. O Clash também adaptou a canção, para torná-la mais sombria, mudando o verso "I miss my baby"("Eu deixei minha garota") para "I kill my baby" ("Eu matei minha garota").

Dead Kennedys
Em 1987, banda punk Dead Kennedys também gravou sua própria versão de "I Fought The Law", mas tendo como tema o assassinado do prefeito de São Francisco George Moscone e do conselheiro municipal (vereador) Harvey Milk pelo também conselheiro municipal Dan White, em 1978. A maioria dos versos foram reescritos de modo que a canção fosse cantada sob o ponto de vista de White. O refrão foi alterado para "I fought the law and I won ("Eu lutei contra a lei e eu ganhei"). A canção critica o fato de White ter escapado de uma condenação de assassinato em primeiro grau, alegando insanidade temporária após ter comido muitos twinkies (bolinhos). Por conta disso, o vocalista do Dead Kennedys canta de forma irônica "Twinkies are the best friend I've ever had" ("Bolinhos são os melhores amigos que já tive").


Outras versões
Além das bandas citadas acima, diversas outras bandas e artistas gravaram suas versões e covers de "I Fought The Law". Delas, vale citar apenas a versão de:

Roy Orbison, em 1972:

Stray Cats, em 1984:

terça-feira, 3 de junho de 2014

Since I Don’t Have You - II

Since I Don’t Have You

Composição e gravação
“Since I Don’t Have You” foi escrita por Joe Rock (letra) e Jimmy Beaumont (arranjo). Rock, que era o empresário musical dos Skyliners, compôs os versos da canção enquanto dirigia de volta para casa à noite, alguns dias depois de sua namorada ter terminado o relacionamento que tinham. Ele apresentou a letra para Beaumont, que trabalhou com o restante do grupo os vocais da canção. O resultado foi o surgimento de um novo estilo musical, que combinava o Rhythm And Blues com o jeito informal de falar das ruas. Conta a lenda que a vocalista Janet Vogel criou o arranjo vocal final repetindo treze vezes a palavra você (you). O resultado foi tão bom, que acabou incorporada à canção. Graças a essa, e outras contribuições, a canção acabou tendo sua autoria dividia entre Rock, Beaumont e os demais integrantes dos Skyliners.


Mais de dez gravadoras recusaram gravar a canção, até que o selo de Calico Records, de Pittsburgh, assinasse um contrato. “Since I Don’t have You” foi lançada como single, com “One Night, One Night” no lado B, em dezembro de 1958, e fez sua estréia nas rádios locais de Pittsburgh. O sucesso nacional, e depois mundial, veio após a apresentação dos Skyliners no programa “American Bandstand” em 13 de fevereiro de 1959, do canal de televisão ABC. Em menos de um mês a canção alcançou a posição número 12 da parada de sucessos americana, ficando no “Top 100” por 19 semanas.


Cover e versões
“Since I Don’t Have You” é considerada por muitos criticos musicais umas das músicas que simbolizam os anos 50. Sendo reproduzida nas rádios de todo o mundo até os dias atuais, além de ser reproduzida em filmes como “American Graffiti”, “Máquina Mortífera 2” e seriados com “Happy Days”. Muitos cantores e bandas gravaram covers e versões como:

Chuck Jackson, em 1964:

Manfred Mann, em 1965:

Art Garfunkel, em 1979:

Don McLean, em 1981:

O Guns And Roses gravou esta canção para o seu álbum de 1994 The Spaghetti Incident e atingiu a posição número 10 da parada de sucessos do Reino Unido:

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Heartbreak Hotel - II

Heartbreak Hotel

Origem
A canção “Heartbreak Hotel” foi escrita em 1955 por Mae Boren Axton, uma professora do ensino médio/colegial com alguma experiência no ramo musical, e Tommy Durden, um cantor e guitarrista profissional. A letra foi baseada em uma notícia veiculada pelo jornal “The Miami Herald” sobre o suicídio de um homem que, antes de pular pela janela de seu quarto de hotel, havia destruído seus documentos de identidade e deixado um bilhete onde estava escrito: “Eu ando por uma rua solitária”.

