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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

O Massacre De Chicago - The St Valentines Day Massacre

The St Valentines Day Massacre - O Massacre De Chicago

O Massacre de Chicago é um filme de gangsteres, de baixo orçamento, lançado em 1967, e que recria um fato real ocorrido em 14 de fevereiro de 1929 em Chicago. Nesse dia sete membros da Gangue da Zona Norte (em inglês North Side Gang), que eram liderados pelo contraventor George "Bugs" Moran foram assassinados a tiros por homens a mando do famoso gangster Al Capone.

Ao contrário do Brasil, onde chacinas com um número muito maior de pessoas ocorre de tempos em tempos e as autoridades, imprensa e opinião pública não dá a menor atenção, aquele massacre escandalizou a opinião publica norte americana, e levou as autoridades federais a se envolverem tanto na repressão ao tráfico de bebidas como em políticas públicas com o objetivo de combater o problema pela raiz.

O filme não é um documentário, é bom que se diga, mas os produtores quiseram dar um tom didático ao roteiro. Isso torna o filme um tanto arrastado, e até certo ponto difícil de acompanhar. Por exemplo, os personagens são apresentados com uma voz de fundo, que dá o nome completo, data de nascimento, ocupação, passado... quando o locutor termina de dar a ficha, o espectador até esquece qual era o nome do personagem. O melhor era que a apresentação dos personagens fosse feita através de diálogos entre os próprios personagens, o que diminuiria em muito esse jeitão de filme de baixo orçamento que o mesmo tem.

Sobre o elenco, eu queria chamar a atenção para o ator que interpreta Al Capone. Jason Robards teve uma longa carreira no cinema, interpretando ótimos personagens. Para mim ele ficou marcado como sendo o intérprete de Cheyenne, no ótimo Era Uma Vez No Oeste, de 1968. Apesar de trabalhar muito bem, achei estranho a escolha dele para o papel. Al Capone era gordo, com um rosto redondo e cara de malandro, enquanto que Robards é magro, tem o rosto estreito e cara de policial. Orson Welles chegou a ser cogitado para o papel, mas acabou sendo vetado pelo estúdio devido a sua má reputação como ator incontrolável.

Muitos já devem saber, mas acho interessante explicar que o São Valentim do título é considerado um santo casamenteiro e no dia dele é comemorado o Dia dos Namorados tanto na Europa, quanto nos Estados Unidos e Canadá.

Em português: Nos trechos em que os personagens falam italiano, os dubladores resolveram deixar o áudio original.

Em inglês: É possível ler legendas em inglês.
Em italiano: É possível ler legendas em italiano.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bring It On Home To Me - II

Bring It On Home To Me

"Bring It On Home To Me" foi composta pelo cantor e compositor norte americano Sam Cooke, que gravou sua versão, com um estilo mais próximo ao R&Blues. A canção é sobre um cara que perde sua namorada, no começo ele não se importou, mas depois, a falta dela, o faz prometer que fará tudo para recuperá-la. A canção foi lançada em 8 de Maio de 1962 pelo selo RCA Victor, tendo no lado B a canção "Having A Party", e atingiu a posição número 13 na Billboard Hot 100.

Outras versões
"Bring It On Home To Me" foi gravada em muitos estilos diferentes por uma variedade de artistas, sempre com grande sucesso:
Sam Cooke, em 1962:
Animals, em 1965:
Ottis Redding e Carla Thomas, em 1967:
Eddie Floyd, em 1968:
Lou Rawls, em 1970:
Mickey Gilley, em 1976:

sábado, 30 de maio de 2015

(I Can't Get Now) Satisfaction - II

(I Can't Get Now) Satisfaction

Faz cinquenta anos que os Rolling Stones gravaram e lançaram "(I Can not Get No) Satisfaction", uma das mais famosas e influentes canções do Rock And Roll. Mesmo passados tantos anos elas ainda permanece atual, provocativa e jovem.


Composição
Em entrevistas, Keith Richards (guitarrista da banda) conta que no princípio de maio de 1965, os Rolling Stones estavam se preparando para sua terceira turnê pelos Estados Unidos, e na época Richards havia acabado de terminar um relacionamento (o que talvez explique o refrão da canção). Ele mantinha do lado de sua cama (em seu apartamento em Carlton Hill, Londres) um violão e um pequeno gravador Philips. Ele não se lembra do que aconteceu, mas, no dia seguinte, o gravador tinha gravado até o fim da fita. Ele rebobinou e apertou o play. Ouviu as três notas do riff, a frase “I can’t get no satisfaction” e 40 minutos de roncos. Poucos dias depois, enquanto a banda estava hospedada no Hotel Fort Harrison, em Clearwater, Flórida, Mick Jagger escreveu a letra em 10 minutos, sentado junto à piscina. Na letra Jagger retratou o espírito da época, retratando a visão de mundo de um adolescente perturbado por uma frustração geral com o mundo.

