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sábado, 21 de julho de 2018

Copa Do Mundo 2018 - VI

É A França Campeã?

Nos últimos dias, veio à tona uma discussão sobre a identidade de seleções como a França e Bélgica. Para citar apenas as seleções que levantaram mais comentários. O que aconteceu é que ambas as seleções foram representadas por jogadores que não tem a cor de pele, nem o sobrenome que se espera encontrar em jogadores de uma seleção européia.

Se você for uma daquelas pessoas que não pode ouvir falar em coisas como cor de pele ou ancestralidade, sem começar a gritar racismo, recomendo que não continue com a leitura. Esse texto não é para pessoas que veem o mundo através de lentes tendenciosamente maniqueístas. Por outro lado, se você é uma pessoa que está interessada em saber o que anda ocorrendo no mundo à sua volta, leia o que tenho a dizer sobre a questão!

Continuando... Chamou a atenção o fato de que a maioria dos jogadores das seleções francesa e belga eram em sua maioria negros, ou pelo menos tinham uma aparência (e sobrenome) árabes. Isso levantou a questão que ambas seriam "seleções estrangeiras" (quase que uma versão esportiva da legião estrangeira francesa) e que estariam a serviço de antigas metrópoles colonialistas.
Foto: Reuters. Retirado da matéria (mais abaixo) do Portal Terra Esportes

A presença de jogadores estrangeiros naturalizados ou de colônias, e ex-colônias, é antigo. Não vou levantar um histórico de todas as vezes em que um jogador nascido em um país, representou outro, até porque são muitos casos. Já ocorreram casos onde um jogador que disputou uma Copa do Mundo por uma seleção disputou outra edição da Copa por outra. O exemplo mais conhecido pelos brasileiros foi o do jogador José João Altafini, o Mazzola, que foi campeão em 1958 e quatro anos depois representou a Itália. Para saber mais, vocês podem clicar aqui.


Outro caso, bem conhecido, foi o jogador Eusébio, que nasceu em Moçambique, mas defendeu a seleção portuguesa na Copa de 1966, uma vez que Moçambique era colônia de Portugal. E ele não foi o único jogador de uma colônia a jogar pela metrópole. E muitos outros jogadores defenderam seleções de suas antigas metrópoles. Alguns até foram campeões, como é o caso da seleção francesa de 1998. Por falar nessa seleção, a maioria dos jogadores que pareciam estrangeiros eram na verdade cidadãos franceses, todos eles nascidos e criados na França.

Lembro que na época houve algumas reclamações de pessoas como Jean Marie LePen, que reclamou que essa seleção francesa não representava a França, pois seria de "expatriados" , ou algo assim. E também lembro que deram pouca atenção para essas pessoas e suas reclamações naquela época. Então, o que mudou?

É difícil dizer com clareza o que ocorreu, mas tentarei, com minha opinião, explicar o que aconteceu.

A primeira questão está relacionado com a própria época em que vivemos. Até fins dos anos 1990, existiam jogadores naturalizados defendendo seleções estrangeiras, principalmente europeias, e também jogadores descendentes de imigrantes em suas seleções nacionais. Aliás, esse último caso é o mais comum, principalmente em países americanos. Mas eram poucos os jogadores, nessas duas condições, jogando por seleções europeias. O que aconteceu foi que a Europa se transformou em um continente que recebe muitos imigrantes. O resultado é que os filhos desses imigrantes iriam acabar se destacando, mais cedo ou mais tarde, sobretudo no esporte, que é um meio mais fácil para pessoas que normalmente são de baixa renda para ascender socialmente. Talvez ainda não estejamos acostumados a ver seleções europeias com grande número de descendentes de imigrantes. E a questão começa a complicar nesse ponto.

Países como Portugal, Espanha, Inglaterra, Holanda, e até mesmo Itália e Alemanha tem recorrido a jogadores que naturalizados ou descendentes de imigrantes, mas é possível ver que são poucos, não costumam passar de 25% ou 33%. Admito que não parei para fazer a contabilidade, para saber se alguma delas passou de 50%, mas com certeza, nenhuma delas chegou aos casos de França e Bélgica. No caso da França, dos 23 selecionados, apenas 5 aparentavam ser franceses descendentes de franceses com mais de duas gerações, ou étnicos, para tentar fazer a diferença entre os jogadores franceses "da gema" e os jogadores descendentes de imigrantes. Por falar nisso, pelo que pesquisei, três dos jogadores franceses eram imigrantes naturalizados. Já o número de jogadores que aparentam ser belgas "étnicos" parece ser de 12, entre os 23 que foram convocados para a seleção Belga, ainda que durante os jogos, fosse possível ver mais jogadores negros e com feições do norte da África (árabes) em campo do que no banco de reservas.
Foto retirada do portal R7. Dan Mullan. Getty Images

A constatação acima levantou a suspeita de que ambas as nações haviam aliciado jogadores africanos, na maioria de ex-colônias francesas e até belgas para compor suas seleções. Entretanto, é importante lembrar que das duas, somente a França usou jogadores naturalizados. Mas a suspeita tem até certo ponto alguns fundamentos. Durante anos, os clubes de futebol dessas duas nações, e também alguns clubes de outros países europeus, tem procurado aliciar jogadores juvenis para jogar em seus times e se naturalizarem. Lembro de um caso, em meados dos anos 1990, na qual um jovem brasileiro de 14 ou 16 anos, de sobrenome Oliveira, foi levado para a Bélgica. O rapaz jogava bem, ele era conhecido como "Oliverrá" pelos belgas, e foi oferecia a cidadania belga para ele. No final das contas ele sumiu, nunca mais ouvi falar dele, a prática de oferecer a cidadania para jogadores estrangeiros se manteve, sem que isso acarretasse alguma vantagem para a Bélgica, enquanto que muitas seleções europeias com poucos jogadores descentes de imigrantes ganharam a Copa desde então, além do Brasil, é claro. Mas nessa Copa do Mundo, as seleções belga e francesa ganharam protagonismo, um protagonismo que a França não tinha tido desde 1998 e a Bélgica nunca teve, a não ser talvez em 1986, para dar uma ideia de como o selecionado belga sempre foi ruim.

É claro que se os jogadores que defenderam a França e Bélgica são em sua esmagadora maioria nascidos nesses países, então não dá para acusar esses países de terem aliciados esportistas estrangeiros. Mas mesmo assim chama a atenção que essas duas seleções que sempre mantiveram atuações apagadas até meados dos anos 1990 tenham tido um salto de qualidade com a ajuda desses jogadores descendentes de estrangeiros.

