Mostrando postagens com marcador t. Fotografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador t. Fotografia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1952

Mais uma fotografia vencedora do Prêmio Pulitzer. Dessa vez, o ganhador do prêmio de fotografia de 1952. Sempre que possível irei contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), uma vez que nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações.

Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1952: Categoria Fotografia

Vencedores: John Robinson E Don Ultang do periódico Des Moines Register

Título: "O Incidente De Johnny Bright".

Câmera: Desconhecido


Lente: Desconhecido


Velocidade E Abertura Do Obturador: Desconhecido


Filme: Kodak







À primeira vista, as 6 fotografias que aparecem na capa do Des Moines Sunday Tribune parecem nada terem demais, Mas a sequência delas mostra como o jogador Wilbanks Smith, do Oklahoma A&M, quebrou a mandíbula do jogador Johnny Bright, da Universidade De Drake fora da jogada e de forma proposital. O evento, conhecido como "O incidente de Johnny Bright", tornou-se conhecido nacionalmente (nos Estados Unidos) e teve consequências.

A história: Jogando futebol universitário pela Universidade de Drake, uma pequena instituição de ensino cujo time de futebol americano fazia parte da primeira divisão, Bright era um notável jogador, que concorria a diversos prêmios esportios e, graças a sua habilidade, liderou seu time em uma série de 5 vitórias, levando o time do Drake para o jogo contra o Oklahoma A&M. Além de sua habilidade, Bright chamava a atenção por ser o primeiro jogador negro a jogar contra o Oklahoma A&M (agora conhecida pelo nome de Universidade Estadual de Oklahoma). Isso foi em uma época em que o racismo era disseminado e declarado em estados sulistas norte americanos, como Oklahoma. Bright recebeu ameaças antes do jogo, mas jogou mesmo assim.

Durante os primeiros sete minutos do jogo, Bright foi derrubado e ficou inconsciente três vezes por golpes do atacante Wilbanks Smith, do Oklahoma A & M, um jogador branco. Ainda no primeiro quarto, Bright passou a bola para o zagueiro Gene Macomber. Mesmo sem a posse da bola, e fora da jogada, Bright foi atingindo no rosto pelo antebraço e cotovelo de Wilbanks Smith, e teve a mandíbula quebrada. Bright permaneceu no jogo, apesar de sua mandíbula quebrada, e completou um passe de 61 jardas para o meia-zagueiro de Drake Jim Pilkington algumas jogadas mais tarde (depois de outro golpe) ele foi forçado a deixar o jogo e o Oklahoma A&M venceu o jogo por 27-14. A mandíbula de Bright teve que ser ligada, um dente extraído, e ele precisou beber através de um canudo durante semanas.

Bob Spiegel, um repórter do Des Moines Register, entrevistou vários espectadores após o jogo, publicando um relatório sobre o incidente na edição de 30 de outubro de 1951 do jornal. De acordo com o relatório da Spiegel, vários dos alunos do Oklahoma A & M que ele entrevistou ouviram por acaso um técnico do Oklahoma A&M dizer repetidamente "Peguem aquele crioulo" sempre que o A&M treinava contra o Drake antes do jogo de 20 de outubro. Spiegel também contou as experiências de um homem de negócios e sua esposa que estavam sentados atrás de um grupo de jogadores da Oklahoma A&M. No início do jogo, um dos jogadores se virou dizendo: "Nós vamos pegar esse crioulo".

Dan Ultang e John Robinson foram fotógrafos designados para cobrir o jogo pelo Des Moines Register, Ultang usava uma câmera fotográfica normal e Robinson uma câmera que tirava fotos em sequencia. Eles estavam lá por causa das ameaças que haviam sido feitas e por causa dos rumores de que Bright receberia uma "atenção especial". Suas fotografias mostram claramente que o ataque a Bright aconteceu bem depois de ter passado a bola e por trás da jogada. As fotografias foram publicadas no dia seguinte na primeira página do Des Moine Register. Em uma entrevista em 1999 para um projeto de história oral conduzido pela escola de jornalismo da Universidade de Iowa, Ultang disse que sua fotografia da peça era idêntica à sequência final da sequência de Robinson. Robinson morreu em 1972

JB Whitworth, o treinador do Oklahoma A&M, inicialmente negou que houvesse acontecido algo errado, alegando que a lesão de Bright havia ocorrido durante o jogo normal. Diante das provas fotográficas apresentadas, e que também foram publicadas pela revista Life, Whitworth declarou que estava envergonhado com o que havia acontecido, apesar dos rumores de que Whitworth havia ordenado a seus jogadores que atacassem Bright.


