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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bring It On Home To Me - II

Bring It On Home To Me

"Bring It On Home To Me" foi composta pelo cantor e compositor norte americano Sam Cooke, que gravou sua versão, com um estilo mais próximo ao R&Blues. A canção é sobre um cara que perde sua namorada, no começo ele não se importou, mas depois, a falta dela, o faz prometer que fará tudo para recuperá-la. A canção foi lançada em 8 de Maio de 1962 pelo selo RCA Victor, tendo no lado B a canção "Having A Party", e atingiu a posição número 13 na Billboard Hot 100.

Outras versões
"Bring It On Home To Me" foi gravada em muitos estilos diferentes por uma variedade de artistas, sempre com grande sucesso:
Sam Cooke, em 1962:
Animals, em 1965:
Ottis Redding e Carla Thomas, em 1967:
Eddie Floyd, em 1968:
Lou Rawls, em 1970:
Mickey Gilley, em 1976:

sábado, 30 de maio de 2015

(I Can't Get Now) Satisfaction - II

(I Can't Get Now) Satisfaction

Faz cinquenta anos que os Rolling Stones gravaram e lançaram "(I Can not Get No) Satisfaction", uma das mais famosas e influentes canções do Rock And Roll. Mesmo passados tantos anos elas ainda permanece atual, provocativa e jovem.


Composição
Em entrevistas, Keith Richards (guitarrista da banda) conta que no princípio de maio de 1965, os Rolling Stones estavam se preparando para sua terceira turnê pelos Estados Unidos, e na época Richards havia acabado de terminar um relacionamento (o que talvez explique o refrão da canção). Ele mantinha do lado de sua cama (em seu apartamento em Carlton Hill, Londres) um violão e um pequeno gravador Philips. Ele não se lembra do que aconteceu, mas, no dia seguinte, o gravador tinha gravado até o fim da fita. Ele rebobinou e apertou o play. Ouviu as três notas do riff, a frase “I can’t get no satisfaction” e 40 minutos de roncos. Poucos dias depois, enquanto a banda estava hospedada no Hotel Fort Harrison, em Clearwater, Flórida, Mick Jagger escreveu a letra em 10 minutos, sentado junto à piscina. Na letra Jagger retratou o espírito da época, retratando a visão de mundo de um adolescente perturbado por uma frustração geral com o mundo.

De início, Richads achou o riff muito simples e que lembrava vagamente a canção “Dancing in the Street”, do grupo Martha and the Vandellas, além que ter um jeito/estilo meio folk (folclórica), mas Jagger acho o riff fantástico. No dia 10 de maio, os Stones fizeram a primeira gravação de "(I Can not Get No) Satisfaction", no Ches Studios, em Chicago. Era uma versão acústica, com Brian Jones tocando gaita, muito diferente da canção em que se transformaria depois de finalizada, dois dias depois.
A primeira versão, nunca lançada, de (I Can't Get Now) Satisfaction foi acústica

No dia 12 de maio de 1965, a banda entrou novamente em estúdio, desta vez no RCA Studios, em Hollywood. Com a produção de Andrew Loog Oldham, eles regravaram "(I Can not Get No) Satisfaction", agora “plugados” e com a guitarra de Keith plugada em um pedal de distorção. O pedal Maestro Fuzz-Tone, da Gibson era uma novidade naquela época, e deu à música um som de guitarra mais marcante. O músico Jack Nitzsche, que trabalhou com os Stones, acabou tocando o pandeiro depois de tentativas malsucedidas de Jagger de tocar o instrumento. Gravaram a canção e foram embora.



“Dias depois, na estrada, já em Minnesota, durante o programa de rádio Sucesso da Semana, nós nos ouvimos. Nem sabíamos que Andrew tinha divulgado aquela droga”, contou Richards, que achou que o efeito do pedal não tinha resultando no efeito desejado, e por isso estava relutante em incluí-lo na música, mas o resto da banda, bem como o empresário Andrew Loog Oldham e engenheiro de som Dave Hassinger adoraram.

Si, dó sustenido e ré
As três notas. Si, dó sustenido e ré, tocados nessa ordem e no sentido inverso, na corda lá de uma guitarra distorcida virou a cabeça de todo mundo e "(I Can not Get No) Satisfaction" subiu rapidamente para o primeiro lugar nas paradas britânicas. Nos Estados Unidos, acusada de fazer menções pouco comportadas ao sexo, a música ficou inicialmente restrita às rádios piratas. Depois, o sucesso foi tanto que nada a impediu de também liderar as paradas locais.

Lançamento
A canção foi lançada em os EUA em 06 de junho de 1965, mas também foi incluída no álbum Out of Our Heads, que foi colocado à venda em julho daquele ano. "(I Can not Get No) Satisfaction" foi um grande sucesso, cujo riff é um dos mais famosos da história do rock, dando à banda o seu primeiro sucesso número um nos Estados Unidos. A versão em Inglês do Out of Our Heads não incluiu "(I Can not Get No) Satisfaction", como a canção foi lançada em formato simples em 20 de agosto do mesmo ano (não era uma prática ortodoxa no Reino Unido incluirem músicas já lançadas como singles).

Covers e versões
Otis Redding gravou uma versão para seu LP Otis Blue, de 1965:

A banda mexicana Los Yaki também firam sua versão, só que esta, cantada em espanhol:

Aretha Franklin, gravou uma versão em 1967:

O grupo Devo gravou sua versão da canção em 1977: 

Britney Spears também fez uma versão, lançada no CD Oops!... I Did It Again, em 2000. (Desculpem! Mas eu tinha que citar esse atentado à música e ao bom gosto).

