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domingo, 22 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - XII

As Falácias Da Esperança - The Fallacies Of Hope

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste penúltimo episódio, Kenneth Clark fala do movimento romântico, do qual ainda somos herdeiros, ou pelo menos éramos em 1969, e vítimas das falácias da esperança. O programa começa falando dos poetas e filósofos que ansiavam por liberdade. Será que ansiavam e ainda anseiam mesmo por liberdade? Ou será que era por uma utopia uma ideia fugaz que desse, e dê, às suas vidas algum significado depois que a ideia de imortalidade através da fé cristã havia se desfeito no século XVII? As questões são minhas, olhando pela perspectiva de quem está 50 anos após a produção do programa.

Kenneth Clark lembra que os melhores espíritos da época estavam encantados com a Revolução Francesa, talvez mais do estiveram com a Independência Americana, creio eu. Mas, sempre há um mas, os revolucionários rapidamente deixaram de lado a razão e a criação de uma sociedade mais justa e livre, mas se dedicarem a "apagar" os sinais da antiga civilização europeia, para construírem a nova civilização de onde emergiria o "novo homem". Os resultados foram: a destruição de construções históricas (sagradas ou não), a injustiça (principalmente contra os mais pobres), e a morte de centenas de milhares de pessoas (a maioria adversários políticos, mas não apenas estes) apenas pelo crime de discordarem dos líderes revolucionários. É obvio que o "novo homem" não veio, e não viria, pois este é um sonho utópico, que ainda hoje atrai seguidores e que, nos últimos 230 anos, serviu para justificar toda ordem de crimes que em nada serviram para criar um mundo (pelo menos) melhor.

Não deixa de ser irônico que, após toda a violência e agitação social e política, a revolução resultaria no Império Napoleônico, que apesar de declarar proteger e difundir os ideais que inspiraram os revolucionários de 1789, este nada mais era do que a reedição do Antigo Regime, mas com uma nova roupagem. Beethoven estava certo quando voltou atrás e retirou de sua 3° sinfonia a dedicatória à Napoleão. Não quero me estender mais, apenas basta dizer que passados 230 anos, a Europa, e por extensão o resto do mundo ainda ainda vê na Revolução Francesa, e não na Indepedência Americana, um exemplo. É uma pena! Ainda haverá muito sofrimento até que aprendam.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 8 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - X

O Sorriso Da Razão - The Smile Of Reason

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark trata de alguns personagens que participaram e deram forma ao Iluminismo. O Iluminismo, também conhecido como Ilustração, ou ainda Século das Luzes, foi um movimento intelectual e filosófico que dominou o século XVIII e tinha sua base em uma série de ideias centradas na razão como a principal fonte de autoridade e legitimidade. Na França, onde o iluminismo ganhou força, os filósofos do movimento preconizavam a liberdade individual, a tolerância religiosa, com a separação da Igreja do Estado, a liberdade, de movimento, e de expressão, e um governo constitucional.

Ainda que o Iluminismo esteja profundamente ligado à França, pois foi neste, e deste, país que surgiram os maiores expoentes desse movimento, foi inspirado na Inglaterra, mais especificamente na tolerância desse país para com as opiniões diversas, o que resultou na liberdade de expressão, de pensamento e de imprensa que muito cedo tornaram-se marcas da sociedade inglesa. Foi para lá que muitos intelectuais europeus se refugiaram das perseguições que sofriam em seus países. E foi nesse ambiente que muitos filósofos encontraram inspiração para suas obras. Entre esses, estava Voltaire, o maior e mais famoso representante do Iluminismo.

Mas Kenneth Clark não fala apenas da filosofia. Ele fala da vida dos senhores de terra ingleses do século XVIII e de suas propriedades rurais, da incipiente democracia britânica, com suas suspeitas e, em muitos casos, comprovadas fraudes eleitorais. Ainda que aquela tenha sido uma época de grande de grande efervescência cultural, de um estilo de vida gracioso e delicado, com a nobreza e a burguesia aproveitando um estilo de vida gracioso, em salões de festas em seus palácios e palacetes, temos ao mesmo tempo uma vida urbana repleta de tipos grosseiros levando uma vida que faria a vida descrita nos dias de hoje pelas letras de Rap e Funk parecer inocente. Não é à toa que o iluminismo e a graciosa vida dos salões do Antigo regime acabaram com a Revolução Francesa de 1789.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 1 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - IX

A Procura Da Felicidade - The Pursuit Of Happiness

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark trata da arte do século XVIII, da arte que conhecemos de forma genérica como Barroco, da música clássica produzida por gênios como Handel, Haydn, Bach e Mozart, com seu fluxo harmonioso e sua complexa simetria, e da sua elaborada arquitetura Rococó. Mas antes, Clark fala um pouco sobre o Classicismo, o estilo arquitetônico que precedeu a arquitetura Barroca e seu Rococó. Ainda que o Classicismo, fosse muito apreciado pois era o "estilo arquitetônico oficial" do regime centralizado francês, e a França era, e seria por muitos anos, quem ditava a moda em todos os estilos artísticos, o Barroco, criado e desenvolvido na Itália, seria quem melhor se adequaria ao estilo e necessidade da nobreza de língua germânica. 