Axton e Durden dão versões diferentes de como a música foi escrita. Durden diz que ele já tinha escrito a música, e tocado com sua banda Swing Billys, antes que Axton fizesse modificações. Axton, por sua vez, conta que Durden só tinha escrito alguns versos da letra, e pediu-lhe ajuda para terminar. Ela disse para Durden: "Todo mundo tem alguém que se importa. Vamos colocar um Heartbreak Hotel no final desta rua solitária". Um músico chamado Glen Reeves, que já havia trabalhado com Axton, chegou a ser convidado para ajudar na composição, mas quando ele ouviu alguns versos da canção, disse que era a “coisa mais ridícula que já tinha ouvido, e recusou o convite. A canção foi finalizada em uma hora e Durden usou o gravador de Axton para fazer uma “demo”.

A canção foi oferecida para alguns artistas, mas todos recusaram por achar a letra estranha, quase mórbida. Com auxílio de um dono de editora, Axton conseguiu apresentar a canção para Elvis Presley durante a Convenção Anual de Disc Jockey de Música Country, ocorrida na cidade de Nashville, Tennessee, em 9 de novembro de 1955. Presley gostou da composição e resolveu gravá-lo. Antes, o agente de Presley, o famoso Coronel Tom Parker garantiu por contrato que os royalties da canção seriam dividos entre Presley, Durden e Axton. Durden não se incomodou com isso, como ele próprio contou em uma entrevista de 1982: “Esta canção pagou o (meu) aluguel por mais de 20 anos."

Nesta publicação inglesa da época, vê-se que Elvis Presley aparece como co-autor de "Heartbreak Hotel".

Gravação
Por essa época, vinham ocorrendo rumores de que Presley ia deixar a Sun Records, onde havia começado a carreira, e iria assinar com a RCA Victor, uma gravadora maior, que poderia dar mais visibilidade e impulsionar sua carreira. O contrato com a RCA Victor acabou sendo assinado em 21 de novembro. Em 9 de dezembro, Presley cantou pela primeira vez “Heartbreak Hotel” durante um show na cidade de Swifton, Arkansas, e declarou para o público que esta canção seria seu primeiro grande sucesso.

A gravação em estúdio ocorreu em 10 de janeiro de 1956, e contou com a participação da banda de apoio de Elvis Presley, The Blue Moon Boys, assim como músicos da RCA Victor, como o guitarrista Chet Atkins e o pianista Floyd Cramer. Somente após exaustivas sessões foi possivel chegar ao resultado sonoro desejado. O primeiro problema era que Elvis Presley não conseguia cantar parado, ele se mexia demais enquanto cantava, e foi necessário fazer uso de vários microfones para captar o som de sua voz com nitidez.

Outro problema era a obtenção do efeito sonoro adequado. O produtor da RCA responsável pela gravação não sabia que o dono da Sun Records, Sam Phillips, usava até dois gravadores de fita e um ligeiro atraso de tempo para criar os efeitos sonoros adequados. A saída acabou sendo deixar Elvis Presley assumir maior controle como produtor de suas próprias canções.


"Heartbreak Hotel" foi lançada como single no dia 27 de Janeiro de 1956, tendo no lado B "I Was The One", que também foi gravada durante as primeiras sessões na RCA Victor. "Heartbreak Hotel" liderou a parada de sucessos da Billboard 100 durante sete semanas e vendeu um milhão de cópias, tornando-se um dos singles mais vendidos de 1956. 

Versões e covers
“Heartbreak Hotel" foi regravada por vários astros de Rock, Pop e demais estilos musicais, incluindo:
The Cadets:

Delaney Bramlett, em 1965:

Bruce Springsteen, em 1978:
https://www.youtube.com/watch?v=Domu1pQFCcA

Willie Nelson e Leon Russell que, em 1979, lideraram a parada de sucessos americana:

Guns And Roses, 1986: