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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Heartbreak Hotel - II

Heartbreak Hotel

Origem
A canção “Heartbreak Hotel” foi escrita em 1955 por Mae Boren Axton, uma professora do ensino médio/colegial com alguma experiência no ramo musical, e Tommy Durden, um cantor e guitarrista profissional. A letra foi baseada em uma notícia veiculada pelo jornal “The Miami Herald” sobre o suicídio de um homem que, antes de pular pela janela de seu quarto de hotel, havia destruído seus documentos de identidade e deixado um bilhete onde estava escrito: “Eu ando por uma rua solitária”.

Axton e Durden dão versões diferentes de como a música foi escrita. Durden diz que ele já tinha escrito a música, e tocado com sua banda Swing Billys, antes que Axton fizesse modificações. Axton, por sua vez, conta que Durden só tinha escrito alguns versos da letra, e pediu-lhe ajuda para terminar. Ela disse para Durden: "Todo mundo tem alguém que se importa. Vamos colocar um Heartbreak Hotel no final desta rua solitária". Um músico chamado Glen Reeves, que já havia trabalhado com Axton, chegou a ser convidado para ajudar na composição, mas quando ele ouviu alguns versos da canção, disse que era a “coisa mais ridícula que já tinha ouvido, e recusou o convite. A canção foi finalizada em uma hora e Durden usou o gravador de Axton para fazer uma “demo”.

A canção foi oferecida para alguns artistas, mas todos recusaram por achar a letra estranha, quase mórbida. Com auxílio de um dono de editora, Axton conseguiu apresentar a canção para Elvis Presley durante a Convenção Anual de Disc Jockey de Música Country, ocorrida na cidade de Nashville, Tennessee, em 9 de novembro de 1955. Presley gostou da composição e resolveu gravá-lo. Antes, o agente de Presley, o famoso Coronel Tom Parker garantiu por contrato que os royalties da canção seriam dividos entre Presley, Durden e Axton. Durden não se incomodou com isso, como ele próprio contou em uma entrevista de 1982: “Esta canção pagou o (meu) aluguel por mais de 20 anos."

Nesta publicação inglesa da época, vê-se que Elvis Presley aparece como co-autor de "Heartbreak Hotel".

Gravação
Por essa época, vinham ocorrendo rumores de que Presley ia deixar a Sun Records, onde havia começado a carreira, e iria assinar com a RCA Victor, uma gravadora maior, que poderia dar mais visibilidade e impulsionar sua carreira. O contrato com a RCA Victor acabou sendo assinado em 21 de novembro. Em 9 de dezembro, Presley cantou pela primeira vez “Heartbreak Hotel” durante um show na cidade de Swifton, Arkansas, e declarou para o público que esta canção seria seu primeiro grande sucesso.

A gravação em estúdio ocorreu em 10 de janeiro de 1956, e contou com a participação da banda de apoio de Elvis Presley, The Blue Moon Boys, assim como músicos da RCA Victor, como o guitarrista Chet Atkins e o pianista Floyd Cramer. Somente após exaustivas sessões foi possivel chegar ao resultado sonoro desejado. O primeiro problema era que Elvis Presley não conseguia cantar parado, ele se mexia demais enquanto cantava, e foi necessário fazer uso de vários microfones para captar o som de sua voz com nitidez.

Outro problema era a obtenção do efeito sonoro adequado. O produtor da RCA responsável pela gravação não sabia que o dono da Sun Records, Sam Phillips, usava até dois gravadores de fita e um ligeiro atraso de tempo para criar os efeitos sonoros adequados. A saída acabou sendo deixar Elvis Presley assumir maior controle como produtor de suas próprias canções.


"Heartbreak Hotel" foi lançada como single no dia 27 de Janeiro de 1956, tendo no lado B "I Was The One", que também foi gravada durante as primeiras sessões na RCA Victor. "Heartbreak Hotel" liderou a parada de sucessos da Billboard 100 durante sete semanas e vendeu um milhão de cópias, tornando-se um dos singles mais vendidos de 1956. 