Quando o Des Moines Register publicou suas fotos do ataque em 1951, o editor de esportes Sec Taylor escreveu uma coluna furiosa dizendo que a camiseta de Smith deveria ser retirada, fumigada e exibida em algum lugar como um símbolo das “coisas que o futebol universitário não representa”. Em nenhum lugar do texto Taylor mencionou Wilbanks Smith pelo nome. Ele simplesmente se referiu a ele pelo número da sua camisa. Na legenda sob uma foto de Smith, todo o artigo dizia que era "Número 72". "Não vou manchar nosso diário limpo pelo uso de seu nome", escreveu Taylor.

As conseqüências :
A Universidade de Drake University e a Universidade de Bradley se retiraram da liga estudantil por vários anos em protesto pelo incidente de Bright e porque não houve nenhuma ação disciplinar contra Wilbanks Smith. Novas regras foram introduzidas, exigindo capacetes com proteção para o rosto e exigindo que qualquer jogador que socasse ou agredisse outro jogador fosse expulso.

Bright se recuperou a tempo de jogar mais uma partida da temporada. Ele se mudou para o Canadá, achando que ia conseguir um tratamento melhor jogando na Canadian Football League e se tornou o maior corredor da história da CFL - correndo 10.909 jardas, três títulos da Grey Cup, um prêmio de Melhor Jogador, a única temporada recorde, e ainda um recorde para a maioria dos jogos consecutivos. Os jogadores CFL não ganharam dinheiro suficiente para fazer face às despesas, então ele conseguiu um emprego como professor. Quando sua carreira no futebol terminou, ele se tornou um diretor do ensino médio em Edmonton, treinando a escola secundária do bairro para o campeonato provincial ao lado. Ele morreu de um ataque cardíaco em 1983. Ele foi introduzido no Hall da Fama do Football College no ano seguinte.

Recordando o incidente, sem amargura aparente, em uma entrevista ao Des Moines Register de 1980, três anos antes de sua morte, Bright comentou: "Não há como não ter sido racialmente motivado". Bright continuou acrescentando: "O que eu gosto em todo o negócio agora, e o que eu estou presunçosa o suficiente para dizer, é que ter uma mandíbula quebrada de alguma forma melhorou o atletismo da faculdade. Isso fez a NCAA (a associação norte americana esportiva) dar uma olhada e limpar algumas coisas que eram ruins ".

Em 28 de setembro de 2005, a Oklahoma State University desculpou-se formalmente à Drake University e a Bright pelo incidente em uma carta do presidente da Universidade Estadual de Oklahoma, David J. Schmidly, ao presidente da Drake, David Maxwell. O pedido de desculpas veio vinte e dois anos após a morte de Bright.

O texto acima foi baseado no texto publicado no blog Bytes e as fotografias foram retiradas também desse blog.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1951

Mais uma fotografia vencedora do Prêmio Pulitzer. Dessa vez, o ganhador do prêmio de fotografia de 1951. Sempre que possível irei contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), uma vez que nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações.

Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1951: Categoria Fotografia

Vencedor: Max Desfor Da Associated Press pela sua cobertura fotográfica da Guerra Da Coréia

Título: “Flight Of Refugees Across Wrecked Bridge In Korea” (“Fuga De Refugiados Através De Uma Ponte Destruída Na Coréia”)

Câmera: Speed Graphic


Lente: Desconhecido


Velocidade E Abertura Do Obturador: Desconhecido


Filme: Desconhecido



Em outubro de 1950, forças chinesas atacaram as tropas das Nações Unidas, que estavam sob comando dos Estados Unidos, que estavam próximas do Rio Yalu, o rio fronteiriço entre a China e a Coréia do Norte. Em dezembro, após serem derrotadas na Batalha do Rio Ch'ongong'on, as tropas norte americanas foram obrigadas a continuar recuando para o sul. Acompanhando os soldados da 101ª Divisão Aerotransportada, que estavam na linha de frente se encontrava o fotógrafo da Associated Press (AP) Max Desfor, que registrou a fuga dos civis através da ponte destruída sobre o Rio Taedong, próximo de Pionguiangue, a capital norte coreana.