Outra explicação para essa celeuma em torno da cor, ou origem dos jogadores franceses e belgas está nessa praga neo puritana, que atende pelo nome de politicamente correto. Por conta desse neo puritanismo, não se pode falar abertamente dessa questão, sem que comecem a voar acusações de racismo para tudo quanto é lado. Nesse caso, somasse a má consciência de franceses e belgas, que após explorarem, de forma selvagem, a África, não querem que se toque em assuntos incômodos como o colonialismo, a exploração pós colonial da África, a presença de bairros periféricos violentos, empobrecidos e à margem da sociedade em torno das suas grandes cidades.

Na prática, a vitória francesa na Copa, e o inédito terceiro lugar belga estão sendo usados para jogar uma cortina de fumaça sobre a profunda divisão social, cultural e econômica entre os franceses e belgas "étnicos" e os "novos" franceses e belgas que descendem de imigrantes. Essa cortina de fumaça atende pelo nome de "multiculturalismo". O tal multiculturalismo é uma espécie de palavra de ordem para silenciar as vozes discordantes em relação à vários temas que tem incomodado os países europeus nas últimas duas décadas, sobretudo em relação às explosivas periferias. Talvez não saibam, mas duas semanas antes de acabar a Copa, um jovem imigrante foi morto por um policial na cidade de francesa de Nantes. O resultado foi uma sequencia de distúrbios noturnos, que começaram em Nantes, mas se espalharam por várias cidades francesas. Esses confrontos entre grupos de jovens periféricos, imigrantes ou descendentes de imigrantes, e a polícia foi meio que abafado antes do final da Copa, e por fim jogado para debaixo do tapete e abafado com a vitória "Gala".

A decisão de escrever sobre esse tema, veio após ler a notícia abaixo, publicada pelo Portal Terra.


Embaixador francês nos EUA, Gérard Araud, afirmou que comentários legitima ideologia que "para ser francês precisa ser branco"

Quem lê o título pensa que o apresentador deve ser um malvado racista branco, que quer desmerecer a vitória francesa e é contra o multiculturalismo, não é?

Só que não! O apresentador em questão é o sul africano Trevor Noah. Sendo que ele é... um mulato! Pois é!
Trevor Noah, apresentador sul africano. Foto da Wikipédia

Como podem ler na matéria, cliquem no título, o que Noah queria era tirar uma "casquinha" da vitória francesa, que tinha entre seus jogadores, 15 jogadores de ascendência africana. Sabem como é... Se a derrota é órfã (menos no Brasil, onde a derrota é filha da puta), a vitória tem muitos pais. E Noah quis reivindicar a paternidade da vitória francesa para a África! Mas é lógico que o embaixador francês se ofendeu duplamente. Primeiro porque ele não pretendia dividir a "glória francesa" com ninguém, e segundo porque viu a chance de acusar alguém, ainda que nas entrelinhas, de ser racista. O tiro saiu pela culatra, pois fica difícil acusar um negro, ou mulato, de ser racista pela cartilha politicamente correta.

Enfim, a França venceu, com jogadores franceses, a Bélgica ficou em terceiro, com jogadores nascidos e criados na Bélgica, mas ficou no ar essa sensação de que ambas as seleções se valeram de talentos africanos, reproduzindo no campo de futebol a centenária exploração das ex colônias na África. E não adianta acusar de racismo aqueles que acham estranho uma seleção européia cheia de jogadores negros ou árabes.

E antes que eu me esqueça. Para que não fiquem dúvidas sobre o título do texto. Sim! A França foi campeã.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Copa Do Mundo 2018 - V

Acabou A Copa

A Copa do Mundo de 2018 acabou, a França foi campeã, e vou falar sucintamente sobre as semi finais e a final.

Bom, não fiz qualquer previsão sobre o resultado da Copa, já sabia que o futebol mundial está bem nivelado, de forma que é quase uma loteria dizer qual seleção irá ganhar a competição. Não é por falar mal, mas o futebol mostrado nesse Copa do Mundo foi bem medíocre. Medíocre pra péssimo. Não, não estou dizendo isso porque a seleção brasileira não ganhou o Mundial, foi pela falta de qualidades dentro de campo.

Sobre as semi finais, a França ganhou com dificuldade da Bélgica. Na verdade a seleção belga é tão ruim, que deu até uma raiva dobrada assistir ao jogo. Pensar que uma bosta como a Bélgica ganhou do Brasil por conta um gol contra e um gol marcado em um contra-ataque, enquanto a seleção brasileira jogou muito melhor dá raiva, e tudo para ver os belgas jogarem mal e perderem de forma merecida para a seleção francesa. Depois aquele cretino do goleiro belga (que ficou tirando sarro dos brasileiro dizendo que os jogadores do Brasil haviam entrado em campo achando que já tinham ganho o jogo) veio choramingar dizendo que preferia ter perdido para a seleção Brasileira, e que os franceses não mereciam ganhar. A verdade é que a seleção francesa mereceu ganhar, pois os belgas não jogaram, ficaram acovardados na defesa, tentando marcar um gol no contra ataque. Só não vou escrever o nome desse cretino belga para não dar cartaz para um merda que teve sorte. Sorte de cair em um grupo fraco, com Inglaterra, Tunísia e Panamá, depois teve sorte de enfrentar uma seleção inexperiente como a japonesa, e aí, teve sorte de marcar dois gols e os jogadores brasileiros não terem feito entrar os gols.

Do outro lado da chave um jogo igualmente ruim. A Croácia, jogando de forma medíocre e a Inglaterra jogando... é... daquele jeito inglês. O resultado foi óbvio, apesar do susto inicial, o croatas conseguiram empatar o jogo a tempo de levar para a prorrogação e depois vencer o timinho inglês com um gol. O jogo foi tão ruim que a raiva de saber que os ingleses chegaram a semifinal jogando mal me deixou até zangado e me perguntando como o futebol pode ser injusto.

A decisão do terceiro lugar teve um resultado óbvio, duas seleções de merda se enfrentaram e a seleção que era mais merda perdeu. Simples assim!

A final acabou sendo mais emocionante. Devo admitir que a seleção francesa jogou bem, sim, jogou bem! Ainda que a seleção francesa não tenha brilhado, a verdade é que nenhuma seleção brilhou nesse mundial, e não irei desmerecer a vitória francesa por algum tipo de inveja. Eu sei separar a torcida pela seleção brasileira da análise pura e simples. Na véspera do jogo li uma notícia que dizia que o grupo croata estava rachado, pois um jogador croata havia se recusado a entrar em campo faltando 5 minutos para acabar um jogo e o resultado é que ele foi isolado dos companheiros. Ninguém falava com ele. Óbvio que com um climão desses, a Croácia iria perder, e perdeu. Alguns sites estão tentando formar marola, dizendo que o juiz teria influído no resultado ao marcar pelo menos uma falta em um jogador francês, cuja cobrança de falta resultou em gol.

