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domingo, 27 de maio de 2018

Coca-Cola VsPepsi: Um Duelo de Gigantes - Coca-Cola Vs Pepsi: A Duel Between Giants

Coca-Cola Vs Pepsi: Um Duelo De Gigantes - Coca-Cola Vs Pepsi: A Duel Between Giants

Este é outro documentário sobre a Coca-Cola que eu não sei dizer se chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome, apenas que foi produzido em 2002 para a televisão francesa. Eu traduzi o título a partir do título em inglês, mas a cópia em espanhol, que está abaixo, chama-se Coca-Cola Vs Pepsi: La Guerra De Titanes. Como título original diz, o documentário trata da disputa entre a Coca-Cola Company e a Pepsi Company, desde o início do século até os dias atuais. O documentário é bem direto e isso é muito bom, e o interessante é que fala da disputa entre as empresas por diversos mercados, inclusive pelo mercado brasileiro, o que é algo raro de se ver. A cópia dublada em espanhol está completa, enquanto que a cópia em inglês, está com alguns trechos suprimidos.

Em espanhol:

Em inglês:

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - III

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - III

Não sei dizer se o documentário a seguir chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome. Eu traduzi o título a partir do original, mas na internet existem cópias dessa série de documentários com o nome de A História Da Coca-Cola, o que além de ser um nome bem genérico e ser usado por outros documentários, na prática está errado. Como título original diz, o documentário The Cola Conquest trata da histórica disputa tratada entre a Coca-Cola Company e a Pepsi Company pelo mercado mundial de refrigerantes. O interessante, é que ao longo da série, o mercado de refrigerantes global, é tratado como sendo sinônimo de refrigerantes a base de cola. Claro que nós sabemos que existem refrigerantes de diversos tipos (soda, limão, guaraná, quinino, etc), mas parece que nos Estados Unidos não é bem assim.

Esse terceiro episódio trata da conquista de novos mercados pela Coca-Cola e a Pepsi, principalmente nos países emergentes. O título original é muito melhor que o criado por quem legendou o vídeo. É Coca-colonização. 

Essa série é de 1998, por isso ele parece um pouco antiquado e até mesmo desatualizado, mas não deixa de ser de interesse geral. Como expliquei anteriormente, não sei se o título em português é oficial, nem quem colocou as legendas, mas parece que o documentário foi bem traduzido, apesar de alguns pequenos erros.

Legendado em português:

Em inglês:

domingo, 20 de maio de 2018

Coca-Cola: A História De Um Ícone Americano - Coca-Cola: The History Of An American Icon

Coca-Cola: A História De Um Ícone Americano - Coca-Cola: The History Of An American Icon

Este é outro documentário sobre a Coca-Cola que eu não sei dizer se chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome. Eu traduzi o título a partir do original, mas na internet existem cópias desse documentário com o nome de A História Da Coca-Cola, o que além de ser um nome bem genérico já vem sendo usado para nomear outros documentários. Como título original diz, o documentário Coca-Cola: The History Of An American Icon trata da história da Coca-Cola Company desde a criação do produto, passando pelos diversos proprietários, e como a empresa soube aproveitar as oportunidades que surgiram, como a Lei Seca norte americana, as Guerras Mundiais, a internacionalização/globalização dos negócios e as mudanças culturais para expandir a empresa e as vendas. O documentário é de 2001, mas não parece estar "datado" ou desatualizado. O único problema é que quem fez as legendas cometeu vários erros de grafia e de tradução, mas o documentário não deixa de ser de interesse geral.

Legendado em português:

Em inglês:

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - II

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - II

Não sei dizer se o documentário a seguir chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome. Eu traduzi o título a partir do original, mas na internet existem cópias dessa série de documentários com o nome de A História Da Coca-Cola, o que além de ser um nome bem genérico e ser usado por outros documentários, na prática está errado. Como título original diz, o documentário The Cola Conquest trata da histórica disputa tratada entre a Coca-Cola Company e a Pepsi Company pelo mercado mundial de refrigerantes. O interessante, é que ao longo da série, o mercado de refrigerantes global, é tratado como sendo sinônimo de refrigerantes a base de cola. Claro que nós sabemos que existem refrigerantes de diversos tipos (soda, limão, guaraná, quinino, etc), mas parece que nos Estados Unidos não é bem assim.

