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segunda-feira, 19 de março de 2018

O Amante Da Morte - The War Lover

O Amante Da Morte - The War Lover

A internet é uma ferramenta incrível! Até onde consigo me lembrar, nunca tinha visto antes o filme O Amante Da Morte. Se o mesmo não tivesse aparecido como sugestão na barra lateral do meu perfil no YouTube, nunca teria tomado conhecimento da existência desse filme. O filme é muito bom, apesar de algumas críticas que tentam compará-lo com o filme Almas Em Chamas (Twelve O´Clock High). Ambos os filmes se passam com tripulações de bombardeiros norte americanos situados no Reino Unido, mas, enquanto em Almas Em Chamas os personagens passam o tempo todo na base e a trama gira em torno dos dramas dos personagens com relação ao risco da morte e os conflitos em torno da hierarquia e da disciplina militar, o enredo de O Amante da Morte gira em torno da disputa de dois pilotos seja pela atenção de uma mulher, essa parte é bem clara, seja para ver quem é o líder, essa parte não é tão clara.

O enredo do filme é baseado em um livro, de 1959, de autoria do escritor e jornalista John Hersey. Não sei como é a história do livro, nem se o filme é fiel ao mesmo. A história do filme gira em torno do capitão Buzz Rickson (Steve McQueen) e do Primeiro Tenente Ed Bolland (Robert Wagner). Rickson parece ser alguém que, além de ter tido uma juventude difícil e ter sido um "ninguém" antes de se alistar e virar piloto da Força Aérea Americana, gosta do que faz, ou seja, bombardear os alvos, se expor ao perigo, sem demonstrar algum tipo de remorso ou sentimentalismo. Bolland é um sujeito de boas intenções, que está apenas pensando em cumprir suas 25 missões e voltar para casa. Ambos acabam conhecendo em um baile Daphne Caldwell (Shirley Anne Field) uma bonita, e nem um pouco pura, moça. Entre os dois, que até então eram parceiros, surge uma rivalidade seja por conta da moça, seja por conta do modo autoritário, insubordinado e insensível de Rickson. Não quero contar o final do filme, mas vocês verão que o personagem de Rickson, que até então era bem "construído" e estável, sofre uma transformação e sente a pressão que gira em torno da última missão e a morte de um dos personagens.

Legendado em português:

Em inglês:

Legendado em espanhol:

Dublado em francês: (detalhe, o filme original tem 105 minutos, essa cópia é mais longa pois o início do filme é reapresentado)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bring It On Home To Me - II

Bring It On Home To Me

"Bring It On Home To Me" foi composta pelo cantor e compositor norte americano Sam Cooke, que gravou sua versão, com um estilo mais próximo ao R&Blues. A canção é sobre um cara que perde sua namorada, no começo ele não se importou, mas depois, a falta dela, o faz prometer que fará tudo para recuperá-la. A canção foi lançada em 8 de Maio de 1962 pelo selo RCA Victor, tendo no lado B a canção "Having A Party", e atingiu a posição número 13 na Billboard Hot 100.

Outras versões
"Bring It On Home To Me" foi gravada em muitos estilos diferentes por uma variedade de artistas, sempre com grande sucesso:
Sam Cooke, em 1962:
Animals, em 1965:
Ottis Redding e Carla Thomas, em 1967:
Eddie Floyd, em 1968:
Lou Rawls, em 1970:
Mickey Gilley, em 1976:

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Baby It's You - II

Baby It‘s You

"Baby It‘s You" foi escrita por Burt Bacharach (música), Luther Dixon (usando o pseudônimo de Barney Williams) e Mack David (letra). A canção foi originalmente produzida por Luther Dixon para o grupo vocal feminino Shirelles. Quando lançada como single em 1961, a música tornou-se rapidamente popular, chegando à oitava posição da para de sucessos da Billboard.

Mais tarde "Baby It’s You" foi lançada em um álbum com o mesmo nome. Os arranjos vocais criados para esta primeira versão provaram-se influentes e acabaram sendo reproduzidas na maioria das versões subsequentes, inclusive aquela lançada pelos Beatles.

Beatles
Os Beatles vinham tocando "Baby It’s You" em suas apresentações de 1961 até 1963, por influência de John Lennon, que era fã das Shirelles. Em 11 de fevereiro de 1963, os Beatles gravaram a canção para seu primeiro álbum, Please Please Me, juntamente com "Boys", outra canção lançada pelas Shirelles. A versão dos Beatles difere das Shirelles pela repetição do segundo verso em vez do primeiro. Então, se as Shirelles concluiam a canção "sentado em casa e chorando", a versão dos Beatles é mais otimista, com John Lennon cantando que ele vai continuar a amar, não importa o quê.

