Entrando no espírito da Copa Do Mundo De Futebol De 2018, vou apresentar a seguir uma produção de 2005, estrelada por Elijah Wood e intitulada Hooligans (Green Street Hooligans). Não! Eu não estou gorando a Copa De 2018 que começa semana que vem. Eu apenas estava procurando no YouTube alguma produção cinematográfica sobre futebol, e o único filme que achei foi esse, que é um bom filme, ainda que eu admita que não faz muito meu gosto para filmes.
Estrelado por Glenn Ford, Gatilho Relâmpago (The Fastest Gun Alive) é um faroeste ao estilo desmistificador das lendas do velho oeste. A história começa apresentando dois personagens. Um deles é Vinnie Harold (Broderick Crawford), um criminoso, assaltante de bancos, que tem uma fixação: ser o pistoleiro mais rápido do mundo. Logo no começo do filme, ele chega à uma cidade com a intenção de confrontar um pistoleiro, e vence o duelo. O segundo personagem é George Temple (Glenn Ford), um pacato dono de loja que esconde alguns segredos, entre eles o de que é um rápido pistoleiro. Depois de algum tempo morando quase sem chamar atenção em uma pequena cidade, ele acaba não resistindo e exibe em público suas habilidades com seu revólver. Depois ele se arrepende, já que essa exibição assusta os outros moradores não só pela ameaça de ter um pistoleiro entre eles, como também pelo perigo de que a fama dele atraia foras da lei interessados em enfrentá-lo. Ironicamente, Harold assalta um banco com dois comparsas e chega à cidade de Temple com o propósito de roubar cavalos, lá acaba descobrindo que existe um pistoleiro na cidade e, esquecendo de que é perseguido pelo xerife e seus homens, decide ficar na cidade para enfrentar Temple. O filme faz o estilo desmistificador pois nele não existe um mocinho usando sua arma à serviço, mas um homem que tem medo, pois sabe que a fama e o uso de armas podem ser perigosos para ele e a família.
Hoje, em nossa sessão de cinema das segundas-feiras, temos um clássico estrelado por três grandes atores das décadas de 1930, 40 e 50. The Stranger, que foi traduzido como O Estranho mas que também poderia ter sido traduzido como o Estrangeiro, é um filme noir, mas que tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial. O filme começa com o personagem Mr. Wilson (Edward G. Robinson), da Comissão Aliada de Crimes de Guerra, discutindo com outros integrantes da comissão. Ele havia libertado um criminoso de guerra chamado Konrad Meinike (Konstantin Shayne). A intenção era fazer com que ele, liberto, procurasse outro criminoso de guerra chamado Franz Kindler, que havia desaparecido sem deixar registros ou rastros. Dito e feito, Meinike vai até a pequena cidade de Harper, nos Estados Unidos, e encontra Kindler. Este último, interpretado por Orson Welles, adotou a identidade de Charles Rankin e é professor na cidade. Bom, não quero dar muitos detalhes sobre a história, para não entregar muito o enredo e o final, mas quero dizer que chama a atenção para alguns furos. O filme não diz quando se passa a ação do filme, mas, supondo que seja contemporâneo do lançamento do filme, é estranho que um criminosos de guerra alemão, que teria sido altamente graduado na hierarquia nazista, tivesse conseguido apagar todas as suas fotos e registros antes que a guerra acabasse. Depois conseguisse fugir para os Estados Unidos, arrumasse emprego em uma escola como professor, disfarçado o sotaque alemão e ainda se casado com a filha de um juiz da Suprema Corte dos EUA, interpretada por Loretta Young, tudo isso em um ano após o fim da guerra, e sem levantar suspeitas. Ao longo do filme, surge a explicação de que ele se fez passar por suíço, mas isso não explica esse furo enorme no roteiro. Apesar desse, e de outros furos no roteiro, o filme fez sucesso. Algo raro em se tratando de filmes dirigidos e/ou estrelado por Orson Welles. Um dado interessante é que esta produção dos estúdios RKO, uma importante produtora cinematográfica, caiu em domínio público e portanto pode ser exibida livremente.