Vamos ser sinceros, os árbitros da Copa do Mundo são em sua maioria péssimos e tendenciosos, mas isso não influiu no resultado da final da Copa. Os árbitros da Copa do Mundo devem estar seguindo a linha italiana, o que significa que agressões claríssimas não são punidas. Na Itália eles não praticam futebol, mas uma forma de pugilato com onze em um ringue gramado. O Brasil tem sido alvo desse "caçada". Os jogadores brasileiros são constantemente atingidos, o Neymar é o principal alvo, e a imprensa internacional e parte da brasileira ainda critica o Neymar por tentar se proteger. Mas em diversos jogos, a porrada comeu solta e a FIFA está cagando e andando pra isso. A FIFA deve estar esperando alguém sair em campo com uma fratura exposta, ou com a coluna fraturada... Ops... Isso já ocorreu na Copa passada com o Neymar e a FIFA ainda insinuou que ele estava fingindo pois voltou a andar. Quem sabe se o Neymar ficasse paraplégico a FIFA tomaria alguma atitude... como dar uma medalha de consolação!

No jogo contra a Inglaterra, os colombianos baixaram o cacete, e os ingleses foram obrigados a reagir, mas nesse caso, o juiz não puniu qualquer jogador. Se fossem os brasileiros a reagirem, vários jogadores canarinhos seriam expulsos. Outras seleções violentas: Panamá, México (lembram das agressões contra o Neymar?), Suíça, Marrocos, Irã, Portugal e Egito.

No final venceu a seleção menos ruim que chegou à semifinal. Uma pena! O Brasil tinha um excelente time, mas algo aconteceu que deixou os jogadores travados. Não sei o que aconteceu, mas aquele time brasileiro que tinha jogado tão bem as eliminatórias não repetiu aquelas atuações. Não sei explicar o que aconteceu, mas é melhor que o Tite, que vai se manter no comando da seleção descubra e melhore o rendimento de nossos jogadores para a próxima Copa do Mundo, em 2022.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Copa Do Mundo 2018 - IV

Chegaram as semi finais

Prosseguindo com as publicações da Copa do Mundo de 2018, vou falar sucintamente das quartas de final.



Bom, não fiz qualquer previsão para as quartas de final por considerar que as seleções estavam muito parelhas, e era difícil prever um vencedor. E eu estava certo. Claro, a França ganhou com relativa facilidade do Uruguai, o que era de esperar devido a ausência do jogador uruguaio Cavani. A Bélgica ganhou em cima das falhas da seleção brasileira e da sorte, ou seja, qualquer um poderia ganhar pelo o que acompanhei, uma pena. A Croácia venceu nos penalties, ou seja, na loteria, e a Inglaterra venceu a Suécia com alguma facilidade, o time sueco ficou perdido em campo depois do primeiro gol inglês.

Realmente não sei dizer quem vencerá os dois confrontos, as seleções estão muito parelhas, e é difícil dizer quem está em melhor posição.

Volto a falar da Copa quando a mesma tiver terminado, não vale a pena escrever sobre as semi finais, depois sobre a decisão de terceiro lugar e do campeão.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Copa Do Mundo 2018 - III

Começam as quartas de final

Prosseguindo com as publicações da Copa do Mundo de 2018, vou falar dos resultados da última fase, as oitavas de final. Se quiserem ler, podem procurar o texto abaixo, ou clicar no quadro ao lado, ou clicar aqui.
Ocorreram poucas zebras nessas oitavas de final.

Os prognósticos das oitavas de final: Acertos e erros
O Uruguai ganhou de Portugal. Acertei a previsão, mas claro que com alguns sustos. Achei o jogo muito bom, Cristiano Ronaldo fez o que podia, mas os uruguaios mostraram que tinham mais conjunto. No post anterior citei apenas o jogador Suárez, esqueci de citar Cavani, que é o craque do time. Infelizmente, Cavani teve um estiramento muscular, e parece que vai ficar de fora do próximo jogo contra a França. Um grande desfalque para o Uruguai.

A Argentina perdeu para a França. Errei a previsão. Não foi dessa vez que a Argentina conseguiu se classificar mesmo jogando mal. Pareceu que iriam vencer, mas permitiram a virada francesa, e agora a França ganhou fôlego para enfrentar o Uruguai em vantagem, pois o jogador Cavani está lesionado.

O Brasil ganhou do México. Acertei a previsão. O time mexicano foi covarde. Eles tentaram intimidar a seleção brasileira nos primeiro 20 minutos de jogo. Quando o fôlego mexicano acabou, eles passaram a usar e abusar da violência para tentar intimidar o Neymar. Não deu certo, e aquele cretino do técnico do México, que é colombiano, tentou justificar a derrota jogando a culpa na bola, no Neymar, na seleção brasileira, no árbitro, em todo mundo. O México perdeu porque apesar da qualidade de seu goleiro, o time é fraco, e é composto por vermes, que não sabem jogar. Nenhum dos jogadores mexicanos é homem!

Acertei a previsão. A Bélgica ganhou do Japão mais por experiência do que por qualidades em campo. Pensando bem, eles tiveram uma importante qualidade: A calma. Perdendo de 2X0, eles continuaram pressionando até empatar. Quando o jogo se encaminhava para o final, e para a prorrogação consequentemente, a seleção japonesa provou sua falta de experiência e de raciocínio. Credito esse erro ao técnico que deveria ter orientado corretamente seus jogadores. No último jogo da primeira fase, o técnico japonês mandou seus jogadores tocarem a bola de lado, ao invés de tentar ao menos um gol de contra ataque. Tomou uma vaia e revoltou muita gente. Nesse jogo, em que ele deveria ter orientado seus jogadores a tocarem a bola de lado, para levar o jogo para a prorrogação, mas deixou, ou mesmo mandou (não sei ao certo), seus jogadores irem para a frente e tentar marcar um gol. O lógico aconteceu: Em um contra ataque a Bélgica marcou um gol salvador, faltando 30 segundos para terminar o jogo! Santa inocência!

A Rússia ganhou da Espanha. Acertei a previsão. A Espanha jogou mal, mas muito mal esse jogo, teve sorte de levar a partida para a cobrança de penalties. Agora, a imprensa espanhola está descendo o sarrafo nos jogadores, na comissão técnica, nos dirigentes da federação espanhola, por terem demitido o técnico anterior três dias antes da Copa começar. Estão também criticando o Tiki-Taka, a irritante mania espanhola de ficar tocando a bola de lado, e que eles chamam de "jogo bonito". Sem comentários!

A Croácia ganhou da Dinamarca. Acertei a previsão. O jogo foi ruim, mas muito ruim, deu raiva assistir esse jogo. O curioso é que a seleção croata, que havia mostrado um futebol bem ofensivo na primeira fase, estava na retranca e jogando sem vontade. Até perderam um penalti! Parecia que queriam levar a decisão para os penalties, tamanha foi a falta de vontade em jogar, e conseguiram. Tiveram sorte de ganhar na loteria que é a cobrança de penalties. Se jogarem assim de novo, perdem para os russos.