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 25 de março de 2018

Civilização - Civilisation - VIII

A Luz Da Experiência - The Light Of Experience

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark começa falando sobre a luz sobre a sua importância para a pintura, para a arte, para a ciência, um verdadeiro simbolo de civilização. A luz esteve no centro tanto de uma revolução artística na pintura (a forma de retratar os temas, mas também os próprios temas que eram retratados), quanto de uma revolução científica que teve no microscópio e no telescópio seus símbolos, e não podemos esquecer que ambos os instrumentos tem como propriedade concentrar ou dispersar os raios de luz. Na Holanda (ou Países Baixos) e depois no Reino Unido uma nova forma de ver, de interpretar o mundo, colocou de lado a autoridade divina e pôs em seu lugar a observação, a experiência e a experimentação. A Holanda (Países Baixos) foi o primeiro país a se beneficiar dessa mudança, que decorreu de transformações sociais e econômicas decorrentes sobretudo do comércio.

Ainda que as guerras religiosas entre católicos e protestantes tenham ensinado que era muito mais proveitoso, em todos os temas, tolerar opiniões diferentes das suas do que simplesmente eliminá-las, católicos e protestantes continuaram a se matar (inclusive dentro de seus grupos religiosos) até meados do século XVII, e mesmo os judeus também perseguiam uns aos outros por questões religiosas. Vale a pena comparar esse episódio com o sexto episódio da série Cosmos, vocês verão como Kenneth Clark, tendo como foco a arte, explica muito melhor a ciência e os costumes do que Carl Sagan, o link está AQUI

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 4 de março de 2018

Civilização - Civilisation - V

O Herói Como Artista - The Hero As Artist

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

No episódio anterior Kenneth Clark falou do surgimento do Renascimento, ou mais especificamente das bases econômicas, sociais e culturais que possibilitaram a ocorrência do Renascimento. Neste quinto episódio, ele fala de alguns dos maiores artistas da Renascença, Michelangelo, Rafael, Bramante e Da Vinci. Os três primeiros encontraram em Roma, principalmente sob o Papado de Júlio II, o apoio para que produzissem algumas das maiores obras de arte da civilização: A Basílica de São Pedro (projetada por Bramante), a decoração da Capela Sistina (feita por Michelangelo) e a decoração de diversos aposentos papais (feitos por Rafael).

Da Vinci é um caso a parte. Sua incansável curiosidade e energia faziam com que ele sempre estivesse em movimento, tanto física quanto intelectualmente, pesquisando tudo que caísse em suas mãos ou sob seu olhar.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Civilização - Civilisation - IV

Homem A Medida De Todas As Coisas - Man The Measure Of All Things

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste quarto episódio Kenneth Clark fala do surgimento do Renascimento. Visitando Florença, ele nos mostra como os banqueiros, comerciantes de lã, artesão e artistas da região centro norte da Itália, mais especificamente da Toscana, deram um novo impeto à Europa, com a redescoberta da cultura clássica. A leitura dos autores gregos e romanos, cujos livros haviam ficado até então espalhados em monastérios, e do qual apenas fragmentos haviam sido lidos até então, inspiraram os renascentistas a copiar e depois buscar ultrapassar aquilo que havia sido produzido na Antiguidade. 

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Civilização - Civilisation - III

Romance E Realidade - Romace And Reality

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Este terceiro episódio Kenneth Clark nos apresenta o surgimento do amor romântico, ou do romantismo no século XIII. Foi época dos romances de cavalheira e do trovadorismo, com seu amor cortês ou cortesão. Foi uma época de intensa produção cultural, tendo produzido entre outros, o escritor e filósofo Dante Alighieri e o pintor Giotto. Também foi uma época de intensa religiosidade na Europa, trazendo uma novidade para a religião cristã, o culto à Virgem Maria, e o surgimento da Ordem dos Frades Franciscanos, de São Francisco de Assis.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Civilização - Civilisation - II

O Grande Degelo - The Great Thaw

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Este segundo episódio trata do renascimento cultural, econômico e social da Europa, quando, passados quase 5 séculos do fim do Império Romano, os europeus voltaram a construir grandes obras de engenharia, mas não apenas construções, a própria cultura passou por uma eferverscência com grande produção cultural na área da literatura, filosofia, por exemplo. Esse degelo cultural e social, levou a transformações políticas e econômicas que nos séculos seguintes colocariam a Europa como centro transformador do mundo.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Civilização - Civilisation - I