Sessenta anos após o início da guerra, Desfor contou sobre aquele dia: Consegui um jipe ​​de alguém e me juntei à retirada. Comigo estavam Tom Lambert da Associated Press e Homer Bigart do New York Times e um paramédico do exército. Atravessamos o rio Taedong em uma ponte flutuante que havia sido construída as pressas pelos engenheiros do exército... [civis] atravessavam o local onde o gelo estava sólido e cobria o rio. Um pouco mais a montante, onde a água ainda estava aberta (sem gelo), eles estavam cruzando em pequenos barcos. A medida que avançávamos para o sul, vi o que havia uma grande estrutura do outro lado do rio, obviamente destruída recentemente por bombas aéreas ... com coreanos fugindo da margem norte do rio Taedong, rastejando... eram como formigas rastejando pelas vigas. Eles carregavam as pequenas posses que tinham em suas cabeças ou amarradas aos ombros, e no lado norte eu vi milhares (deles) em fila esperando para fazer a mesma coisa, esperando para rastejar e se juntar ao resto deles.

Era 4 de dezembro e Desfor teve problemas para tirar a foto com sua câmera devido às temperaturas congelantes. Cair da ponte no rio gelado era provavelmente uma sentença de morte, mas os milhares de refugiados continuavam atravessando a ponte. Anos depois da guerra, Desfor ainda estava impressionado com o "silêncio mortal" da cena. Ele ficou surpreso ao ganhar o Pulitzer: "Eu não tinha a menor ideia de que eu havia sido inscrito ou do que havia no filme quando o enviei (para a ser revelado)".

Comentário sobre a fotografia
Infelizmente não sei dizer onde Desfor estava exatamente quando tirou a foto, mas pelo depoimento, imagino que ele de ter se arriscado muito subindo na estrutura comprometida da ponte. Deve ter sido difícil subir pelas ferragens geladas da ponte, resistido ao ar gelado, e talvez com vento, e utilizado uma Speed Graphic, uma excelente câmera, mas pesada e até meio desajeitada para usar.

Sobre o fotógrafo
Max Desfor (1913 - 2018) nasceu em Nova York, e era filho de imigrantes judeus. Após terminar os estudos, começou a trabalhar na AP como mensageiro. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, tentou se alistar na Marinha Americana, mas foi recusado devido a sua idade. Acabou sendo enviado pela AP para cobrir o Teatro de Operações do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial e foi um dos fotógrafos que fotografou a tripulação do Enola Gay quando essa retornou do Bombardeio Atômico de Hiroshima. Ele também registrou a rendição japonesa em 1945.

Após a Segunda Guerra Mundial, ele cobriu a Revolução Nacional da Indonésia, em 1946. e a Guerra da Caxemira na Índia, em 1947. Em 1950 ele retornou aos Estados Unidos, após morar algum tempo com sua família em Roma. Quando a Guerra da Coréia estourou, ele se ofereceu para cobrir a guerra, tirando inúmeras fotos, mas foi a imagem acima que lhe rendeu um Prêmio Pulitzer. Depois e ele se tornou editor supervisor do serviço de fotos da AP. Aposentou-se em 1978.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1950

Mais uma fotografia vencedora do Prêmio Pulitzer. Dessa vez, o ganhador do prêmio de fotografia de 1950. Sempre que possível irei contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), como nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações.


Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1950: Categoria Fotografia

Vencedor: Bill Crouch do periódico The Oakland Tribune (Califórnia)

Título: “Near Collision At Air Show” (“Uma Quase Colisão Em Um Espetáculo Aéreo”)

Câmera: Speed Graphic

Lente: Desconhecido

Velocidade E Abertura Do Obturador: Desconhecido

Filme: Kodak



Na frente de 60.000 espectadores, que compareceram a um show aéreo, Chet Derby estava realizando acrobacias em seu biplano, quando finalizou sua apresentação fazendo um "loop" de cabeça para baixo. A trilha de fumaça supostamente atravessou o caminho de um dos três bombardeiros B-29 que cruzavam o céu. Abaixo estava Bill Crouch, que também era piloto e participava do show. Crouch trabalhava para o The Oakland Tribune na época e tirava fotos das acrobacias de Derby, buscando tirar uma foto artística. Ele tentava fazer uma composição interessante com o avião de Derby e a trilha de fumaça quando notou o surgimento repentino dos B-29 e bateu a foto. Segundo seu depoimento, o avião de Derby teria passado a cerca de 5 pés, 2 metros, de distância da asa do bombardeiro. A foto seria depois publicada na Revista Life e em jornais de todo o mundo.