Esse segundo episódio já fala da disputa entre a Coca-Cola e a Pepsi. A série não é perfeitamente linear, então ela começa falando da disputa entre as empresas pelo mercado consumidor dos países que compunham o antigo bloco comunista, e depois volta no tempo para falar sobre como as empresas estavam após a Primeira Guerra Mundial. Enquanto a Coca-Cola eram a grande empresa, que foi comprada por 25 milhões de dólares, a Pepsi estava ameaçada de falência. Fala sobre a expansão da Coca-Cola pelo mundo antes e depois da Segunda Guerra. Por sinal a Segunda Guerra foi boa para a Coca-Cola, por motivos que vocês verão. 

Essa série é de 1998, por isso ele parece um pouco antiquado e até mesmo desatualizado, mas não deixa de ser de interesse geral. Como expliquei anteriormente, não sei se o título em português é oficial, nem quem colocou as legendas, mas parece que o documentário foi bem traduzido, apesar de alguns pequenos erros.

Legendado em português:

Em inglês:

domingo, 13 de maio de 2018

Um Ícone Americano... A História Da Coca-Cola... Primeiros Anos - An American Icon... The Coca-Cola Story... Early Years

Um Ícone Americano... A História Da Coca-Cola... Primeiros Anos - An American Icon... The Coca-Cola Story... Early Years

Este é outro documentário sobre a Coca-Cola, e infelizmente não encontrei informações sobre ele. Não sei dizer se chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome. A única cópia que encontrei é esta dublada em espanhol e que foi traduzida por quem publicou com o nome de The Coca-Cola Company Historia. Um nome bem estranho. Eu traduzi o título a partir do original, An American Icon... The Coca-Cola Story... Early Years, e como o título original diz, trata da história da Coca-Cola Company da criação do produto pelo farmacêutico John S. Pemberton e depois do segundo proprietário da empresa, o também farmacêutico Asa Candler. Infelizmente só encontrei esse primeiro episódio. Deve ter mais um ou dois episódios, mas mesmo incompleto, ele é de ótima valia, pois completa com informações diferentes outros documentários sobre a história da Coca-Cola Company.

Dublado em espanhol:

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - I

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - I

Não sei dizer se o documentário a seguir chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome. Eu traduzi o título a partir do original, mas na internet existem cópias dessa série de documentários com o nome de A História Da Coca-Cola, o que além de ser um nome bem genérico e ser usado por outros documentários, na prática está errado. Como título original diz, o documentário The Cola Conquest trata da histórica disputa tratada entre a Coca-Cola Company e a Pepsi Company pelo mercado mundial de refrigerantes. O interessante, é que ao longo da série, o mercado de refrigerantes global, é tratado como sendo sinônimo de refrigerantes a base de cola. Claro que nós sabemos que existem refrigerantes de diversos tipos (soda, limão, guaraná, quinino, etc), mas parece que nos Estados Unidos não é bem assim.

Esse primeiro episódio dá um enfoque muito maior para a Coca-Cola, deixando a Pepsi em segundo plano. A série não é perfeitamente linear, ou seja, ela não vai contando os fatos conforme o tempo vai se passando, ainda que esse primeiro episódio conte os primeiros anos do produto Coca-Cola, da empresa Coca-Cola Company e das concorrentes, da qual se sobressaiu a Pepsi Co., Em alguns momentos o episódio avança no tempo e fala da publicidade dos produtos.

Essa série é de 1998, por isso ele parece um pouco antiquado e até mesmo desatualizado, mas não deixa de ser de interesse geral. Como expliquei anteriormente, não sei se o título em português é oficial, nem quem colocou as legendas, mas parece que o documentário foi bem traduzido.

Legendado em português:

Em inglês:

domingo, 6 de maio de 2018

Hindenburg: O Desastre Explicado Através De Documentários

Hindenburg: O Desastre Explicado Através De Documentários

Oitenta e um anos atrás, em 6 de maio de 1937, o dirigível Hindenburg explodia no ar no aeródromo de Lakehurst, no estado de Nova Jérsei. Resolvi aproveitar a data e exibir os documentários a seguir que tratam do tema. Caso queiram saber mais, podem ler a página sobre o desastre do do Hindenburg na wikipédia.