Por Um Triz - The Skin Of Our Teeth

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Este primeiro episódio se chama Por Um Triz (pois foi por pouco que a Civilização Ocidental salvou-se da destruição causada pelas diversas invasões de povos bárbaros vindo do leste, do sul e do norte). Quase todo o conhecimento da antiguidade clássica, da qual Roma era depositária salvou-se de ser destruída nos monastérios da Igreja Católica. Neste episódio Kenneth Clark fala dos quase seis séculos após a Queda de Roma, e visita lugares que tiveram importância seja na preservação da cultura clássica, seja na construção do cristianismo ocidental (da qual a Igreja Católica é a representante), seja na retomada do conhecimento e construção da Cultura Ocidental.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente a única cópia disponível em português (do primeiro episódio) está com as imagens meio borradas.

Em inglês: (imagens ótimas!)


sábado, 27 de janeiro de 2018

Easy - II

Easy


Composta por Lionel Richie, vocalista da banda Commodores, "Easy" é uma lenta balada que fala do final de um relacionamento amoroso, mas, ao invés de estar deprimido, o narrador demonstra estar conformado com a situação.

Lançada em 18 de março de 1977, a canção foi a tábua de salvação dos Commodores, que até então não haviam conseguido lançar um grande sucesso pela sua gravadora, a Motown.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Easy - I

Easy

Por conta do Rock In Rio, que aconteceu em dois finais de semana de setembro (agora) acabei ouvindo muito uma música que me fez lembrar a minha adolescência, a canção "Easy".

Com vocês... Faith No More!

Li em algum lugar que existiriam dois clipes oficiais do Faith No More para essa canção. Mas somente encontrei esse vídeo no YouTube. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=vPzDTfIb0DU

I know it sounds funny but I just can't stand the pain
Girl I'm leaving you tomorrow
Seems to me girl you know I've done all I can
You see I begged, stole, and I borrowed
Yeah...Ooo
That's why I'm easy
Aah, aah, aah, aah
I'm easy like Sunday morning
Aah, aah, aah, aah
That's why I'm easy
Aah, aah, aah, aah
Easy like Sunday morning
I wanna be high
So high
I wanna be free to know the things I do are right
I wanna be free
Just me
Oh babe...
Ooh!
That's why I'm easy
Aah, aah, aah, aah
I'm easy like Sunday morning
Aah, aah, aah, aah
That's why I'm easy
Aah, aah, aah, aah
Easy like Sunday morning

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bring It On Home To Me - II

Bring It On Home To Me

"Bring It On Home To Me" foi composta pelo cantor e compositor norte americano Sam Cooke, que gravou sua versão, com um estilo mais próximo ao R&Blues. A canção é sobre um cara que perde sua namorada, no começo ele não se importou, mas depois, a falta dela, o faz prometer que fará tudo para recuperá-la. A canção foi lançada em 8 de Maio de 1962 pelo selo RCA Victor, tendo no lado B a canção "Having A Party", e atingiu a posição número 13 na Billboard Hot 100.

Outras versões
"Bring It On Home To Me" foi gravada em muitos estilos diferentes por uma variedade de artistas, sempre com grande sucesso:
Sam Cooke, em 1962:
Animals, em 1965:
Ottis Redding e Carla Thomas, em 1967:
Eddie Floyd, em 1968:
Lou Rawls, em 1970:
Mickey Gilley, em 1976:

sábado, 26 de setembro de 2015

Bring It On Home To Me - I

Bring It On Home To Me

Faz um tempo que não publico alguma canção dos Animals. Adoro essa canção. No próxmo post eu forneço informações sobre essa composição de Sam Cooke.

Senhoras e senhores... Os Animals!

Claramente houve um playback, mas escolhi esse vídeo, pois ele fazia parte de um programa da televisão americana. É curioso ver a atuação dos integrantes da banda, enquanto ao fundo alguns gaiatos dançam ao som da música. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=ZntYBFyuZd4

If you ever change your mind
About leaving, leaving me behind
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, oh yeah
You know I laughed, when you left
But now I know I've only hurt myself
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah
I'll give you jewelry, money too
And that's not all, all I'll do for you
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah
You know I'll always be your slave
Until I'm dead and buried in my grave
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah
If you ever change your mind
About leaving, leaving me behind
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

De "Abracadabra" A "Revolver", A Gênese De Um Álbum Dos Beatles

Li essa matéria no site do estadão alguns dias atrás, mas somente hoje encontrei-o novamente. Uma nota interessante, é que os Beatles tinham péssimas ideias iniciais para nomear seus álbuns. Abbey Road quase se chamou "Everest". Please Please Me quase se chamou "Off The Beatle Track" (para saber mais leia esse post antigo: http://naomedeixesermalinterpretado.blogspot.com.br/2014/04/beatlelandia-marco-de-1963.html. Felizmente a banda não deu esses nomes ridículos para seus álbuns... O link para o site do estadão é: http://cultura.estadao.com.br/blogs/sonoridades/de-abracadabra-a-revolvera-genese-de-um-album-dos-beatles/

De ‘Abracadabra’ a ‘Revolver’,a gênese de um álbum dos Beatles.

