"Bring It On Home To Me" foi composta pelo cantor e compositor norte americano Sam Cooke, que gravou sua versão, com um estilo mais próximo ao R&Blues. A canção é sobre um cara que perde sua namorada, no começo ele não se importou, mas depois, a falta dela, o faz prometer que fará tudo para recuperá-la. A canção foi lançada em 8 de Maio de 1962 pelo selo RCA Victor, tendo no lado B a canção "Having A Party", e atingiu a posição número 13 na Billboard Hot 100.
Outras versões
"Bring It On Home To Me" foi gravada em muitos estilos diferentes por uma variedade de artistas, sempre com grande sucesso:
Faz um tempo que não publico alguma canção dos Animals. Adoro essa canção. No próxmo post eu forneço informações sobre essa composição de Sam Cooke.
Senhoras e senhores... Os Animals!
Claramente houve um playback, mas escolhi esse vídeo, pois ele fazia parte de um programa da televisão americana. É curioso ver a atuação dos integrantes da banda, enquanto ao fundo alguns gaiatos dançam ao som da música. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=ZntYBFyuZd4
Composição “It’s My Life” foi composta por Roger Atkins (letra) e Carl D’Errico (música), que na época trabalhavam no mítico Edifício Brill (local onde ficava a maioria dos escritórios e estúdios de gravação da cidade de Nova Iorque).
(Neste vídeo, a canção está igual a letra, que está no post abaixo)
A canção surgiu a partir de um pedido do produtor musical Mickie Most por novas composições. Quando Most chegou a Nova Iorque (vindo de Londres), encontrou uma pilha de canções para sua apreciação. No meio delas estavam “We Gonna Get Out Of This Place”, “Don’t Bring Me Down” e “It’s My Life”, que seriam futuros sucessos da banda The Animals.
Carl D’Errico conta que a primeira melodia apresentada foi rejeitada, pois não tinha “força”, uma batida forte o suficiente, então ela foi reescrita. A segunda melodia foi tocada em um piano (no Edifício Brill) para uma plateia de outros compositores que foram unânimes em reconhecer que alí estava um sucesso.
A canção começa com um instigante riff de baixo elétrico de Chas Chandler, imediatamente acompanhado pela guitarra elétrica de 12 cordas de Hilton Valentine. Essa dupla linha deu à canção sua força, que se manteve graças ao registro sonoro do orgão elétrico de Dave Rowberry (a marca de distinguia os The Animals das outras bandas da época), da bateria de John Steel e dos poderosos (e roucos) vocais de Eric Burdon.
Por sinal, nos vocais de Burdon percebe-se aquela raiva e frustração oriundas dos jovens das cidades industriais. A música contrói um climax sonoro quando o baixo de Chandler e o teclado de Rowberry são respondidos pelos vocais de Burdon.
“I’ts My Life” foi gravada no outubro de 1965 e lançada em um single no mesmo ano, tendo no lado B a canção “I’m Going To Change The World”, e alcançou a posição número 2 na parada de sucessos canadense, a posição número 7 na parada britanica e a 23 posição na parada norte americana.
Outras versões
Diversos artistas fizeram versões ou covers de “I’s My Life”, mas nenhuma delas chega perto do impacto sonoro ou da qualidade da gravação original. A única versão que merece alguma menção é a de Bruce Springsteen. Durante a turnê “Born To Run” ele cantava "It's My Life". Algumas vezes, Springsteen iniciava a música com alguma narrativa e depois a canção se desenvolvia, tudo de forma bem lenta. Não existe uma gravação oficial dessa canção por Bruce Springsteen, mas é possível achar os áudios das apresentações dele na internet.
Uma observação importante: Alguns sites informam que Jon Bon Jovi também gravou "It's My Life". De fato, ele gravou uma canção com esse nome, mas a letra e a música nada têm em comum com a composição de autoria Roger Atkins e Carl D’Errico.
Fazia algum tempo que eu não postava nenhuma música da banda The Animals. Vou postar dessa vez um grande sucesso deles. "I'ts My Life" tem uma sonoridade típica dos anos 60, com uma letra forte e cortante.