O Rei Do Laço (Pardners) é outro filme que era constantemente reprisado na televisão ao longo da minha infância (durante os anos 1980). Infelizmente, como a maioria dos filmes antigos, ele foi desaparecendo da programação dos canais da televisão aberta, sendo substituído pelos filmes atuais, aonde algum "mocinho" psicopata "bate de frente" (e na cara, no fígado, onde alcançar) de vilões que acabam tendo mortes hediondas nas mãos dos "mocinhos". Esse não é meu filme preferido de Jerry Lewis (sozinho ou em dupla com Dean Martin), mas não deixa de ser um bom filme. Aqueles que não curtem comédia ao estilo pastelão (e este seria um exemplo de semi pastelão) não vão gostar. O filme começa com Waden Kingsley (Jerry Lewis) e Slim Mosely (Dean Martin) sendo mortos enquanto enfrentavam a quadrilha de Sam Hollis, que queria tomar posse da fazenda de Kingsley. Durante o confronto, a esposa de Kingsley deixou a fazenda para voltar para Nova Iorque e criar um império econômico. Vinte cinco anos depois, em 1910, Slim Mosely Jr. (Martin) vai visitar a Sra Kingsley para pedir ajuda à ela para salvar a Fazenda K, que ficou nas mãos de uma sobrinha dela, Matilda Kingsley (Agnes Moorehead). Wade Kingsley Jr. (Lewis), que cresceu como um bobalhão que sonha em ser um rancheiro, ouve a conversa e decide ajudá-los a salvar a fazenda. Mas, para isso Kingsley e Mosely terão que enfrentar uma quadrilha comandada por Dan Hollis, filho do assassino de seus pais. Uma curiosidade, na cena em que o personagem de Jerry Lewis quase cai do trem, a porta do vagão fica aberta, e notem que as vezes aparecem automóveis da década de 1950 passado ao fundo, apesar do filme se passar em 1910.
O Dirígivel Hindenburg é um clássico do gênero cinematográfico conhecido pelo nome de cinema catástrofe, e que teve seu auge durante a década de 1970. O cinema catástrofe é caracterizado por histórias nas quais pessoas comuns se veem envolvidas situações tensas e perigosas, motivadas por catástrofes naturais (como terremotos, maremotos, inundações, avalanches de neve ou pedras, queda de corpos celestes, erupções vulcânicas, etc); ataques de animais (que por algum motivo resolvem atacar sistematicamente seres humanos); e acidentes em larga escala (como incêndios em florestas e prédios, naufrágios, acidentes aéreos, ferroviários, rodoviários e afins), só para citar os exemplos mais comuns. Filmes com essa temática são quase tão antigos quanto o próprio cinema, mas foi em 1970, após o lançamento do filme Aeroporto, que esse gênero cinematográfico ganhou força A partir daí veio uma avalanche de produções cinematográficas que fizeram grande sucesso, como O Destino do Poseidon, Inferno na Torre, entre outros. Nos anos 1980 e início dos anos 1990 os espectadores tiveram uma pausa, aliás muito bem vinda, mas infelizmente o gênero voltou em meados dos anos 1990 com produções como Velocidade Máxima e Twister. O Dirigível Hindenburg é uma excelente produção cinematográfica que, entre outros prêmios, venceu os Oscars de Melhores Efeitos Especiais e Melhores Efeitos Sonoros. O filme conta com ótimos atores como George C. Scott, Anne Bancroft, William Atherton, e muitos mais, que interpretaram seus papéis de forma consistente e convincente. Mesmo assim, o filme foi muito criticado na época (e ainda nos dias atuais) por seu enredo. A principal crítica é a presença de nazistas no filme. Para explicar isso, terei que contar parte da história do filme, se não quiserem ler, pulem o parágrafo seguinte. O filme começa com uma vidente norte americana escrevendo uma carta, dirigida às autoridades alemãs, dizendo que o Hindenburg será destruído em sua viagem aos Estados Unidos. Na dúvida, o governo alemão envia o Coronel Franz Ritter (George C. Scott) para investigar se há risco de sabotagem e impedir um atentado. Ele seria o primeiro candidato ao papel de mocinho do filme, afinal ele quer impedir uma catástrofe, mas acontece que ele é filiado ao Partido Nazista. Pois é! É estranho dizer que um nazista é o herói do filme. O segundo candidato é o membro da tripulação Karl Boerth (William Atherton). É ele o sabotador que quer destruir o Hindenburg em Nova York, como sinal de protesto contra o regime nazista. Ainda que as intenções de Boerth pareçam nobres, afinal ele só vai destruir o dirigível quando o mesmo estiver no solo e vazio, o personagem tem alguns "problemas". Ele quer realizar um atentado terrorista, logo é um terrorista. Ele era da Juventude Hitlerista, portanto era nazista. E, apesar de ter mudado de ideologia política, ele aderiu ao comunismo, ou seja, não mudou tanto assim. Portanto não dá para apontar alguém como mocinho ou herói do filme. Apesar de todos sabermos que o Hindenburg vai se acidentar, e não haver suspense a esse respeito, o filme consegue segurar o espectador por outros motivos. Os personagens são bem construídos, os diálogos não tem excessos e os atores são ótimos. Quem assiste o filme fica interessado em saber dos dramas dos personagens. Depois, fica o interesse em saber como se dará o acidente do dirigível. Por fim, quando ocorre a explosão, o espectador fica ainda mais interessado em descobrir se os personagens vão sobreviver e também em assistir as cenas reais do acidente do Hindenburg. Por fim, quero avisar a todos que O Dirígivel Hindenburg é um filme de ficção e não um documentário. Ninguém sabe a real causa da catástrofe do Hindenburg, apesar de existirem muitos especialistas afirmando que sabem o que causou o acidente. E, além disso, existem alguns erros factuais no filme.
