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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Morituri

Morituri

O filme a seguir é outra película que eu só vim a descobrir graças à internet. Seu nome é Morituri e é baseada em uma novela de mesmo nome publicada pelo alemão Werner Jörg Lüddecke em 1958. Não conheço a obra original, então não posso dizer se o filme é ou não fiel ao livro. O filme, lançado em 1965, tem no elenco três ótimos e famosos atores da época. O primeiro é Trevor Howard, que aparece apenas no início do filme no papel de um agente da inteligência britânica que chantageia o personagem Robert Crain (Marlon Brando) para que esse entre disfarçado em um navio alemão, que vai sair de um porto japonês, carregado de borracha natural. A missão de Crain é descobrir e desativar cargas explosivas a bordo do navio, pois a intenção dos aliados é se apoderar da valiosa carga de borracha. O navio é comandado pelo capitão Mueller (Yul Bynner), um decente alemão que não apoia a guerra e tem alguns problemas com bebida. Não irei dar mais detalhes do enredo para não entregar a trama e o final.

Apesar do filme ser muito bom, sobretudo na parte técnica, como fotografia, o filme foi um fracasso de bilheteria. Talvez a causa tenha sido a trama, um tanto quanto complexa e com um clima pesado, talvez a culpa seja um pouco da atuação de alguns atores, que não convencem muito. Marlon Brando, por exemplo, começa meio devagar e não parece entrar muito no personagem de um agente da SS, ele parecia mais estar interpretando... ele mesmo! Mas depois a atuação dele melhora. Seja qual for o motivo, o fato é que a Twentieth Century Fox tentou relançar o filme com o nome de The Saboteur: Code Name Morituri (O Sabotador: Codinome Morituri) para atrair a audiência, mas a estrtégia não deu certo. Espero que gostem do filme, admito que no começo eu não gostei muito, mas, conforme a trama avançava, eu mudei de ideia e conclui que o filme era muito bom.

Dublado em português: (notem a dublagem clássica)

Em inglês:

Em espanhol:

Em francês:

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Bring It On Home To Me - II

Bring It On Home To Me

"Bring It On Home To Me" foi composta pelo cantor e compositor norte americano Sam Cooke, que gravou sua versão, com um estilo mais próximo ao R&Blues. A canção é sobre um cara que perde sua namorada, no começo ele não se importou, mas depois, a falta dela, o faz prometer que fará tudo para recuperá-la. A canção foi lançada em 8 de Maio de 1962 pelo selo RCA Victor, tendo no lado B a canção "Having A Party", e atingiu a posição número 13 na Billboard Hot 100.

Outras versões
"Bring It On Home To Me" foi gravada em muitos estilos diferentes por uma variedade de artistas, sempre com grande sucesso:
Sam Cooke, em 1962:
Animals, em 1965:
Ottis Redding e Carla Thomas, em 1967:
Eddie Floyd, em 1968:
Lou Rawls, em 1970:
Mickey Gilley, em 1976:

sábado, 26 de setembro de 2015

Bring It On Home To Me - I

Bring It On Home To Me

Faz um tempo que não publico alguma canção dos Animals. Adoro essa canção. No próxmo post eu forneço informações sobre essa composição de Sam Cooke.

Senhoras e senhores... Os Animals!

Claramente houve um playback, mas escolhi esse vídeo, pois ele fazia parte de um programa da televisão americana. É curioso ver a atuação dos integrantes da banda, enquanto ao fundo alguns gaiatos dançam ao som da música. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=ZntYBFyuZd4

If you ever change your mind
About leaving, leaving me behind
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, oh yeah
You know I laughed, when you left
But now I know I've only hurt myself
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah
I'll give you jewelry, money too
And that's not all, all I'll do for you
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah
You know I'll always be your slave
Until I'm dead and buried in my grave
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah
If you ever change your mind
About leaving, leaving me behind
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah

domingo, 13 de setembro de 2015

You’ve Got To Hide Your Love Away - II

You’ve Got To Hide Your Love Away

Em 1971, John Lennon contou durante uma entrevista à revista Rolling Stone que ele escreveu "You’ve Got To Hide Your Love Away" apenas com a intenção de fazer uma bela canção pop, sem expressar suas próprias emoções pessoais. Ele explicou: "Eu estava em Kenwood (a casa dele na época) e estava apenas compondo... e assim todos os dias eu tentava escrever uma música... uma daquelas que você canta um pouco triste para si mesmo”.