No próximo post falo mais sobre a canção. Com vocês... The Animals!
Descobri a pouco que a apresentação acima foi a estréia "visual" da canção na televisão. Ela foi ao ar no programa Hullabaloo, em outubro de 1965 . Achei bem sacada, e bem típica dos anos 60, a ideia dos "trófeus de caça" nas paredes. Se alguém repetisse a ideia em um programa, ou clipe, nos dias de hoje, choveriam reclamações de feministas. Escolhi esse vídeo (dentre todos no YouTube) pela qualidade do som e da imagem. Minha impressão é de que eles estão tocando ao vivo.Se vocês prestarem atenção na letra abaixo (e depois ouvirem a versão gravada no single, que eu irei postar em breve), perceberão que a banda inverte os versos "I'm breakin' loose" e "Itain't no use". E o final da música nesse clipe também não é igual à letra, o que reforça a ideia de que eles tenham cantado ao vivo. O link é https://www.youtube.com/watch?v=H3GNKUE-d9c
It's a hard world to get a break in All the good things have been taken But girl there are ways To make certain things pay Though I'm dressed in these rags I'll wear sable some day Hear what I say I'm gonna ride the serpent No more time spent sweatin' rent Hear my command I'm breakin' loose It ain't no use Holdin' me down Stick around But baby, but baby Remember, remember It's my life and I'll do what I want It's my mind and I'll think what I want Show me I'm wrong, hurt me sometime But some day, I'll treat you real fine There'll be women and their fortunes Who just want to mother orphans Are you gonna cry When I'm squeezing them dry? Taking all I can get No regrets When I Openly lie (ha) And live on their money Believe me honey That money Can you believe? I ain't no Saint No complaints So girl throw out Any doubt And baby, and baby Remember, remember It's my life and I'll do what I want It's my mind and I'll think what I want Show me I'm wrong, hurt me sometime But some day, I'll treat you real fine It's my life and I'll do what I want Don't push me It's my mind and I'll think what I want It's my life It's my life and I'll do what I want And I can do what I want It's my mind and I'll think what I want You can't tell me It's my life and I'll do what I want
Histórico da canção Lançada como single em setembro de 1964, “I’m Crying” rapidamente tornou-se o segundo sucesso transatlântico da banda The Animals. Composta por Eric Burdon e Alan Price (respectivamente vocalista e organista da banda), a canção é uma joia do Rhythm and Blues. O órgão elétrico mantem um ritmo pulsante, com quebras selvagens de guitarra e baixo, tudo isso sob o poderoso desempenho vocal de Eric Burdon, que chega algumas vezes a gritar durante a música. O ritmo parece se acelerar aos poucos até o final, mantendo o balanço contagiante, que pode ser visto nas apresentações ao vivo.
Apesar de seu ritmo frenético, “I’m Crying” não chegou perto do sucesso obtido pelo single anterior, que trazia a canção “House of the Rising Sun”. Ainda assim, a música alcançou a posição número 6 na parada de sucessos do Canadá, a posição número 8 no Reino Unido e a 19 posição no Estados Unidos. No outro lado do single ficava a canção "Take Easy" (outro sucesso da banda).
Não seria um erro afirmar que "I’m Crying" foi o estímulo que faltava para muitos garotos da época resolverem montar suas bandas de Rock and Roll.
Uma informação adicional: Alguns sites informam que “I’m Crying” ficava no lado B do single, mas pelo que andei pesquisando, a canção ficava mesmo era no lado A. No lado B do single estava a música “Take Easy”. O vídeo mais acima saiu do endereço https://www.youtube.com/watch?v=_T9gU4V4kj0
Gostaria de poder postar mais textos e vídeos, mas estou com dificuldade para encontrar tempo. Além disso, antes de postar alguma coisa, gosto de fazer uma pesquisa (por menor que seja) para trazer informações relevantes sobre o tema da postagem e também ter certeza das informações que publico.
Agora com vocês... The Animals!