Comentário sobre a fotografia
Não há muito o que dizer, além de expressar minha dúvida sobre as distância envolvidas na foto. O bombardeiro B-29 era um avião enorme e, a menos que o biplano de Derby também fosse grande, me parece que a foto seja na verdade uma ilusão de óptica. Olhando contra o céu, sem algum objeto, ou ponto de referência, as distâncias podem parecer menores do que realmente são. Então minha impressão é de os aviões estavam muito mais distantes do que os tais dois metros de distância que Crouch alegou.

Sobre o fotógrafo
Sem informações.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1949

Mais uma fotografia vencedora do Prêmio Pulitzer. Dessa vez, o ganhador do prêmio de fotografia de 1949. Sempre que possível irei contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), como nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações.

Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1949: Categoria Fotografia

Vencedor: Nathaniel Fein do periódico New York Herald Tribune

Título: “Babe Ruth Bows Out” (“Babe Ruth Aposenta-se”)

Câmera: 4X5 Speed Graphic

Lente: Desconhecido

Velocidade: 1/25 E Abertura Do Obturador: f 5.6

Filme: Kodak


George Herman Ruth Jr (1895-1948), conhecido como "Babe" Ruth foi uma lenda do beisebol norte americano tendo jogado em três times diferentes ao longo de 22 temporadas (1914-1935) na Major League Baseball. Famoso por seu estilo de jogo e por quebrar recordes, é creditado a ele ter ajudado a popularizar o beisebol na década de 1920.

Conhecido por seu carisma e por sua instituição de caridade, "Babe" Ruth foi elevado ao título de maior jogador de beisebol de todos os tempos e é ainda hoje considerado um dos maiores heróis esportivos americanos. Após sua aposentadoria ele tentou ser técnico sem sucesso.

Mesmo com a saúde debilitada pelo câncer, que havia se alastrado pelo corpo, ele participou da celebração pelos 25 anos da inauguração do estádio do Yankee, em 1948. Cinquenta mil pessoas compareceram ao evento, sobretudo para homenagear "Babe" Ruth. Dois meses depois ele faleceria.

Comentário sobre a fotografia
"Babe" Ruth posou para fotografias ao lado de seus companheiros do time de 1923, mas a fotografia que marcaria o evento não foi uma daquelas inúmeras mostrando ele perfilado mas sim a fotografia acima, tirada por trás, mostrando "Babe" Ruth inclinado, apoiado em seu bastão de beisebol, como se fosse uma bengala, com um ar de distinção, como se fosse um senhor. Além de estar distanciado de seus companheiros, como se eles estivessem prestando homenagem, Ruth estava de frente para o "Ruthville", campo direito, para onde "Babe" Ruth sempre jogava suas bolas após rebater. Por fim, na fotografia é possível ver o número 3. O time dos Yankees decidiu aposentar a camisa número três em homenagem a "Babe" Ruth.

A foto foi inicialmente publicada na seção de esportes do New York Herald Tribune, mas depois foi transferida para a capa do jornal, tornando-se um ícone da fotografia esportiva norte americana.

Sobre o fotógrafo
Nathaniel Fein (1914-2000) era um fotógrafo social. Ele sempre procurava os melhores ângulos das pessoas e posses diferentes e interessantes. Fein tirou várias fotografias de Ruth, dentro dos vestiários, com os colegas, perfilado, mas não estava satisfeito com os resultados, até que se posicionou atrás de "Babe" Ruth, lembrou que a camisa "3" seria aposentada e tirou a foto, sem flash mesmo. Fein trabalho para o New York Herald Tribune por 33 anos. Foi um dos mais premiados fotógrafos de sua geração.

sábado, 9 de maio de 2015

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1948

Dando prosseguimento a série com as fotografias vencedoras do Prêmio Pulitzer, hoje vou escrever sobre o ganhador do prêmio de fotografia de 1948. Sempre que possível irei também contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), como nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações.

Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1948: Categoria Fotografia

Vencedor: Francis "Frank" W. Cushing do periódico Boston Traveler

Título: “Boy Gunman And Hostage” (“Garoto Armado E Refém”)

Câmera: 4X5 Speed Graphic

Lente: 127mm

Velocidade E Abertura Do Obturador: Desconhecido

Filme: Kodak



Em junho de 1947, o fotógrafo Frank Cushing, do Boston Traveler, estava sentado em seu carro, do lado de fora do restaurante Howard Johnson, enquanto esperava para fotografar vítimas de um caso de agressão. A história era tão rotineira que ele sabia que a fotografia poderia até não ser publicada.