Era um período que Lennon estava trabalhando nas canções para o filme Help! Em seguida, Lennon disse que ouvir as canções de Bob Dylan estava começando a influenciar suas composições na época em que compôs “You’ve Got To Hide Your Love Away”. "Eu comecei a pensar sobre minhas próprias emoções. Eu não sei exatamente quando comecei (a compor canções) como "I’m A Looser" ou "You’ve Got To Hide Your Love Away” ou outras do tipo.

A faixa com a guitarra básica foi gravada em primeiro lugar, imitando o jeito peculiar de Bob Dylan, com um certo apelo "folk". Depois foi gravada a guitarra de George Harrison e um pouco de percussão, com pandeiro e maraca, no segundo canal. John Scott gravou uma flauta tenor nos espaços em faixa vocal de Lennon e uma parte adicional de flauta alta, uma oitava mais alta do que a primeira, no último canal disponível da máquina de quatro canais.

No documentário The Beatles Anthology, uma versão diferente da canção é tocada enquanto se fala na morte do empresário da banda, Brian Epstein. Os biógrafos da banda e de Epstein dão com ser que ele era homossexual. Isso fez surgir uma lenda segundo a qual "You’ve Got To Hide Your Love Away" trataria sobre a dificuldade de um homossexual de assumir seu relacionamento. Mas basta um simples lida na letra para ver que Lennon está cantando para sua amada, e não amado.

Uma curiosidade: Na linha onde se lê "Feelin’ two-foot small" "sentindo dois pés menor" foi escrito orignalmente como "Feelin’two-foot tal" "sentindo (com) dois pés de altura." Lennon cantou errado, mas gostou do forma como ficou e deixou a canção dessa forma.

Outras versões e covers
O grupo folk Silkie, empresáriado por Epstein, em 1965:

Os Beach Boys, para o LP Beach Boys' Party!, de 1965:

Eddie Vedder, para o filme I am Sam, em 2001:

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

You've Got To Hide Your Love Away - I

You've Got To Hide Your Love Away

Fiquei uma semana sem postar (ando com uns problemas, mas não quero falar a respeito disso), para não deixar meu blog ficar abandonado (como aconteceu no ano passado, em um evento parecido), resolvi publicar essa canção. Já conhecia ela, há muitos anos, mas na semana passada coincidiu de ter ouvido duas versões dela pelo rádio. Depois disso ando ouvindo ela diariamente.

Agora com vocês... Os Beatles!

Havia muitos vídeos no YouTube reproduzindo o trecho do filme Help! no qual os Beatles interpretavam essa canção, mas esses vídeos foram apagados. Acho que a direção do YouTube apertou a fiscalização e suprimiu esses vídeos por eles violarem os direitos de exibição da película. No lugar coloquei esse vídeo mais simples. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=g5alNm0hmtE

Here I stand head in hand
Turn my face to the wall
If she's gone I can't go on
Feeling two-foot small
Everywhere people stare
Each and every day
I can see them laugh at me
And I hear them say
Hey you've got to hide your love away
Hey you've got to hide your love away
How can I even try
I can never win
Hearing them, seeing them
In the state I'm in
How could she say to me
Love will find a way
Gather round all you clowns
Let me hear you say
Hey you've got to hide your love away
Hey you've got to hide your love away

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

It Ain't Me Babe - II

It Ain‘t Me Babe

"It Ain‘t Me Babe" é uma canção de Bob Dylan que originalmente apareceu em seu quarto álbum Another Side Of Bob Dylan, que foi lançado em 1964 pela Columbia Records. 