Escolhi este vídeo acima, dentre vários no Youtube (https://www.youtube.com/watch?v=bUI5RpxF4WA), porque me parece que a banda está tocando ao vivo em um programa da TV britânica. Mas pode ser que eu esteja enganado e seja um playback.
I don't hear your knock upon my door I don't have your lovin' anymore Since you been gone I'm a-hurtin' inside Well I want you baby by my side, Yeah I'm cryin', I'm cryin' Hear me cryin' baby Hear me cryin' I'm lonely and blue baby every night Yeah, you know you didn't treat me right And now my tears begin to fall Well I want you baby and that's all I'm cryin', I'm cryin' Hear me cryin' baby Hear me cryin' I don't hear your knock upon my door I don't have your lovin' anymore Since you been gone I'm hurtin' inside, yeah Well I want you baby by my side But I'm cryin', you know I'm cryin' Hear me cryin' baby Hear me cryin' Hear me cryin'
O interessante de criar esse blog, e pesquisar a respeito das músicas de que gosto, é a possibilidade de descobrir histórias interessantes sobre as mesmas. Esse é o caso de “Baby Let Me Take You Home” que ficou famosa através da banda The Animals. A canção, creditada a Bert Russell (também conhecido como nome de Bert Berns) e Wes Farrell, é na verdade uma adaptação de uma antiga música popular americana. Fiz uma pesquisa para descobrir a história da canção, mas, pelo que li, ela é o resultado de uma série de adaptações feitas por diversos compositores e músicos. Uma vez que não tenho à minha disposição detalhes (por exemplo: quem teria sido o autor original, quem foram todos os compositores que contribuíram com a canção e melodia e as datas), irei contar o histórico dessa composicão de forma sucinta.
Os primórdios
A origem da canção não é muito clara. Alguns estudiosos da história do Blues defendem que ela teria sido composta bem antes dos anos 1930. O que se sabe com certeza é que em janeiro de 1935 o conjunto State Street Boys gravou a música “Don’t tear my Clothes”. Apesar de essa música ter uma letra bem diferente de “Baby Let Me Take You Home”, é possível perceber que ambas tem a mesma melodia e ritmo. Nos anos seguintes, diversas versões e adaptações foram feitas na melodia e letra de “Don’t tear my Clothes”, incluindo: “Don’t tear my Clothes” do cantor Washboard Sam (1936),
“Mama Let Me Lay It On You” do cantor Walter Coleman (1936),
“Baby Don’t You Tear My Clothes” do grupo The Harlem Hamfats (1937) (Não achei o vídeo), “Let You Linen Hang Low” da cantora Rosetta Howard (com o grupo The Harlem Hamfats) (1937),
e “Mama Let Me Lay It On You” do cantor Blind Boy Fuller (1938).
O Folk
No final da década de 1950 (provavelmente em 1959) a canção foi adaptada por Eric von Schmidt, um guitarrista, cantor e compositor de blues que começou a se interessar por um novo estilo musical que surgia nos EUA: O Folk. Von Schmidt ouviu pela primeira vez a música através da gravação Blind Boy Fuller e decidiu fazer própria versão, que recebeu o nome de "Baby, Let Me Follow You Down". Ele próprio contou que para isso usou cerca de “três quartos” da versão de outro compositor e músico chamado Reverendo Gary Davis. De fato as versões de von Schmidt e Davis são quase idênticas. Nos primeiros anos da década de 1960, o cantor de Folk Dave Van Ronk passou a se apresentar nas casas de café de Greenwich Village (bairro boêmio de Nova York) tocando a versão de Eric von Schmidt. Em pouco tempo "Baby, Let Me Follow You Down", tornou-se uma canção obrigatória nos cafés e bares frequentados por artistas alternativos de Nova York.