De início, Richads achou o riff muito simples e que lembrava vagamente a canção “Dancing in the Street”, do grupo Martha and the Vandellas, além que ter um jeito/estilo meio folk (folclórica), mas Jagger acho o riff fantástico. No dia 10 de maio, os Stones fizeram a primeira gravação de "(I Can not Get No) Satisfaction", no Ches Studios, em Chicago. Era uma versão acústica, com Brian Jones tocando gaita, muito diferente da canção em que se transformaria depois de finalizada, dois dias depois.
A primeira versão, nunca lançada, de (I Can't Get Now) Satisfaction foi acústica

No dia 12 de maio de 1965, a banda entrou novamente em estúdio, desta vez no RCA Studios, em Hollywood. Com a produção de Andrew Loog Oldham, eles regravaram "(I Can not Get No) Satisfaction", agora “plugados” e com a guitarra de Keith plugada em um pedal de distorção. O pedal Maestro Fuzz-Tone, da Gibson era uma novidade naquela época, e deu à música um som de guitarra mais marcante. O músico Jack Nitzsche, que trabalhou com os Stones, acabou tocando o pandeiro depois de tentativas malsucedidas de Jagger de tocar o instrumento. Gravaram a canção e foram embora.



“Dias depois, na estrada, já em Minnesota, durante o programa de rádio Sucesso da Semana, nós nos ouvimos. Nem sabíamos que Andrew tinha divulgado aquela droga”, contou Richards, que achou que o efeito do pedal não tinha resultando no efeito desejado, e por isso estava relutante em incluí-lo na música, mas o resto da banda, bem como o empresário Andrew Loog Oldham e engenheiro de som Dave Hassinger adoraram.

Si, dó sustenido e ré
As três notas. Si, dó sustenido e ré, tocados nessa ordem e no sentido inverso, na corda lá de uma guitarra distorcida virou a cabeça de todo mundo e "(I Can not Get No) Satisfaction" subiu rapidamente para o primeiro lugar nas paradas britânicas. Nos Estados Unidos, acusada de fazer menções pouco comportadas ao sexo, a música ficou inicialmente restrita às rádios piratas. Depois, o sucesso foi tanto que nada a impediu de também liderar as paradas locais.

Lançamento
A canção foi lançada em os EUA em 06 de junho de 1965, mas também foi incluída no álbum Out of Our Heads, que foi colocado à venda em julho daquele ano. "(I Can not Get No) Satisfaction" foi um grande sucesso, cujo riff é um dos mais famosos da história do rock, dando à banda o seu primeiro sucesso número um nos Estados Unidos. A versão em Inglês do Out of Our Heads não incluiu "(I Can not Get No) Satisfaction", como a canção foi lançada em formato simples em 20 de agosto do mesmo ano (não era uma prática ortodoxa no Reino Unido incluirem músicas já lançadas como singles).

Covers e versões
Otis Redding gravou uma versão para seu LP Otis Blue, de 1965:

A banda mexicana Los Yaki também firam sua versão, só que esta, cantada em espanhol:

Aretha Franklin, gravou uma versão em 1967:

O grupo Devo gravou sua versão da canção em 1977: 

Britney Spears também fez uma versão, lançada no CD Oops!... I Did It Again, em 2000. (Desculpem! Mas eu tinha que citar esse atentado à música e ao bom gosto).

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Day Tripper - II

Day Tripper

"Day Tripper" é uma canção de autoria de John Lennon e Paul McCartney, originalmente lançada como single, e depois em Long Play (LP). Sobre a composição, Lennon e McCartney deram versões diferentes (algumas delas parcialmente contraditórias) sobre quem compôs a canção e qual seria o significado da mesma.

A ideia para a canção partiu de John Lennon, que inspirou-se na canção “Watch Your Step”, de Bobby Parker, para compor o famoso riff de guitarra de “Day Tripper”. Em 1966, McCartney contou para a Melody Maker que as canções "Day Tripper" e "Drive My Car" (esta gravada três dias antes da outra) eram músicas engraçadas, músicas com piadas inseridas nas letras.