O primeiro documentário selecionado por mim faz parte da série Segundos Fatais, exibido pela National Geographic. O documentário é bom, os primeiros 22 minutos são dedicados a contar um pouco da história do Hindenburg e de seus ocupantes. O restante do documentário é bem interessante pois diversas hipóteses são apresentadas e avaliadas. Apesar de a explicação para o acidente parecer ser convincente, convém levar em conta que o documentário apresenta uma hipótese, pois ninguém tem certeza sobre o que de fato ocorreu.

O segundo documentário (como todos os seguintes) é dublado em espanhol. Não sei dizer se ele faz parte de alguma série, apenas que foi exibido pelo Discovery Channel. Seu nome (no original em inglês) é Hindenburg: Fire In The Sky. Ele tem a mesma estrutura do documentário anterior, ainda que aborde de forma diferente alguns temas, o que permite uma comparação e acréscimo de informações. Ele foi gravado anos antes do documentário anterior, basta ver os rostos de Werner Doehner e Werner Franz, os sobreviventes que aparecem em ambos os documentários. A diferença entre este e o anterior, é que este dedica apenas os últimos 3 minutos para explicar o acidente, e de forma bem direta, sem fazer ponderações. É interessante, mas parece menos convincente.

O terceiro documentário tem uma abordagem diferente. Ele se propõem a explicar o acidente, mas, como a maioria dos documentários modernos, ele gasta muito mais tempo mostrando reuniões, com historiadores, especialistas e produtores de vídeo falando entre si, do que explicando efetivamente o acidente e oque acreditam ter sido a causa do mesmo. Tem certo interesse... Para ser franco, só coloquei o vídeo pois ele serve como um contraponto, uma versão diferente das demais.

O quarto vídeo está dividido em duas partes. É uma produção norte americana que foi dublada em espanhol e exibida no canal History. É bem impressionante, pois conta a história do criador dos zepelins, da empresa construtora dos dirigíveis, do Hindenburg, do acidente, de quase tudo... Apenas estranhei que no começo do documentário, disseram que o conde von Zeppelin teve, ele mesmo, a ideia de juntar vários balões para fazer um dirigível. Sei... E Santos Dumont? Ele não teve essa ideia antes? Bom, tirando isso, creio que vale a pena deixar esse documentário por último, pois ele é o mais completo de todos.

Segundos Fatais: O Dirigível Hindenburg:

Hindenburg Fire In The Sky:

O que Aconteceu com? O Desastre do Hindenburg:

O Hindenburg Parte1:

O Hindenburg Parte2:

O Desastre Do Hindenburg: Imagens De Arquivo

O Desastre Do Hindenburg: Imagens De Arquivo

Oitenta e um anos atrás, em 6 de maio de 1937, o dirigível Hindenburg explodia no ar no aeródromo de Lakehurst, no estado de Nova Jérsei. Depois de exibir documentários sobre o tema (vejam o post anterior), vou exibir imagens da época sobre o acidente. Caso queiram saber mais, podem ler a página sobre o desastre do do Hindenburg na wikipédia.

Existem muitos vídeos com imagens do acidente na internet, mas são poucos que estão completos, ou que tem as imagens em bom estado. Tem vídeos com as imagens borradas, vídeos com as imagens tremidas (tremidas por causa da cópia mal feita, e não porque o cinegrafista tremeu a câmera no momento em que filmava) e, em alguns casos, tem vídeo com texto sobre as imagens. Aí fica difícil enxergar algo.

O primeiro vídeo escolhido é o melhor de todos. Foi publicado um ano atrás, e foi um trabalho muito interessante de junção de imagens coletadas por diversos cinegrafistas. Acredito que tem até imagens que não são da época, provavelmente de algum documentário. A melhor parte são os momentos finais, nas quais são exibidas de forma sincronizada as imagens captadas por quatro equipes de filmagem da época (Hearst, British Movietone, Paramount e Pathé).

Tentei encontrar as imagens originais dessas quatro empresas, mas só consegui encontrar alguns vídeos devidamente identificados.

O vídeo abaixo foi produzido pela Pathé (ou British Pathé).

O terceiro vídeo parece ser do cinejornal produzido pela Hearst, mas não sei dizer se é original, ou se as imagens foram editadas.