Oitenta e um anos atrás, em 6 de maio de 1937, o dirigível Hindenburg explodia no ar no aeródromo de Lakehurst, no estado de Nova Jérsei. Depois de exibir documentários sobre o tema (vejam o post anterior), vou exibir imagens da época sobre o acidente. Caso queiram saber mais, podem ler a página sobre o desastre do do Hindenburg na wikipédia. Existem muitos vídeos com imagens do acidente na internet, mas são poucos que estão completos, ou que tem as imagens em bom estado. Tem vídeos com as imagens borradas, vídeos com as imagens tremidas (tremidas por causa da cópia mal feita, e não porque o cinegrafista tremeu a câmera no momento em que filmava) e, em alguns casos, tem vídeo com texto sobre as imagens. Aí fica difícil enxergar algo. O primeiro vídeo escolhido é o melhor de todos. Foi publicado um ano atrás, e foi um trabalho muito interessante de junção de imagens coletadas por diversos cinegrafistas. Acredito que tem até imagens que não são da época, provavelmente de algum documentário. A melhor parte são os momentos finais, nas quais são exibidas de forma sincronizada as imagens captadas por quatro equipes de filmagem da época (Hearst, British Movietone, Paramount e Pathé).
Tentei encontrar as imagens originais dessas quatro empresas, mas só consegui encontrar alguns vídeos devidamente identificados. O vídeo abaixo foi produzido pela Pathé (ou British Pathé).
O terceiro vídeo parece ser do cinejornal produzido pela Hearst, mas não sei dizer se é original, ou se as imagens foram editadas.
O quarto (e último) vídeo parece ser o vídeo original da British Movietone.
Inicialmente não pretendia publicar o filme a seguir por considerá-lo meio "sem sal". Mas, uma vez que já publiquei alguns filmes ruins antes, considerei que um filme ruim a mais ou a menos não faria diferença. Caçadores De Obras-Primas (The Monuments Men) é uma produção relativamente recente, de 2014, e é classificado como um filme de guerra. Eu não sei se faz sentido classificá-lo assim. Achei o filme uma tentativa de misturar diversos gêneros, como drama, romance, mistério/policial, etc. Mas, como ele se passa durante a Segunda Guerra Mundial, classificaram-no como filme de guerra. O enredo é baseado no livro The Monuments Men: Allied Heroes, Nazi Thieves and the Greatest Treasure Hunt in History, de Robert M. Edsel e Bret Witter, que por sua vez é baseado em fatos reais. Um aviso: O fato de ser baseado em fatos reais, não significa que o filme seja um documentário. O espectador deve entender que nem tudo que é mostrado no filme é fiel aos fatos. Com a Segunda Guerra Mundial se aproximando do fim, um grupo de 13 especialistas em arte é recrutado para encontrar obras de arte que foram roubadas pelos nazistas, e que correm o risco de serem destruídas, seja pelos combates, seja pelos nazistas, como retaliação por perderem a guerra. Como esses nazistas eram maus! No elenco estão símbolos sexuais (!?) das mulheres, como é o caso de George Clooney e Matt Damon, além de alguns outros atores mais ou menos famosos (os mais famosos são Bill Murray e John Goodman). Também tem Cate Blanchett, que aparece na história apenas para preencher a cota feminina. Não sei se vocês sabem, mas existe uma regra da indústria cinematográfica que diz que sempre deve ter uma mulher em cada filme, e o personagem dela tem que ter um affair com algum personagem masculino. Questões mercadológicas, mas que também servem para atender as exigências das feministas de plantão e demais patrulhas ideológicas. Dessa forma a personagem de Cate Blanchett, que nos primeiros momentos do filme parece que terá um papel mais destacado, talvez procurando as obras-primas, ou revelando algum segredo, acaba ficando apenas com a função menor de ser a possuidora de uma lista que obras-primas, e só! Ou seja, esse é o "grande" segredo que ela não quer revelar para ninguém. A princípio... Depois ela parece que vai se envolver com o personagem de Matt Damon. E entrega para ele a lista. Mas também fica apenas nisso pois, pelo que vi, eles não tiveram qualquer affair, ou então o filme foi muito sutil em relação a isso. Não sei se esse personagem feminino aparece no livro, mas da forma como a personagem da Cate Blanchett aparece, a minha impressão é que ela só está no filme para preencher a cota. Ainda que exista algum suspense e algumas cenas de enfrentamentos, com morte inclusive, não há emoção no filme. Quem conhece um pouco de história (da Segunda Guerra) e de Hollywood, sabe que os mocinhos (os aliados) vão chegar a tempo e resgatar as obras de arte. Um filme com final triste, onde os vilões vão se dar bem raramente são produzidos, pois eles costumam dar mais prejuízo do que aqueles com os mocinhos se dando bem. No final, para tentar dar alguma "emoção" aparece a disputa entre aliados ocidentais e soviéticos para ver quem chega primeiro às obras de arte escondidas. Adivinhem quem chega primeiro? George Clooney é aquele ator metrossexual, cujos personagens costumam ser meio insonsos. Na verdade a maioria das atuações dele são ruins. Damon, Murray e Goodman são bons atores, mas o personagem de Damon não cresce muito na trama, já que ele foi escalado para tentar fazer um par romântico com Blanchett. Uma vez que o romance deles não se materializa, o personagem dele fica meio apagado na trama. Murray já foi um bom ator, mas ele faz nesse filme a mesma cara de mal humorado que tem feito nos últimos filmes dele, e Goodman parece cansado o filme todo e tentando ser uma espécie de paizão, o que não combina com o personagem. Enfim, o filme não decola. Ainda bem que na época não fui ao cinema ver esse filme, economizei uma grana.