O single da versão dos Beatles alcançou o sétimo lugar na parada sucessos do Reino Unido e a posição 67 da Billboard Hot 100, nos Estados Unidos.


Sha la la la la la la la/Sha la la la la la la la
Sha la la la la la la la/Sha la la la la
It's not the way you smile that touched my heart. (sha la la la la)
It's not the way you kiss that tears me apart.
Uh, oh, many, many, many nights go by,
I sit alone at home and I cry over you.
What can I do.
Can't help myself, 'cause baby, it's you.
(sha la la la la la la)
Baby, it's you.
Sha la la la la la la la/Sha la la la la la la la
You should hear what they say about you, "cheat," "cheat."
They say, they say you never never never ever been true. (cheat cheat)
Uh oh,
It doesn't matter what they say,
I know I'm gonna love you any old way.
What can I do, and it's true.
Don't want nobody, nobody, 'cause baby, it's you. (sha la la la la la la)
Baby, it's you. (sha la la la la la la)
Uh oh,
It doesn't matter what they say,
I know I'm gonna love you any old way.
What can I do, when it's true.
Don't want nobody, nobody, 'cause baby, it's you. (sha la la la la la la)
Baby, it's you. (sha la la la la la la)
Don't leave me all alone...

Smith
A versão de "Baby It’s You" feita pela banda Smith, liderada por Gayle McCormick, foi lançada em seu álbum de estréia, A Group Called Smith, em 1969. Produzida por Del Shannon, esta versão altera o arranjo vocal tradicional interpretada por as Shirelles e os Beatles em favor de um vocal mais próximo ao Soul. A canção alcançou a quinta posição da Billboard Hot 100. A versão do Smith foi utilizada por Quentin Tarantino na trilha sonora do filme Death Proof.

Covers e outras versões
Os Carpenters gravaram uma versão de "Baby It’s You", em 1970, para o seu álbum Close to You.

Sylvie Vartan, cantora francesa, em 1962

Masqueraders, em 1975

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Real Wild Child - II

Real Wild Child

A canção foi originalmente gravada pelo roqueiro australiano Johnny O'Keefe com a banda The Deejays com o título de "Wild One". De acordo com o guitarrista Lou Casch, a canção foi inspirada por um incidente em um show em Newtown, Sydney, em meados de 1957. De acordo com Casch, O'Keefe e os DeeJays faziam uma apresentação do alto de uma escadaria, e abaixo estava ocorrendo a recepção de um casamento. Uma briga de grandes proporções começou na porta do banheiro masculino, e chegou ao lado de fora do local onde ocorria a recepção. Foi necessário chamar a polícia para restaurar a ordem. A canção foi composta por Johnny Greenan e Dave Owens, ambos integrantes do Deejays, logo após a apresentação e ainda sob efeito de álcool. Mais tarde Johnny O'Keefe fez modificações na música, ainda que algumas versões desmintam a participação dele na composição.

A canção foi lançada como single em 5 de julho de 1958, e fez um sucesso imediato. Johnny O'Keefe tornou-se o primeiro astro do Rock And Roll australiano a fazer sucesso fora da Austrália. O lançamento da canção no mercado americano (pela Brunswick Records) e britânico (pela Coral Records) foi feito com uma versão ligeiramente diferente daquela lançada no mercado australiano. Johnny O'Keefe teve sua carreira interrompida em 1978, por intoxicação pelo consumo de barbitúricos. Ainda hoje ele é homenageado na Austrália, e costuma ser chamado de "Wild One O'Keefe”.


Buddy Holly e sua banda (os Crickets) ouviram a música enquanto faziam uma turnê pela Austrália e seu baterista, Jerry Allison fez sua própria versão, usando o nome de "Ivan", quando voltou aos Estados Unidos, renomeando a canção para "Real Wild Child".

Outras versões:
Jerry Lee Lewis, em 1958, mas a versão só foi lançada até 1974 no álbum Rockin’ And Free. Sua versão também aparece na trilha sonora do filme A Fera do Rock, de 1989.


Jet Harris, ex-baixista do The Shadows, em 1962.


Suzi Quatro, para o LP Quatro, de 1974.


Iggy Pop incluiu uma versão da canção em seu álbum Blah Blah Blah, de 1986. A versão Iggy Pop foi destaque nos filmes Crocodilo Dundee II, Uma Noite de Aventuras, O Pestinha 2 entre outros.