Versões e covers
“Heartbreak Hotel" foi regravada por vários astros de Rock, Pop e demais estilos musicais, incluindo:
The Cadets:

Delaney Bramlett, em 1965:

Bruce Springsteen, em 1978:
https://www.youtube.com/watch?v=Domu1pQFCcA

Willie Nelson e Leon Russell que, em 1979, lideraram a parada de sucessos americana:

Guns And Roses, 1986:

domingo, 25 de maio de 2014

Heartbreak Hotel - I

Heartbreak Hotel

Depois do sucesso da postagem anterior, resolvi repetir a dose e exibir mais uma música de grande sucesso de Elvis Presley. "Heartbreak Hotel" foi a primeira das canções do Rei do Rock a alcançar a primeira colocação nas paradas de sucesso americanas.

Agora com vocês... Elvis Presley
 

Tentei achar no Yotube alguma apresentação de Elvis Presley cantando ao vivo ou na televisão da época, mesmo com playback, mas todos os vídeos achados ou tinham péssima imagem e som, ou eram montagens, então optei pelo vídeo acima. o Endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=PotB76gi2_4
 
Well, since my baby left me
Well, I found a new place to dwell
Well, it's down at the end of Lonely Street
At Heartbreak Hotel
Well, I'll be
I'll be so lonely baby
Well, I'm so lonely
I'll be so lonely, I could die
Oh, although it's always crowded
You still can find some room
For broken hearted lovers
To cry there in their gloom
They'll be so
They'll be so lonely, baby
Well, they're so lonely
They're so lonely, they could die
Now, the bell hop's tears keep flowin'
And the desk clerk's dressed in black
Well, they been so long on Lonely Street
They'll never ever look back
And it's so
Well, it's so lonely baby
Well, they're so lonely
Well, they're so lonely, they could've die
Well, if your baby leaves you
You got a tale to tell
Well, just take a walk down Lonely Street
To Heartbreak Hotel
Where you will be
You'll be so lonely, baby
Well you'll be lonely
You'll be so lonely you could die
Oh, although it's always crowded
You still can find some room
For broken hearted lovers
To cry there in their gloom
They've been so
They're be so lonely, baby
Well, they're so lonely
They'll be so lonely, they could die

sábado, 24 de maio de 2014

Don't Be Cruel - II

Don’t Be Cruel

Composição“Don’t Be Cruel” foi escrita em 1956 por Otis Blackwell, um compositor e cantor responsável pela criação de alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley, como "Return to Sender", "All Shook Up" entre outros. Segundo o discotecário e historiador musical Ron Foster, na véspera do Natal de 1955, Blackwell estava na rua em frente ao Edifício Brill (endereço de muitos escritórios de compositores e agentes musicais), em Nova York. As coisas não estavam indo bem para ele - estava chovendo, havia furos nas solas de seus sapatos e ele passava frio. Seu amigo Leroy Kirkland passou e perguntou se Blackwell tinha novas composições. Ele disse que sim e, ao longo da semana, conseguiu vender 6 delas para uma editora por 25 dólares cada. Os agentes musicais no Edifício Brill gostaram tanto de seu trabalho que ofereceram-lhe um emprego como compositor em tempo integral, e Blackwell aceitou.

Algum tempo depois, ele recebeu uma proposta de uma estrela do Rock And Roll em ascenção. O acordo era dividir em meia a meio os direitos autorais da gravação entre o cantor e o compositor. Blackwell inicialmente recusou, afirmando que não abriria mão de metade do que era seu, mas seus amigos o convenceram de que metade de alguma coisa era melhor do que 100% de nada. Além disso, este novo cantor era o único capaz de fazer a música estourar na parada de sucessos, e se isso ocorresse, o lucro de Blackwell com metade de seus royalties seria tremendo. Blackwell por fim concordou. O cantor era Elvis Presley, mas não era ele que queria metade da dos royalties, e sim seu empresário, o Coronel Tom Parker.