Esta canção, junto com outras do álbum, marcou o momento em que Dylan começou a explorar as possibilidades da linguagem e níveis mais profundos da experiência humana. Segundo algumas fontes, todas as canções surgiram de uma tentativa de Dylan de escrever poemas para um livro. O livro não saiu, mas Dylan beneficiou do exercício mental de expor sentimentos e pensamentos mais elaborados sobre a vida. Biógrafos de Dylan em geral concordam que a música deve sua inspiração para sua ex-namorada Suze Rotolo. Ele teria começou a escrever a música durante sua visita à Itália em 1963, quando foi procurá-la. Outras versões dão conta que a cançãop teria sido escrita para Joan Baez. Seja como for a canção fala de um rapaz que tenta convercer a ex-namorada (ou será ele mesmo?) de que ele não serve para ela, e por isso ela deve esquecê-lo.

Este lendário álbum, foi gravado por Dylan em uma única sessão de estúdio durante toda a noite, auxiliado por "um par de garrafas de vinho Beaujolais. Segundo a lenda, o refrão "no, no, no, it ain‘t me babe" é uma resposta ao refrão dos Beatles "she loves you, yeah, yeah, yeah". Menos de um ano após o lançamento, a canção foi usada por diversos artistas que forjaram o movimento folk rock, incluindo Os Turtles e Os Byrds.

Covers e versões
Admirador de longa data da obra de Dylan, Johnny Cash fez um cover dessa canção, junto com sua esposa June Carter (com as bençãos de Dylan, que também admirava a obra de Cash) para o seu álbum Orange Blossom Special, de 1965.

A canção aparece no filme de 2005 Walk The Line, sobre a vida de Cash, e foi cantada por Joaquin Phoenix e Reese Witherspoon.

Este foi o primeiro sussesso dos Turtles, que emplacaram a posição número 8 nas paradas de singles dos Estados Unidos, em 1965.

Outros artistas para gravar a canção incluem Joan Baez:

Jan e Dean, em 1965:

Nancy Sinatra, em 1966,

sábado, 15 de agosto de 2015

It Ain't Me Babe - I

It Ain't Me babe

Fiquei uns dias sem postar por estar um pouco . Para não correr o risco de passar outro período sem postar coisa alguma, resolvi publicar esta música lançada no ano de 1965, com grande sucesso.

Agora com vocês... The Turtles

Tentei encontrar algum vídeo com uma apresentação da banda, mas o único que achei, estava com o som bem prejudicado com aqueles gritinhos histéricos da plateia, e além disso a apresentação era ao vivo, e por isso o som não estava "limpo". Por isso optei por esse vídeo que combina o som do disco, cenas da banda tocando em um programa de TV e imagens diversas. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=jrfpj9P_Mys

Go away from my window
Leave at your own chosen speed
I'm not the one you want, babe
I'm not the one you need
You say you're lookin' for someone
Who's never weak but always strong
To protect you and defend you
Whether you are right or wrong
Someone to open each and every door
But it ain't me babe
A-no, no, no it ain't me babe
It ain't me you're lookin' for babe
Go lightly from the ledge, babe
Go lightly on the ground
I'm not the one you want, babe
I'll only lead you down
You say you're lookin' for someone
Who'll promise never to part
Someone to close his eyes to you
Someone to close his heart
Someone who will die for you and more
But it ain't me babe
A-no, no, no it ain't me babe
It ain't me you're lookin' for babe
No it ain't me you're lookin' for, babe
I said a-no, no, no, it ain't me babe
I said a-no, no, no, it ain't me babe
I said a-no, no, no, it ain't me babe

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

You Really Got Me - II

You Really Got Me

"You Really Got Me" foi escrita por Ray Davies, vocalista e principal compositor da banda Kinks, em algum momento entre 9 e 12 de Março de 1964. Inicialmente a canção era mais leve, com um ritmo mais próximo ao jazz, mas quando Dave Davies, irmão de Ray e guitarrista dos Kinks ouviu a faixa, decidiu que o riff seria muito mais poderoso na guitarra. A banda começou a executar a canção em suas apresentações, sendo bem recebidos.

