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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Real Wild Child - II

Real Wild Child

A canção foi originalmente gravada pelo roqueiro australiano Johnny O'Keefe com a banda The Deejays com o título de "Wild One". De acordo com o guitarrista Lou Casch, a canção foi inspirada por um incidente em um show em Newtown, Sydney, em meados de 1957. De acordo com Casch, O'Keefe e os DeeJays faziam uma apresentação do alto de uma escadaria, e abaixo estava ocorrendo a recepção de um casamento. Uma briga de grandes proporções começou na porta do banheiro masculino, e chegou ao lado de fora do local onde ocorria a recepção. Foi necessário chamar a polícia para restaurar a ordem. A canção foi composta por Johnny Greenan e Dave Owens, ambos integrantes do Deejays, logo após a apresentação e ainda sob efeito de álcool. Mais tarde Johnny O'Keefe fez modificações na música, ainda que algumas versões desmintam a participação dele na composição.

A canção foi lançada como single em 5 de julho de 1958, e fez um sucesso imediato. Johnny O'Keefe tornou-se o primeiro astro do Rock And Roll australiano a fazer sucesso fora da Austrália. O lançamento da canção no mercado americano (pela Brunswick Records) e britânico (pela Coral Records) foi feito com uma versão ligeiramente diferente daquela lançada no mercado australiano. Johnny O'Keefe teve sua carreira interrompida em 1978, por intoxicação pelo consumo de barbitúricos. Ainda hoje ele é homenageado na Austrália, e costuma ser chamado de "Wild One O'Keefe”.


Buddy Holly e sua banda (os Crickets) ouviram a música enquanto faziam uma turnê pela Austrália e seu baterista, Jerry Allison fez sua própria versão, usando o nome de "Ivan", quando voltou aos Estados Unidos, renomeando a canção para "Real Wild Child".

Outras versões:
Jerry Lee Lewis, em 1958, mas a versão só foi lançada até 1974 no álbum Rockin’ And Free. Sua versão também aparece na trilha sonora do filme A Fera do Rock, de 1989.


Jet Harris, ex-baixista do The Shadows, em 1962.


Suzi Quatro, para o LP Quatro, de 1974.


Iggy Pop incluiu uma versão da canção em seu álbum Blah Blah Blah, de 1986. A versão Iggy Pop foi destaque nos filmes Crocodilo Dundee II, Uma Noite de Aventuras, O Pestinha 2 entre outros.


Christopher Otcasek (para o filme Pretty Woman), em 1989.



Joan Jett e The Blackhearts, em 1993.


sábado, 14 de junho de 2014

I Fought The Law - II

I Fought The Law

Origens
“I Fought The Law” foi composta por Sonny Curtis em 1958 (ainda não tenho a data precisa). Logo após a morte de Buddy Holly, de quem era amigo de infância, Curtis se juntou aos Crickets, tomando o lugar que era de Holly na guitarra. “I Fought The Law” é a canção de mais regravada de Curtis, e talvez a de maior sucesso dos Crickets, no período pós-Buddy Holly. Ela foi gravada em 18 de maio de 1959 e foi foi lançada originalmente como um single, tendo no lado B a canção “A Sweet Love”, vindo a fazer parte do LP In Style With The Crickets, de 1960.


Primeiro sucesso nacional
Em 1965, Bobby Fuller e sua banda gravaram a "I Fought The Law" pela sua própria gravadora, o selo Exeter, em El Paso, o que solidificou a popularidade da banda no Texas. Depois de desfrutar o sucesso regional, Bobby Fuller e banda decidiram mudar para uma grande gravadora, a Del-Fi Records (subsidiária da Mustang Records) e mudaram o nome da banda para The Bobby Fuller Four. Ainda naquele ano, a versão deles para “I Fought The Law” alcançou a posição número nove da parada de sucessos americana.


Apenas seis meses após a canção fazer sua primeira aparição na parada de sucessos, Fuller foi encontrado morto por asfixia no banco da frente do carro de sua mãe em um estacionamento perto de seu apartamento de Los Angeles, Califórnia. O Departamento de Polícia de Los Angeles não encontrou sinais de violência e declarou que a morte de Fuller, então com 23 anos, foi suicídio, mas parentes e amigos nunca aceitaram essa versão. Fuller foi o primeiro a modificar a letra original, principalmente em apresentações ao vivo. Ao invés dele cantar "zip gun", ele cantava "shotgun" ou "six gun", além de fazer outras modificações na letra.