Gravação
Presley gravou a canção em 2 de julho de 1956, durante uma exaustiva sessão de gravação nos estúdios da RCA em Nova York. Na mesma sessão ele também gravou "Hound Dog" e "Any You Want Me". A canção contou com banda normal de Elvis Presley de Scotty Moore na guitarra (com Presley geralmente fornecendo guitarra) , Bill Black no baixo, DJ Fontana na bateria e backing vocals dos Jordanaires . O crédito a produção foi dado a RCA Steve Sholes , embora as gravações de estúdio revelam que Presley produziu as canções nesta sessão, selecionando a canção, refazer o arranjo no piano, e insistindo em fazer 28 takes, antes de se dar por satisfeito. Ele também realizou 31 takes para "Hound Dog".


Lançamento
Um single foi lançado em 13 de julho de 1956 com “Don’t Be Cruel” no lado A e "Hound Dog" no lado B. É o único single na história a ter as duas músicas chegando a posição número 1 na parada de sucessos americana. Segundo Joel Whitburn, que escreve livros sobre a música americana, “Hound Dog” foi o primeiro título a ser listado como número 1. A lista dos “Mais Vendidos em Lojas” da Billboard listou a canção em primeiro lugar no dia 18/8/56 como sendo "Hound Dog/Don 't Be Cruel". A mesma forma como alcançou a posição número 1 da categoria “Mais tocadas em juke boxes” no dia 1/9/56. Não há dúvidas de que as vendas e audições iniciais foram para “Hound Dog”. Mas lista de “Músicas mais executadas por disc-jóqueis” indicam “Don’t Be Cruel” como sendo a número 1. Até o fim de 1956, o single vendeu mais de quatro milhões de cópias.

Presley cantou "Don’t Be Cruel” em suas três de suas aparições no programa “The Ed Sullivan Show”, realizadas entre setembro de 1956 e janeiro 1957. Apesar de lançado em single em 1956, somente em 1958 a canção foi lançada em um álbum, Elvis Golden Records.

Outras versões
Diversos cantores gravaram “Don’t Be Cruel”, a lista é enorme, então vou exibir as versões mais interessantes.
Connie Francis, gravação de 1959:


Barbara Lynn (1963). Obs: O vídeo original foi suprimido e tive que improvisar com este abaixo.


Jerry Lee Lewis gravou a música duas vezes. A versão abaixo é de 1963, e é, após a versão de Elvis Presley, a minha favorita: Não consigo anexar o vídeo, não sei explicar o motivo.

A versão abaixo foi gravada em 1972: Não consigo anexar o vídeo, não sei explicar o motivo.

A versão de Cheap Trick foi gravada em 1987 e lançada no álbum Lap of Luxury. Fez grande sucesso, alcançando a posição número 4 na parada americana.


Por fim, esta versão, da dupla de cantoras Country conhecidas como The Judds, que chegou a posição número 10 na parada americana em 1987.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Don't Be Cruel - I

Don't Be Cruel

Minha intenção com este blog era postar apenas músicas de grupos dos 60, mas eu comecei a abrir algumas exceções exibindo versões gravadas em outras décadas. Então vou subverter a regra, informal, que eu mesmo criei e vou postar um clássico do Rock And Roll. A música de hoje é "Don't Be Cruel", gravado em 1956.

Agora com vocês, o verdadeiro Rei do Rock... Elvis Presley!


O vídeo escolhido é de uma apresentação do cantor no programa "The Ed Sullivan Show" no ano de 1956. A qualidade da imagem não é muito boa, e não tenho certeza se houve playback, mas o vídeo vale a pena ser visto por mostrar Elvis se apresentando.