Estrelado por Kirk Douglas, A Um Passo Da Morte (The Indian Fighter) é um western de 1955 com mais defeitos do que qualidades. Eu nunca havia visto esse filme antes, e a princípio achei que poderia ser uma boa produção cinematográfica. Mas, com poucos minutos de exibição, percebi que a canastrice de Kirk Douglas no filme era maior do que a cara de canastrão que ele faz no cartaz que aparece na wikipédia. Mesmo não sendo um filme de primeira linha, com boas atuações e bom enredo, decidi postar o filme. Serve como um exemplo prático do que não se deve fazer em uma produção cinematográfica. Em A Um Passo Da Morte, Kirk Douglas interpreta Johnny Hawks, um sujeito que no passado combateu indígenas, por isso que seu codinome (e título original do filme) é o lutador/caçador de índios (indian fighter). Terminada a Guerra Civil Americana, ele voltou para a região do Oregon onde antes vivia, e lutava contra os indígenas da tribo Sioux. E ele já chega "folgando" com todo mundo! Além da postura corporal desafiante, com mãos no cinturão e pose de malandro, ele dá ordens e é irônico com os mesmos índios que antes ele matava, e que queriam vê-lo morto. O curioso é que os índios, além de lhe darem ouvidos, não tomam nenhuma iniciativa para dar um "chega pra lá" nele pela sua impertinência. Como se isso fosse pouco, assim que vê a índia Onahti (Elsa Martinelli), que é a filha do chefe indígena, ele nem disfarça o interesse na moça. Na primeira oportunidade ele vai atrás dela e "cata a mina" à força. E o pior é que o tio dela vê, é o que parece, e nada acontece! Como se isso não bastasse, ele impede os índios de queimarem um homem branco, que matou um índio, chutando a lenha na frente de todos com as mãos no cinturão e falando que ele vai levá-lo. UM VERDADEIRO MACHO ALFA! E não foi apenas para cima dos indígenas que o personagem Johnny Hawks "botou banca". Não! Até mesmo com o comandante do forte ele foi folgado. E, como dizem os mais jovens, "as mina pira" com isso! Além da índia Onahti, que não resistiu às suas investidas e foi pra cama com ele (apesar ou por causa do beijo forçado), a viúva Susan Rogers (Diana Douglas) passa parte do filme dando umas indiretas bem diretas para ele, com direito a um beijo roubado (nesse caso foi ela quem roubou) e uma "intimada" para ele chegar junto e "comparecer". Por falar nela, a atriz Diana Douglas foi esposa de Kirk Douglas, eles já eram divorciados na época em que o filme foi rodado. Mas o filme também tem momentos de humor, ainda que involuntários. As cenas mais engraçadas acontecem quando algum personagem tem um faniquito, ou entra em pânico, e logo aparece alguém para dar um tabefe na cara dele. Sério! Há pelo menos cinco cenas dessa no filme. Isso sem falar em atores brancos, com rostos claramente de caucasianos, usando maquiagem vermelha para interpretar indígenas, uma coisa bem típica dos filmes dos anos 1940, 1950 e 1960. Uma dica: Se vocês exibirem a cópia em inglês e tirarem o som, e sincronizarem a exibição dela com a cópia dublada em português, que está com as imagens ruins, dá para ver o filme com imagens em alta resolução e dublado. Dublado em português: (as imagens estão meio borradas)
O filme a seguir é mais uma comédia de Jerry Lewis mas, dessa vez, da fase em companhia com Dean Martin. Datado de 1953, Morrendo De Medo (Scared Stiff) é um filme em preto e branco, muito divertido. Achei que não conhecia o filme, mas ao chegar ao final da película, no trecho em que aparecem os dois esqueletos com rostos humanos e bonés de taxistas, percebi que já havia assistido ele quando criança. Por falar nisso, os dois "taxistas" são Bob Hope e Bing Crosby. Pelo que me lembro, Morrendo De Medo nunca mais passou na televisão aberta. Talvez seja pelo fato de que a produção é em preto e branco e as emissoras não gostam de exibir esse tipo de filme, que aliás é uma refilmagem de uma outra produção de 1945. Nesse filme, Dean Martin faz papel de um cantor que pensa que matou um homem e, ao tentar fugir, conhece a bela Mary Carroll (Lizabeth Scott), que herdou um castelo em uma ilha cubana, e que o ajuda na fuga. Jerry Lewis é o amigo de Martin, que o meteu na confusão, e que foge com ele. Não irei contar mais, para não estragar a diversão. Uma curiosidade: O que faz do filme uma obra do interesse dos brasileiros é que esse foi o último filme de Carmem Miranda, por sinal, existem dois números musicais com a "pequena notável" e uma imitação que Jerry Lewis faz dela. Um aviso. O filme em português é dublado, mas no final, a dublagem some por dois minutos, nada que impeça o entendimento da obra. Dublado em português: (notem a dublagem clássica)