A Suécia ganhou da Suíça. Acertei a previsão. Foi outro jogo ruim, pior que o anterior. Os suíços fizeram o que se esperava deles, jogando feio e esperando a oportunidade para um contra ataque. Os suecos é que foram a surpresa. Não parecia o mesmo time que quase ganhou da Alemanha, e que arrasou a Coréia do Sul e o México na primeira fase. A sorte dos suecos é que o próximo adversário não é melhor que eles.

A Inglaterra venceu a Colômbia. Errei a previsão. Mas serei honesto, quando vi o colombianos baixando a porrada nos ingleses, lembrei da última Copa, daquele jogo aonde aquele animal quase quebrou a coluna do Neymar. Bando de filhos da puta! Torci contra os colombianos, não foi a favor dos ingleses, mas contra os colombianos, e fiquei feliz de ver eles serem desclassificados. Seria uma vergonha que um time violento como a Colômbia se classificar para as quartas de final. E os ingleses? Time fraco.



Bom, não farei nenhuma previsão para as quartas de final. O fato é que as seleções estão muito parelhas, e é difícil prever um vencedor. Então não irei me arriscar a fazer previsões, pois a chance de acertar é igual a de errar.

Uma dado curioso: A chave das quartas onde o Brasil está, é a mais forte. Tem Uruguai, França, Brasil e Bélgica. E está bem equilibrada. A outra chave está equilibrada, mas até agora está formada por times ruins ou com desempenhos inconstantes. Rússia, Croácia, Suécia e Inglaterra, tem jogado mal, até mesmo a Croácia que tinha ido bem na primeira fase, decepcionou nas oitavas de final.

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Copa Do Mundo 2018 - II

Começam as oitavas de final

No dia 15 de junho, eu havia publicado um texto aonde fazia alguns prognósticos sobre como seria a primeira fase da Copa do Mundo de 2018. Não vou repetir o que escrevi (se quiserem ler, podem procurar o texto no quadro ao lado, ou clicar no link: http://naomedeixesermalinterpretado.blogspot.com/2018/06/copa-do-mundo-2018-i.html, irei apenas comentar meus erros e acertos e fazer meus prognósticos para a segunda fase. Antes, quero dizer que lamento não ter postado comentários sobre cada jogo, ou pelo menos cada rodada da primeira fase, não estou, nem estava com paciência para fazer isso.
No post antes da copa, perguntei se ia dar zebra. Teve algumas zebras alemãs.

Os prognósticos da primeira fase: Acertos e erros
Grupo A: Eu havia previsto as classificações das seleções do Uruguai e do Egito. Acertei a primeira previsão. O selecionado uruguaio passou com três vitórias consistentes! Mas errei a classificação do Egito. Não sei explicar o motivo pelo qual achei que o jogador Salah faria diferença. O fato é que esqueci que, tradicionalmente, a seleção anfitriã se classifica para a segunda fase. (A única exceção foi a seleção da África do Sul em 2010). Mea Culpa, Mea Máxima Culpa! E o curioso foi que a seleção da Arábia Saudita conseguiu uma vitória honrosa sobre o Egito, que ficou em último. Eu deveria ter sido mais "conservador" e apostado na tradição da camisa.

Grupo B: Eu previ que as seleções da Espanha e Portugal se classificariam em primeiro e segundo lugares, respectivamente, e acertei! Apenas não previ que na última rodada o Irã e o Marrocos criariam dificuldades, ameaçando a classificação de Portugal e até a posição na classificação.

Grupo C: Eu havia previsto as classificações das seleções da França e do Peru. Acertei a primeira previsão. Acho que me deixei levar pelas atuações do jogador Guerrero no Brasil, e por desconhecer a seleção dinamarquesa e ignorar sua tradição, duvidei da classificação da Dinamarca. Mas verdade seja dita, o selecionado peruano jogou com vontade.

Grupo D: Eu previ que as seleções da Argentina e Croácia se classificariam em primeiro e segundo lugares, respectivamente, errei a ordem. Aliás esse foi um grupo com partidas emocionantes. Primeiro, a Argentina se complicou empatando com a Islândia, por culpa da péssima atuação da seleção argentina e de Messi, que quis cobrar um penaltie, e errou! Depois, perdeu de goleada para a Croácia, sabia que essa seleção européia era boa, mas não que era tão boa. Houve um momento em que a Argentina parecia que seria desclassificada, mas os argentinos se classificaram no último jogo vencendo uma seleção nigeriana meio apagada. Se olharmos os resultados dos jogos, percebe-se que os únicos resultados "anormais" foram o empate entre Argentina e Islândia, e a derrota da Argentina frente à Croácia. Para completar, o atual clima na concentração argentina está péssimo. O time não fala mais com o treinador, pois considera que a culpa pelos maus resultados é dele, e o treinador além de incompetente e não ter pulso firme, ainda se humilhou publicamente perguntando no último jogo se deveria substituir um jogador para Messi, a estrelinha do time. 

Grupo E: Eu havia previsto as classificações das seleções do Brasil e Costa Rica. Acertei a primeira previsão. Mas com sustos! Primeiro, a seleção brasileira empatou com a seleção suíça, em um jogo feio. Depois o susto foi maior ainda com o Brasil marcando dois gols sobre a Costa Rica apenas nos acréscimos do segundo tempo. Mas gostei desse jogo por ter visto a seleção brasileira jogando com raça e com vontade. A seleção da Sérvia não conseguiu vencer a retranca suíça, e perdeu por 2 X 1, e depois perdeu por por 2 X 0 para o Brasil. A Costa Rica, a sensação da Copa de 2014 só conseguiu um honroso empate no último jogo e a Suíça se classificou em segundo.

Grupo F: Nossa! Nesse grupo houve uma ZEBRONA! Primeiro, o México venceu a Alemanha com a ajuda de um excelente goleiro, uma boa zaga e uma péssima seleção alemã. No jogo seguinte, a Alemanha venceu a Suécia em um jogo emocionante que prova que o jogo só termina com o apito final. A Suécia começou a partida na frente e dominou a Alemanha no primeiro tempo. O selecionado alemão virou o jogo com dois gols, um no começo e outro no final do segundo tempo. Parecia que, pelos resultados, o México ou a Suécia, que disputariam seu último jogo uma contra a outra, decidiriam quem passaria paras as oitavas, e a Alemanha venceria a Coréia do Sul e passaria em segundo lugar no grupo. Os sul coreanos jogaram bem, mas até então, mas não haviam vencido o México ou a Suécia. Bem... O "impossível" aconteceu. A Alemanha perdeu de 2 X 0 para a Coréia do Sul, com o último gol sendo de contra ataque sem o goleiro alemão. Com isso, Suécia e México passaram. E cabe falar acrescentar que, com a desclassificação alemã, duas "maldições" se cumpriram. Uma diz que, quem venceu a Copa das Confederações no ano anterior não vence a Copa do Mundo seguinte. A segunda maldição diz que quem venceu a Copa do Mundo anterior sai na Copa do Mundo seguinte na primeira fase. Azar da Alemanha...

