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domingo, 29 de abril de 2018

Cosmos - XIII

Quem Pode Salvar A Terra? - Who Speaks The Earth?

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Nesse episódio, Carl Sagan mostra a obsessão dele, e não só dele, com o apocalipse. Usando como ponto de partida a existência de milhares de armas nucleares nos estoques das superpotências daquela época (Estados Unidos e União Soviética), ele ignora que o maior detentor de armas nucleares era a União Soviética, e que esta era imune aos apelos de pacifistas, cientistas e dos cidadãos em geral, até porque na União Soviética não havia cidadãos, mas sim escravos. Depois ele começa com uma história da carochinha contando a a historinha do "bom colonizador", aquele que respeita os sentimentos e tradições dos povos colonizados... Enfim, é mais da mesma lenga lenga, na qual ele desperdiça 50 minutos de programa e não fala de ciência. Quem gostar do programa, bom divertimento.

Se algum dos vídeos publicados sofrerem algum bloqueio ou forem retirados do ar, irei procurar por substitutos assim que puder.

Em português:

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domingo, 22 de abril de 2018

Cosmos - XII

Enciclopédia Galáctica - Encyclopaedia Galactica

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Nesse episódio, Carl Sagan fala daquilo que mais gosta, de alienígenas. Ele nunca fez segredo que o interesse dele pela ciência veio de revistas baratas com histórias de alienígenas, civilizações perdidas e outras bobagens do gênero. Então, ele começa o episódio refutando alguns casos de abdução, sem a menor necessidade, além do desejo de falar daquilo que mais gosta. Imediatamente ele pula para a história de Jean-François Champollion. Por quê? Apenas para depois fazer uma analogia entre a descifração dos hieróglifos egípcios com a decifração de mensagens extraterrestres captadas por rádio telescópios. Bom, essa parte vale a pena assistir, pois é descrita a visita que Champollion fez ao Egito, e depois a forma como o mesmo traduziu os hieróglifos a partir da Pedra de Roseta. A continuação, a explicação de como os seres humanos poderiam encontrar sinais de vida extraterrestre já não é interessante. Mas, para quem gostar, pode ser interessante.

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domingo, 15 de abril de 2018

Cosmos - XI

A Persistência Da Memória - The Persistence Of Memory

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Nesse episódio Carl Sagan prova que pouco sabe sobre biologia. O que é fantástico, pois ele era casado com um bióloga. Será que ela não ensinou para ele biologia? Ou será que ela ensinou, mas o desejo dele de ser prolixo e enfadonho, querendo fingir conhecimento, é maior? Não sei dizer! Apenas sei que, ao invés de ir direto ao assunto, falando ou de informática, mais especificamente de memória computacional, ou ir direto ao assunto falando da forma como a memória surgiu, e é usada em diferentes espécies animais, como cetáceos, ele resolveu misturar assuntos sem se fixar, nem explicar. Para que saibam, nos anos 1970, os cetáceos estavam "na moda". E um dos modismos, além de assistir o seriado Flipper, era tentar decifrar a linguagem de golfinhos e baleias. Passados mais de 40 anos, não decifraram a linguagem desses animais. Na prática, ele apenas aproveitou um tema que estava na moda na época para tornar o tema mais popular, e claro, defender o fim da caça à baleia. Sou contra a caça a baleia. Que fique bem claro! Apenas estou expondo a autopromoção de Sagan, e do seu seriado. Sobre o DNA, ele não guarda informações sobre o conhecimento contido no cérebro de um animal. Ele guarda apenas a informação de como construir o corpo daquele ser vivo, inclusive o cérebro. E é a interação entre os neurônios, que criam aquilo que chamamos de instinto, que é distinto de conhecimento, este último é adquirido ao longo da vida e não é transmitido através do DNA. Na sequência, ele compara o cérebro e o DNA a uma biblioteca, depois a uma cidade, e um computador. O final é bem ao estilo Carl Sagan. Ele fala dos discos de ouro com sons (aleatórios) da Terra e da humanidade, uma iniciativa do próprio Carl Sagan, ou seja, mais autopromoção e termina falando da possibilidade de que talvez existam alienígenas.