Carlos de Oliveira
08 setembro 2015 | 17:12

Rubber Soul levou os Beatles a Revolver, o álbum que decretou a maioridade musical da banda inglesa. É o disco das surpresas melódicas e da maturidade nas letras. Foi lançado há 49 anos, no dia 5 de agosto de 1966. Por pouco ele não se chamou "Abracadabra", com uma capa bem diferente. Coube ao alemão Klaus Voormann dar a aparência final do álbum.

O que seria do rock sem suas lendas, algumas delas bem verdadeiras? Muito provavelmente, ele perderia um pouco de seu magnetismo, de seu encanto. Por falar de encanto, essa palavra remete a um dos mais importantes álbuns dos Beatles, aquele em que eles deram o salto rumo à maturidade musical. Revolver nada teve a ver com a arma. Foi, sim, uma palavra para definir o movimento de rotação, nesse caso específico, a rotação de um disco na vitrola. Estávamos em 1966 e as vitrolas estavam em alta.
A capa de Abracadabra, rejeitada pelos Beatles. Em seu lugar surgiria Revolver, com capa desenhada pelo alemão Klaus Voormann.

Mas e a lenda? Vamos a ela: faltou pouco para Revolver nem existir. O sétimo álbum da banda quase se chamou Abracadabra. O nome, ligado de alguma forma à magia, ao encantamento, até que não estava muito fora da proposta de renovação, de surpresa, perseguida pela banda desde Rubber Soul.

Espiral – Mas era um título meio infantil, meio insosso, e foi recusado. Com o nome foi-se também a capa idealizada pelo brilhante fotógrafo Robert Freeman: uma colagem em espiral, feita com fotos repetidas do rosto de cada beatle.
A capa de Rubber Soul, que antecedeu Revolver: foto de Robert Freeman.

Freeman era velho conhecido dos Beatles, autor das fotos de outras capas como With the Beatles, Beatles for Sale, Help e Rubber Soul, além de uma série de outras fotos da banda.

Consumada a recusa de Abracadabra, John Lennon lembrou-se de Klaus Voormann, artista plástico e músico alemão, amigo dos Beatles dos tempos em que a banda tocava em inferninhos de Hamburgo, Alemanha, no início dos anos 60.

Existencialistas – Voormann era namorado da fotógrafa Astrid Kirshherr, autora das várias fotos que documentam a passagem dos ainda adolescentes beatles por Hamburgo. Ambos integravam um grupo de artistas orientados pelo existencialismo, os chamados Exis. Rompido o namoro com Klaus, Astrid uniu-se a Stuart Sutcliffe, na época baixista dos Beatles, que morreria pouco tempo depois, em 1962, de um derrame cerebral.
Os esboços de Klaus Voormann para a capa de Revolver: 40 libras de pagamento e um Grammy em 1966.
Klaus Voormann em 1966 e a versão final da capa de Revolver.
A foto que serviu de contracapa do álbum Revolver.

40 libras – A capa do novo disco foi produzida em poucos dias. Voormann fez cinco esboços e o escolhido encaixou-se perfeitamente com a proposta do álbum: ele teria de refletir algo novo, um certo sabor de vanguarda.

Aquele 1966 estava sendo um ano de descobertas, entre elas os tais estados alterados de percepção. Os Beatles haviam entrado na sua fase lisérgica. Terminado o trabalho (uma colagem mesclando fotos e desenhos), Voormann recebeu 40 libras e o Grammy de Melhor Capa de 1966.

Algumas palavras mais sobre Voormann. Além de artista plástico, o amigo alemão dos Beatles também era baixista. Tocou com a banda de Manfred Mann, com George Harrison no álbum All Things Must Pass, com Ringo Starr e com John Lennon, na fase pós-Beatles.

De volta a Revolver. Se era novidade o que os Beatles queriam, ela surgiu logo na primeira faixa do novo álbum. Pela primeira vez na história da banda, uma composição de George Harrison abria o disco.

Algumas faixas"Taxman" foi uma música de protesto. Não a tradicional canção contra a guerra do Vietnam, muito em moda na época, mas contra a absurda carga de impostos que caía em cascata sobre ganhos financeiros numa Inglaterra administrada pelo então primeiro-ministro trabalhista Herold Wilson.