Grupo G: Eu previ que as seleções da Bélgica e da Inglaterra se classificariam em primeiro e segundo lugares, respectivamente, e errei a ordem. Mas vou dizer, achei o último jogo entre as duas, o jogo que decidiria a ordem de classificação, meio fraco. Ambos os times pouparam alguns titulares. Minha impressão é que eles não queriam passar em primeiro para não cair na chave onde está o Brasil, Argentina, França e Uruguai. Se foi isso, a Inglaterra consegui cair na outra chave, mas não sei se isso foi positivo para alguma das seleções.

Grupo H: Acertei o primeiro lugar! A seleção da Colômbia se classificou na primeira posição de seu grupo, após passar um susto perdendo para o selecionado japonês no primeiro jogo. A segunda colocação foi uma surpresa, eu diria que foi uma zebra. A seleção do Japão se classificou mesmo perdendo o último jogo para a Polônia e, após empatar em todos os principais critérios, conseguiu a classificação por ter menos cartões amarelos que o Senegal. Até começar a terceira rodada desse grupo, parecia que os classificados seriam Japão e Senegal, pela ordem. A Polônia, que eu achei que se classificaria em segundo, ficou em último.
Lá vou fazer em mais algumas previsões...

Dessa forma os jogos das oitavas de final ficaram assim:
Uruguai X Portugal   França Argentina   Brasil México   Bélgica X Japão

Espanha X Rússia   Croácia X Dinamarca   Suécia X Suíça   Colômbia X Inglaterra

Meus novos prognósticos
Claro, é difícil adivinhar se vai ocorrer um empate que leve para os penalties, ou uma expulsão que mude os rumos de uma partida, mas vou me arriscar mesmo assim. Então, aposto que:

O Uruguai deve ganhar de Portugal. Essa previsão é complicada, pois a seleção portuguesa tem Cristiano Ronaldo, mas os uruguaios tem mais conjunto e tem o jogador Suárez.

A Argentina deve ganhar da França. A Argentina vem se caracterizando na últimas Copas por jogar mal, depender da sorte, e mesmo assim consegue avançar sobre bons adversários. Acho que isso ocorrerá novamente, ainda que os comentaristas e modelos computacionais apontem para uma vantagem francesa.

O Brasil deve ganhar do México. O time mexicano tem um excelente goleiro e uma boa zaga, mas pode ser derrotado por um time determinado e ofensivo. Confio no Brasil.

A Bélgica deve ganhar do Japão, a menos que venha alguma zebrona. Esse deve ser o único jogo em que ninguém, exceto os japoneses, acredita que a Bélgica possa perder.

A Rússia deve ganhar da Espanha. Essa previsão vai contra o histórico de ambas as seleções, o peso da camisa, e os prognósticos de comentaristas e modelos de computador. Mas vou me arriscar e apostar nos russos.

A Croácia deve ganhar da Dinamarca. Pelo o que foi apresentado na primeira fase, tudo aponta para uma vitória croata.

A Suécia deve ganhar da Suíça. É difícil dizer se os suíços serão capazes de neutralizar o ataque sueco. Mas aposto na Suécia.

Complicado esse último jogo. A Colômbia aparenta ter mais time, mas a Inglaterra tem mais tradição e é apontada pelos comentaristas e modelos de computador como sendo favorita. Vamos ver! Eu vou de Colômbia, mas sem certeza, só chute mesmo.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Copa Do Mundo 2018 - I

Começou A Copa !!!!

A Copa do Mundo de 2018 já começou e, ao contrário de outros anos, esta parece meio "chocha". Não sei se é por causa da humilhante derrota da seleção brasileira na Copa anterior, frente à Alemanha, ou se é por conta dos problemas econômicos herdados do governo de Dilma Roussef. O fato é que não sinto um clima de interesse nas ruas, como era em anos anteriores. Antes, havia muitos textos, humorísticos ou sérios rolando pela imprensa, fotos, charges sobre a Copa, mas esse ano... Algo mudou. Cheguei até a cogitar a ideia de não publicar algo sobre a Copa, mas resolvi tornar meus palpites futebolísticos públicos, através do blog.

Não sou especializado em futebol, então meus prognósticos tem algo de chute, e calculo, baseado no que li pela imprensa. Claro que surpresas podem acontecer e seleções supostamente fortes, e com tradição, podem não se classificar para a segunda fase. Então posso errar alguns de meus palpites.

Será que vai dar zebra?
Os Prognósticos:
Grupo A: Hoje, dia 14 de junho, já ocorreu o primeiro jogo do mundial, Rússia X Arábia Saudita. Já imaginava que a Rússia venceria, mas não por um placar de 5 X 0, achava que seria uns 2 X 0 ou 3 X 0. Mesmo com essa elástica vitória, não vou mudar minha opinião. Acredito que o Uruguai será o primeiro colocado no grupo. E aposto que a seleção do Egito ficará em segundo. Sei que a Rússia está jogando em casa, mas acredito que o egípcio Mohamed Salah deve ser a diferença para permitir que o Egito consiga a classificação sobre a Rússia. A Arábia Saudita não tem chance alguma de se classificar.

Grupo B: Antes que o técnico da Espanha fosse demitido, não tinha dúvidas de que a seleção da Espanha se classificaria em primeiro lugar. Agora essa certeza foi abalada, mas, se o clima dentro da concentração espanhola não tiver azedado, acredito que a Espanha deve se classificar com Portugal em segundo no grupo. Marrocos e Irã não tem chances de se classificar. Acho!

Grupo C: É um caso complicado esse grupo. A seleção mais forte, teoricamente, é a França, mas, a seleção francesa segue a sina. Em Copas em que é citada como favorita, eles falham e nem passam de fase, em Copas em que estão desacreditados, eles conseguem avançar até às quartas de final ou semifinal. Esse ano a seleção francesa tem avaliações mistas. Na dúvida, vou chutar que eles passaram em primeiro lugar no grupo (apenas pelo peso da camisa) e, se o jogador Guerreiro mostrar seu potencial, o Peru se classifica em segundo. Senão, a Dinamarca estará ali no calcanhar peruano. A Austrália não tem chance de se classificar.

Grupo D: Nesse grupo não tenho dúvidas, a Argentina se classifica em primeiro, e a Croácia passa em segundo. Muito se falou no passado que o futebol africano seria o futuro, mas até agora nenhuma seleção africana mostrou serviço. Será essa a Copa em que o africanos deslancharão? A Islândia... Acho que não tem chance de se classificar.

Grupo E: Não é por ser brasileiro, mas acredito que o Brasil se classifica em primeiro. No segundo lugar, reside algumas dúvidas. Muitos falam que a Sérvia vai se classificar, ou que a Suíça pode surpreender. Vou contrariar as previsões correntes. para mim, a Costa Rica vai se classificar em segundo.