Anos depois, Dave contou que a canção tinha sido inspirado pela canção de Jimmy Giuffre "The Train And The River". Ainda de acordo com o empresário da banda, Larry Page, o riff da música surgiu enquanto os integrantes da banda tocavam os acordes da canção "Louie Louie" dos Kingsmen.

A canção foi gravada pelos Kinks pelo menos duas vezes no verão de 1964. A demo da banda foi gravada em um estilo "bluesístico", enquanto que a versão de estúdio (gravada em junho) ficou mais lento e menos enfático do que a versão final lançada em single. Embora o banda quisesse regravar a canção, a Pye Records se recusava a fazer uma nova sessão de estúdio. Ray Davies então ameaçou se recusar a promover o single, a menos que ela fosse regravada. O impasse foi quebrado, com a decisão da banda de bancar uma nova sessão de estúdio.

O som de guitarra distorcida foi criado depois de o guitarrista Dave Davies cortado o cone do alto falante de seu amplificador com uma lâmina de barbear e cutucou-o com um alfinete.

Solo de guitarra
A melodia de guitarra na gravação final tem sido objeto de um mito segundo o qual, ele não teria sido tocado pelo guitarrista Dave Davies do Kinks, mas pelo músico Jimmy Page, que mais tarde se juntou ao Yardbirds e ao Led Zeppelin. Page sempre negou ter tocado a melodia de guitarra no meio de "You Really Got Me". O historiador do Rock e escritor Doug Hinman afirma que o boato foi criado e promovido por músicos britânicos descontentes com o fato de que uma banda de adolescentes, como os Kinks, pudesse produzir e gravar uma canção de blues poderosa e influente, aparentemente do nada. O produtor da banda, Shel Talmy, sempre foi enfático ao negar a participação de Page, mas o mito persiste mesmo assim. Alguns musicólogos descrevem "You Really Got Me" como a precursora dos gêneros heavy metal e do hard rock.

Sucesso
"You Really Got Me" foi lançado como o terceiro single dos Kinks em 04 de agosto de 1964, tendo no lado B a canção "It’s All Right". Três depois do lançamento, "You Really Got Me" começou a aparecer na listas das mais tocadas, depois subiu para o topo das paradas britânicas, sendo o primeiro single da banda a fazê-lo. Ray Davies mais tarde afirmou que, devido à alta demanda do single, Pye Records deixou de produzir outros singles para usar toda a sua produção na fabricação de cópias de "You Really Got Me". Devido ao grande sucesso alcançado no Reino Unido, a canção foi lançada nos Estados Unidos, em 02 de setembro de 1964. Apesar de não aparecer nas paradas até 26 de Setembro, a canção chegou ao sétimo lugar da Billboard Hot 100. A canção mais tarde apareceu no álbum de estréia da banda, Kinks. Na versão americana do álbum, o título foi para You Really Got Me. Shel Talmy propôs que Ray cantasse versões da canção em francês, alemão, espanhol e japonês, para seus respectivos mercados, a proposta nunca foi adiante.

Uso de riffs de guitarra distorcidas pelos Kinks continuou com canções como "All Day and All of the Night", "Tired Of Waiting For You" e "Set Me Free", entre outros. Pete Townshend do The Who, cuja banda também foi produzida por Talmy na época, afirmou que seu primeiro single, "I Can‘t Explain", foi influenciado pelo trabalho dos Kinks na época.