Entre os jovens músicos que frequentavam a cena underground de Greenwich Village estava o (jovem e ainda desconhecido) músico Bob Dylan, que incorporou a canção ao seu repertório e gravou-a em seu álbum de estréia (Bob Dylan, gravado em novembro de 1961). Lançado em março de 1962, o disco tornou-se um dos mais influentes da história da música (e até hoje considerado um dos melhores de todos os tempos por críticos e músicos), influenciando diversos músicos dos dois lados do Atlântico e trazendo fama internacional para a canção.
The Animals Em março de 1964, a banda inglesa The Animals lançou seu single de estréia tendo no lado A a música “Baby Let Me Take You Home” (do lado B estava “Gonna Send You Back to Walker”). No Reino Unido o single atingiu a posição número 21. Nos Estados unidos, foi o lado B que fez algum sucesso, mas mesmo assim, o single não passou da posição 57.
Como descrito anteriormente, letra da canção é creditada Bert Russell (também conhecido como nome de Bert Berns) e Wes Farrell. Não tenho informações sobre como a letra foi composta ainda, mas, comparando-se essa versão com a de Bob Dylan, pode-se ver que elas possuem versos completamente diferentes, apenas a melodia é semelhante. A versão do The Animals começa com um impressionante arpejo de guitarra (do guitarrista Hilton Valentine), possui uma seção intermediária com um longo riff de órgão elétrico (acompanhado pelo resto da banda e cantor) e termina com a música duas vezes acelerada.
A versão do The Animals para “Baby let Me Take You Home” (e também a versão deles para “House Of The Rising Sun”) acabou influenciando Bob Dylan de tal forma, que este aderiu ao uso de instrumentos elétricos em suas canções, a partir do ano de 1966. Uma decisão que causou alguma controvérsia com os “puristas” do gênero Folk (para quem a guitarra elétrica era o simbolo da indústria fonográfica e do maistream).
Faz um tempo que não posto nenhum clipe da banda The Animals. A música de hoje é "Baby Let Me Take You Home". Um grande sucesso deles e que é uma adaptação de outra música. Em breve irei postar informações sobre a música.
Agora com vocês... The Animals!
Escolhi esse clipe do YouTube pois mostra o conjunto cantando em um programa da TV britânica (ainda não tenho informações sobre qual canal, programa dia em que foi ao ar, etc.). O endereço do vídeo é: https://www.youtube.com/watch?v=6WXPePUo7w0
Baby, can I take you home Baby, let me take you home I'll love you all my life You can bet I'll treat you right If you'll just let me take you home Baby, can I dance with you Baby, can I dance with you I'll do anything in this God-Almighty world If you'll just let me dance with you Baby, let I take you home Baby, let me take you home I'll love you all my life You bet I'll treat you right If you'll just let me take you home When I saw you, baby I couldn't ignore you And I wanted you For my girl And when you said "yeah" I just couldn't care about Anybody else in this world alone You smiled at me baby And I could see my life Planned out ahead You took my hand and it felt so good And this is what you said "Baby, won't you be my man Baby, won't you be my man" Yes, I'll be your man And I'll do the best I can I want to be you man Thats all, baby Oh, c'mon, c'mon, baby Baby, feel alright Hey, baby, it's alright So good It's all right
Composição “Don’t Let Me Be Misunderstood" (Não Me Deixe Ser Mal Interpretado) é uma canção de autoria de Bennie Benjamin, Gloria Caldwell e Marcus Sol, em 1964, para a cantora e pianista Nina Simone. Ganhou fama internacional graças às inúmeras regravações e execuções públicas (covers ou reinterpretações) produzidas por uma grande variedade de músicos de variados estilos musicais.
A melodia principal e a letra do refrão da canção foram escritas pelo compositor e arranjador americano Horace Ott após uma separação temporária de sua namorada (e mais tarde esposa) Gloria Caldwell. Com a contribuição dos parceiros Benny Benjamin e Marcus Sol, Horace Ott organizou e finalizou os versos do texto.
Na hora de reconhecer os créditos, surgiu um problema. Ott era compositor da BMI (Broadcast Music Incorporated) enquanto que Benjamin e Sol eram compositores da ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers). Pelas leis da época eles não poderiam dividir a autoria da musica. Horace Ott solucionou a questão colocando Gloria Caldwell como sendo co-autora da música.