O quarto (e último) vídeo parece ser o vídeo original da British Movietone.

domingo, 29 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - XIII - Extra

Heroico Materialismo - The Fallacies Of Hope

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

É uma pena que a série Civilização chegue ao fim, mas também é uma pena que a série tenha perdido a "força" nestes dois últimos episódios. Neste episódio, Kenneth Clark deixou de lado a arte para se concentrar mais na história, na ciência e tecnologia (pelo menos foi essa a minha impressão). Entendo que a chamada arte moderna, é ridícula, feita por pessoas sem talento, que na maioria das vezes estão apenas interessadas em "ganhar nome" e vender suas obras de arte por uma boa grana. Também entendo que é mais difícil falar de eventos relativamente recentes, ou que são da nossa época. Mas considero que esse ultimo episódio ficou muito a desejar. Entendo que o episódio tem como intenção transmitir uma mensagem de paz e tolerância, algo que parecia estar em falta na época (na verdade está em falta em todas as época), mas Kenneth Clark poderia ter feito isso, falando um pouco da arte dos séculos XIX e XX. Mas isso não quer dizer que esse episódio seja ruim, apenas não é tão bom quanto os 11 primeiros.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

A série Civilização (Civilisation) tem apenas 13 episódios, mas alguns canais do YouTube disponibilizam um depoimento de David Attenborough sobre a produção do programa. Então este fica sendo um extra:

domingo, 22 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - XII

As Falácias Da Esperança - The Fallacies Of Hope

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste penúltimo episódio, Kenneth Clark fala do movimento romântico, do qual ainda somos herdeiros, ou pelo menos éramos em 1969, e vítimas das falácias da esperança. O programa começa falando dos poetas e filósofos que ansiavam por liberdade. Será que ansiavam e ainda anseiam mesmo por liberdade? Ou será que era por uma utopia uma ideia fugaz que desse, e dê, às suas vidas algum significado depois que a ideia de imortalidade através da fé cristã havia se desfeito no século XVII? As questões são minhas, olhando pela perspectiva de quem está 50 anos após a produção do programa.

Kenneth Clark lembra que os melhores espíritos da época estavam encantados com a Revolução Francesa, talvez mais do estiveram com a Independência Americana, creio eu. Mas, sempre há um mas, os revolucionários rapidamente deixaram de lado a razão e a criação de uma sociedade mais justa e livre, mas se dedicarem a "apagar" os sinais da antiga civilização europeia, para construírem a nova civilização de onde emergiria o "novo homem". Os resultados foram: a destruição de construções históricas (sagradas ou não), a injustiça (principalmente contra os mais pobres), e a morte de centenas de milhares de pessoas (a maioria adversários políticos, mas não apenas estes) apenas pelo crime de discordarem dos líderes revolucionários. É obvio que o "novo homem" não veio, e não viria, pois este é um sonho utópico, que ainda hoje atrai seguidores e que, nos últimos 230 anos, serviu para justificar toda ordem de crimes que em nada serviram para criar um mundo (pelo menos) melhor.

Não deixa de ser irônico que, após toda a violência e agitação social e política, a revolução resultaria no Império Napoleônico, que apesar de declarar proteger e difundir os ideais que inspiraram os revolucionários de 1789, este nada mais era do que a reedição do Antigo Regime, mas com uma nova roupagem. Beethoven estava certo quando voltou atrás e retirou de sua 3° sinfonia a dedicatória à Napoleão. Não quero me estender mais, apenas basta dizer que passados 230 anos, a Europa, e por extensão o resto do mundo ainda ainda vê na Revolução Francesa, e não na Indepedência Americana, um exemplo. É uma pena! Ainda haverá muito sofrimento até que aprendam.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 15 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - XI

O Culto Da Natureza - The Worship Of Nature

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio, Kenneth Clark trata daquilo que começou como um modismo, mas que depois se converteu em uma escola de pensamento cujos impactos podem ser sentidos até hoje. Estamos falando do chamado: Culto da Natureza. As origens não são muito claras. Talvez sua origem tenha sido uma das consequências das guerras religiosas, que deixaram um tamanho trauma, com as pessoas se matando em nome do mesmo deus, que a reação acabou sendo de afastamento progressivo da religião, sobretudo entre as classes altas. Talvez tenha sido uma consequência da mudança de postura intelectual motivada pela introdução do questionamento científico. O fato é que aos poucos a religião cristã começou a deixar de ser o foco do pensamento ocidental. Infelizmente, as pessoas não conseguem viver por conta própria, sem crer em algo como um dogma, uma ideologia, uma religião. E naquela época, antes que surgisse o marxismo, o substituto da fé na mente da intelectualidade europeia foi a natureza. O Culto da Natureza.