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domingo, 8 de abril de 2018

Cosmos - X

O Limiar Da Eternidade - The Edge Of Forever

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Neste episódio, que comparado com outros, é bom, Carl Sagan apresenta diferentes teorias acerca da origem e destino do Universo, desde lendas e crenças à astrofísica. Para isso apresenta noções básicas de físicas, explicando a questão das 3 dimensões e a possível quarta dimensão, bem como o efeito Doppler e sua repercussão para o teoria do universo em expansão, descoberto através das observações esmeradas de Milton L. Humason (1891-1972). Ao finalizar ele perde tempo para fazer uma regressão às explicações cosmológicas do hinduísmo, especialmente a "dança cósmica" do deus Shiva, numa escultura do Império Chola. .

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domingo, 1 de abril de 2018

Cosmos - IX

As Vidas Das Estrelas - The Lives Of The Stars

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Neste episódio Carl Sagan começa falando sobre escalas de dimensões, indo do muito pequeno para o muito grande, isso serve como introdução (dispensável) para falar sobre a estrutura do átomo. Esta, por sua vez, serve de introdução para falar como são formados os átomos mais complexos dentro das estrelas e o provável destino de estrelas como o nosso sol.

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domingo, 25 de março de 2018

Civilização - Civilisation - VIII

A Luz Da Experiência - The Light Of Experience

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

Neste episódio Kenneth Clark começa falando sobre a luz sobre a sua importância para a pintura, para a arte, para a ciência, um verdadeiro simbolo de civilização. A luz esteve no centro tanto de uma revolução artística na pintura (a forma de retratar os temas, mas também os próprios temas que eram retratados), quanto de uma revolução científica que teve no microscópio e no telescópio seus símbolos, e não podemos esquecer que ambos os instrumentos tem como propriedade concentrar ou dispersar os raios de luz. Na Holanda (ou Países Baixos) e depois no Reino Unido uma nova forma de ver, de interpretar o mundo, colocou de lado a autoridade divina e pôs em seu lugar a observação, a experiência e a experimentação. A Holanda (Países Baixos) foi o primeiro país a se beneficiar dessa mudança, que decorreu de transformações sociais e econômicas decorrentes sobretudo do comércio.

Ainda que as guerras religiosas entre católicos e protestantes tenham ensinado que era muito mais proveitoso, em todos os temas, tolerar opiniões diferentes das suas do que simplesmente eliminá-las, católicos e protestantes continuaram a se matar (inclusive dentro de seus grupos religiosos) até meados do século XVII, e mesmo os judeus também perseguiam uns aos outros por questões religiosas. Vale a pena comparar esse episódio com o sexto episódio da série Cosmos, vocês verão como Kenneth Clark, tendo como foco a arte, explica muito melhor a ciência e os costumes do que Carl Sagan, o link está AQUI

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

Cosmos - VIII

Viagens No Espaço E No Tempo - Journeys In Space And Time

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Neste episódio Carl Sagan volta a gastar muito tempo para falar muito e dizer pouco. Já estou começando a me arrepender de ter publicado essa série de documentários.

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Em português:

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domingo, 18 de março de 2018

Cosmos - VII

A Espinha Dorsal Da Noite - The Backbone Of Night

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Nesse episódio... bom, nesse episódio Carl Sagan fala muito e pouco diz! A verdade é essa. Talvez esse seja o segundo pior dos episódios. Depois de gastar quase 25 minutos de programa com conversa mole, ele fala um pouco sobre os filósofos e cientistas da Grécia Antiga. Teria sido melhor se ele deixasse a conversa mole de lado e tivesse contado a história da filosofia e da ciência grega de forma direta e com exemplos, não essa mera citação de algumas pessoas e eventos. Lamento, mas se você não concorda comigo e gostou do episódio, parabéns é um direito seu discordar de mim!