O filme a seguir é outra (mais uma!) película que eu só vim a assistir graças à internet. Até onde me lembro, nunca havia visto ou ouvido falar desse filme estrelado por John Wayne. De fato, ele difere muito dos demais que costumamos associar ao Duke, como John Wayne costumava ser conhecido no meio cinematográfico. Claro que ele já havia estrelado produções de humor, como é o caso de Hatari!, mas quando o assunto é western, normalmente ele aparece empunhando uma arma enfrentando criminosos. Em Quando Um Homem É Homem (Mc Lintock!) ele interpreta o papel de G.W. Mc Lintock, um grande proprietário rural, em alguma região do meio oeste americano. Ele é casado, mas a esposa, mora longe há dois anos e, apesar de brigarem muito, eles ainda se amam. A filha que também mora longe, já que foi estudar fora, passa a ser objeto de disputa entre dois rapazes, um que fez faculdade e um rancheiro, e é este último por quem ela aos poucos se interessa. Vocês verão que o filme é uma comédia romântica e, pelo que li na wikipédia, é vagamente baseado na peça A Megera Domada, de William Shakespeare. Exceto pelo final, onde o Sr Mc Lintock persegue e bate no traseiro da Sra Mc Lintock, como na peça de Shakespeare, não percebi relação alguma entre esse filme e a peça. Não quero contar muito sobre a história do filme, pois além de entregar o enredo, seria complicado contar todos os meandros da história. Uma curiosidade: Consta que o filme caiu em domínio público pois o estúdio United Artists perdeu a data para renovar seus direitos autorais sobre o filme, mas a trilha sonora não teve o mesmo destino e continua protegida por direitos autorais.
O filme a seguir é outra película que eu só vim a descobrir graças à internet. Seu nome é Morituri e é baseada em uma novela de mesmo nome publicada pelo alemão Werner Jörg Lüddecke em 1958. Não conheço a obra original, então não posso dizer se o filme é ou não fiel ao livro. O filme, lançado em 1965, tem no elenco três ótimos e famosos atores da época. O primeiro é Trevor Howard, que aparece apenas no início do filme no papel de um agente da inteligência britânica que chantageia o personagem Robert Crain (Marlon Brando) para que esse entre disfarçado em um navio alemão, que vai sair de um porto japonês, carregado de borracha natural. A missão de Crain é descobrir e desativar cargas explosivas a bordo do navio, pois a intenção dos aliados é se apoderar da valiosa carga de borracha. O navio é comandado pelo capitão Mueller (Yul Bynner), um decente alemão que não apoia a guerra e tem alguns problemas com bebida. Não irei dar mais detalhes do enredo para não entregar a trama e o final. Apesar do filme ser muito bom, sobretudo na parte técnica, como fotografia, o filme foi um fracasso de bilheteria. Talvez a causa tenha sido a trama, um tanto quanto complexa e com um clima pesado, talvez a culpa seja um pouco da atuação de alguns atores, que não convencem muito. Marlon Brando, por exemplo, começa meio devagar e não parece entrar muito no personagem de um agente da SS, ele parecia mais estar interpretando... ele mesmo! Mas depois a atuação dele melhora. Seja qual for o motivo, o fato é que a Twentieth Century Fox tentou relançar o filme com o nome de The Saboteur: Code Name Morituri (O Sabotador: Codinome Morituri) para atrair a audiência, mas a estrtégia não deu certo. Espero que gostem do filme, admito que no começo eu não gostei muito, mas, conforme a trama avançava, eu mudei de ideia e conclui que o filme era muito bom.