Então, Cushing ouvi o alerta de uma ocorrência que vinha do rádio de um carro da polícia estacionado ao seu lado. O alerta informava que ali próximo, um oficial de policia havia sido baleado e um refém havia sido feito. Cushing correu para o local dos fatos.

Minutos antes, dois policiais haviam parado um jovem de 15 anos para interrogá-lo sobre um assalto. De repente, o rapaz, chamado Ed Bancroft, sacou uma pistola e começou a atirar. Ele feriu um policial no braço e fugiu para um beco próximo, onde fez como refém outro garoto de 15 anos, chamado Bill Ronan. Os policiais rapidamente bloquearam as duas pontas do beco para evitar a fuga de Bancroft, mas ele disparou várias vezes contra a polícia e repetidamente ameaçava matar Ronan.

Cushing conseguiu tirar uma foto de longe, mas como ele sabia que ela não sairia boa devido a distância, procurou um novo local para fotografar. Então ele calculou dos fundos de qual casa estavam os rapazes e se dirigiu até a frente do imóvel. Após se identificar pediu ao proprietário para entrar e com a concordância dele, subiu até a varanda dos fundos da residência e muito cuidadosamente tirou a foto dos dois meninos. Mais tarde, Cushing disse que sentiu medo de que o garoto atirasse nele, mas o desejo de tirar a foto falou mais alto.

A área já estava cercada por mais de trinta policiais. Um deles engatinhou por trás da cerca até o local onde Bancroft mantinha seu refém. No momento certo, o policial levantou-se por atrás da cerca e deu uma violenta coronhada em Bancroft, que desmaiou e foi imediatamente preso.

Comentário sobre a fotografia
Fotografia de Cushing foi um feito notável pois situações envolvendo reféns eram raras e costumam terminar rapidamente, e sua fotografia retratou um evento em andamento. Além disso, ele usava uma Speed Graphic, a câmera usualmente usada pela imprensa na época, mas que tinha muitas limitações, como seu grande tamanho e a necessidade de que o motivo a ser fotografado estivesse próximo da câmera, o que geralmente não é possível em uma situação de refém. Engenhosidade e persistência de Cushing valeu a pena e resultou em uma imagem extraordinária.

Sobre o fotógrafo
Frank Cushing nasceu em 1915 e deixou os estudos aos 16 anos de idade para se tornar um mensageiro para o Boston Traveler. Realizou diferentes funções no jornal até decidir se fixar na função de fotógrafo, permanecendo com o Boston Traveler até se aposentar 1968. Durante a Segunda Guerra foi convocado e trabalhou como fotógrafo aéreo. Cushing morreu em 1975.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Macrofotografia

Faz algum tempo que vejo as imagens abaixo reproduzidas em vários sites. Tentei descobrir quem é o autor dessas fotos, como e quando foram feitas, sem sucesso. Quem souber o nome do autor das fotos, por favor, envie uma mensagem para que eu possa dar o devido crédito.

Atualização: Graças à Fernando Raine, leitor do blog, descobri o autor das fotos. O nome dele é Pianek. Em seu site ele escreve o nome com a letra K invertida. O endereço é pyanek.wixsite.com/official 

Macrofotografia

Batom
Fibras de um saquinho de chá
Cabeça de fósforo
Cabo de maçã 
Ponta de caneta esferográfica
Lateral de chave
Esponja de cozinha
Espuma de sabão
Fibras de madeira
Fio de espaguete
Flocos de milho
Grão de açúcar
Grão de areia
Lâmina de uma serra
 Páginas de um livro
Parafuso
Tecla de computador
 Vareta de incenso

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1947

Ano passado iniciei uma série com as fotografias vencedoras do Prêmio Pulitzer. Estou retomando a sequência daquelas postagens, e hoje vou escrever sobre o ganhador do prêmio de fotografia de 1947. Sempre que possível irei também contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), como nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações. 

Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1947: Categoria Fotografia

Vencedor: Arnold Hardy, fotógrafo amador de Atlanta (estado da Georgia). Fotografia distribuída pela Associated Press

Título: “Woman Leaping From Burning Winecoff Hotel” (“Mulher Salta Do Hotel Winecoff Em Chamas”)

Câmera: 4X5 Speed Graphic

Lente: Desconhecido

Velocidade E Abertura Do Obturador: Desconhecido

Filme: Kodak



Nas primeiras horas do dia 7 de dezembro de1946, o Hotel Winecoff, localizado na cidade de Atlanta, foi cenário do mais grave incêndio em um hotel da história dos Estados Unidos. Das mais de 300 pessoas que estavam dentro do estabelecimento, entre funcionários, hóspedes e moradores, apenas 120 conseguiram sair ilesas, 65 ficaram feridas e 119 pessoas morreram.
O Hotel Winecoff na época de sua inauguração

O Hotel Winecoff, um dos mais altos edifícios de Atlanta, foi inaugurado em 1913 como sendo “à prova de fogo”, como mostra o anúncio abaixo, mesmo não possuindo portas corta fogo e escadas de emergência. O incêndio começou no corredor oeste do terceiro andar, próximo da escada para o andar superior. Ninguém sabe explicar direito como o incêndio começou, mas, apartir do testemunho de alguns hóspedes, suspeitasse que um colchão deixado no corredor possa ter sido a origem do fogo. Não se sabe como o colchão teria pegado fogo, e nem se o incêndio foi acidental ou criminoso.

Apesar de o fogo ter sido detectado às 3h15, por um mensageiro que foi até o quinto andar e ficou preso lá, os bombeiros só foram avisados às 3h45. Apesar de terem chegado ao local do incêndio em menos de um minuto, o fogo já havia se espalhado por todo o edifício. O trabalho dos bombeiros acabou prejudicado pelos corpos caídos na calçada, dificultando a aproximação dos caminhões com escada, e pela queda de pessoas que tentavam escapar das chamas e atingiam os grupos de combate a incêndio. O Corpo de Bombeiros Atlanta reuniu centenas de bombeiros da cidade e dos arredores, mais de 22 viaturas de combate a incêndio e 11 caminhões com escada.
Fotografia do incêndio, não sei dizer se esta também foi tirada por Arnold Hardy

Por duas horas e meia, os bombeiros lutaram valentemente no frio para salvar os hóspedes, mas suas escadas atingiu apenas o oitavo andar, e as redes de segurança não eram fortes o suficiente para suportar a queda das pessoas que se lançavam a mais de 20 metros de altura. Alguns hóspedes tentavam descer usando cordas improvisadas com lençois e cobertores para tentar chegar às escadas, enquanto que outros caiam nos beco atrás do hotel, tentando pular para o prédio vizinho.
Fotografia do incêndio, não sei dizer se esta também foi tirada por Arnold Hardy

Entre os 119 mortos estavam o proprietário do hotel, o Sr. William Fleming Winecoff, 76 anos, e sua esposa, Grace S. Winecoff, 76 anos. Os corpos foram encontrados em sua suíte no 14º andar. Também morreram trinta alunos do ensino médio que tinham vindo para Atlanta para participar de uma Assembleia da Associação Cristã de Moços (YMCA) no Capitólio Estadual.
Documento da Prefeitura de Atlanta Discriminando as vítimas por sexo e faixa etária.

O incêndio no Winecoff foi o último, e o mais mortal, de uma série de incêndios em hoteis nos EUA naquele ano. Em poucos dias, cidades por todo o país passaram a promulgar leis mais rigorosas para garantir a segurança desses estabelecimentos e de edifícios em geral. O fato de que o incêndio no Winecoff permanece sendo o mais mortal da história americana mesmo tendo se passado quase 70 anos, prova que as novas legislações cumpriram seu papel em evitar novas tragédias.

O fotógrafo
Na noite do incêndio, o estudante de pós graduação da Georgia Tech, Arnold Hardy, de 26 anos, ficou até tarde em seu laboratório da universiade. Quando saiu às 4:00 ouviu as sirenes dos bombeiros, ele pegou sua câmera SpeedGraphic, cinco flashes se dirigiu rapidamente para o local do incêndio. Hardy tirou algumas fotos da frente do prédio e os rostos dos hóspedes nas janelas. Quando lhe restou apenas um flash, decidiu esperar para tirar uma foto com algum hóspede caindo. Quando notou o corpo de uma mulher de cabelos escuros em queda na altura do terceiro andar, ele fotografou a cena sem perda de tempo.