Christopher Otcasek (para o filme Pretty Woman), em 1989.



Joan Jett e The Blackhearts, em 1993.


sábado, 26 de abril de 2014

Crying In The Rain - II

Crying In The Rain

Composta por Howard Greenfield (letra) e Carole King (música), “Crying In The Rain” foi gravada pela primeira vez pela dupla norte americana Everly Brothers, e lançada com grande sucesso em 1962. A canção foi a única colaboração entre esses dois compositores.

Everly Brothers
Os irmãos (Don e Phil) Everly começaram sua carreira artística em 1957, sendo fortemente influenciados pelo Country. Suas músicas eram caracterizadas por terem um som mais “leve”, calcado no uso do violão e com uso de harmonias vocais. Na esmagadora maioria de suas gravações, Don cantava a parte “baixa” da harmonia, e Phil cantava a parte "alta".

Apesar de suas raízes musicais estarem no Country, os Everly Brothers aderiram ao Rock and Roll  e excursionaram pelos Estados Unidos ao lado de Buddy Holly, e de outros pioneiros do Rock, nos primeiros anos desse movimento musical. O estilo despojado da dupla influenciou diversos cantores e bandas nas duas décadas seguintes.


“Crying In The Rain” não foi o maior sucesso da dupla, mas durante muitos anos ela foi associada exclusivamente aos Everly Brothers (apesar das inúmeras regravações e versões feitas por de outros cantores nos anos seguintes). Em 1962, a canção alcançou a posição número 6 tanto nas paradas de sucesso americanas, como nas britânicas.




A-ha
Em 1990, a banda norueguesa A-ha regravou a música e a lançou em um single, depois incluiu-a no Long Play "East Of The Sun, WestOf The Moon". As versões, do A-ha e dos Everly Brothers são muito parecidas. A diferença entre elas reside nos efeitos sonoros de chuva e o uso de instrumentos “plugados” (como órgão elétrico, guitarra e bateria bem pronunciada), o que confere à versão do A-ha uma roupagem mais Rock and Roll.

A "Crying In The Rain" alcançou a posição 13 na parada de sucessos britânica e a posição 26 nos Estados Unidos. O sucesso foi tamanho que, para as gerações mais recentes, “Crying In The Rain” é associada exclusivamente ao A-ha, de tal forma que poucos se lembram da versão original.

Felizes com o sucesso renovado da canção, os Everly Brothers convidaram os integrantes da banda norueguesa para um encontro. Don e Phil então presentearam os três integrantes do A-ha com três violões, que são usados até hoje em shows da banda norueguesa.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Crying In The Rain - I

Crying In The Rain

Vou retomar minhas postagens de música. Para não me limitar apenas à banda britânica  Animals, vou publicar hoje um clipe com a dupla americana Everly Brothers. A música escolhida é "Crying In The Rain" e fez grande sucesso na década de 60.

Quase 30 anos depois, a canção voltou as paradas de sucesso mundiais com a versão da banda A-ha. O sucesso foi tamanho, que as gerações mais jovens desconhecem a versão original dos Everly Brothers.

Agora, com vocês... TOs Everly Brothers!


É uma coincidência esta música e a anterior falarem de choro. Não achei no YouTube algum vídeo (com qualidade) dos Everly Brothers cantando, então escolhi o vídeo acima, no endereço https://www.youtube.com/watch?v=V_6qQEyCSv8

I'll never let you see
The way my broken heart is hurting me
I've got my pride and I know how to hide
All my sorrow and pain
I'll do my crying in the rain
If I wait for cloudy skies
You won't know the rain from the tears in my eyes
You'll never know that I still love you so
Though the heartaches remain
I'll do my crying in the rain
Raindrops falling from heaven
Could never wash away my misery
But since we're not together
I'll wait for stormy weather
To hide these tears I hope you'll never see
Someday when my crying's done
I'm gonna wear a smile and walk in the sun
I may be a fool
But till then, darling, you'll never see me complain
I'll do my craing in the rain
I'll do my crying in the rain
I'll do my crying in the rain
I'll do my crying in the rain

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Baby Let Me Take You Home - II

Baby Let Me Take You Home

O interessante de criar esse blog, e pesquisar a respeito das músicas de que gosto, é a possibilidade de descobrir histórias interessantes sobre as mesmas. Esse é o caso de “Baby Let Me Take You Home” que ficou famosa através da banda The Animals. A canção, creditada a Bert Russell (também conhecido como nome de Bert Berns) e Wes Farrell, é na verdade uma adaptação de uma antiga música popular americana. Fiz uma pesquisa para descobrir a história da canção, mas, pelo que li, ela é o resultado de uma série de adaptações feitas por diversos compositores e músicos. Uma vez que não tenho à minha disposição detalhes (por exemplo: quem teria sido o autor original, quem foram todos os compositores que contribuíram com a canção e melodia e as datas), irei contar o histórico dessa composicão de forma sucinta.