Nina Simone A canção foi incluída no álbum. de Nina Simone Broadway-Blues-Ballads, junto com outras quatro composições de Benjamin Marcus. Horace Ott foi o maestro e arranjador de todas as musicas do álbum, que é organizado em torno de elementos orquestrais como harpa e às vezes coral. Com seu estilo inclassificável Nina Simone deu um toque especial à canção, que possui um ritmo lento. No mesmo ano a canção também foi lançada em um single (que aliás foi um fracasso de vendas). No lado A ficava “Don’t Let Me Be Misunderstood" e no lado B a música “A Monster”.
Esse vídeo foi adicionado no dia 10 de junho de 2015
The Animals A canção estourou internacionalmente na versão da banda de Rock and Roll britânica The Animals. Eric Burdon, vocalista da banda, contou mais tarde: “nunca consideramos (essa musica) como pertencente ao pop, mas algo é transmitido quando ouvimos e nós (a banda) imediatamente nos apaixonamos por ela”. A banda deu uma abordagem Rhythm & Blues à canção, acelerando significativamente o ritmo. A música começa com um com um riff de guitarra cativante (de Hilton Valentine) em uníssono com o orgão elétrico de Alan Price, trabalhando um tema (item) do final da canção de Nina Simone.
“Don’t Let Me Be Misunderstood" foi lançado em 1965 e subiu nas paradas de sucesso em ambos os lados do Atlântico, alcançando o 3 lugar na parada de singles no Reino Unido, 15 nas paradas de sucesso dos Estados Unidos (Billboard Hot 100), 4 lugar no Canadá 26 na Holanda. Do lado B do single ficava a música Club-A-Gogo, outro sucesso da banda. Em suas apresentações, a banda manteve o mesmo ritmo da gravação de estúdio, mas as vezes Eric Burdon cantava de forma lenta, quase falando e com a voz mais baixa, como que resgatando a interpretação de Nina Simone.
Outras versões Inúmeros artistas fizeram suas versões ao longo dos anos, mas a única que alcançou alguma notoriedade foi a versão, de 1977, do grupo Santa Esmeralda. Em 2003, a versão do Santa Esmeralda voltou a ser reproduzida após ser usada na trilha sonora do filme Kill Bill Vol.1.
Esse vídeo foi adicionado no dia 10 de junho de 2015
Decidi criar este blog após passar alguns dias assistindo diversos vídeos no YouTube. Minha intenção inicial com este blog é postar vídeos de bandas de rock clássicas dos anos 60. Dentre as bandas desse período, aquela que mais admiro é o The Animals. Foi do título de uma de suas músicas que tirei o nome para este blog.
Agora, sem mais delongas... The Animals!
Queria acrescentar uma informação a esta postagem. O vídeo clip acima foi extraído do YouTube o endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=Hf23YwiGEYU&noredirect=1 . Por sua vez ele foi retirado de um filme de divulgação de bandas de rock britânicas, lançado em 1965, chamado Pop Gear.
Baby, do you understand me now Sometimes I feel a little mad But don't you know that no one alive Can always be an angel When things go wrong I seem to be bad But I'm just a soul whose intentions are good Oh Lord, please don't let me be misunderstood Baby, sometimes I'm so carefree With a joy that's hard to hide And sometimes it seems that all I have do is worry Then you're bound to see my other side But I'm just a soul whose intentions are good Oh Lord, please don't let me be misunderstood If I seem edgy I want you to know That I never mean to take it out on you Life has it's problems and I get my share And that's one thing I never meant to do Because I love you Oh, Oh baby don't you know I'm human Have thoughts like any other one Sometimes I find myself long regretting Some foolish thing some little simple thing I've done But I'm just a soul whose intentions are good Oh Lord, please don't let me be misunderstood Yes, I'm just a soul whose intentions are good Oh Lord, please don't let me be misunderstood Yes, I'm just a soul whose intentions are good Oh Lord, please don't let me be misunderstood