Após tirar a foto, Hardy notou um policial e um bombeiro discutindo com o dono de uma farmácia para que este cedesse suprimentos médicos. Diante da recusa do dono do estabelecimento, Hardy decidiu arrombar a porta a porta com um chute e acabou preso por depredação. Ao ser libertado, sob fiança, horas depois, ele levou sua câmera para revelar o filme e procurou a agência da Associated Press para negociar as fotos. A AP lhe ofereceu 150 dólares pelos direitos exclusivos de suas fotos. Ele negociou e conseguiu 300 dólares. A fotografia da mulher caindo foi reimpressa em todo o mundo no dia seguinte e foi em capas de revistas por semanas. Hardy nunca recebeu um centavo pelo uso subsequente da foto. 

Poucos meses depois, ele se tornou o primeiro fotógrafo amador a ganhar o Prêmio Pulitzer.


A mulher do salto
A "mulher do salto" chamava-se Daisy McCumber, era secretária e tinha 41 anos. Ao contrário do que muitos acreditam, ela sobreviveu à queda de 11 andares, mas quebrou as duas pernas, as costas, e a pélvis. Passou por sete operações em um período de 10 anos e acabou amputando uma perna, mas em seguida recuperou-se e trabalhou até a aposentadoria. Ela morreu em 1992, aos 87 anos, sem nunca ter revelado até mesmo para a família que ela era a mulher na foto de Hardy.

Nota: Pesquisando na internet encontrei um site onde estão listadas todas as vítimas do incêndio e na maioria dos casos tem fotos e dados pessoais. Se quiserem ler, o site é: http://www.findagrave.com/cgi-bin/fg.cgi?page=gr&GRid=62146527

domingo, 8 de março de 2015

Star Wars: As Cenas Dos Bastidores De Guerra Nas Estrelas

Encontrei por acaso em um site algumas fotos, tiradas com polaroid, da produção do filme Star Wars, fiquei curioso e resolvi pesquisar a respeito. Descobri que as fotos fizeram parte de uma exposição que ficou em cartaz (entre o final de 2014 e começo de 2015) no Reino Unido. Aproveitei a pesquisa e, além de recolher pela internet o máximo de fotos da exposição, colhi informações sobre quem tirou e porque. Espero que gostem.


Os bastidores de Guerra nas Estrelas em raros polaroides


Em 1976, começaram as filmagens de Star Wars, um filme descrito por seu roteirista e diretor George Lucas como um conto de fadas moderno "há muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante". Luke Skywalker (interpretado por Mark Hamill) sonha em se tornar um piloto espacial e escapar de sua vidinha simples como um garoto de fazenda no planeta deserto de Tatooine. Seu desejo se torna realidade quando ele se vê envolvido na guerra civil entre o Império Galáctico e um bando de rebeldes ousados, que tem na bela Princesa Leia (Carrie Fisher) uma de suas líderes.



Guerra nas Estrelas foi filmado em locações na Tunísia e no Elstree Studios em Hertfordshire. Seus efeitos especiais inovadores foram criados na Califórnia pela companhia de Lucas, a Industrial Light & Magic. O artista Ralph McQuarrie criou as primeiras ideias visuais que foram depois desenvolvidos por equipes de designers nos EUA (sob o comando de Joe Johnston) e no Reino Unido (que tinham entre seus integrantes o desenhista de produção John Barry, o figurinista John Mollo e o cineasta Gil Taylor.


A continuísta Ann Skinner fazendo anotações com sua máquina de escrever no deserto da Tunísia.

A supervisão de continuidade ficou a cargo de Ann Skinner cujo currículo impressionante também inclui Longe da Multidão (1967), Darling (1965) e Oh! O que Bela Guerra (1969). A continuidade é um papel extremamente importante, mas é muitas vezes esquecido quando se escreve sobre cinema. Os continuístas têm um trabalho extremamente exigente que requer uma sofisticada compreensão de todos os aspectos da produção e linguagem cinematográficas. Eles também precisam ter uma forte atenção aos detalhes e serem capazes de perceber e registrar quaisquer alterações ou discrepâncias na sequência de um filme. Historicamente a função freqüentemente fica a cargo de mulheres (embora isso esteja mudando recentemente) e por muitos anos a supervisora de continuidade era conhecida como a “menina do roteiro” ou “menina continuísta”.

Como supervisora de continuidade em Star Wars, Skinner precisava ter uma compreensão completa de todas as partes do roteiro. Era seu trabalho para garantir que as cenas filmadas com intervalo de dias ou semanas se encaixariam perfeitamente na hora de fazer a edição de imagens. Skinner descrevia seu papel como sendo o de "agente do editor no local de filmagens, o intermediário entre o diretor e o editor". Ela mantinha um registro detalhado do filme, repleto de anotações detalhadas, bem como fotografias Polaroid tomadas durante as filmagens.