Os primórdios
A origem da canção não é muito clara. Alguns estudiosos da história do Blues defendem que ela teria sido composta bem antes dos anos 1930. O que se sabe com certeza é que em janeiro de 1935 o conjunto State Street Boys gravou a música “Don’t tear my Clothes”. Apesar de essa música ter uma letra bem diferente de “Baby Let Me Take You Home”, é possível perceber que ambas tem a mesma melodia e ritmo. Nos anos seguintes, diversas versões e adaptações foram feitas na melodia e letra de “Don’t tear my Clothes”, incluindo: “Don’t tear my Clothes”  do cantor Washboard Sam (1936),


“Mama Let Me Lay It On You”  do cantor Walter Coleman (1936),


“Baby Don’t You Tear My Clothes” do grupo The Harlem Hamfats (1937) (Não achei o vídeo), “Let You Linen Hang Low” da cantora Rosetta Howard (com o grupo The Harlem Hamfats) (1937),


e “Mama Let Me Lay It On You” do cantor Blind Boy Fuller (1938).

O Folk
No final da década de 1950 (provavelmente em 1959) a canção foi adaptada por Eric von Schmidt, um guitarrista, cantor e compositor de blues que começou a se interessar por um novo estilo musical que surgia nos EUA: O Folk. Von Schmidt ouviu pela primeira vez a música através da gravação Blind Boy Fuller e decidiu fazer própria versão, que recebeu o nome de "Baby, Let Me Follow You Down". Ele próprio contou que para isso usou cerca de “três quartos” da versão de outro compositor e músico chamado Reverendo Gary Davis. De fato as versões de von Schmidt e Davis são quase idênticas. Nos primeiros anos da década de 1960, o cantor de Folk Dave Van Ronk passou a se apresentar nas casas de café de Greenwich Village (bairro boêmio de Nova York) tocando a versão de Eric von Schmidt. Em pouco tempo "Baby, Let Me Follow You Down", tornou-se uma canção obrigatória nos cafés e bares frequentados por artistas alternativos de Nova York.

Entre os jovens músicos que frequentavam a cena underground de Greenwich Village estava o (jovem e ainda desconhecido) músico Bob Dylan, que incorporou a canção ao seu repertório e gravou-a em seu álbum de estréia (Bob Dylan, gravado em novembro de 1961). Lançado em março de 1962, o disco tornou-se um dos mais influentes da história da música (e até hoje considerado um dos melhores de todos os tempos por críticos e músicos), influenciando diversos músicos dos dois lados do Atlântico e trazendo fama internacional para a canção.


The Animals
Em março de 1964, a banda inglesa The Animals lançou seu single de estréia tendo no lado A a música “Baby Let Me Take You Home” (do lado B estava “Gonna Send You Back to Walker”). No Reino Unido o single atingiu a posição número 21. Nos Estados unidos, foi o lado B que fez algum sucesso, mas mesmo assim, o single não passou da posição 57.

Como descrito anteriormente, letra da canção é creditada Bert Russell (também conhecido como nome de Bert Berns) e Wes Farrell. Não tenho informações sobre como a letra foi composta ainda, mas, comparando-se essa versão com a de Bob Dylan, pode-se ver que elas possuem versos completamente diferentes, apenas a melodia é semelhante. A versão do The Animals começa com um impressionante arpejo de guitarra (do guitarrista Hilton Valentine), possui uma seção intermediária com um longo riff de órgão elétrico (acompanhado pelo resto da banda e cantor) e termina com a música duas vezes acelerada.

A versão do The Animals para “Baby let Me Take You Home” (e também a versão deles para “House Of The Rising Sun”) acabou influenciando Bob Dylan de tal forma, que este aderiu ao uso de instrumentos elétricos em suas canções, a partir do ano de 1966. Uma decisão que causou alguma controvérsia com os “puristas” do gênero Folk (para quem a guitarra elétrica era o simbolo da indústria fonográfica e do maistream).