Breaking rocks in the hot sun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I needed money cause I had none
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and I feel so bad
I guess my race is run
Well she's the best girl that I've ever had
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
Robbing people with a six gun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and the good fun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and I feel so bad
I guess my race is run
Well she's the best girl that I've ever had
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won

The Clash
Em meados de 1978, o cantor Joe Strummer e o guitarrista Mick Jones viajaram para San Francisco (Califórnia) para a participar da mixagem do álbum, Give 'Em Enough Rope, nos estúdios Automatt. Havia uma grande uma coleção de jukeboxes com discos clássicos distribuídos em várias das salas do complexo de estúdios. Strummer e Jones ouviram a versão Bobby Fuller de "I Fought The Law" pela primeira vez em uma das jukeboxes, e no momento em que voltaram para a Inglaterra eles trataram de cantá-la em seus shows. A versão que eles fizeram de "I Fought The Law" apareceu pela primeira vez no EP The Cost of Living, de maio 1979. Esta versão ajudou a tornar a banda mais conhecida, principalmente no mercado americano, apesar de não ter conseguido alcançar uma posição alta na parada de sucessos. O Clash também adaptou a canção, para torná-la mais sombria, mudando o verso "I miss my baby"("Eu deixei minha garota") para "I kill my baby" ("Eu matei minha garota").

Dead Kennedys
Em 1987, banda punk Dead Kennedys também gravou sua própria versão de "I Fought The Law", mas tendo como tema o assassinado do prefeito de São Francisco George Moscone e do conselheiro municipal (vereador) Harvey Milk pelo também conselheiro municipal Dan White, em 1978. A maioria dos versos foram reescritos de modo que a canção fosse cantada sob o ponto de vista de White. O refrão foi alterado para "I fought the law and I won ("Eu lutei contra a lei e eu ganhei"). A canção critica o fato de White ter escapado de uma condenação de assassinato em primeiro grau, alegando insanidade temporária após ter comido muitos twinkies (bolinhos). Por conta disso, o vocalista do Dead Kennedys canta de forma irônica "Twinkies are the best friend I've ever had" ("Bolinhos são os melhores amigos que já tive").


Outras versões
Além das bandas citadas acima, diversas outras bandas e artistas gravaram suas versões e covers de "I Fought The Law". Delas, vale citar apenas a versão de:

Roy Orbison, em 1972:

Stray Cats, em 1984:

sexta-feira, 13 de junho de 2014

I Fought The Law - I

I Fought The Law

Fiquei um tempo sem postar nada, mas já estou de volta. Depois da morte de Buddy Holly, sua banda de apoio, formada por amigos de adolescência, continuou tocando e produzindo músicas de grande sucesso como esta gravada em 1959 e intitulada "I Fought The Law".

Agora com vocês... The Crickets!


Não encontrei vídeos com a apresentação da banda, então escolhi esse, cujo endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=4hw846vx_uk

A-breakin' rocks in the hot sun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and a good fun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I left my baby and I feel so bad
Guess my race is run
She's the best girl that I've ever had
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
A-robbin' people with the zip gun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I needed money 'cause I had none
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I left my baby and I feel so bad
Guess my race is run
She's the best girl that I've ever had
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won

sexta-feira, 30 de maio de 2014

That'll Be The Day - II

That'll Be The Day

Composição
“That’ll Be the Day” é um dos primeiros clássicos do Rock And Roll, e foi composta por Buddy Holly e Jerry Allison. Desde que havia visto uma apresentação de Elvis Presley em sua cidade natal (Lubbock, Texas), no ano de 1955, Holly tentava escrever uma canção de sucesso para seu pequeno grupo Rock (Rockabilly). Sua banda na época consistia nele (Holly) na liderança vocais e guitarra, Jerry Allison na bateria e Joe B. Maudlin no contra-baixo. Holly, Jerry e um amigo chamado Sonny Curtis, que também era músico, foram ao cinema assistir “The Searchers”. No filme, John Wayne volta e meia repetia a frase That’ll be the day” (Esse vai ser o dia) cada vez que outro ator previa algo improvável. Algum tempo depois, Holly falou para Allison que “seria bom se eles pudessem gravar uma música de sucesso”. Allison respondeu com: "Esse vai ser o dia!". A partir daquilo, os dois decidiram compor uma canção a partir da frase.