Van Halen
A banda de hard rock americana Van Halen lançou um cover de "You Really Got Me" para o seu álbum de estréia, Van Halen, em 1978. Como o primeiro single da banda, foi um sucesso nas rádios populares, o que ajudou a dar início a carreira da banda. Esta versão, que foi citado por Eddie Van Halen como uma versão "atualizada" do original, destaque para a "histriônica" guitarra de Eddie Van Halen e as "travessuras vocais", de David Lee Roth. A canção vinha sendo tocada pela banda em apresentações durante anos, antes de seu lançamento estúdio. A canção acabou se transformando no primeiro single do Van Halen como resultado de um encontro entre Eddie Van Halen e o baterista da banda Angel, Barry Brandt. Eddie Van Halen mostrou um demo de "You Really Got Me" para Brandt em um encontro. No dia seguinte, o produtor do Van Halen, Ted Templeman, disse a Eddie Van Halen que os integrantes da banda Angel estavam gravando sua própria versão de "You Really Got Me". Como resultado, a canção foi gravada as pressas e lançada como um single antes que a banda Angel pudesse fazê-lo.

Outras versões e covers
A banda italiana I Califfi, em 1965:

13th Floor Elevators, em 1966:

Sly & Family Stone, em 1983:

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Do Wah Diddy Diddy - II

Do Wah Diddy Diddy

A canção "Do Wah Diddy Diddy" foi escrita pela dupla de renomados compositores Jeff Barry e Ellie Greenwich, que buscavam fazer sua própria versão de uma outra canção, que havia estourado na parada de sucessos no ano de 1963, chamada “Da Doo Ron Ron”. A primeira dificuldade da dupla foi encontrar uma frase “tola”, mas com sonoridade e que pudesse ser cantada com facilidade. Depois de buscar diferentes combinações, a ideia para o refrão veio a partir do título de uma canção, composta e gravada por Bo Diddley, chamada "Diddy Wah Diddy". Esta é a única relação entre as duas canções.

Originalmente o título da canção era apenas "Do Wah Diddy", e falava sobre a felicidade que uma garota sentia ao sair com seu namorado. Anos depois, em uma entrevista, Ellie Greenwich manisfestou indignação diante do boato de que o refrão fizesse alusão ao prazer sentindo por alguém durante o ato sexual.

Exciters
Produzida por Jerry Leiber e Mike Stoller, com arranjos de Artie Butler, a canção foi gravada pela primeira vez pelo grupo vocal Exciters, que havia feito sucesso naquele mesmo ano com a canção "Tell Him". Lançada em novembro de 1963, primeiro como single, e no mês seguinte em um EP, a canção ficou apenas na posição 78 da parada de sucessos americana, sendo (inicialmente) considerada um fracasso, tanto pelo grupo vocal, quanto pelos compositores.
There he was just walking
Down the street, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Popping his fingers
And shuffling his feet, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
He looked good (yeah, yeah)
He looked fine (yes, he did)
He looked good, he looked fine
And I nearly lost my mind
Before I knew it he was
Walking next to me, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
He took my hand just as
Natural as can be, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We walked on (yeah, yeah)
To my door (sure did)
We walked on to my door
Then he said a little more
(My, my, my, my)
My, my, I knew
We were falling in love
(My, my, my, my)
My, my, I told him all
The things I was dreaming of
Now we're together
Nearly every single day, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, yeah
And we're so happy and that's
How we're gonna stay, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Oh, yeah
Well, I'm his (yeah, yeah)
And he's mine (yes, he is)
Well, I'm his and he's mine
And the wedding bells will chime
Now we're together
Nearly every single day, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We're so happy and that's
How we're gonna stay, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, yeah
Well, I'm his (yeah, yeah)
He's mine (yes he is)
Well, I'm his, he's mine
And the wedding bells will chime
Singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Baby, come on, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Can't you see us
Walking down the aisle, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We're gonna be so happy, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Every day now
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
I'm gonna love him so much
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, cause he's mine...