O filme de hoje é, ou pelo menos era um tempo atrás, um clássico do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) pois era constantemente reprisado, acho que passava uma vez por mês. O Troco é uma refilmagem de um filme dos anos 1960 chamado À Queima Roupa, com Lee Marvin. Existem várias diferenças entre as duas versões, ainda que seja possível perceber que essencialmente a história é a mesma. No filme, o personagem Porter (Mel Gibson) é um leão de chácara que é convidado por Val Resnick (Gregg Henry) para roubar o dinheiro de uns mafiosos chineses. Depois do roubo Porter quase é assassinado, mas consegue se recuperar e vai atrás de Resnick para reaver a parte dele no roubo, mas descobre que este deu último havia dado todo o dinheiro para uma organização criminosa, o resultado é que Porter acaba entrando em conflito com a organização, com os chineses, que descobrem que ele participou do roubo, com alguns policiais corruptos e mais alguns bandidos pé de chinelo. Não darei mais detalhes da história para não entregar muito o enredo e o final da história. Encontrei três versões do filme da internet. A versão dublada em português é integral mas, por volta da uma hora e onze minutos de exibição, existe uma falha no áudio, que se prolonga por quase dois minutos, mas isso não deve impedir que apreciem o filme. Dublado em português:
A internet é uma ferramenta incrível! Até onde consigo me lembrar, nunca tinha visto antes o filme O Amante Da Morte. Se o mesmo não tivesse aparecido como sugestão na barra lateral do meu perfil no YouTube, nunca teria tomado conhecimento da existência desse filme. O filme é muito bom, apesar de algumas críticas que tentam compará-lo com o filme Almas Em Chamas (Twelve O´Clock High). Ambos os filmes se passam com tripulações de bombardeiros norte americanos situados no Reino Unido, mas, enquanto em Almas Em Chamas os personagens passam o tempo todo na base e a trama gira em torno dos dramas dos personagens com relação ao risco da morte e os conflitos em torno da hierarquia e da disciplina militar, o enredo de O Amante da Morte gira em torno da disputa de dois pilotos seja pela atenção de uma mulher, essa parte é bem clara, seja para ver quem é o líder, essa parte não é tão clara.
O enredo do filme é baseado em um livro, de 1959, de autoria do escritor e jornalista John Hersey. Não sei como é a história do livro, nem se o filme é fiel ao mesmo. A história do filme gira em torno do capitão Buzz Rickson (Steve McQueen) e do Primeiro Tenente Ed Bolland (Robert Wagner). Rickson parece ser alguém que, além de ter tido uma juventude difícil e ter sido um "ninguém" antes de se alistar e virar piloto da Força Aérea Americana, gosta do que faz, ou seja, bombardear os alvos, se expor ao perigo, sem demonstrar algum tipo de remorso ou sentimentalismo. Bolland é um sujeito de boas intenções, que está apenas pensando em cumprir suas 25 missões e voltar para casa. Ambos acabam conhecendo em um baile Daphne Caldwell (Shirley Anne Field) uma bonita, e nem um pouco pura, moça. Entre os dois, que até então eram parceiros, surge uma rivalidade seja por conta da moça, seja por conta do modo autoritário, insubordinado e insensível de Rickson. Não quero contar o final do filme, mas vocês verão que o personagem de Rickson, que até então era bem "construído" e estável, sofre uma transformação e sente a pressão que gira em torno da última missão e a morte de um dos personagens.
Legendado em português:
Em inglês:
Legendado em espanhol:
Dublado em francês: (detalhe, o filme original tem 105 minutos, essa cópia é mais longa pois o início do filme é reapresentado)
O filme a seguir era bastante reprisado na televisão, sobretudo na sessão Bang Bang À Italiana, que passava aos domingos à noite na TV Record. Apesar de muito exibido, acho que nunca tinha visto o filme inteiro até selecioná-lo para publicar no blog. Uma das explicações é que o filme não é assim tão bom quanto os outros dois que compõem a chamada "trilogia dos dólares". Essa trilogia consiste nos filmes Por Um Punhado De Dólares, Por Uns Dólares A Mais e Três Homens Em Conflito. Todos filmados pelo italiano Sergio Leone e tendo Clint Eastwood no papel do "pistoleiro sem nome".