Como todo o culto, existe pouco de razão e muito de fanatismo entre seus seguidores e "profetas". Um desses profetas, foi Jean-Jacques Rosseau, que ainda hoje causa estragos com o seu mito, porque não dizer mentira, do bom selvagem, aquele que é belo, puro e bom, ainda que nunca tivesse existido algum "selvagem" com essa descrição. Pena que poucas pessoas tenham lido o mordaz e certeiro comentário de Voltaire sobre a obra de Rousseau. Mas Kenneth Clark não se limita apenas a falar do Culto da Natureza, ele apresenta alguns poetas ingleses dos séculos XVII, XVIII e XIX além de avançar um pouco no tempo para falar dos pintores impressionistas. Pena que a série esteja chegando ao seu fim, e com isso perdendo parte de de sua força.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 8 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - X

O Sorriso Da Razão - The Smile Of Reason

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark trata de alguns personagens que participaram e deram forma ao Iluminismo. O Iluminismo, também conhecido como Ilustração, ou ainda Século das Luzes, foi um movimento intelectual e filosófico que dominou o século XVIII e tinha sua base em uma série de ideias centradas na razão como a principal fonte de autoridade e legitimidade. Na França, onde o iluminismo ganhou força, os filósofos do movimento preconizavam a liberdade individual, a tolerância religiosa, com a separação da Igreja do Estado, a liberdade, de movimento, e de expressão, e um governo constitucional.

Ainda que o Iluminismo esteja profundamente ligado à França, pois foi neste, e deste, país que surgiram os maiores expoentes desse movimento, foi inspirado na Inglaterra, mais especificamente na tolerância desse país para com as opiniões diversas, o que resultou na liberdade de expressão, de pensamento e de imprensa que muito cedo tornaram-se marcas da sociedade inglesa. Foi para lá que muitos intelectuais europeus se refugiaram das perseguições que sofriam em seus países. E foi nesse ambiente que muitos filósofos encontraram inspiração para suas obras. Entre esses, estava Voltaire, o maior e mais famoso representante do Iluminismo.

Mas Kenneth Clark não fala apenas da filosofia. Ele fala da vida dos senhores de terra ingleses do século XVIII e de suas propriedades rurais, da incipiente democracia britânica, com suas suspeitas e, em muitos casos, comprovadas fraudes eleitorais. Ainda que aquela tenha sido uma época de grande de grande efervescência cultural, de um estilo de vida gracioso e delicado, com a nobreza e a burguesia aproveitando um estilo de vida gracioso, em salões de festas em seus palácios e palacetes, temos ao mesmo tempo uma vida urbana repleta de tipos grosseiros levando uma vida que faria a vida descrita nos dias de hoje pelas letras de Rap e Funk parecer inocente. Não é à toa que o iluminismo e a graciosa vida dos salões do Antigo regime acabaram com a Revolução Francesa de 1789.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 1 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - IX

A Procura Da Felicidade - The Pursuit Of Happiness

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark trata da arte do século XVIII, da arte que conhecemos de forma genérica como Barroco, da música clássica produzida por gênios como Handel, Haydn, Bach e Mozart, com seu fluxo harmonioso e sua complexa simetria, e da sua elaborada arquitetura Rococó. Mas antes, Clark fala um pouco sobre o Classicismo, o estilo arquitetônico que precedeu a arquitetura Barroca e seu Rococó. Ainda que o Classicismo, fosse muito apreciado pois era o "estilo arquitetônico oficial" do regime centralizado francês, e a França era, e seria por muitos anos, quem ditava a moda em todos os estilos artísticos, o Barroco, criado e desenvolvido na Itália, seria quem melhor se adequaria ao estilo e necessidade da nobreza de língua germânica. 

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 25 de março de 2018

Civilização - Civilisation - VIII

A Luz Da Experiência - The Light Of Experience

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark começa falando sobre a luz sobre a sua importância para a pintura, para a arte, para a ciência, um verdadeiro simbolo de civilização. A luz esteve no centro tanto de uma revolução artística na pintura (a forma de retratar os temas, mas também os próprios temas que eram retratados), quanto de uma revolução científica que teve no microscópio e no telescópio seus símbolos, e não podemos esquecer que ambos os instrumentos tem como propriedade concentrar ou dispersar os raios de luz. Na Holanda (ou Países Baixos) e depois no Reino Unido uma nova forma de ver, de interpretar o mundo, colocou de lado a autoridade divina e pôs em seu lugar a observação, a experiência e a experimentação. A Holanda (Países Baixos) foi o primeiro país a se beneficiar dessa mudança, que decorreu de transformações sociais e econômicas decorrentes sobretudo do comércio.