Em 1980, Lennon, em entrevista à Playboy, disse que George chegou a pedir-lhe ajuda com a música. Meio de má vontade (“sempre fomos Lennon e McCartney”), John sugeriu o backing vocal que, além de Herold Wilson, cita Edward Heath, líder conservador. Embora, pelo menos oficialmente, Harrison fosse o guitarrista solista da banda, foi McCartney que fez o antológico solo da música. Taxman continua atual. Nos Estados Unidos, ela é tocada nas rádios e nos noticiários de TV todo dia 15 de abril, data em que as declarações de renda devem ser entregues ao fisco americano.

Eleanor – Quatro violinos, duas violas e dois cellos pontearam a lúgubre "Eleanor Rigby" – esposa de um certo Thomas Wood, que morreu em 10 de outubro de 1939, aos 44 anos, enquanto dormia. É o que diz a lápide de granito perdida entre tantas outras no Woolton Cemetery, ao sul de Liverpool.  Ainda hoje, ouvidos musicais mais privilegiados (ou delirantes) garantem identificar algum sotaque de Bachianas Brasileiras, de Heitor Villa-Lobos, no fraseado de cordas que acompanha a desafortunada Eleanor até seu túmulo.

Dó maior – Em Revolver, os Beatles conseguiram acomodar uma melodiosa "Here, There and Everywhere" com a desconstrutivista, dadaísta até, "Tomorrow Never Knows", perturbadora obra proposta por John Lennon, cuja harmonia é um único acorde de dó maior.

Motow – Em "Got to Get You Into My Life", a voz forte de Paul foi buscar cumplicidade nos jazzistas britânicos, que comparaceram com três trompetistas (Eddy Thorton, Ian Hamer e Les Conlon) e dois saxofonistas (Alan Branscombe e Pete Coe), que atacaram a faixa com a energia dos gênios negros da norte-americana Motow.

Os Beatles e Revolver devem muito a Geoff Emerick, engenheiro de som da EMI que trabalhava com o produtor e ‘quinto beatle’ George Martin.  A Emerick e a suas subversões são creditadas a riqueza de timbres que emana do álbum. A EMI era uma empresa ortodoxa. Cheia de regras técnicas, não permitia a utilização de microfones junto aos instrumentos e amplificadores. Alegava que os sensíveis equipamentos seriam danificados.
John, Paul, Ringo e George em estúdio, durante as gravações de Revolver, em 1966.

Novo som – Inconformado com tais regras, Emerick aproximou os microfones dos amplificadores, violões, violinos, metais e, principalmente, da bateria. O resultado foi demolidor. O som dos Beatles mudou radicalmente. Para melhor. A EMI detestou e vetou a manobra. Os Beatles adoraram e desafiaram o status quo. Numa reunião tensa com a direção da gravadora, o ultimato: “De agora em diante, esse é o nosso som. Ou será assim ou não será de jeito nenhum”, disse um resoluto Paul McCartney, em nome do grupo.

Como seria mais fácil comprar microfones novos do que descobrir outra mina de ouro como os Beatles, a EMI cedeu. Revolver tornava-se um dos mais espetaculares disco da banda. Hoje, 49 anos depois, ele continua novo, à frente do tempo, surpreendente a cada nota, a cada verso. A um passo de se tornar eterno. Por falar em eterno, vale lembrar que depois de Revolver veio Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

E novas lendas estavam a caminho.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Quando Michael Jackson Passou Para Trás Paul McCartney

Li esse artigo no site do jornal venezuelano Tal Cual. Por se tratar de um pedaço da história dos Beatles, decidi reproduzir em meu blog. Achei estranha a pontuação usada pelo autor, mas mantive ela como estava. O endereço é http://www.talcualdigital.com/Nota/118620/Cuando-Michael-Jackson-Estafo-A-Paul-Mccartney

Quando Michael Jackson passou para trás Paul McCartney

Quando Jackson explicou aos seus contadores o negócio, disseram a Jackson que era melhor se ele comprasse ATV e não dividisse com ninguém assim que fechasse o negócio e "passou para trás" o amigo que aconselhou-o como investir o seu dinheiro


Por Carlos M. Montenegro
É uma verdade indiscutível que os Beatles foram a banda de rock e pop de maior sucesso de todos os tempos desde a sua formação definitiva, em 1962, Ringo, George, Paul e John, revolucionaram a indústria musical com o seu humor pessoal e atitude em relação à música, abrindo as portas do Rock & Roll para toda uma onda de bandas de rock britânicas e depois mundialmente. Seu impacto inicial foi suficiente para estabelecer os Beatles como uma das forças culturais mais influentes do século XX, mas não se detiveram por aí.

Embora seu estilo inicial fosse muito original com músicas irresistivelmente cativantes, os Beatles passaram os anos 1960 expandindo fronteiras estilísticas do rock, sempre apostando em novas formas musicais em uma variedade de gêneros, incluindo folk-rock, country, pop, psicodelia , sinfônica e barroca, sem sacrificar a energia de seus primeiros trabalhos.

A popularidade adquirida desde suas primeiras gravações deixaram estabelecidas no imaginário popular que os Beatles são lendários, e enquanto permaneceram unidos tudo fluiu facilmente devido, talvez, a sua bem promovida imagem em filmes, publicações escritas e, acima de tudo, o estrondoso sucesso de suas canções.

Depois da grande explosão do Rock & Roll, em 1956, que revolucionou o mundo com Elvis Presley como ícone indiscutível, os Beatles protagonizaram uma segunda revolução, que conseguiu ofuscar o "rei", algo inimaginável até então. Depois de mais de meio século, o grupo de Liverpool continua vigente e até para os jovens que não tinham nascido até então, hoje sabem que o quarteto musical é o mais importante transcendendo os modismos.

Mas nem tudo foi fácil na carreira da banda, o sucesso não caiu do céu como maná bíblico. Poucos artistas trabalharam tão duro; além das intermináveis noites no início da carreira, em Liverpool ou em Hamburgo, onde tocavam onde fossem aceitos, desde 1962 quando lançaram seu primeiro single, "Love Me Do", tocaram quase 1.400 vezes ao vivo, em turnê com outros artistas ou apenas eles, recorde não batido por ninguém, e tudo em menos de cinco anos, pois os Beatles deram o seu último concerto ao vivo em 29 de agosto de 1966, em Candlestick Park, em San Francisco* para dedicar-se a escrever e gravar apenas disco que são história hoje.


A tudo isto deve ser adicionado milhares de horas de ensaios, o tempo de filmagem ou produção de seus cinco filmes: A Hard Day’s Night (1964), Help! (1965) Magical Mystery Tour (1967) Yellow Submarine (1968) e Let It Be (1970) e especialmente as maratônicas sessões no Estúdios Abbey Road com o produtor George Martin, com quem gravaram mais de 250 canções em apenas oito anos, a maioria composta pelos prolíficos Lennon e McCartney.

Os Beatles logo se tornou máquinas de fazer dinheiro, compartilhado de várias formas com vários agentes e empresários por todo o globo.

Seu agente pessoal era Brian Epstein, que supostamente os conheceu em novembro de 1961 quando tocavam em um pub no porão do número 10 da Rua Mathew em Liverpool: O Cavern Club. Epstein ficou entusiasmado com o grupo e conseguiu ser o seu representante, até sua morte prematura em 1967.

Epstein foi o criador da imagem formal dos Beatles, domado sua atitude agressiva, proibiu-os de fumar e comer no palco, ele dispensou as roupas de couro, o jeito "Teddy Boy", substituindo-o por um traje mais formal, com gravata, ao estilo "Mod" da classe média Inglesa; Ele criou o penteado com franja que se tornou moda universal e até lhes disse que depois de cada canção agradecessem os aplausos curvando-se elegantemente. Sua contribuição para a promoção e sucesso do grupo foi definitiva. Ele foi chamado de "o quinto Beatle".

No entanto era clara sua inexperiência no "show business", chegava à incompetência, em matéria de administração e finanças. O grupo gerou fortunas em suas turnês, a venda de discos, música impressa (partituras), "de merchandising" e, acima de tudo, como autores e compositores, como detentores de reprodução fonográfica, uso de imagem (cinema, publicidade, etc.) e direitos autorais.

Os números relativos aos três últimos itens, gerados principalmente pelas obras de Lennon e McCartney eram simplesmente formidáveis, considerando que os direitos são válidos por 70 anos após a morte do autor, sem ignorar os direitos gerados por suas canções executadas por outros artistas ou orquestras**.

A gestão de Epstein nesses casos foi simplesmente desastrosa. Após sua morte, os Beatles ficaram desorientados por ter confiado cegamente seu agente que foi sempre honesto. O grupo contratou um gerente, Allen Klein que ao verificar o estado de seus negócios, descobriu que nem mesmo controlavam os direitos de suas obras, seu principal patrimônio.

Em 1963, Epstein tinha decidido contar com um editor para administrar os números fabulosos gerados pelas obras do primeiro álbum Please Please Me. Já em 1962, a publicação das canções "Love Me Do" e "Please Please Me", indicavam o que estava por vir e George Martin sugeriu para Epstein, para proteger os direitos, para falar com um certo Dick James, que acabou por se revelar um velho músico aposentado sugador do sangue de compositores que vivem sob sua pequena editora Dick James Music (DJM). James percebeu que isso seria muito grande e sugeriu a Epstein criar uma publicação exclusivamente para proteger a obra dos Beatles.

Assim nasceu a Northern Songs que adquiria todas as canções compostas pelos Beatles desde a assinatura do contrato; Dick James administrar o catálogo através de sua editora que ficava com 50% dos lucros quando é habitual era apenas 10%.

Lennon e McCartney tinham uns 30%, Brain Esptein 10% e os outros 10% eram divididos entre George Harrison e Ringo Starr (1,7% cada) o restante (4,6%) outros parceiros de James, que controlava a Northern Songs . Relações com os Beatles estavam se deteriorando e James habilmente aproveitou que Paul e John estavam em lua de mel com suas esposas e vendeu a Northern Song para Lew Grade em vários proprietário ATV por 3,5 milhões de libras.



Em seu retorno Lennon e McCartney, enfurecidos, tentaram comprar a Northern Songs de Grade, mas ele se nagava a vender a não ser que comprassem a toda a ATV, que possui e obras de The Beatles, por 35 milhões de libras. Negociações fracassaram pois eles não tinham esse dinheiro e de novo não tinham mais controle sobre suas obras.

Anos depois da morte de Epstein e da dissolução dos Beatles, Paul McCartney e Michael Jackson gravaram várias canções em dueto como "Say Say Say" e "The Girl Is Mine". Em fevereiro de 1983, Paul recebeu em sua casa de campo Michael para filmar o videoclipe deste último.

Paul, aconselhou seu jovem amigo que investisse seus lucros em royalties, seus próprios e de outros compositores criando uma editora própria, e que poderia adquirir a ATV de Lew Grade, que já havia negado vender ou associar-se a eles - Paul e John – controlando a Northern Songs com todas as obras de Lennon-McCartney. Quando Jackson explicou aos seus contadores o negócio, disseram a Jackson que o melhor era comprar a ATV e não dividí-la com ninguém assim que fechasse o negócio e "passou para trás" o amigo que lhe aconselhou como investir o seu dinheiro.

Mas não termina aí, quando Jackson entrou em dificuldades financeiras por conta de seus casos judiciais e seus custoso estilo de vida. Tinha dívidas que não podiam pagar e decidiu vender ATV. Ele poderia ter oferecido a Paul, mas ele preferiu fechar o negócio com a editora da Sony, sua gravadora a quem devia uma fortuna em adiantamentos. A Sony tomou o negócio como uma forma de cancelar a dívida Jackson.

Assim se consumou a traição a Paul McCartney, que foi mais uma vez incapaz de acessar o controle das obras dos Beatles.

domingo, 13 de setembro de 2015

You’ve Got To Hide Your Love Away - II

You’ve Got To Hide Your Love Away

Em 1971, John Lennon contou durante uma entrevista à revista Rolling Stone que ele escreveu "You’ve Got To Hide Your Love Away" apenas com a intenção de fazer uma bela canção pop, sem expressar suas próprias emoções pessoais. Ele explicou: "Eu estava em Kenwood (a casa dele na época) e estava apenas compondo... e assim todos os dias eu tentava escrever uma música... uma daquelas que você canta um pouco triste para si mesmo”.

Era um período que Lennon estava trabalhando nas canções para o filme Help! Em seguida, Lennon disse que ouvir as canções de Bob Dylan estava começando a influenciar suas composições na época em que compôs “You’ve Got To Hide Your Love Away”. "Eu comecei a pensar sobre minhas próprias emoções. Eu não sei exatamente quando comecei (a compor canções) como "I’m A Looser" ou "You’ve Got To Hide Your Love Away” ou outras do tipo.

A faixa com a guitarra básica foi gravada em primeiro lugar, imitando o jeito peculiar de Bob Dylan, com um certo apelo "folk". Depois foi gravada a guitarra de George Harrison e um pouco de percussão, com pandeiro e maraca, no segundo canal. John Scott gravou uma flauta tenor nos espaços em faixa vocal de Lennon e uma parte adicional de flauta alta, uma oitava mais alta do que a primeira, no último canal disponível da máquina de quatro canais.

No documentário The Beatles Anthology, uma versão diferente da canção é tocada enquanto se fala na morte do empresário da banda, Brian Epstein. Os biógrafos da banda e de Epstein dão com ser que ele era homossexual. Isso fez surgir uma lenda segundo a qual "You’ve Got To Hide Your Love Away" trataria sobre a dificuldade de um homossexual de assumir seu relacionamento. Mas basta um simples lida na letra para ver que Lennon está cantando para sua amada, e não amado.

Uma curiosidade: Na linha onde se lê "Feelin’ two-foot small" "sentindo dois pés menor" foi escrito orignalmente como "Feelin’two-foot tal" "sentindo (com) dois pés de altura." Lennon cantou errado, mas gostou do forma como ficou e deixou a canção dessa forma.