Em meados de 1956, Holly e sua banda The Three Tunes gravaram uma primeira versão da canção pelo selo Decca, em Nashville (Tennessee). Mas a gravadora não gostou do resultado e se recusou a lançar a música. Holly e sua banda decidiram então procurar um novo produtor musical, chamado Normam Petty. Em 25 de fevereiro de 1957, Holly gravou uma segunda versão da canção com sua banda, agora sob o nome de The Crickets, nos estúdios Norman Petty, em Clovis (Novo México).



Em 27 de maio de 1957, a canção foi lançada com grande sucesso pelo selo Brunswick, e Buddy Holly tornou-se a estrela do Rock daquele verão. Acontece que Holly tinha um contrato assinado com a Decca Records proibindo-o de regravar as canções, registradas naquela gravadora, sob outro selo. Para evitar um processo legal, “That’ll Be The Day” foi relançada como sendo uma canção da banda The Crickets, e a autoria da canção, bem como os royalties, foram divididos entre Holly, Alisson e Petty.

Ironicamente, a Brunswick era uma subsidiária da Decca Records. Diante do sucesso obtido pela canção, a Decca lançou um single com "That'll Be The Day". Além disso, assinou um novo contrato com Holly, deslocando-o para outra de suas subsidiárias, a Coral Records. Dessa forma Holly ficou com dois contratos. Suas gravações com a banda The Crickets seriam lançadas pela Brunswick, e suas gravaçoes solo seriam lançadas pela Coral.

Covers e versões
Esta foi a primeira canção de John Lennon aprendeu a tocar na guitarra. O cover do Quarrymen (o primeiro nome adotado pelos Beatles) foi gravado na primavera de 1958 como uma demo.


Outros artistas que gravaram a canção.
The Everly Brothers, 1965:


Linda Ronstadt, 1976:

quinta-feira, 29 de maio de 2014

That'll Be The Day - I

That'll Be The Day

Agora com vocês uma canção dos primeiros anos do Rock And Roll, na voz de um de seus pioneiros, Buddy Holly. Infelizmente ele morreu em um trágico acidente de avião em 3 de fevereiro de 1959. Com ele estavam os cantores Ritchie Valens e J. P "The Big Popper" Richardson, além do piloto Roger Peterson. Uma perda tão grande, que alguns se referem ao acidente como sendo "O Dia Que A Música Morreu".

Em outro dia falo sofre esse evento. Agora com vocês... Buddy Holly and The Crickets


Tentei achar algum vídeo com Buddy Holly e sua banda, The Crickets, tocando ao vivo ou em algum programa de televisão. Infelizmente as poucas imagens disponíveis eram ruins ou o audio era sofrível, por isso escolhi esse vídeo. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=tmUd3MXmW38

Well that'll be the day when you say goodbye
Yeah, yes that'll be the day when you make me cry
You say you're gonna leave me, you know it's a lie
'Cause that'll be the day when I die
Well that'll be the day when you say goodbye
that'll be the day when you make me cry
you say you're gonna leave me, you know it's a lie
'Cause that'll be the day that I die
Well, you gave me all your loving
And all your turtle doving
All your hugs and kisses
And your money too,
You know I love you baby
Still you tell me maybe
That someday, well
I'll be through
Well, that'll be the day when you say goodbye
Yeah, yes, that'll be the day when you make me cry
You say you're gonna leave me, you know it's a lie
'Cause that'll be the day when I die
when cupid shot his dart
He shot it at your heart
So if we'll ever part
And I'll leave you
You kiss and hold me
And you tell me boldly
That some day well
I'll be through
Well, that'll be the day when you say goodbye
that'll be the day when you make me cry
You say you're gonna leave, you know it's a lie
 'Cause that'll be the day when I die
Well, that'll be the day
Well, that'll be the day
Well, that'll be the day
Well, that'll be the day when I die