Ainda que as guerras religiosas entre católicos e protestantes tenham ensinado que era muito mais proveitoso, em todos os temas, tolerar opiniões diferentes das suas do que simplesmente eliminá-las, católicos e protestantes continuaram a se matar (inclusive dentro de seus grupos religiosos) até meados do século XVII, e mesmo os judeus também perseguiam uns aos outros por questões religiosas. Vale a pena comparar esse episódio com o sexto episódio da série Cosmos, vocês verão como Kenneth Clark, tendo como foco a arte, explica muito melhor a ciência e os costumes do que Carl Sagan, o link está AQUI

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

sexta-feira, 23 de março de 2018

O Poderoso Mississípi - Ol´ Man River: The Mighty Mississippi - II

Os Dois Rios

O documentário a seguir é uma produção austríaca de 2007. São dois episódios dirigidos por Michael Schlamberger e Steve Nicholls. Acredito que esse documentário nunca passou na televisão brasileira, então é um grande achado, e tenho certeza que quem quer conhecer um pouco da história e geografia do mundo vai gostar dessa pequena série. Quem quiser mais informações sobre os dois episódios, pode ver aqui . Espero que essas cópias não saiam do ar, caso saiam, irei procurar outras cópias, caso existam.

Descoberto pelo espanhol Hernando DeSoto, o rio Mississípi é o mais importante rio dos Estados Unidos. O episódio trata das explorações da expedição Lewis e Clark, com o objetivo de descobrir a nascente e mapear o rio Missouri, o maior afluente do rio Mississípi, e da expedição de Pike que tinha a missão de de mapear e descobrir a nascente do próprio Mississípi. Ambas as expedições foram encomendadas no início do século XIX, logo após o governo norte americano ter comprado a Lousiana. O episódio é bem mais interessante que o anterior pois além de contar a história de ambas as expedições também fala das espécies selvagens encontradas pelos caminho, e que deixaram os exploradores surpresos, principalmente as imensas manadas de búfalos.

Em espanhol:

Em inglês:

domingo, 18 de março de 2018

Civilização - Civilisation - VII

Grandiosidade E Obediência - Grandeur And Obedience

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark fala da vitória da Contra Reforma. Ele não se refere à vitória militar, nem a política. Ainda que tenham existido ambas, com a recuperação de diversos territórios e populações que haviam sido ocupados pelos protestantes. Mas essa vitória demorou algum tempo para ocorrer. Depois do saque de Roma, de 1527, que pareceu atingir de forma profunda não só a autoridade temporal, mas também a espiritual do Papa, parecia que o catolicismo estaria reduzido a encolher e perder sua importância frente ao protestantismo e os poderes seculares. Mas A Igreja Católica reagiu, e conseguiu recuperar sua primazia temporal e recuperar sua importância religiosa. Isso foi obtido sobretudo através do Concílio de Trento, o concílio ecumênico mais longo e que também emitiu o maior número de decretos dogmáticos e reformas, obtendo os mais benéficos, duradouros e profundos resultados sobre a fé e a disciplina da Igreja.

Para opôr-se ao protestantismo, o concílio emitiu numerosos decretos disciplinares e especificou claramente as doutrinas católico‐romanas quanto à salvação, os sete sacramentos, a doutrina da graça e do pecado original, a justificação, a liturgia e o valor e importância da missa, o celibato clerical, a hierarquia católica, o culto dos santos, das relíquias e das imagens, as indulgências e a natureza da Igreja. Regulou as obrigações dos bispos, criou seminários nas dioceses como centros de formação sacerdotal e confirmou-se a superioridade do Papa sobre qualquer concílio ecumênico. Mas o programa não trata apenas de religião, também trata de arte, e das obras que finalizaram a decoração da Basílica de São Pedro, aconselho que assistam ao programa.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

Cosmos - VII

A Espinha Dorsal Da Noite - The Backbone Of Night

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Nesse episódio... bom, nesse episódio Carl Sagan fala muito e pouco diz! A verdade é essa. Talvez esse seja o segundo pior dos episódios. Depois de gastar quase 25 minutos de programa com conversa mole, ele fala um pouco sobre os filósofos e cientistas da Grécia Antiga. Teria sido melhor se ele deixasse a conversa mole de lado e tivesse contado a história da filosofia e da ciência grega de forma direta e com exemplos, não essa mera citação de algumas pessoas e eventos. Lamento, mas se você não concorda comigo e gostou do episódio, parabéns é um direito seu discordar de mim!