A história do filme é relativamente simples: Um pistoleiro, interpretado por Clint Eastwood, chega ao vilarejo de San Miguel, lá descobre que duas quadrilhas controlam o local, aterrorizando os poucos moradores que sobraram. Então ele poem em prática um plano para colocar as duas quadrilhas uma contra a outra. O filme foi alvo de uma disputa por direitos autorais. Leone afirmava que havia baseado o enredo em diversas histórias de far-west, mas o cineasta Akira Kurosawa afirmava que o filme era uma adaptação sem autorização de seu filme Yojimbo. Após uma breve disputa legal, Leone pagou uma indenização para Kurosawa. Isso não tira do filme suas qualidades, especialmente por ter sido o primeiro Western Espaghetti a fazer sucesso nos Estados Unidos. O filme tem algumas curiosidades. A mais importante é que o personagem do pistoleiro sem nome é chamado de Joe no final do filme, mas isso não quer dizer que seja esse o nome do personagem. Joe pode ser traduzido como Zé, mas também como cara, sujeito, fulano. A segunda curiosidade que merece ser citada é que, quando o filme foi exibido na televisão americana, teria sido acrescido um trecho de quatro minutos, onde um agente da lei teria oferecido o perdão ao pistoleiro sem nome, caso ele acabasse com as duas quadrilhas. Essa teria sido uma forma de "justificar" a violência contida no filme. Em português: (Em alguns momentos a dublagem some e fica o áudio original)
Em inglês: (parece que o filme foi dublado em inglês "macarrônico")
O filme a seguir era um clássico da televisão aberta, exibido especialmente na Rede Globo. Acho que já vi esse filme pelo menos dez vezes. Vendo agora essa cópia completa, é possível perceber que, para fazer o filme caber na grade horária da televisão, muitas cenas eram cortadas. Infelizmente as novas gerações mal conhecem Jerry Lewis, seus filmes que antes eram exibidos até a exaustão na televisão agora raramente são colocados na grade. O tipo de filme que hoje em dia é exibido na televisão ou é infantil, ou paródias de outros filmes, ou filmes de ação do tipo "agente da lei/cidadão comum em um dia de fúria batendo de frente contra algum criminoso". Bons tempos aqueles em que existiam filmes que podíamos assistir na TV.
Clayton Poole (Jerry Lewis) é um rapaz que vive na pequena cidade de Midvale. O amor de sua infância, Carla Naples, é uma estrela do cinema que fica grávida de um toureiro após um casamento relâmpago no México. Tentando impedir um escândalo, pois seu casamento não havia sido divulgado e seu marido morreu no dia seguinte, Carla volta à sua cidade natal e pede a ajuda de Clayton para que ele cuide de seus trigêmeos. Uma curiosidade: A praça central de Midvale lembra muito a praça central de Hill Valley (da franquia De Volta Para O Futuro). Em português: A dublagem é da época, por isso as canções não foram dubladas.
O filme a seguir era muito reprisado na televisão quando eu era criança, lá pela década de 1980, especialmente na Rede Globo. Esta película de 1959 não pode ser incluído na categoria "filme de guerra" pois são poucas as cenas de combate e a maior parte do filme é de cenas de humor.
O filme se passa três dias após começar a Guerra do Pacífico. O obsoleto submarino USS Sea Tiger é afundado em sua doca nas Filipinas. O comandante do submarino, Tenente Comandante Matthew Sherman, interpretado por Cary Grant, decide repará-lo, mesmo com as dificuldades de conseguir suprimentos em virtude da guerra. Depois de conseguir reparar o que era possível, ele decide levar o submarino para o porto de Darwin, na Austrália. No caminho ele acaba aceitando resgatar cinco enfermeiras do exército americano, por influência do Tenente Nicholas Holden, interpretado por Tony Curtis. Holden é um "Bon Vivant" que se alistou na marinha pensando apenas em se "dar bem". Apesar de não ser um bom oficial, ele consegue ajudar o comandante do submarino a conseguir peças de reposição para o submarino nos portos onde atracam, enquanto isso a presença das cinco enfermeiras rende cenas engraçadas entre elas e a tripulação.
O filme tem algumas curiosidades. Tony Curtis se alistou na Marinha dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial, pensando em ser submarinista, logo após ver o filme Rumo à Tóquio (Destination Tokio), que tinha Cary Grant interpretando o papel de capitão de um submarino. Teria sido Curtis quem sugeriu convidar Grant para interpretar o papel do Tenente Comandante Sherman. Segundo a página do filme na Wikipédia, o roteiro do filme se inspirou em casos reais ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial. Filme em inglês: (infelizmente a única cópia legendada foi apagada e não há cópias dubladas)
O filme a seguir é difícil de descrever. Ele tem todos os piores predicados: Roteiro sem sentido, atores fracos, diálogos risíveis, vestuário e cenografia ridículos. Ainda assim ele é um clássico do cinema de "ficção científica". Coloquei entre aspas ficção científica pois, com um filme como esse, dá até vergonha dizer que ele tem algo de científico.