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domingo, 11 de março de 2018

Cosmos - VI

Histórias De Viajantes - Travellers´ Tales

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Nesse episódio Sagan fala basicamente da exploração do sistema solar com o uso de naves não tripuladas, como foi o caso das naves Voyager. Essas espaçonaves foram lançadas no final dos anos 1970 levando, além dos sensores e câmeras, alguns artefatos como dois discos revestidos com ouro com diversos sons do nosso planeta, onde tem símbolos que deveriam indicar para um extra terrestre a localização do planeta Terra. A ideia para a colocação desses objetos em cada nave Voyager foi de um grupo de cientistas capitaneados por... Carl Sagan. Como percebem, Sagan sabia fazer autopromoção.

Depois dessa curta apresentação, vem uma espécie de docudrama contando a história do cientista Christiaan Huygens que viveu nos Países Baixos do século XVII. Apesar de bem interessante, afinal ele faz um apanhado das descobertas científicas da época, e de alguns dos cientistas, mas deve-se ter em conta que o retrato que ele faz da liberdade, tanto científica como de expressão, daquela época é bem exagerado. O documentário termina falando novamente das Voyager e das informações captadas em Júpiter.

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domingo, 4 de março de 2018

Cosmos - V

Blues Para Um Planeta Vermelho - Blues For A Red Planet

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Quem leu oque escrevi sobre os primeiros episódios, sabe que sou muito crítico em relação à forma como os temas são apresentados na série Cosmos. Nesse episódio Sagan fala do planeta Marte, das lendas criadas, a partir da imaginação humana, sobre se haveria vida em marte, e se existia de que tipo ele seria, e das expectativas criadas a partir das observações do planeta. O episódio é bom, Sagan conseguiu fazer um bom equilíbrio entre informação e teatralidade.

Apesar de alguns traduzirem o nome do episódio para "Os Segredos De Marte", eu preferi usar a tradução correta, ou ao pé da letra, do episódio e nomeei-o "Blues Para Um Planeta Vermelho". Se os vídeos que eu publiquei sofrerem algum bloqueio ou forem retirados do ar, irei procurar por substitutos assim que puder.

Em português:

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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Cosmos - IV

Céu E Inferno - Heaven And Hell

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Quem leu oque escrevi sobre os dois primeiros episódios, sabe que sou muito crítico em relação à forma como os temas são apresentados na série Cosmos. Nesse episódio, como no anterior, Sagan foi mais direto e apresentou de forma didática sobre a física e a astronomia. A explicação talvez seja o fato dele ser físico e conhecer bem o tema. Sendo assim ele falou sobre o movimento planetário de corpos celestes, a composição da atmosfera dos panetas do sistema solar. Pena que no final original do episódio, ele se perde fazendo uma "pregação" ecológica. Depois, há uma atualização das descobertas científicas sobre os temas tratados no episódio.

A tradução correta, ou ao pé da letra, do episódio seria "Paraíso E Inferno", mas eu preferi seguir o costume e traduzi como sendo "Céu E Inferno". Se os vídeos que eu publiquei sofrerem algum bloqueio ou forem retirados do ar, irei procurar por substitutos assim que puder.

Em português:

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domingo, 18 de fevereiro de 2018

Cosmos - III

A Harmonia Dos Mundos - Harmony Of The Worlds

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Quem leu o que escrevi sobre os dois episódios anteriores, sabe que sou muito crítico em relação à forma como os temas são apresentados na série Cosmos. Nesse episódio Sagan foi mais direto e apresentou de forma bem didática sobre a astronomia e a astrologia. Explicando a diferença entre ambos, e a importância para o homem do passado de acompanhar a posição do Sol, das estrelas e planetas. A explicação talvez seja o fato dele ser físico e conhecer bem o tema, ao contrário do episódio anterior, no qual ele não soube explicar direito sobre a evolução.

Antes de passar para o vídeo, quero explicar que não encontrei muitos vídeos do terceiro episódio no YouTube, na verdade, a maioria dos que encontrei estavam bloqueados para o meu país, ou estavam com o áudio bloqueado. Se os vídeos que eu publiquei sofrerem algum bloqueio ou forem retirados do ar, irei procurar por substitutos assim que puder.