Grupo F: Sem grandes surpresas. A seleção da Alemanha se classifica em primeiro lugar. O segundo lugar, é difícil dizer. Não tenho informações sobre a Suécia, mas como o jogador Ibrahimovic não está jogando, acredito que o México passará em segundo no grupo. A Coréia do Sul não tem chance.

Grupo G: Também sem surpresas. A seleção belga deve se classificar em primeiro, e se os ingleses se redimirem do patético desempenho da última Copa eles passam em segundo. Senão... será festa no mundo árabe com a classificação da Tunísia. O Panamá não tem chances.

Grupo H: Por tudo o quem vem falando a imprensa esportiva, não há dúvidas que a seleção da Colômbia deva se classificar em primeiro lugar. A Polônia deve se classificar em segundo.
Será que acertarei alguma previsão?

Se meus palpites estiverem certos, os confrontos nas oitavas de final serão:
Uruguai X Portugal     França X Croácia     Brasil X México    Bélgica X Polônia

EgitoXEspanha  ArgentinaXPeru  AlemanhaXCosta Rica  ColômbiaXInglaterra

Quando a primeira fase tiver acabado, irei ver meus erros e acertos, somente depois vou fazer novos palpites. Se você leu meu texto, e gostou, deixe um comentário. Pode ser um palpite. E aproveite e leia mais postagens minhas, na barra lateral tem uma lista com aquilo que já foi publicado.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

É Hoje

Que dia é hoje?

Ontem, durante a partida entre Argentina e Paraguai, pela Copa América de 2015, um argentino muito gaiato aproveitou para tirar sarro do Brasil, pela eliminação da Copa do Mundo de 2014 e ergueu o seguinte cartaz:

Como diria o Galvão Bueno, ''E amigos... É do jogo!". Então vamos rir um pouco e lembrar que dia é hoje:

Feliz primeiro de julho para vocês!

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Copa Do Mundo 2014 - XXIII

Nos últimos dias andei afastado do blog, deixando de lado minha rotina de publicar pelo menos um texto ou música por dia. Espero poder voltar ao ritmo habitual. A Copa do Mundo de 2014 já acabou faz tempo, mas ficaram pendentes alguns textos sobre o evento. Com vocês mais três textos (com muito atraso) de Agamenon Mendes Pedreira. Com esses três textos, encerro as reproduções dos textos do Agamenon que tratam sobre a Copa do Mundo de 2014.

O link do primeiro texto, postado originalmente no dia 13/07/2014 é:  http://www.casseta.com.br/agamenon/2014/07/13/micopa-mundo-e-nossa/


A Micopa Do Mundo É Nossa

Nunca Dante na história deste país a seleção verde -amarelona tomou uma goleada tão humilhante como aquela que sofreu da Alemanha! Foi uma derrota pornográfica: o Brasil ficou de 4 e os alemães meteram 7! Mas os marqueteiros do governo não perderam tempo. Segundo João Sacanna, esta derrota fragorosa foi mais um sucesso retumbante do PAC, Programa de Aceleração do Chocolate. Depois da queda do viaduto do Mineirão, o Brasil assistiu apatetado ao desabamento da seleção brasileira. Antes da Copa do Mundo, a presidenta Dilma Roskoff temia um apagão de energia. Só não sabia que o apagão ia acontecer justamente com o time do Brasil!

Influenciados pela ausência do Neymar, nossos jogadores também resolveram,em solidariedade, não entrar campo. Diante da superioridade futebolística da raça ariana pura dos alemães Boateng, Khedira e Oesil, os pentacampeões do mundo amarelaram, quer dizer, verde-amarelaram. O passeio dos alemães foi tão grande que quase todos os jogadores da seleção da Alemanha fizeram um gol! Menos o Neuer! No final da partida, o técnico Joachim Löw mandou a sua avó para o aquecimento pra ver se a velha fazia o seu golzinho também.Após a vitória acachupante sobre o Brasil, em toda a Alemanha as ruas ficaram desertas: sempre que os alemães querem comemorar alguma coisa, eles invadem a Polônia.

A Copa acabou terça-feira para o Brasil! Mas não pra mim. Até a partida final, continuarei vendendo ingressos falsificados na porta dos estádios. Apesar de muitos falsários terem sido presos, eu continuo livre e solto o que prova a qualidade das minhas falsificações padrão FIFA (Falsification Ingress Football Association)! O que as pessoas não entendem é que a FIFA só organiza a Copa do Mundo de 4 em 4 anos pra vender ingressos no câmbio negro, ou melhor, câmbio afro-descendente. É aí que está a grana!

“Após a vitória acachupante sobre o Brasil, em toda a Alemanha as ruas ficaram desertas: sempre que os alemães querem comemorar alguma coisa, eles invadem a Polônia.“

E neste domingo no Maraca, vou fazer meu último bico de “vallet parking” do jegue no qual o ex-presidente em exercício, Luísque Inácio Mula da Silva, insistiu em ir aos jogos da Copa. A besta do ex-presidente se chama Goró e, como todo asno, de vez em quando empacava e só se mexia depois que eu lhe dava um gole de cachaça. Pra quem não sabe, o jegue do ex-presidente é um ruminante movido à álcool. Ao contrário dos higiênicos torcedores japoneses, o burro do ex-presidente, o Goró, não tinha a menor vergonha de fazer o número 2 na frente de todo mundo: na porta do estádio, na tribuna de honra, nas arquibancadas e até no Media Center. Ainda bem que esta revista não tem cheiro porque o Goró é capaz de produzir os mais fedorentos “downloads ”, comparáveis às alianças partidárias em época de eleição e ao desempenho da seleção brasileira.

Pois é, os estádios custaram tão caro, teve tanta roubalheira, pagaram tanto dinheiro pros empreiteiros, foi tanta propina que não sobrou grana pra comprar a Copa… E vamos combinar: da próxima vez, nada de se candidatar de novo pra sediar o Mundial no Brasil. Isso dá o maior azar.

Uma coisa boa dessa Copa foi a confraternização entre nós, os jornalistas de imprensa. Nós somos os olhos, os ouvidos e outros orifícios da sociedade. E por isso mesmo, longe de casa e de nossas patroas, estamos sempre em busca de um “furo”. Furo, de reportagem, é claro.

Lembrarei com saudade da Granja Comary, o aviário – sede da CBF (Confederação Brasileira de Frango) onde ficávamos o dia inteiro dando entrevista uns pros outros e enchendo linguiça. Por causa disso, quando essa Copa acabar, muitos jornalistas vão ser convidados pra trabalhar na Sadia. Com exceção da Fátima Bernardes que já é contratada da Seara.

SOBE
Inflação bate na trave e entra.
Zuñiga nas costas do Neymar.
Camisa da Flalemanha.