You know I can be found,
Sitting home all alone,
If you can't come around,
At least please telephone.
Don't be cruel to a heart that's true.
Baby, if I made you mad
For something I might have said,
Please, let's forget the past,
The future looks bright ahead,
Don't be cruel to a heart that's true.
I don't want no other love,
Baby it's just you I'm thinking of.
Don't stop thinking of me,
Don't make me feel this way,
Come on over here and love me,
You know what I want you to say.
Don't be cruel to a heart that's true.
Why should we be apart?
I really love you baby, cross my heart.
Let's walk up to the preacher
And let us say I do,
Then you'll know you'll have me,
And I'll know that I'll have you,
Don't be cruel to a heart that's true.
I don't want no other love,
Baby it's just you I'm thinking of.
Don't be cruel to a heart that's true.
Don't be cruel to a heart that's true.
I don't want no other love,
Baby it's just you I'm thinking of.

sábado, 10 de maio de 2014

What'd I Say - II

What'd I Say

Todas as músicas tem uma história, mas algumas delas, seja pela importância, ou pelo interesse dos admiradores em contá-las, têm histórias mais ricas em detalhes, como é o caso de “What’d I Say”. Como vocês lerão abaixo, essa canção, escrita por Ray Charles, nasceu de um improviso em uma apresentação. Para que o texto não fique mais longo (do que ficou) irei resumir a história.

Origem
Segundo o relato do próprio Ray Charles, em dezembro de 1958, ele e sua banda de apoio já haviam tocado todo o repertório do cantor em um clube noturno, mas ainda faltavam doze minutos até o fim da apresentação. Ray Charles não costumava apresentar músicas não ensaiadas, mas nessa noite abriu uma exceção. Ele virou-se para a banda e disse que iria improvisar sem saber como terminar a música, portanto todos deviam seguir a melodia e o ritmo com que ele tocava. Para as vocalistas (The Raeletts) pediu que repetissem o que ele cantasse.

Então, o cantor passou a cantar tudo o que passava pela cabeça. Começou a canção como se fosse uma música religiosa (Gospel), mas com um ritmo meio latino (Rumba). Logo, ele combinou o ritmo do Blues com os vocais do Gospel. O sucesso foi instantâneo. Terminada a apresentação, o público aproximou-se do cantor perguntar qual o título da canção, pois queriam comprar o disco. Nas apresentações seguintes, Ray Charles voltou a executar a canção, sempre com grande sucesso. Diante do retornou favorável, Ray Charles gravou a "What'd I Say" tão logo pode.

Uma pequena controvérsia sobre a origem da canção: Segundo algumas fontes, o clube noturno ficava em Milwaukee, mas, outras fontes dizem que o evento deu-se em um clube na cidade de Brownsville, Pensilvânia.


Gravação
O estúdio da Atlantic Records tinha acabado de comprar um gravador com 8 fitas e o engenheiro de som responsável pelo equipamento, Tom Dowd, ainda estava aprendendo a usá-lo. Em fevereiro de 1959, Charles e sua banda gravaram “What’d I Say” no estúdio de pequenas dimensões. Sobre a gravação, Dowd contou que transcorreu de forma corriqueira, sem nenhum fato que indicasse que aquela seria uma música especial.

O trabalho de estúdio não durou muito, apenas dois ensaios antes de gravar, pois a banda já tinha aperfeiçoado o acompanhamento musical durante a turnê. Mas nem por isso faltaram problemas. O primeiro dizia respeito a duração da gravação, que durou quase sete minutos. Na época, as rádios tocavam apenas músicas de pouco mais de dois minutos, logo, era necessário fazer uma versão mais curta. O segundo problema era a letra. Apesar de não ser obscena, ela claramente fazia uma alusão a um encontro amoroso. Como definiu, certa vez, um crítico musical, “What’d I Say” começava na igreja e terminava no quarto. Para não ter problemas judiciais e não provocar a repulsa das rádios e público, a gravadora fez três versões, removeu alguns versos de duplo sentido e lançou um single com duas partes de cerca de três minutos cada. O disco, por fim, foi lançado em julho de 1959.