Criado por Lennon, o termo day tripper se referia à pessoas que eram hippies de fim de semana. Tal como pessoas que fazem pequenas viagens, de um dia apenas, mas voltam para a segurança de seus lares, os “day trippers” seriam pessoas que frequentavam as festas hippies, ouviam músicas psicodélicas, consumiam substâncias entorpecentes, mas não aderiam à contracultura e o movimento hippie.

Por conta disso, difundiu-se a explicação de que “Day Tripper” seria a primeira referência explícita ao LSD em uma canção dos Beatles, com Lennon e McCartney brincando sobre tomar, ou não tomar ácido (LSD). Sobre essa questão, Paul McCartney deu uma entrevista para o jornal Daily Mirror, em 2004, onde ele contou que as drogas influenciaram muitas das canções dos Beatles. Ele citou “Day Tripper” como sendo uma canção sobre LSD. Mas depois ele minimizou a questão dizendo “que as pessoas costumam superestimar a influência de drogas em suas músicas.


Gravação
“Day Tripper” foi gravada na tarde do dia 16 de Outubro de 1965, durante as sessões para o LP Rubber Soul. A banda passou algumas horas ensaiando o ritmo no estúdio e depois gravaram três tomadas, sendo apenas a última tomada completa.

Havia sido acordado que o single com a canção seria lançado com “Day Tripper” no lado A, mas após a gravação de “We Can Work It Out”, em 20 de outubro, os produtores e parte da banda mudaram de ideia, por considerarem “We Can Work It Out” como sendo uma canção mais comercial. Lennon protestou contra a decisão, e o resultado foi que o single acabou sendo comercializado com dois lados A.

O single rapidamente chegou ao topo da parada de sucessos britânica, e a posição número cinco da parada americana, já no ano de 1966.

Covers e versões
Jimi Hendrix:

Otis Redding:

Sérgio Mendes e Brazil '66, no LP Herb Albert Presents, em 1966:

James Taylor, no LP Flag de 1979:

Cheap Trick:

Lulu, no LP Love Loves To Love Lulu, em 1967:

segunda-feira, 30 de junho de 2014

I'm A Believer - II

I’m A Believer

“I’m A Believer” é uma canção composta por Neil Diamond e lançada pela primeira vez pela banda norte-americana The Monkees, em 1966. O single da canção é um dos mais vendidos de todos os tempos, tendo alcançado a marca de 10 milhões de cópias vendidas ao redor do mundo.

Composição
Neil Diamond trabalhava no ramo musical, como músico e compositor, desde 1958, mas somente no início de 1966 é que ele obteve seu primeiro sucesso, com a composição "Cherry, Cherry". Essa canção chamou a atenção do também compositor e produtor musical Don Kirshner, que estava à procura de material para os Monkees. Inicialmente, Diamond ficou surpreso com o interesse de Kirshner em suas composições, mas fechou negócio com ele. Como parte do acordo entre ambos, foi acertado que Diamond esperaria um ano antes de lançar a sua versão de “I’m A Believer”, o que acabou beneficiando-o, pois a exposição da canção no programa de televisão do Monkees alavancou as vendas da versão dele.


Os Monkees
O grupo musical Monkees foi criado em 1965, pela rede de televisão americana NBC, com a intenção de “tirar proveito” do sucesso que das bandas britânicas faziam no mercado norte americano. Algumas fontes afirmam que a intenção da NBC seria a de “rivalizar” com os Beatles, enquanto que outras afirmam que a intenção seria fazer uma paródia dos Beatles. A emissora colocou um anúncio de jornal, procurando por “quatro loucos entre 17 e 21 anos”, e, depois de vários testes, escolheu Davy Jones, vocalista e multi-instrumentista, Michael Nesmith, guitarrista, Micky Dolenz, baterista e vocalista e Peter Tork, baixista e tecladista. O programa de TV durou duas temporadas, de setembro de 1966 até março de 1968, mas a banda ainda continuou em atividade por alguns anos, com esporádicos reencontros dos integrantes.