Manfred Mann
Inspirados pelo exemplo dos Beatles, que obtiveram algum sucesso fazendo versões de canções gravadas originalmente por grupos vocais femininos americanos, os membros da banda britânica Manfred Mann interessaram-se pela canção e começaram a tocá-la em suas apresentações. Fazendo algumas alterações (como mudar o Eu Lírico de feminino para masculino), eles gravaram uma versão em 10 de junho de 1964 nos Estúdios Abbey Road, com produção de John Burgess. A canção foi lançada em um single, no dia 10 de julho, tendo o nome alterado com o acréscimo de mais um "Diddly" (para torná-lo "Do Wah Diddly Diddly"). O sucesso foi imediato e, no dia 13 de agosto de 1964, a canção alcançou o topo da parada de sucessos britânica, ficando lá por mais duas semanas, e vendendo mais de 650.000 singles. Nos Estados Unidos o sucesso demorou mais um pouco, mas em outubro do mesmo ano a canção alcançou o topo da parada de sucessos da Bill Board, ficando lá também por duas semanas.

Outras versões
O grupo vocal Reparata and the Delrons, para o LP Whenever A Teenager Cries, em 1965:

Andrew Gold, para o LP What's Wrong With This Picture, de 1976:


Hounds, em 1979:


Barry Palmer, em 1987:

domingo, 28 de junho de 2015

Get Off Of My Cloud - II

Get Off Of My Cloud

"Get Off Of My Cloud" foi escrita pela dupla Mick Jagger e Keith Richards como uma resposta às crescentes expectativas e cobranças feitas à banda Rolling Stones após o sucesso de "(I Can not Get No) Satisfaction". Ambas as canções tinham em comum o fato de retratarem a alienação da juventude e seu desejo de se distanciarem do mundo a sua volta.


A canção (em mi maior) guarde grande semelhança com o riff da canção "Louie Louie". O arranjo precedido pela bateria de Charlie Watts e seguido pelas guitarras gêmeas de Brian Jones e Keith Richards. E foi produzida por Andrew Long Oldham.


Na época surgiu uma controvérsia sobre a canção, dizendo que ela poderia ser sobre drogas. (um pequeno comentário: Ou os músicos da época estavam fazendo muitas canções com mensagens subliminares sobre o consumo e os efeitos dos entorpecentes, ou as pessoas da época andavam paranóicas achando que quase toda a música lançada era sobre o tema). Por conta dessa controversia, algumas estações de rádio se recusaram a reproduzir a canção.


Gravado em setembro 1965 e lançado em novembro daquele ano, a canção liderou as paradas no Reino Unido (por três semanas), Estados Unidos (duas semanas) e Alemanha, e atingiu a segunda posição na Austrália e na Irlanda. O lado B do single americano tinha a canção "I Am Free", mas esta permaneceu “obscura” até que foi regravada pelos Soup Dragons, em 1990. Em dezembro de 1965, a canção foi lançada no LP December's Children (And Everybody's).

Cover s e versões
The Eyes, em 1965:

Los Johnny Jets, em 1966. Detalhe, aqui a música foi traduzida para o espanhol:

The Bubbles, em 1966. Apesar do nome é uma banda brasileira. Eles fizeram uma versão engraçada da canção, e que se encaixa perfeitamente com Mick Jagger:

Alexis Korner, em 1974:

sábado, 27 de junho de 2015

Get Off Of My Cloud - I

Get Off Of My Cloud

Faz algum tempo que não posto alguma canção, então revolvi retomar com mais um sucesso da dupla Jagger/Richards lançada em 1965. Trata-se de "Get Off Of My Cloud", que alcançou o topo das paradas de sucesso nos Estados Unidos e Reino Unido, mas que ironicamente é pouco lembrada atualmente.

No proximo post falo mais da canção. Agora com vocês... Rolling Stones!