A anotação no canto superior lembra que a foto se refere à cena 26 do roteiro.

O primeiro trabalho de Skinner, ao receber o roteiro, era anotar cada detalhe da produção e o tempo de duração das cenas gravadas (para manter produtor e diretor informados da duração total esperada do filme), verificar se as imagens eram gravadas nos mesmos horários ou se tinham a mesma luminosidade e seguir uma sequência lógica (erros de continuidade muitas vezes ocorrem durante as gravações), e para fazer anotações sobre roupas, adereços particulares e a posição dos atores em cenas específicas.


Para evitar erros de continuação eram tiradas polaroides para registrar como eram as roupas, cabelo e maquiagem da princesa Leia, uma anotação foi feita para lembrar que o bracelete estava no braço direito.

As páginas a seguir são da cena de abertura do filme, de como a espaçonave da Princesa Leia foi atacado por um Destroyer Imperialr. Darth Vader acredita que os rebeldes roubaram os planos para a Estrela da Morte, uma nova estação espacial concebido para se tornar a arma mais mortal do Império. Você pode ver as primeiras notas Ann feitas para seu roteiro em pré-produção em caneta vermelha e verde. A nota "USA" significa que esta cena é composta por efeitos especiais que estavam sendo criados na Industrial Light & Magic, na Califórnia. Outras notas destacam efeitos mais específicos (explosão e fumaça) e os adereços que são necessários (cinto de utilidades do Luke, electrobinóculos e fuzil).




Uma enorme quantidade de informação tem de ser capturado dentro de um curto espaço de tempo, por isso, fotos Polaroid forneciam uma referência visual rápida para obter mais detalhes, tais como as posições dos personagens, adereços e meandros do traje. Estes foram grampeadas no roteiro ao lado das cenas relevantes, e são geralmente acompanhadas de anotações adicionando mais informações.



Capturar informações sobre diferentes tomadas e mudanças de diálogos é uma parte central do trabalho do supervisor continuidade. As imagens abaixo mostram o ensaio e as diferentes posições tomadas para a cena em que Luke vai em busca do robo R2D2 e é atacado pelo Povo da Areia (Sandpeople). No final de cada dia, Ann tinha que datilografar tudo (na época não existiam laptops) em páginas de continuidade, usando seu script como referência. Isso pode incluir informações para o editor, incluindo aquilo que o diretor George Lucas quer usar na edição final.





Algumas cenas apresentaram desafios específicos em termos de continuidade. Depois de Luke, Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca (Peter Mayhew) resgatarem a Princesa Leia de sua cela na prisão da Estrela da Morte, eles tentam escapar pela única rota de fuga possível, descendo em um conteiner de lixo. Eles ficaram no fundo e as paredes do espremedor de lixo começam a fechar, ameaçando esmagar os personagens.


Skinner levou um grande número de Polaroids em cores e em preto e branco para registrar a posição das paredes e fragmentos em diferentes estágios na cena, muitas vezes ligando estas etapas para linhas de diálogo (como resposta sarcástica de Han às ordens de Leia: "Sim Vossa Alteza").



O roteiro de Skinner também inclui cenas que foram filmadas, mas não foram usadas na edição final. O roteiro de filmagem tem mais ação em Tatooine como a reunião de Luke Skywalker com seus amigos Fixer, Camie e Biggs (que aparecem novamente mais tarde no filme como combatentes rebeldes que se juntam ao assalto na Estrela da Morte).




O roteiro de Skinner foi um instrumento essencial da produção de Star Wars, criado para auxiliar a tarefa imensamente complicada de rodar um filme. Visto agora, porém, ele serve como um registro visual incrível da realização de um filme lendário. Por meio de suas notas e imagens, temos uma noção do que estava acontecendo no set, e como localização, estúdio e efeitos especiais trabalho malha juntos em pós-produção.

Nós também podemos ver os atores descontraídos, fora dos personagens e/ou trajados. Nas duas imagens a seguir, vemos Darth Vader (David Prowse) sem capacete, e Peter Cushing como Grande Moff Tarkin (descrito no roteiro como um "pequeno homem mau").




As fotos faziam parte de uma exposição chamada On-Set: Star Wars Episódio IV: Uma Nova Esperança que foi exibido no Atrium, BFI Southbank no Reino Unido até o dia 4 de Janeiro desse ano (2015).