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Day Tripper - II

Day Tripper

"Day Tripper" é uma canção de autoria de John Lennon e Paul McCartney, originalmente lançada como single, e depois em Long Play (LP). Sobre a composição, Lennon e McCartney deram versões diferentes (algumas delas parcialmente contraditórias) sobre quem compôs a canção e qual seria o significado da mesma.

A ideia para a canção partiu de John Lennon, que inspirou-se na canção “Watch Your Step”, de Bobby Parker, para compor o famoso riff de guitarra de “Day Tripper”. Em 1966, McCartney contou para a Melody Maker que as canções "Day Tripper" e "Drive My Car" (esta gravada três dias antes da outra) eram músicas engraçadas, músicas com piadas inseridas nas letras.


Criado por Lennon, o termo day tripper se referia à pessoas que eram hippies de fim de semana. Tal como pessoas que fazem pequenas viagens, de um dia apenas, mas voltam para a segurança de seus lares, os “day trippers” seriam pessoas que frequentavam as festas hippies, ouviam músicas psicodélicas, consumiam substâncias entorpecentes, mas não aderiam à contracultura e o movimento hippie.

Por conta disso, difundiu-se a explicação de que “Day Tripper” seria a primeira referência explícita ao LSD em uma canção dos Beatles, com Lennon e McCartney brincando sobre tomar, ou não tomar ácido (LSD). Sobre essa questão, Paul McCartney deu uma entrevista para o jornal Daily Mirror, em 2004, onde ele contou que as drogas influenciaram muitas das canções dos Beatles. Ele citou “Day Tripper” como sendo uma canção sobre LSD. Mas depois ele minimizou a questão dizendo “que as pessoas costumam superestimar a influência de drogas em suas músicas.


Gravação
“Day Tripper” foi gravada na tarde do dia 16 de Outubro de 1965, durante as sessões para o LP Rubber Soul. A banda passou algumas horas ensaiando o ritmo no estúdio e depois gravaram três tomadas, sendo apenas a última tomada completa.

Havia sido acordado que o single com a canção seria lançado com “Day Tripper” no lado A, mas após a gravação de “We Can Work It Out”, em 20 de outubro, os produtores e parte da banda mudaram de ideia, por considerarem “We Can Work It Out” como sendo uma canção mais comercial. Lennon protestou contra a decisão, e o resultado foi que o single acabou sendo comercializado com dois lados A.

O single rapidamente chegou ao topo da parada de sucessos britânica, e a posição número cinco da parada americana, já no ano de 1966.

Covers e versões
Jimi Hendrix:

Otis Redding:

Sérgio Mendes e Brazil '66, no LP Herb Albert Presents, em 1966:

James Taylor, no LP Flag de 1979:

Cheap Trick:

Lulu, no LP Love Loves To Love Lulu, em 1967:

quinta-feira, 15 de maio de 2014

My Girl - II

My Girl

Composição
“My Girl” foi composta por Smokey Robinson (letra) e Ronald White (música), ambos membros do grupo vocal The Miracles. Robinson teve como inspiração sua esposa, Claudette Rogers Robinson, que também era integrante do conjunto. Em uma entrevista concedida em 2006, Robinson contou que escreveu a letra da canção pensando em ter David Ruffin, um dos membros do Temptations, como intérprete.

Ainda de acordo com Robinson, ele percebeu o grande talento vocal de Ruffin em uma turnê da gravadora Motown, da qual faziam parte os dois conjuntos vocais. Então ele convenceu a gravadora, os próprios colegas de grupo (que tinham a primazia para gravar a canção) e os membros do The Temptations para que gravassem “My Girl” com Ruffin sendo a primeira voz. Ele também permitiu que o grupo criasse seus próprios fundos vocais, pois eles tinham grande talento para criar acompanhamentos vocais. O riff de guitarra, tocado na abertura e durante toda a canção, foi interpretado por Robert White, da banda The Funk Brothers. Ruffin não era o vocalista principal do conjunto, mas com o sucesso de “My Girl”, ele assumiu o papel de protagonista. Isso levou a uma parceria de muitos anos entre Robinson e The Temptations.


Lançada em 21 de dezembro de 1964, “My Girl” subiu ao topo das paradas musicais rapidamente, tornando-se o primeiro sucesso dos The Temptations a alcançar a posição número 1 na parada de sucessos americana. Além do grande sucesso nos EUA, a canção também alcançou a primeira colocação na parada britânica. Um single com a canção foi relançado em 1992. Não fez sucesso na parada de sucessos americana, mas obteve um honroso segundo lugar na parada de sucessos britânica naquele ano.

Outras versões
Em 1965, Otis Reding, tranformou a canção em um Blues. Essa versão não foi lançada como single nos EUA, mas no Reino Unido, onde foi lançada para aproveitar o sucesso da versão dos Temptations, ela obteve a posiçao número 11 da parada de sucessos:


Steve Wonder fez um cover, e lançou em seu álbum “I Was Made To Love Her”, de 1967:

Curiosidade, o The Temptations gravaram a canção em italiano, sob o nome de “Solamente Lei”, em 1967:

Em 1967, o conjunto The Mamas And The Papas, lançaram em seu álbum, “Deliver”. Observação: Tive que trocar o vídeo no dia 29/07/2014:

The Rolling Stones, também fizeram uma cover, e lançaram em seu LP "Flowers", em 1967:

Em 1969, o The Miracles, com o nome modificado para Smokey And The Miracles, finalmente lançaram sua versão:

Michael Jackson em seu album “Ben”, de agosto de 1972:

Além destes artistas, muitos outros fizeram covers ou versões de “My Girl”. Aliás, a canção foi reproduzida em dezenas de filmes ao longo dos últimos 50 anos.
It's dedicated to Enda Carmen