O vídeo reproduz a apresentação dos Rolling Stones em um popular programa da TV britânica no ano de 1965. Claro que rolou um playback, mas não deixa de ser interessante ver um Mick Jagger ainda se soltando e sem usar aquelas loucas roupas que marcaram a trajetória da banda dos final dos anos 1960, até meados dos anos 1980. O endereço desse vídeo é: https://www.youtube.com/watch?v=oFVnxVDlFyA

I live in an apartment on the ninety-ninth floor of my block
And I sit at home looking out the window
Imagining the world has stopped
Then in flies a guy who's all dressed up like a Union Jack
And says, I've won five pounds if I have his kind of detergent pack
I said, Hey! You! Get off of my cloud
Hey! You! Get off of my cloud
Hey! You! Get off of my cloud
Don't hang around 'cause two's a crowd
On my cloud, baby
The telephone is ringing
I say, "Hi, it's me. Who is it there on the line?"
A voice says, "Hi, hello, how are you?"
Well, I guess I'm doin' fine
He says, "It's three a.m., there's too much noise
Don't you people ever wanna go to bed?
Just 'cause you feel so good, do you have
To drive me out of my head?"
I said, Hey! You! Get off of my cloud
Hey! You! Get off of my cloud
Hey! You! Get off of my cloud
Don't hang around 'cause two's a crowd
On my cloud baby
I was sick and tired, fed up with this
And decided to take a drive downtown
It was so very quiet and peaceful
There was nobody, not a soul around
I laid myself out, I was so tired and I started to dream
In the morning the parking tickets were just like
A flag stuck on my window screen
I said, Hey! You! Get off of my cloud
Hey! You! Get off of my cloud
Hey! You! Get off of my cloud
Don't hang around 'cause two's a crowd
On my cloud
Hey! You! Get off of my cloud
Hey! You! Get off of my cloud
Hey! You! Get off of my cloud

Don't hang around, baby, two's a crowd

sábado, 30 de maio de 2015

(I Can't Get Now) Satisfaction - II

(I Can't Get Now) Satisfaction

Faz cinquenta anos que os Rolling Stones gravaram e lançaram "(I Can not Get No) Satisfaction", uma das mais famosas e influentes canções do Rock And Roll. Mesmo passados tantos anos elas ainda permanece atual, provocativa e jovem.


Composição
Em entrevistas, Keith Richards (guitarrista da banda) conta que no princípio de maio de 1965, os Rolling Stones estavam se preparando para sua terceira turnê pelos Estados Unidos, e na época Richards havia acabado de terminar um relacionamento (o que talvez explique o refrão da canção). Ele mantinha do lado de sua cama (em seu apartamento em Carlton Hill, Londres) um violão e um pequeno gravador Philips. Ele não se lembra do que aconteceu, mas, no dia seguinte, o gravador tinha gravado até o fim da fita. Ele rebobinou e apertou o play. Ouviu as três notas do riff, a frase “I can’t get no satisfaction” e 40 minutos de roncos. Poucos dias depois, enquanto a banda estava hospedada no Hotel Fort Harrison, em Clearwater, Flórida, Mick Jagger escreveu a letra em 10 minutos, sentado junto à piscina. Na letra Jagger retratou o espírito da época, retratando a visão de mundo de um adolescente perturbado por uma frustração geral com o mundo.

De início, Richads achou o riff muito simples e que lembrava vagamente a canção “Dancing in the Street”, do grupo Martha and the Vandellas, além que ter um jeito/estilo meio folk (folclórica), mas Jagger acho o riff fantástico. No dia 10 de maio, os Stones fizeram a primeira gravação de "(I Can not Get No) Satisfaction", no Ches Studios, em Chicago. Era uma versão acústica, com Brian Jones tocando gaita, muito diferente da canção em que se transformaria depois de finalizada, dois dias depois.
A primeira versão, nunca lançada, de (I Can't Get Now) Satisfaction foi acústica

No dia 12 de maio de 1965, a banda entrou novamente em estúdio, desta vez no RCA Studios, em Hollywood. Com a produção de Andrew Loog Oldham, eles regravaram "(I Can not Get No) Satisfaction", agora “plugados” e com a guitarra de Keith plugada em um pedal de distorção. O pedal Maestro Fuzz-Tone, da Gibson era uma novidade naquela época, e deu à música um som de guitarra mais marcante. O músico Jack Nitzsche, que trabalhou com os Stones, acabou tocando o pandeiro depois de tentativas malsucedidas de Jagger de tocar o instrumento. Gravaram a canção e foram embora.