Se algum dos vídeos publicados sofrerem algum bloqueio ou forem retirados do ar, irei procurar por substitutos assim que puder.

Em português:

Em inglês:

Em espanhol:

sexta-feira, 16 de março de 2018

O Poderoso Mississípi - Ol´ Man River: The Mighty Mississippi - I

A Grande Barreira

O documentário a seguir é uma produção austríaca de 2007. São dois episódios dirigidos por Michael Schlamberger e Steve Nicholls. Acredito que esse documentário nunca passou na televisão brasileira, então é um grande achado, e tenho certeza que quem quer conhecer um pouco da história e geografia do mundo vai gostar dessa pequena série. Quem quiser mais informações sobre os dois episódios, pode ver aqui . Espero que essas cópias não saiam do ar, caso saiam, irei procurar outras cópias, caso existam.

Descoberto pelo espanhol Hernando DeSoto, o rio Mississípi é o mais importante rio dos Estados Unidos. O episódio trata essencialmente da vida selvagem do rio, ele começa no delta do rio, próximo da cidade de Nova Orleans e viaja a montante, para encontrar as cabeceiras perdidas em grandes pântanos do norte, ao longo do caminho encontramos uma riqueza de animais selvagens, de peixes-boi à caranguejos em ferradura. Este é também um mundo de peixes gigantes primitivos e garças coloridas, de castores construtores de represas e cascavéis mortais. O episódio também viaja no tempo, e mostra como os primeiros colonizadores (franceses, espanhóis, ingleses) se relacionaram com os nativos americanos. Aos longo do episódios são lidas citações do escritor Mark Twain, que viveu boa parte da vida nas margens do rio.

Em espanhol:

Em inglês:

domingo, 11 de março de 2018

Civilização - Civilisation - VI

Protesto E Comunicação - Protest And Communication

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark fala da reforma protestante. Esse é talvez o mais fraco de todos os episódios da série. Não quer dizer seja ruim, a série é ótima, mas ao contrário de outros episódios, onde grandes obras de arte da música, da pintura, escultura e arquitetura foram exibidas, neste episódio a narração se concentrou em alguns poucos artistas, como o pintor e gravurista Albrecht Dürer, de filósofos e/ou pensadores como Erasmo de Roterdã, Montaigne e do dramaturgo Shakespeare.

A explicação está no próprio tema do episódio. Os "homens do norte" que deram origem a reforma protestante eram em sua maior parte avessos à cultura. Limitados pelo seu fanatismo religioso, eles tinham raiva de tudo que não fosse a palavra, mais especificamente e leitura da Bíblia. O próprio Clark lembra que a Reforma não produziu uma arte própria. O fanatismo/radicalismo tem seus efeitos nefastos em todas as áreas do conhecimento e da ciência, e, ainda que os autores protestantes não queiram reconhecer, foi a partir do sul da Europa, exatamente das partes católicas, que a arte e o conhecimento continuaram sendo produzidos.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

domingo, 4 de março de 2018

Civilização - Civilisation - V

O Herói Como Artista - The Hero As Artist

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

No episódio anterior Kenneth Clark falou do surgimento do Renascimento, ou mais especificamente das bases econômicas, sociais e culturais que possibilitaram a ocorrência do Renascimento. Neste quinto episódio, ele fala de alguns dos maiores artistas da Renascença, Michelangelo, Rafael, Bramante e Da Vinci. Os três primeiros encontraram em Roma, principalmente sob o Papado de Júlio II, o apoio para que produzissem algumas das maiores obras de arte da civilização: A Basílica de São Pedro (projetada por Bramante), a decoração da Capela Sistina (feita por Michelangelo) e a decoração de diversos aposentos papais (feitos por Rafael).

Da Vinci é um caso a parte. Sua incansável curiosidade e energia faziam com que ele sempre estivesse em movimento, tanto física quanto intelectualmente, pesquisando tudo que caísse em suas mãos ou sob seu olhar.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês: