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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Com Que Roupa?

Com Que Roupa?

Algum tempo atrás, fui até um shopping na região do ABC Paulista, onde moro. Não que isso seja um grande fato em si, mas como precisava começar meu texto de alguma forma e também situar alguns fatos que vi, considerei melhor começar como se fosse um “explorador”, contando sobre minhas andanças em terras estranhas.

Eu sei! Os shoppings não são terras estranhas habitadas por seres anômalos (se bem que, às vezes, a gente visualiza alguns seres esdrúxulos nesses lugares...). Os shoppings estão bem inseridos no nosso cotidiano e é neles que acabamos passando um bom tempo, seja para fazer compras, alimentarmo-nos ou nos divertirmos (futuramente falarei sobre os “templos do consumo”).
 
Estava na praça de alimentação, comendo um hambúrguer quando avistei, algumas mesas à frente, um grupo de jovens e notei a forma como se vestiam. Nada de anormal para os padrões atuais, mas a primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato que dois rapazes usavam camisetas de manga curta sobre camisetas de manga longa. Sempre que olho essa combinação lembro como a moda pode transformar coisas que antes eram bregas e/ou ridículas em algo chique e/ou estiloso, e vice versa.
 
É verdade que esse hábito de vestir camisetas de manga longa por baixo das camisetas de manga curta já tem mais de dez anos. A primeira vez que vi essa combinação foi em um show da banda Blink 182, transmitido pela MTV, isso lá no final da década de 1990. Lembro de ter pensado na época,quando eu era “jovem”, que se eu ou qualquer pessoa nos vestíssemos assim, seriamos ridicularizados e objeto das mais variadas piadas. E não falo apenas dos mais velhos, mas dos próprios colegas de escola, de jovens da mesma idade que não perderiam a oportunidade de rir de um colega se vestindo de forma um pouco diferente.
 
Se não foram eles que lançaram a moda de usar camiseta de manga curta 
por cima da longa, pelo menos eles ajudaram a difundir o costume.

“Você vestiu a roupa de baixo por cima!”, seria o comentário mais comum. Ou ainda: “Você também veste a cueca por cima da calça?” seria uma forma particularmente cruel de arrancar gargalhadas da turma e fazer a maioria dos garotos se arrepender de usar a camiseta de manga curta sobre a camiseta de manga longa. Se há vinte ou vinte cinco anos era ridículo se vestir assim, hoje é tão comum que, com exceção de algumas pessoas com mais de 50 anos, ninguém faria um comentário de reprovação.
 
Quando o grupo de jovens se levantou das cadeiras, vi mais alguns exemplos da atual moda que arrancariam risadas e comentários debochados quinze ou vinte anos atrás. As moças estavam usando umas blusas curtas mostrando o umbigo. Talvez a intenção delas fosse parecer sensual, ou parecer “descoladas”, usando uma roupa que parece ter sido colocada de forma descuidada. Mas o resultado acaba sendo o inverso.

Definitivamente, não é sensual um barrigão à mostra ou um umbigo feio. As gordinhas que me perdoem, mas para poder usar certas roupas, é necessário ter o físico adequado. E mesmo o físico não basta. Já tive acesso de riso com moças que usavam blusas curtas e apertadas. A impressão era que elas estavam usando a roupa da irmã menor. E também, já fiquei mal impressionado com outras moças que ficaram tão vulgares que pareciam garotas de programa. Talvez elas fossem, talvez não, mas mesmo em uma época em que cada um tem o direito de se vestir como bem desejar, é bom preocupar-se com a imagem que transmitimos. São poucos os homens que respeitam o direito de uma mulher se vestir com roupas curtas. Se é que vocês me entendem.

Mas, o mais pitoresco da atual moda jovem é o costume entre os rapazes de usar a calça caindo, como se estivessem com a “fralda cheia”. Conta-se que essa moda originou-se nas prisões norte-americanas. Uma versão conta que“os manos” saiam da prisão mais magros por conta da maravilhosa comida que era servida lá. Por isso, andavam com a calça folgada, então os manés (só podem ser manés) começaram a imitar esse jeito de vestir, usando calças caindo, para parecerem maus... para parecerem perigosos... para parecerem idiotas. Pois, quem é do meio (criminoso) consegue identificar quem é bandido e quem não é.

Mas, olhem só que coisa curiosa... Há algum tempo, ouvi de uma amiga uma outra explicação: A moda das calças caídas teria realmente surgido nas prisões americanas, mas, lá dentro, isso queria dizer que o sujeito com a bunda meio à mostra aceitava relações homossexuais. Ou seja, ele estava disponível para ser a “mulherzinha da cadeia”. Se a origem é mesmo essa, então temos milhões de rapazes se achando muito descolados, durões, machões, mas que, sem saber, estão é sinalizando que seriam homossexuais.

Pensando bem, faz sentido. Se vocês prestarem atenção é sempre a bunda que fica exposta e não o ventre. O que permite concluir que o sujeito quer mostrar a bunda. O que torna isso ainda mais suspeito! Até porque, não existe nenhuma boa justificativa para alguém andar por aí com as calças quase caindo, parecendo que se borrou nas calças. Para os manés que se acham“manos”, a calça meio caída pode se tornar um risco, pois permite que ela realmente caia, limitando os movimentos em caso de necessidade.

Esse desenho é profético! Acreditem!

A moda sempre está mudando, hoje ela é essa, mas dentro de alguns anos, sem que as pessoas se apercebam, será cafona andar com a calça caindo, ou com o umbigo de fora, ou ainda com peças de roupa menores sobre roupas maiores. Um dia, os filhos dos atuais jovens darão risada da forma como seus pais se vestiam, da mesma forma como nós damos risadas das roupas do final da década de 1960 (de inspiração hippie), ou das roupas de 1970 (Lembram aqueles cabelões, aqueles ternos de corte estranho, com gravatas largas e camisas com gola enorme? E as calças boca de sino?), ou ainda das roupas de 1980 (Quem não se lembra das ridículas, já na época, ombreiras e aqueles cortes de cabelo estilo Playmobil?). Preparem-se, no futuro seus filhos rirão de vocês. E vocês não poderão discordar!

sábado, 26 de abril de 2014

Crying In The Rain - II

Crying In The Rain

Composta por Howard Greenfield (letra) e Carole King (música), “Crying In The Rain” foi gravada pela primeira vez pela dupla norte americana Everly Brothers, e lançada com grande sucesso em 1962. A canção foi a única colaboração entre esses dois compositores.

Everly Brothers
Os irmãos (Don e Phil) Everly começaram sua carreira artística em 1957, sendo fortemente influenciados pelo Country. Suas músicas eram caracterizadas por terem um som mais “leve”, calcado no uso do violão e com uso de harmonias vocais. Na esmagadora maioria de suas gravações, Don cantava a parte “baixa” da harmonia, e Phil cantava a parte "alta".

Apesar de suas raízes musicais estarem no Country, os Everly Brothers aderiram ao Rock and Roll  e excursionaram pelos Estados Unidos ao lado de Buddy Holly, e de outros pioneiros do Rock, nos primeiros anos desse movimento musical. O estilo despojado da dupla influenciou diversos cantores e bandas nas duas décadas seguintes.


“Crying In The Rain” não foi o maior sucesso da dupla, mas durante muitos anos ela foi associada exclusivamente aos Everly Brothers (apesar das inúmeras regravações e versões feitas por de outros cantores nos anos seguintes). Em 1962, a canção alcançou a posição número 6 tanto nas paradas de sucesso americanas, como nas britânicas.




A-ha
Em 1990, a banda norueguesa A-ha regravou a música e a lançou em um single, depois incluiu-a no Long Play "East Of The Sun, WestOf The Moon". As versões, do A-ha e dos Everly Brothers são muito parecidas. A diferença entre elas reside nos efeitos sonoros de chuva e o uso de instrumentos “plugados” (como órgão elétrico, guitarra e bateria bem pronunciada), o que confere à versão do A-ha uma roupagem mais Rock and Roll.

A "Crying In The Rain" alcançou a posição 13 na parada de sucessos britânica e a posição 26 nos Estados Unidos. O sucesso foi tamanho que, para as gerações mais recentes, “Crying In The Rain” é associada exclusivamente ao A-ha, de tal forma que poucos se lembram da versão original.

Felizes com o sucesso renovado da canção, os Everly Brothers convidaram os integrantes da banda norueguesa para um encontro. Don e Phil então presentearam os três integrantes do A-ha com três violões, que são usados até hoje em shows da banda norueguesa.