“I’m A Believer” foi produzida por Jeff Barry e lançada como single em 21 de novembro de 1966, no lado B estava “(I’m Not Your) Steppin’ Stone”. Apesar de os integrantes dos Monkees saberem tocar os instrumentos musicais, eles apenas gravaram a parte vocal da canção. Os produtores do single preferiam contratar músicos de estúdio para gravar a parte instrumental das músicas dos Monkees, pois não estavam convencidos do talento dos rapazes. Esse fato se repetiu durante as gravações das primeiras canções do grupo, e foram necessários meses de brigas até que os integrantes da banda pudessem tocar suas próprias canções.
A canção também foi lançada no LP More Of The Monkees

O single chegou a posição número um na parada de sucessos americana na última semana de 1966 e ficou na primeira posição por sete semanas seguidas. Devido as encomendas antecipadas de lojistas, diante da grande procura do público, o single garantiu as vendas de 1.051.280 de cópias, conseguindo o feito de ganhar um disco de ouro apenas dois dias após o lançamento. A canção também ficou no topo da parada de sucessos britânica por quatro semanas entre janeiro e fevereiro de 1967.

Outras versões
Mais de vinte versões de "I'm A Believer" foram gravadas, abaixo algumas delas.

Neil Diamond fez duas versões da canção, uma em 1967, para o seu LP Just For You:

E outra, com acréscimos na letra, para o LP September Morn, de 1979:


A banda Four Tops, em 1967:

A banda britânica EMF fez uma versão em 1995. Foi com essa versão que ouvi pela a primeira vez a canção. No vídeo dá para perceber que os integrantes da banda não levaram muito a sério o cover:

A banda Smash Mouth gravou uma versão, para o filme Shrek, em 2001:

Obs: Eddie Murphy, dublando o personagem “Donkey” também gravou uma versão da música para o filme.

A banda Weezer também fez sua versão para o filme Shrek, em 2010:

sábado, 7 de junho de 2014

With A Little Help From My Friends - III

With A Little Help From My Friends

Composição
"With A Little Help From My Friends" foi escrita por John Lennon e Paul McCartney e lançada no álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles, em 1967. Quando a dupla finalizou a canção, em meados de março daquele ano, já tinha a intenção de ter o baterista Ringo Starr como intérprete. Sobre a composição, McCartney disse que "foi um belo trabalho de co-autoria. John e eu fazendo uma música para Ringo, quase que um trabalho artesanal". Sobre a composição, Lennon disse que "Paul tinha apenas o verso “a little help from my friends" ("uma pequena ajuda de meus amigos”), e uma ideia da estrutura (da canção) e nós escrevemos ela bem “meio a meio” a partir dessa idéia original".

John Lennon cogitou dar o título “Bad Finger Boogie”, porque durante a composição, junto ao piano, seu dedo médio doia muito devido a um machucado. Originalmente os versos eram: “What would you think if I sang out of tune?” (O que você pensaria se eu cantasse fora do tom?), “Would you throw ripe tomatoes at me?" (Você jogaria tomates maduros em mim?). Starr pediu que a letra fosse mudada, pois ele temia ser realmente atingido por tomates se cantasse a música em público.

A banda iniciou a gravação da música no dia 29 de março de 1967, e a sessão terminou às 5:45 h da manhã seguinte, quando Ringo Starr já se arrastava em direção à saída. Então os outros Beatles convenceram-no a fazer o seu vocal, e para dar apoio moral, ficaram ao seu redor enquanto cantava. No disco, Starr usou o nome fictício de "Billy Shears", que seria uma espécie de Mestre de Cerimônias. Após terminarem a gravação eles ainda posaram para a icônica capa do álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

Polêmica
Em torno da canção, surgiu um boato, segundo o qual, a canção falaria sobre o consumo de drogas. Apesar de John Lennon negar qualquer relação com o consumo de drogas, muitas pessoas não acreditaram nele, inclusive o vice-presidente dos EUA, Spiro Agnew, que em discurso público disse que essa música era um "tributo ao poder de drogas ilegais. Ele afirmou que os versos "Eu consigo com uma pequena ajuda de meus amigos”. “Eu me levanto com uma pequena ajuda de meus amigos", era uma melodia cativante, mas que só depois de avisado, é que ele percebeu que os "amigos” eram drogas variadas. A canção “Lucy In The Sky With Diamonds”, que também está no album Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band também foi vítima do mesmo tipo de boato, igualmente negado por John Lennon.



Covers e versões
Houve pelo menos 50 versões e covers de "With A Little Help From My Friends". A mais famosa foi a versão de Joe Cocker, que gravou-a em 1968, e no ano seguinte cantou-a com grande sucesso no Festival de Woodstock. Os Beatles ficaram tão impressionados com a versão de Cocker, que lhe enviaram um telegrama de felicitações e fizeram anúncios em jornais de música elogiando-o. A versão de Joe Cocker foi usada como o tema de abertura da série de televisão The Wonder Years.

Apresentaçào de Joe Cocker e The Greaseband na televisão

Em 1968, a banda italiana I Soliti Ignoti, gravou uma versão, cantada em italiano, intitulada "Un Piccolo Aiuto Dagli Amici":


Também fizeram sucesso, no Reino Unido, as versões de:
Wet wet wet, em 1988:


Sam and Mark, em 2004:


quinta-feira, 5 de junho de 2014

With A Little Help From My Friends - II

With A Little Help From My Friends

Normalmente eu faço apenas duas postagens por canção, uma com a melhor versão, e outra com informações sobre a mesma. Uma vez que a letra original, composta por John lennon e Paul Mc Cartney, é diferente daquela cantada por Joe Cocker, vou exibir neste post a versão original de "With A Little Help From My Friends", gravada em 1967. No próximo post eu falo sobre o histórico da canção.

Senhoras e senhores, com vocês... The Beatles!


Não encontrei qualquer vídeo com os Beatles cantando ao vivo ou algum clipe official da música, então escolhi esse no YouTube. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=jBDF04fQKtQ

What would you think if I sang out of tune?
Would you stand up and walk out on me?
Lend me your ears and I'll sing you a song
And I'll try not to sing out of key
Oh, I get by with a little help from my friends
I get high with a little help from my friends
Gonna try with a little help from my friends
What do I do when my love is away?
(Does it worry you to be alone?)
How do I feel by the end of the day?
(Are you sad because you're on your own?)
No, I get by with a little help from my friends
I get high with a little help from my friends
gonna try with a little help from my friends
Do you need anybody?
I need somebody to love
Could it be anybody?
I want somebody to love
Would you believe in a love at first sight?
Yes, I'm certain that it happens all the time
What do you see when you turn out the light?
I can't tell you, but I know it's mine
Oh, I get by with a little help from my friends
I get high with a little help from my friends
Gonna try with a little help from my friends
Do you need anybody?
I just need someone to love
Could it be anybody?
I want somebody to love
Oh, I get by with a little help from my friends
Gonna try with a little help from my friends
Oh, I get high with a little help from my friends
Yes, I get by with a little help from my friends
With a little help from my friends

quinta-feira, 15 de maio de 2014

My Girl - II

My Girl

Composição
“My Girl” foi composta por Smokey Robinson (letra) e Ronald White (música), ambos membros do grupo vocal The Miracles. Robinson teve como inspiração sua esposa, Claudette Rogers Robinson, que também era integrante do conjunto. Em uma entrevista concedida em 2006, Robinson contou que escreveu a letra da canção pensando em ter David Ruffin, um dos membros do Temptations, como intérprete.

Ainda de acordo com Robinson, ele percebeu o grande talento vocal de Ruffin em uma turnê da gravadora Motown, da qual faziam parte os dois conjuntos vocais. Então ele convenceu a gravadora, os próprios colegas de grupo (que tinham a primazia para gravar a canção) e os membros do The Temptations para que gravassem “My Girl” com Ruffin sendo a primeira voz. Ele também permitiu que o grupo criasse seus próprios fundos vocais, pois eles tinham grande talento para criar acompanhamentos vocais. O riff de guitarra, tocado na abertura e durante toda a canção, foi interpretado por Robert White, da banda The Funk Brothers. Ruffin não era o vocalista principal do conjunto, mas com o sucesso de “My Girl”, ele assumiu o papel de protagonista. Isso levou a uma parceria de muitos anos entre Robinson e The Temptations.


Lançada em 21 de dezembro de 1964, “My Girl” subiu ao topo das paradas musicais rapidamente, tornando-se o primeiro sucesso dos The Temptations a alcançar a posição número 1 na parada de sucessos americana. Além do grande sucesso nos EUA, a canção também alcançou a primeira colocação na parada britânica. Um single com a canção foi relançado em 1992. Não fez sucesso na parada de sucessos americana, mas obteve um honroso segundo lugar na parada de sucessos britânica naquele ano.

Outras versões
Em 1965, Otis Reding, tranformou a canção em um Blues. Essa versão não foi lançada como single nos EUA, mas no Reino Unido, onde foi lançada para aproveitar o sucesso da versão dos Temptations, ela obteve a posiçao número 11 da parada de sucessos:


Steve Wonder fez um cover, e lançou em seu álbum “I Was Made To Love Her”, de 1967:

Curiosidade, o The Temptations gravaram a canção em italiano, sob o nome de “Solamente Lei”, em 1967:

Em 1967, o conjunto The Mamas And The Papas, lançaram em seu álbum, “Deliver”. Observação: Tive que trocar o vídeo no dia 29/07/2014:

The Rolling Stones, também fizeram uma cover, e lançaram em seu LP "Flowers", em 1967:

Em 1969, o The Miracles, com o nome modificado para Smokey And The Miracles, finalmente lançaram sua versão:

Michael Jackson em seu album “Ben”, de agosto de 1972:

Além destes artistas, muitos outros fizeram covers ou versões de “My Girl”. Aliás, a canção foi reproduzida em dezenas de filmes ao longo dos últimos 50 anos.
It's dedicated to Enda Carmen

sábado, 10 de maio de 2014

What'd I Say - II

What'd I Say

Todas as músicas tem uma história, mas algumas delas, seja pela importância, ou pelo interesse dos admiradores em contá-las, têm histórias mais ricas em detalhes, como é o caso de “What’d I Say”. Como vocês lerão abaixo, essa canção, escrita por Ray Charles, nasceu de um improviso em uma apresentação. Para que o texto não fique mais longo (do que ficou) irei resumir a história.

Origem
Segundo o relato do próprio Ray Charles, em dezembro de 1958, ele e sua banda de apoio já haviam tocado todo o repertório do cantor em um clube noturno, mas ainda faltavam doze minutos até o fim da apresentação. Ray Charles não costumava apresentar músicas não ensaiadas, mas nessa noite abriu uma exceção. Ele virou-se para a banda e disse que iria improvisar sem saber como terminar a música, portanto todos deviam seguir a melodia e o ritmo com que ele tocava. Para as vocalistas (The Raeletts) pediu que repetissem o que ele cantasse.

Então, o cantor passou a cantar tudo o que passava pela cabeça. Começou a canção como se fosse uma música religiosa (Gospel), mas com um ritmo meio latino (Rumba). Logo, ele combinou o ritmo do Blues com os vocais do Gospel. O sucesso foi instantâneo. Terminada a apresentação, o público aproximou-se do cantor perguntar qual o título da canção, pois queriam comprar o disco. Nas apresentações seguintes, Ray Charles voltou a executar a canção, sempre com grande sucesso. Diante do retornou favorável, Ray Charles gravou a "What'd I Say" tão logo pode.

Uma pequena controvérsia sobre a origem da canção: Segundo algumas fontes, o clube noturno ficava em Milwaukee, mas, outras fontes dizem que o evento deu-se em um clube na cidade de Brownsville, Pensilvânia.


Gravação
O estúdio da Atlantic Records tinha acabado de comprar um gravador com 8 fitas e o engenheiro de som responsável pelo equipamento, Tom Dowd, ainda estava aprendendo a usá-lo. Em fevereiro de 1959, Charles e sua banda gravaram “What’d I Say” no estúdio de pequenas dimensões. Sobre a gravação, Dowd contou que transcorreu de forma corriqueira, sem nenhum fato que indicasse que aquela seria uma música especial.

O trabalho de estúdio não durou muito, apenas dois ensaios antes de gravar, pois a banda já tinha aperfeiçoado o acompanhamento musical durante a turnê. Mas nem por isso faltaram problemas. O primeiro dizia respeito a duração da gravação, que durou quase sete minutos. Na época, as rádios tocavam apenas músicas de pouco mais de dois minutos, logo, era necessário fazer uma versão mais curta. O segundo problema era a letra. Apesar de não ser obscena, ela claramente fazia uma alusão a um encontro amoroso. Como definiu, certa vez, um crítico musical, “What’d I Say” começava na igreja e terminava no quarto. Para não ter problemas judiciais e não provocar a repulsa das rádios e público, a gravadora fez três versões, removeu alguns versos de duplo sentido e lançou um single com duas partes de cerca de três minutos cada. O disco, por fim, foi lançado em julho de 1959.

Apesar de ter uma recepção crítica morna, a gravadora começou a receber telefonemas de protesto. Estações de rádio e lojas de disco se recusavam a tocar a música por considerá-la obscena. Mesmo assim “What’d I Say” fez grande sucesso, chegando a posição numero 6 da parada de sucessos americana, o que rendeu um disco de ouro para Ray Charles.

Algumas rádios (cuja audiência era majoritariamente branca) recusaram-se a tocar a canção por considerar imoral o uso do Gospel (um ritmo religioso, tradicionalmente negro) para fazer menção a um encontro amoroso. Enquanto que outras rádios (cujo público era majoritariamente negro) além de achar imoral a canção, também consideravam um sacrilégio fazer uso do Gospel para fazer sucesso junto ao público branco.

A canção dividiu o público entre aqueles que mudavam a estação de radio, tão logo ela começava, e aqueles que, mesmo sabendo do teor sexual, aumentavam o som do rádio para cantar. Sobre a polêmica, Ray Charles reconheceu que a batida era cativante, mas boa parte do publico foi a traída pelo alusivo verso: “See the woman with the diamond ring” (“Olhe para a garota com anel de diamante”), “She knows how to shake that thing” (“Ela sabe como balançar/agitar aquilo”).

Outras versões
“What’d I Say” foi regravada por diversos artistas de estilos diferentes. Se nos Estados Unidos a música foi recebida inicialmente com ressalvas, na Europa tornou-se um sucesso imediato, e o impacto na cena musical foi mais evidente. A lista de artistas que tocaram a música em seus shows, ou gravaram é enorme: Cliff Richard, Eric Clapton, John Mayal and The Bluesbreakers, The Big Three, Eddie Cochan, Bobby Darin, Nancy Sinatra, Sammy David Jr, etc. Citarei abaixo algumas das versões mais famosas ou representativas.

Etta James:

The Beatles: Paul McCartney ficou impressionado quando ouviu a canção pela primeira vez, ao ponto de se convencer que queria ser realmente músico. George Harrison, contou que ouviu pela primeira vez “What’d I Say” em uma festa, que tocou a canção por 7 horas seguidas. Durante sua permanência em Hamburgo, os Beatles tocavam a música em todas as apresentações, afim de testar a receptividade junto ao publico. John Lennon, impressionou-se com a sonoridade poderosa do piano, e tentou reproduzi-lo com a guitarra. Ele defendia a tese que o uso de riffs de guitarra em diversas músicas de Rock And Roll, se devia a forma como Ray Charles usava o piano.


Jerry Lee Lewis fez uma versão que ficou 8 semanas nas paradas de sucesso, chegando a posição número 30. Por sinal essa é a minha versão favorita:

Elvis Presley, usou a canção em uma cena bem insinuante (explicitamente insinuante) de dança em seu filme "Viva Las Vegas", de 1964, e também lançou um single, com essa canção no lado B:

Roy Orbison:

Johnny Cash, imprimiu seu estilo na versão que gravou ao lado de June Carter, parece que a música é de 1967:

Algumas informações
Ray Charles notou que muitas estações de rádio, que até então nunca tinha tocado suas canções, começaram a exibi-las após diversos artistas brancos gravarem versões de "What'd I Say", e outras canções dele.

Alguns historiadores da música norte americana consideram Ray Charles como o criador do Soul, um subgênero do Rhytm And Blues, a partir da criação de canções como “I Got A Woman”, a primeira a combinar alguns elementos do Gospel e do Blues, e “What’d I Say”, a primeira a ter a fusão perfeita dos dois estilos musicais.

Ainda que a canção seja intitulada “What’d I Say”, Charles sempre insistia que o nome correto da canção seria “What I Say” como, aliás, ele pronuncia.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Dancing In The Street - II

Dancing In The Street

Escrita por Marvin Gaye, Ivy Hunter e William “Mickey” Stevenson, compositores da lendária gravadora Motown, em 1964, “Dancing In The Street” (Dançando Na Rua) tornou-se um dos maiores sucessos da década de 1960.

Composição
William “Mickey” Stevenson teve a ideia inicial para a canção durante um passeio, com seu amigo Marvin Gaye, pelas ruas de Detroit, em um quente dia de verão. Ele viu alguns jovens brincando sob o jato de água de um hidrante aberto e, a partir da impressão de que os garotos estavam dançando, escreveu o rascunho da letra da música. A ideia inicial era compor uma balada, mas quando Gaye leu o rascunho concluiu que a canção soava muito mais dançante. A dupla reescreveu a canção e ofereceu-a para a cantora Kim Weston, que não se interessou em gravá-la. A seguir a canção foi apresentada para a cantora Martha Reeves, que pediu modificações na canção (segundo algumas fontes por considerá-la repetitiva).

Com a contribuição de (George) Ivy Hunter, um compositor recém-contratado pela Motown, uma nova versão foi criada. Segundo consta, Hunter achava que a música precisava de uma batida mais forte e bem marcada, então ele teve a ideia de bater com um pé de cabra em um pneu para conseguir o efeito sonoro que precisava.

Martha And The Vandellas
Martha Reeves era cantora profissional e tinha ido para Detroit atrás de um contrato com alguma gravadora da cidade. Enquanto não conseguia uma audição, ela trabalhava como secretária na Motown, e frequentemente gravava fitas demo com as novas composições (para serem depois ouvidas pelos cantores da casa). Sua voz impressionou os executivos da Motown e assim obteve um contrato com a gravadora em 1962. Ela convenceu-os a também contratar suas antigas colegas de banda, Annette Sterling e Rosalind Ashford, e registrá-las como um trio, com o nome de Martha And The Vandellas.

O trio já tinha obtido grande sucesso com algumas canções, como é o caso do single “Heat Wave”, quando entraram em estúdio para gravarem “Dancing In The Street”, em agosto de 1964. O single chegou na segunda posição na parada de sucessos americana e a posição numero 28 na parada britânica do mesmo ano. Em 1969 o single foi relançado no Reino Unido e obteve a posição numero 4 na parada de sucessos daquele pais.


Embora tenha sido composta sem qualquer mensagem oculta (era apenas uma dançante música de festa), em pouco tempo, criou-se uma controvérsia política em torno dela. “Dancing In The Street” começou a ser executada pelos organizadores das passeatas em favor dos direitos civis para atrair participantes. Por conta disso, algumas estações de rádio tocavam a música para apoiar e organizar manifestações, enquanto que outras rádios retiraram a canção de sua grade musical. 

Sobre o assunto, Martha Reeves declarou, em diversas ocasiões, que “Dancing In The Street” era uma música de festa. Por sinal ela manifestava certo desconforto quando percebia que tentavam transformá-la em uma líder politica. Berry Gordy, fundador e presidente da gravadora Motown, tinha como objetivo produzir canções voltadas para o publico em geral e fez o máximo para impedir que “Dancing In The Street”, bem como todas as demais canções do seu selo fonográfico, fossem tomadas como canções de protesto.

Outras versões
Entre as versões e covers de “Dancing In The Street”, feitas ao longo dos anos, vale a pena citar:

The Kinks, lançada no disco Kinda Kinks, de 1965


A versão, quase um cover, do grupo The Mamas And The Papas é a melhor de todas (segundo minha opinião, pelo menos). Foi lançada em 1966 como single, tendo no lado B a canção “Words Of Love”, e depois, no mesmo ano, no LP The Mamas & The Papas. A canção foi gravada em um momento conturbado da banda. A vocalista Michelle Phillips havia sido demitida e depois recontratada, nesse meio tempo, outra cantora foi contratada para gravar algumas músicas que foram usados no álbum. Por causa disso, não sei dizer se os vocais femininos da canção foram gravados apenas pela cantora “Mama” Cass Eliot. Abaixo, a apresentação deles no Festival Pop de Monterey, em 1967.


Black Oak Arkansas, no seu álbum Street Party, de 1974.


Van Halen, no LP Diver Down, de 1981


Versão para o Live Aid
Por fim, a versão de Mick Jagger e David Bowie, em 1985. O dueto fazia parte da campanha para arrecadas fundos para combater a fome na Africa, o Live Aid. A ideia original era fazer cada cantor se apresentar em um estádio localizado de cada lado do Oceano Atlantico e, com a ajuda de um sinal de satélite, fariam o dueto, que seria exibido em telões instalados em ambos os estádios, mas por problemas técnicos não foi possível realizar o projeto. Então, Jagger e Bowie se reuniram de junho de 1985 para gravar em um estúdio a canção e, na sequencia. gravarem um vídeo clip, concluindo todo o trabalho em apenas de treze horas. O vídeo foi exibido duas vezes no Live Aid, e os lucros advindos da venda do single foram direcionados para a caridade. 

Os cantores fizeram diversas modificações e acréscimos na letra original. Durante a canção eles fazem menção a diversos países, com o objetivo de fazer da caridade e a ajuda aos mais necessitados um objetivo mundial. Essa versão chegou ao topo da parada de sucesso do Reino Unido e alcançou a posição numero 7 na parada americana.