As qualidades dessa produção cinematográfica de 1955 estão na parte técnica. Ainda que nos dias atuais seus efeitos especiais sejam considerados ridículos, em meados dos anos 50 eles eram o que tinha de mais avançado. Eu não faria pouco caso dos efeitos especiais usados nesse filme, já vi filmes mais recentes com efeitos especiais semelhantes ou piores. Não farei uma descrição mais detalhada do enredo do filme, pois se o fizer acabarei caindo na tentação de chamar a atenção para todos os furos do roteiro e na canastrice dos atores. Apenas quero chamar a atenção para o ator principal, Rex Reason. Na versão dublada não dá para perceber a potente voz de barítono, mas vejam, nem que seja um pouco, o filme com o áudio original para ver o qual intenso é sua pronúncia. Ouvir ele falando me lembrou do Tigre Tiger dos comerciais de sucrilhos Kellogg´s. Em português: (notem a dublagem clássica, com mais efeitos sonoros que o filme original)
"A Raposa Do Mar" (ou "The Enemy Below", no original) foi lançado nos cinemas norte americanos em dezembro de 1957, e logo tornou-se um filme clássico do gênero, tendo recebido o Oscar de Melhores Efeitos Especiais em 1958. O enredo foi baseado em um livro de mesmo nome, lançado um ano antes, escrito por Denys Rayner. Em relação a história original as poucas modificações foram a alteração da nacionalidade do contratorpedeiro (destróier), de britânico para americano, e o sentimento do capitão do navio de ódio (no livro) para mútuo respeito (no filme).
A primeira vez que vi esse filme foi por volta de 1980 ou 1981, quando foi exibido a tarde pela TV Record de São paulo. Lembro que o filme era muito reprisado naquela década, também lembro nitidamente do dia em que assisti ao filme e logo depois, quando um episódio do seriado "Viagem Ao Fundo Do Mar" começou, ter reconhecido no seriado algumas das cenas exibidas no filme. Esse aproveitamento de cenas de filmes em outros filmes e seriados era muito comum antigamente. E o mais interessante: O ator David Hedison aparece em ambas as produções. No filme ele é um tenente, no seriado ele é um capitão.
Uma última informação. Descobri cópias do filme em vários idiomas e decidi aproveitar e colocar todas abaixo. Bom divertimento!
The St Valentines Day Massacre - O Massacre De Chicago
O Massacre de Chicago é um filme de gangsteres, de baixo orçamento, lançado em 1967, e que recria um fato real ocorrido em 14 de fevereiro de 1929 em Chicago. Nesse dia sete membros da Gangue da Zona Norte (em inglês North Side Gang), que eram liderados pelo contraventor George "Bugs" Moran foram assassinados a tiros por homens a mando do famoso gangster Al Capone.
Ao contrário do Brasil, onde chacinas com um número muito maior de pessoas ocorre de tempos em tempos e as autoridades, imprensa e opinião pública não dá a menor atenção, aquele massacre escandalizou a opinião publica norte americana, e levou as autoridades federais a se envolverem tanto na repressão ao tráfico de bebidas como em políticas públicas com o objetivo de combater o problema pela raiz.
O filme não é um documentário, é bom que se diga, mas os produtores quiseram dar um tom didático ao roteiro. Isso torna o filme um tanto arrastado, e até certo ponto difícil de acompanhar. Por exemplo, os personagens são apresentados com uma voz de fundo, que dá o nome completo, data de nascimento, ocupação, passado... quando o locutor termina de dar a ficha, o espectador até esquece qual era o nome do personagem. O melhor era que a apresentação dos personagens fosse feita através de diálogos entre os próprios personagens, o que diminuiria em muito esse jeitão de filme de baixo orçamento que o mesmo tem.
Sobre o elenco, eu queria chamar a atenção para o ator que interpreta Al Capone. Jason Robards teve uma longa carreira no cinema, interpretando ótimos personagens. Para mim ele ficou marcado como sendo o intérprete de Cheyenne, no ótimo Era Uma Vez No Oeste, de 1968. Apesar de trabalhar muito bem, achei estranho a escolha dele para o papel. Al Capone era gordo, com um rosto redondo e cara de malandro, enquanto que Robards é magro, tem o rosto estreito e cara de policial. Orson Welles chegou a ser cogitado para o papel, mas acabou sendo vetado pelo estúdio devido a sua má reputação como ator incontrolável. Muitos já devem saber, mas acho interessante explicar que o São Valentim do título é considerado um santo casamenteiro e no dia dele é comemorado o Dia dos Namorados tanto na Europa, quanto nos Estados Unidos e Canadá. Em português: Nos trechos em que os personagens falam italiano, os dubladores resolveram deixar o áudio original.
A Queda: As Últimas Horas de Hitler - Der Untergang
A Queda: As Últimas Horas de Hitler é um filme alemão de 2004, que mostra os últimos dez dias da vida de Hitler em seu bunker em 1945. O filme foi escrito por Bernd Eichinger, baseados em diversos depoimentos de pessoas que presenciaram os fatos.
Em português:
Em espanhol:
Em alemão (original) com legendas em diversos idiomas, inclusive em português de Portugal (para acessar esses diferentes idiomas, é necessário clicar em tela inteira e depois em detalhes):