“Dias depois, na estrada, já em Minnesota, durante o programa de rádio Sucesso da Semana, nós nos ouvimos. Nem sabíamos que Andrew tinha divulgado aquela droga”, contou Richards, que achou que o efeito do pedal não tinha resultando no efeito desejado, e por isso estava relutante em incluí-lo na música, mas o resto da banda, bem como o empresário Andrew Loog Oldham e engenheiro de som Dave Hassinger adoraram.

Si, dó sustenido e ré
As três notas. Si, dó sustenido e ré, tocados nessa ordem e no sentido inverso, na corda lá de uma guitarra distorcida virou a cabeça de todo mundo e "(I Can not Get No) Satisfaction" subiu rapidamente para o primeiro lugar nas paradas britânicas. Nos Estados Unidos, acusada de fazer menções pouco comportadas ao sexo, a música ficou inicialmente restrita às rádios piratas. Depois, o sucesso foi tanto que nada a impediu de também liderar as paradas locais.

Lançamento
A canção foi lançada em os EUA em 06 de junho de 1965, mas também foi incluída no álbum Out of Our Heads, que foi colocado à venda em julho daquele ano. "(I Can not Get No) Satisfaction" foi um grande sucesso, cujo riff é um dos mais famosos da história do rock, dando à banda o seu primeiro sucesso número um nos Estados Unidos. A versão em Inglês do Out of Our Heads não incluiu "(I Can not Get No) Satisfaction", como a canção foi lançada em formato simples em 20 de agosto do mesmo ano (não era uma prática ortodoxa no Reino Unido incluirem músicas já lançadas como singles).

Covers e versões
Otis Redding gravou uma versão para seu LP Otis Blue, de 1965:

A banda mexicana Los Yaki também firam sua versão, só que esta, cantada em espanhol:

Aretha Franklin, gravou uma versão em 1967:

O grupo Devo gravou sua versão da canção em 1977: 

Britney Spears também fez uma versão, lançada no CD Oops!... I Did It Again, em 2000. (Desculpem! Mas eu tinha que citar esse atentado à música e ao bom gosto).

sábado, 23 de maio de 2015

(I Can't Get Now) Satisfaction - I

(I Can't Get Now) Satisfaction


Dando prosseguimento as postagens musicais, vou exibir um clássico do Rock And Roll que completou 50 anos. Pois é! Estamos ficando velhos! Gravada em 1965, ela continua atual e moderna. Especialmente para mim, que como o personagem da canção não venho obtendo a satisfação que gostaria da vida... Mick jagger e Keith Richards... vocês mandaram bem!

Agora, sem mais delongas... Os Rolling Stones!

O clipe é uma clara montagem feita com o vídeo de uma apresentação ao vivo e com o audio da canção gravada em estúdio, para o disco. Mesmo assim, escolhi ele por conta do audio limpo. O link para acessar o vídeo é https://www.youtube.com/watch?v=HoxRFOr_sQ0

I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm drivin' in my car
And that man comes on the radio
And he's tellin' me more and more
About some useless information
Supposed to fire my imagination
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no satisfaction
I can't get no satisfaction
'Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm watchin' my TV
And that man comes on to tell me
How white my shirts can be
But he can't be a man 'cause he doesn't smoke
The same cigarrettes as me
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no satisfaction
I can't get no girl reaction
Cause I try and I try and I try and I try
I can't get no, I can't get no
When I'm ridin' round the world
And I'm doin' this and I'm signing that
And I'm tryin' to make some girl
Who tells me baby better come back later next week
Cause you see I'm on losing streak
I can't get no, oh no no no
Hey hey hey, that's what I say
I can't get no, I can't get no
I can't get no satisfaction
No satisfaction, no satisfaction, no satisfaction