Apesar de ter uma recepção crítica morna, a gravadora começou a receber telefonemas de protesto. Estações de rádio e lojas de disco se recusavam a tocar a música por considerá-la obscena. Mesmo assim “What’d I Say” fez grande sucesso, chegando a posição numero 6 da parada de sucessos americana, o que rendeu um disco de ouro para Ray Charles.

Algumas rádios (cuja audiência era majoritariamente branca) recusaram-se a tocar a canção por considerar imoral o uso do Gospel (um ritmo religioso, tradicionalmente negro) para fazer menção a um encontro amoroso. Enquanto que outras rádios (cujo público era majoritariamente negro) além de achar imoral a canção, também consideravam um sacrilégio fazer uso do Gospel para fazer sucesso junto ao público branco.

A canção dividiu o público entre aqueles que mudavam a estação de radio, tão logo ela começava, e aqueles que, mesmo sabendo do teor sexual, aumentavam o som do rádio para cantar. Sobre a polêmica, Ray Charles reconheceu que a batida era cativante, mas boa parte do publico foi a traída pelo alusivo verso: “See the woman with the diamond ring” (“Olhe para a garota com anel de diamante”), “She knows how to shake that thing” (“Ela sabe como balançar/agitar aquilo”).

Outras versões
“What’d I Say” foi regravada por diversos artistas de estilos diferentes. Se nos Estados Unidos a música foi recebida inicialmente com ressalvas, na Europa tornou-se um sucesso imediato, e o impacto na cena musical foi mais evidente. A lista de artistas que tocaram a música em seus shows, ou gravaram é enorme: Cliff Richard, Eric Clapton, John Mayal and The Bluesbreakers, The Big Three, Eddie Cochan, Bobby Darin, Nancy Sinatra, Sammy David Jr, etc. Citarei abaixo algumas das versões mais famosas ou representativas.

Etta James:

The Beatles: Paul McCartney ficou impressionado quando ouviu a canção pela primeira vez, ao ponto de se convencer que queria ser realmente músico. George Harrison, contou que ouviu pela primeira vez “What’d I Say” em uma festa, que tocou a canção por 7 horas seguidas. Durante sua permanência em Hamburgo, os Beatles tocavam a música em todas as apresentações, afim de testar a receptividade junto ao publico. John Lennon, impressionou-se com a sonoridade poderosa do piano, e tentou reproduzi-lo com a guitarra. Ele defendia a tese que o uso de riffs de guitarra em diversas músicas de Rock And Roll, se devia a forma como Ray Charles usava o piano.


Jerry Lee Lewis fez uma versão que ficou 8 semanas nas paradas de sucesso, chegando a posição número 30. Por sinal essa é a minha versão favorita:

Elvis Presley, usou a canção em uma cena bem insinuante (explicitamente insinuante) de dança em seu filme "Viva Las Vegas", de 1964, e também lançou um single, com essa canção no lado B:

Roy Orbison:

Johnny Cash, imprimiu seu estilo na versão que gravou ao lado de June Carter, parece que a música é de 1967:

Algumas informações
Ray Charles notou que muitas estações de rádio, que até então nunca tinha tocado suas canções, começaram a exibi-las após diversos artistas brancos gravarem versões de "What'd I Say", e outras canções dele.

Alguns historiadores da música norte americana consideram Ray Charles como o criador do Soul, um subgênero do Rhytm And Blues, a partir da criação de canções como “I Got A Woman”, a primeira a combinar alguns elementos do Gospel e do Blues, e “What’d I Say”, a primeira a ter a fusão perfeita dos dois estilos musicais.

Ainda que a canção seja intitulada “What’d I Say”, Charles sempre insistia que o nome correto da canção seria “What I Say” como, aliás, ele pronuncia.