DESCE 
Viaduto do Mineirão.
Seleção brasileira.
Cambista da FIFA.
Assim como em 1950, mais uma vez a vaca foi para o brejo na Copa do Brasil. Mas, pelo menos, dessa vez era um brejo Padrão FIFA.

INSTAGRANA DO AGAMENON
Até agora ninguém entendeu porque o moralista e careta Felipão, num gesto obsceno, deixou o Ganso de fora.

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O segundo texto, datado de 13/07/2014. O link é:  http://www.casseta.com.br/agamenon/2014/07/13/volta-pra-casa-brasil/


Volta Pra Casa, Brasil!

Ao contrário do sofrido povo brasileiro, não assisti a nenhum jogo da seleção brasileira. Primeiro para não influenciar as minhas análises isentas e imparciais sobre as partidas. E em segundo lugar, porque as jogadas fora de campo, assim como para a FIFA, eram as que realmente interessavam.

Em entrevista coletiva, Felipão e Parreira, sempre na retranca, disseram que fizeram tudo certo. Tudo certo pra Alemanha. Tem muita gente revoltada que agora está pedindo um técnico estrangeiro. Mas um técnico só não basta: o Brasil precisa importar um time completo de jogadores estrangeiros! É normal diante deste fracasso as pessoas pedirem a cabeça do técnico mas pra quê? Não tem nada na cabeça do Felipão.

Na verdade, o futebol brasileiro está todo errado, a começar pela CBF, Confederação Brasileira de Fracassos. Pra começar, vamos acabar com esse negócio de cartola. Cartola é uma coisa fora de moda que ninguém usa mais. Para se modernizarerm, nossos dirigentes precisam adotar imediatamente o boné do Neymar. E o decrépito presidente da CBF, José Maria Marin, deveria ser afastado do cargo e doado ao Museu do Futebol para ficar na sala das múmias.

Outra medida urgente para dar um jeito no futebol brasileiro é proibir os jogadores de participar de anúncios pra não acontecer o que aconteceu nessa Copa: nossos craques só jogaram bem nos comerciais! E mais: tem que parar também com esses anúncios patrioteiros com criancinhas implorando pros jogadores jogarem pra elas. Os nosso jogadores não conseguiram jogar nem pra eles, imagine pros outros… Mas a verdade é que, desde 1950, o Brasil evoluiu: saímos do Complexo de Vira-Lata e agora sofremos de Complexo do Alemão.
Agamenon Mendes Pedreira é jornalista falsificado.




O Brasil perdeu a Copa mas eu ganhei! Com os ingressos falsificados que eu e a Isaura, a minha patroa, vendemos no Mundial, vou finalmente poder trocar o meu Dodge Dart 73, enferrujado, por um Gol. Um Gol só não : sete Gols! Da Alemanha!


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O último texto, postado no dia 14/07/2014. O link é:  http://www.casseta.com.br/agamenon/2014/07/14/copa-de-todas-culpas/


A Copa De Todas As Culpas

O Mundial chegou ao fim e agora todos querem saber qual vai ser o legado da Copa. O legado eu não sei, mas o delegado já tem e ele está atrás dos cambistas falsificadores da FIFA, meus concorrentes, que driblei com a maestria de um Garrincha. Está tudo errado no futebol brasileiro, a começar por mim que estou escrevendo na Veja e não entendo nada do assunto. Mas tudo bem, os cartolas da CBF, Confederação Brasileira de Falcatruas, entendem menos do que eu.

E agora, depois do vexame da seleção brasileira, o esporte nacional virou arrumar explicações pra nossa humilhante derrota. O Brasil virou o “país da piaba pronta”. Mas os estrategistas do governo não perdem tempo. Depois de criar o programa assistencial Minha Primeira Goleada, a presidenta Dilma Roskoff quer estatizar o futebol brasileiro. Já dá pra imaginar como é que vai ficar o nosso futebol se isso acontecer.

Pra começar, o jogador pra ser convocado pra seleção, vai ter que ser filiado ao PT ou membro da base aliada. O técnico será substituído por um conselho popular formado por integrantes dos movimentos sociais como o MST (Movimento dos Sem Trave) e representantes das minorias como os negros, os índios e os gandulas. Os jogos do Brasil só vão ser transmitidos pela Rede Brasil e a única patrocinadora da seleção será a Petrobrás que vai comprar um time usado em Pasadena por 12 bilhões de dólares. E por fim, o governo vai lançar mais um PAC, o Programa de Aceleração do Chute. Se bem que a política do chute já vem sendo aplicada há muito tempo pelos nossos governantes.


Agamenon Mendes Pedreira ainda tem ingressos falsos para a final e a figurinha do Robinho.
Depois da vitória da Alemanha, o ex –Papa Adolf Ratzinger quer voltar a ser o titular do Vaticano F. C..

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Copa Do Mundo 2014 - XXII

Não gosto de falar de política nesse blog, mas não também posso deixar "passar o momento" de publicar um fato que está intimamente relacionado com a Copa do Mundo no Brasil. Estou falando das reiteradas tentativas do governo federal de "surfar na onda" da Copa do Mundo e tentar tirar proveito da competição para aumentar a popularidade da candidata (à reeleição) Dilma Roussef. Como vocês lerão abaixo, tudo indica que o(s) tiro(s) saiu(ram) pela culatra.

Observação: O uso de negritos nos textos abaixo são de minha autoria.


Alhos com Bugalhos

Por Merval Pereira
O sucesso da Copa do Mundo está subindo à cabeça da presidente Dilma, que agora mistura alhos com bugalhos para dizer que, da mesma maneira que “os pessimistas” erraram ao prever problemas que não aconteceram no campeonato de futebol, também errarão ao serem pessimistas em relação ao crescimento da economia brasileira neste ano eleitoral.

A fala sinaliza, sobretudo, uma perigosa ausência de autocrítica, e um abuso de poder ao utilizar a Copa do Mundo como indicativo de sucesso de seu governo, o que absolutamente não acontece. A única realização genuinamente original e vitoriosa de uma instituição pública nacional foi a atuação da Polícia Civil do Rio, juntamente com a Polícia Federal, no desmantelamento da quadrilha que atuava já há quatro Copas na venda ilegal de bilhetes para os jogos do campeonato do mundo.

Mesmo o clima de segurança que vivemos, tão elogiado pelos jornalistas estrangeiros, é absolutamente atípico, conseqüência do uso do Exército e das polícias num esquema de prontidão absolutamente impossível de ser mantido no dia a dia do país.

Até o trânsito, criticado pelos estrangeiros, está mil vezes melhor do que o usual em todas as capitais do país pela decretação de feriados nos dias de jogos. Estamos vivendo uma espécie de conto de fadas que se desvanecerá assim que a Copa do Mundo acabar, e tivermos de voltar ao nosso dia a dia de insegurança e imobilidade urbana nos grandes centros.