Outras versões e covers
O grupo folk Silkie, empresáriado por Epstein, em 1965:

Os Beach Boys, para o LP Beach Boys' Party!, de 1965:

Eddie Vedder, para o filme I am Sam, em 2001:

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

You've Got To Hide Your Love Away - I

You've Got To Hide Your Love Away

Fiquei uma semana sem postar (ando com uns problemas, mas não quero falar a respeito disso), para não deixar meu blog ficar abandonado (como aconteceu no ano passado, em um evento parecido), resolvi publicar essa canção. Já conhecia ela, há muitos anos, mas na semana passada coincidiu de ter ouvido duas versões dela pelo rádio. Depois disso ando ouvindo ela diariamente.

Agora com vocês... Os Beatles!

Havia muitos vídeos no YouTube reproduzindo o trecho do filme Help! no qual os Beatles interpretavam essa canção, mas esses vídeos foram apagados. Acho que a direção do YouTube apertou a fiscalização e suprimiu esses vídeos por eles violarem os direitos de exibição da película. No lugar coloquei esse vídeo mais simples. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=g5alNm0hmtE

Here I stand head in hand
Turn my face to the wall
If she's gone I can't go on
Feeling two-foot small
Everywhere people stare
Each and every day
I can see them laugh at me
And I hear them say
Hey you've got to hide your love away
Hey you've got to hide your love away
How can I even try
I can never win
Hearing them, seeing them
In the state I'm in
How could she say to me
Love will find a way
Gather round all you clowns
Let me hear you say
Hey you've got to hide your love away
Hey you've got to hide your love away

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Baby It's You - II

Baby It‘s You

"Baby It‘s You" foi escrita por Burt Bacharach (música), Luther Dixon (usando o pseudônimo de Barney Williams) e Mack David (letra). A canção foi originalmente produzida por Luther Dixon para o grupo vocal feminino Shirelles. Quando lançada como single em 1961, a música tornou-se rapidamente popular, chegando à oitava posição da para de sucessos da Billboard.

Mais tarde "Baby It’s You" foi lançada em um álbum com o mesmo nome. Os arranjos vocais criados para esta primeira versão provaram-se influentes e acabaram sendo reproduzidas na maioria das versões subsequentes, inclusive aquela lançada pelos Beatles.

Beatles
Os Beatles vinham tocando "Baby It’s You" em suas apresentações de 1961 até 1963, por influência de John Lennon, que era fã das Shirelles. Em 11 de fevereiro de 1963, os Beatles gravaram a canção para seu primeiro álbum, Please Please Me, juntamente com "Boys", outra canção lançada pelas Shirelles. A versão dos Beatles difere das Shirelles pela repetição do segundo verso em vez do primeiro. Então, se as Shirelles concluiam a canção "sentado em casa e chorando", a versão dos Beatles é mais otimista, com John Lennon cantando que ele vai continuar a amar, não importa o quê.

O single da versão dos Beatles alcançou o sétimo lugar na parada sucessos do Reino Unido e a posição 67 da Billboard Hot 100, nos Estados Unidos.


Sha la la la la la la la/Sha la la la la la la la
Sha la la la la la la la/Sha la la la la
It's not the way you smile that touched my heart. (sha la la la la)
It's not the way you kiss that tears me apart.
Uh, oh, many, many, many nights go by,
I sit alone at home and I cry over you.
What can I do.
Can't help myself, 'cause baby, it's you.
(sha la la la la la la)
Baby, it's you.
Sha la la la la la la la/Sha la la la la la la la
You should hear what they say about you, "cheat," "cheat."
They say, they say you never never never ever been true. (cheat cheat)
Uh oh,
It doesn't matter what they say,
I know I'm gonna love you any old way.
What can I do, and it's true.
Don't want nobody, nobody, 'cause baby, it's you. (sha la la la la la la)
Baby, it's you. (sha la la la la la la)
Uh oh,
It doesn't matter what they say,
I know I'm gonna love you any old way.
What can I do, when it's true.
Don't want nobody, nobody, 'cause baby, it's you. (sha la la la la la la)
Baby, it's you. (sha la la la la la la)
Don't leave me all alone...

Smith
A versão de "Baby It’s You" feita pela banda Smith, liderada por Gayle McCormick, foi lançada em seu álbum de estréia, A Group Called Smith, em 1969. Produzida por Del Shannon, esta versão altera o arranjo vocal tradicional interpretada por as Shirelles e os Beatles em favor de um vocal mais próximo ao Soul. A canção alcançou a quinta posição da Billboard Hot 100. A versão do Smith foi utilizada por Quentin Tarantino na trilha sonora do filme Death Proof.

Covers e outras versões
Os Carpenters gravaram uma versão de "Baby It’s You", em 1970, para o seu álbum Close to You.

Sylvie Vartan, cantora francesa, em 1962

Masqueraders, em 1975