A Ilha da Fantasia em que se transformou o país da Copa mostra apenas o país que poderia ser e não é, com as pessoas andando alegres pelas ruas, sem receio de assaltos. Os estereótipos foram reforçados por esses dias, e até os indígenas tiveram seu lugar no folclore nacional realçado. Mas a presidente Dilma não aceita que o atraso nas obras previstas pelo PAC da mobilidade urbana tenha prejudicado a realização da Copa, e tem razão nessa visão estreita que só pensa nos benefícios eleitorais que pode tirar.

Viadutos que caem ou que simplesmente não serão construídos, transportes urbanos deficitários, aeroportos com puxadinhos para dar conta do movimento, nada disso prejudica a realização dos jogos. Mesmo os estádios superfaturados e inaugurados em cima do laço, muitos sem nem mesmo uma vistoria, não impediram que os jogos da Copa do Mundo fossem fascinantes, mesmo que a grama de alguns deles tenha sido criticada, ao contrário do que disse o ex-presidente Lula, que atribuiu a desclassificação da seleção da Inglaterra à excelência de nossos gramados.

Mas não houve nenhuma demonstração da capacidade de realização deste governo que tenha sido diferente do da África do Sul, por exemplo, o que demonstra que de uma maneira ou de outra as Copas do Mundo sempre se realizam.

As obras atrasadas, na verdade, são as mais importantes para as cidades envolvidas na organização de uma Copa do Mundo, e interessam aos seus habitantes, não à Fifa, que sairá do país com os bolsos cheios e sem compromisso nenhum com nosso desenvolvimento. E nem era para ter.

Nós que aqui vivemos e que temos que conviver com a gestão indigente de nossos governos é que teríamos que exigir mais responsabilidade pelas promessas não cumpridas e menos regozijo por fatos que nada têm a ver com os governantes. Como as belas praias e o povo caloroso destacados nos depoimentos dos jornalistas estrangeiros.

O comentário da presidente Dilma, além do mais, faz pensar que a direção equivocada de nossa economia não será revertida caso ela consiga se reeleger. Apesar de a economia ter crescido apenas 0,2% no primeiro trimestre do ano, a presidente disse confiar na "força da economia brasileira".

Pela sexta semana seguida a projeção para a alta do PIB em 2014 foi rebaixada pela média dos economistas que participam da pesquisa Focus, sendo fixada agora a 1,07 por cento. O governo fechará assim seu quatriênio com uma média de crescimento do PIB abaixo de 2%, o que caracteriza o terceiro pior comportamento da economia na nossa história republicana, o que, convenhamos, não é um marco fácil de ser batido.

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O Mineirazo e Dilma

Por Merval Pereira
Assim como Dilma não faz gol, nem defende pênalti, também não escala o time. Por isso, nada tem a ver com o vexame protagonizado pela seleção brasileira na tarde de ontem do Mineirão. Mais uma vez, porém, foi xingada por parte da torcida presente ao estádio, em igualdades de condições com Felipão e Fred.

Nada mais equivocado do que essa repetição de comportamento, mas mais uma vez a equipe de marketing que assessora a candidata à reeleição errou na dose ao imaginar que a campanha da seleção poderia reverter em seu benefício, que não tem nada a ver com o sucesso do campeonato.

Até mesmo a derrota desmoralizante é mais um ingrediente para tornar essa a Copa das Copas, por razões alheias à atuação do governo. Dentro dos estádios, a Copa pode ser considerada a melhor de todos os tempos e provavelmente a goleada de 7 a 1 sofrida pelo Brasil vai consolidar o recorde de gols marcados nesta edição.

Ficou claro, à medida que a seleção brasileira chegava aos trancos e barrancos à semifinal, que o Palácio do Planalto arvorou-se a responsável pelo sucesso da Copa e tudo estava sendo preparado para que a presidente Dilma revertesse a situação da abertura, quando mesmo não discursando por temor das vaias, foi xingada em uníssono no Itaquerão.Com a seleção se classificando para as semifinais, Dilma confirmou que entregaria a taça ao campeão, e classificou as vaias como “ossos do ofício”, na afoita esperança de que entregando a Copa do Mundo ao capitão brasileiro Thiago Silva, tudo lhe seria perdoado. Fez de tudo para associar sua imagem à da seleção pretensamente vitoriosa, fazendo até o “é toiis” do Neymar para exibir-se nas redes sociais.

Mais grave, fez uma ligação direta – mais desastrada do que os passes longos da defesa brasileira para o ataque inexistente – entre o sucesso da Copa e as previsões pessimistas para a economia brasileira este ano. Como seus críticos supostamente erraram nas previsões catastróficas sobre a realização da Copa do Mundo, Dilma achou-se no direito de dizer que as previsões catastróficas para o crescimento de nossa economia também não se realizarão.

Se a seleção em campo não justificava um otimismo tão grande assim, mas ia seguindo em frente, na economia nada indica que uma previsão otimista tenha base na realidade. Nos últimos trinta dias vivemos em um país, pelo menos nas doze capitais que sediam a Copa, que um dia poderá ser, mas ainda não é.

Mesmo o desabamento do viaduto em Belo Horizonte, que sinaliza a decadência de nossas obras públicas e o açodamento com que o PAC da mobilidade está sendo tocado, não provocou grandes reações, pois estávamos todos anestesiados pelo encantamento do futebol.

A fantasia da Copa do Mundo, que fez o país sair de sua realidade para criar uma bolha de felicidade e segurança nos últimos trinta dias, neutralizou por efêmeros momentos as conseqüências de uma política econômica que produz resultados desastrosos.

Mas eles estão aí, vigendo enquanto a bola rola nos estádios padrão FIFA e assim como voltariam a ditar a vida dos brasileiros na próxima segunda-feira, na hipótese de uma vitória da seleção brasileira numa final que não acontecerá, retornaram ontem mesmo diante da tragédia do Mineirazo. A inflação superando o limite máximo aceitável é uma demonstração de que os efeitos perversos da política econômica são inexoráveis mesmo no país do futebol.

Já tivemos a tragédia do Maracanazo, quando perdemos a final da Copa de 1950 para o Uruguai em pleno Maracanã. Tivemos a tragédia do Sarriá, quando a notável seleção de 1982 perdeu para a Itália por 3 a 2 quando dependíamos apenas de um empate. Mas nunca uma seleção perdeu de 7 em uma semifinal, onde os jogos são equilibrados geralmente, nem nunca uma seleção brasileira perdeu de 7.

Nada disso teria a ver com a presidente Dilma se ela não tivesse tentado afoitamente se aproveitar da Copa em benefício de sua candidatura. Tendo feito isso de caso pensado, a tragédia de ontem volta-se também contra ela.

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A famosa foto do "tóis" que rendeu muitas piadas pela internet.
(Divulgação/Palácio do Planalto)