Em português:

Em inglês:

Em espanhol:

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Cosmos - II

Uma Voz Na Sinfonia Cósmica - One Voice In The Cosmic Fugue

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata durante o episódio até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Os primeiros doze minutos deste episódio são gastos em uma história, engraçadinha sobre guerreiros samurais e caranguejos para falar da seleção artificial. Teria sido mais interessante se tivesse deixado a prosopopeia de lado e falasse da seleção natural e como a seleção artificial (aquela que é feita pelo homem) reproduz a seleção natural. É curioso, mas apesar da esposa dele ser bióloga (ele já morreu, mas ela ainda está viva), ele não sabe explicar direito como se dá a evolução natural. Mesmo assim, o documentário fica interessante, logo depois quando ele fala de forma bem rasa como, a partir dos oceanos primitivos, moléculas foram se formando até que começaram a fazer cópias de si mesmas, dando origem a vida. Mas... como disse, ele não sabe explicar os processos ligados a evolução.

O resultado é que ele lista uma série de eventos biológicos (surgimento da vida, aparecimento de algas, animais, plantas terrestres, tetrápodes, répteis, mamíferos, etc) sem oferecer uma mínima explicação de como se deram esses fatos. Isso sem falar na insistência em fazer uso daquele "calendário" onde ele compacta a história do planeta. O uso de ilustrações pintadas, ou de imagens geradas por computador (que na época deveriam ser revolucionários) não ajudam em nada a explicar como se deu a evolução. Apenas servem para encher os olhos mesmo e tomar tempo, que poderia ser melhor explorado para falar de evolução. No final do vídeo ele ainda explica com algum sucesso como é feita a síntese de enzimas e como trabalha o DNA.

Antes de passar para o vídeo, quero explicar algumas coisas:

Apesar de muitos traduzirem o título desse episódio como sendo "As Origens Da Vida", esse título não tem qualquer relação com o título original. Outros traduzem o título para "Uma Voz Na Fuga Cósmica", que é uma tradução ao pé da letra e é feio. "Fugue" realmente é fuga, mas em música é um estilo de composição, muito usado na música clássica e na barroca. 

Não encontrei muitos vídeos do segundo episódio no YouTube, na verdade, a maioria dos que encontrei estavam bloqueados para o meu país, ou estavam com o áudio bloqueado. Se os vídeos que eu publiquei sofrerem algum bloqueio ou forem retirados do ar, irei procurar por substitutos assim que puder.

Em português:

Em inglês:

Em espanhol:

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Cosmos - I

As Margens do Oceano Cósmico - The Shores Of The Cosmic Ocean

Lembro que quando eu era criança, passava quase todo domingo de manhã a série Cosmos, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda, além daquela música chata de Vangelis, é a insistência em tratar a ciência como se fosse uma espécie de crença religiosa, uma "nova religião". Para piorar em dois dos vídeos abaixo aparece um prólogo de Ann Druyan falando com um tom sentimental, endeusando tanto a série Cosmos como a própria figura de Carl Sagan. Tudo bem, entendo que ela é viúva do mesmo, mas ainda assim o tom, tanto do prólogo quanto do documentário em si, é forçado.

A primeira metade deste episódio (quase meia hora) é gasto com uma conversa longa e arrastada, apenas para falar de distâncias e escalas de tempo e espaço, algo que poderia ter sido explicado em poucos minutos, sem precisar fazer uso de um cenário imitando uma futurística nave espacial. Depois, o documentário fica interessante, quando ele fala da Biblioteca de Alexandria, de cientistas e filósofos da antiguidade, mas infelizmente os últimos dez minutos são perdidos em outra tentativa aborrecida de dar uma escala de tempo.

Antes de passar para o vídeo, quero explicar algumas coisas:

Apesar de muitos traduzirem o título desse episódio como sendo "Os Limites Do Oceano Cósmico", é importante lembrar que "shore", quer dizer margem, praia, litoral, costa, enfim, está relacionado com a ideia de água, de mar, de oceano. Portanto a tradução correta é "margem" e não "limite", até porquê, o oceano, seja ele cósmico ou não, tem margens e não limites.

Não encontrei muitos vídeos do primeiro episódio no YouTube, na verdade, a maioria dos que encontrei estavam bloqueados para o meu país, ou estavam com o áudio bloqueado. Com isso quero dizer que não estranhem se os vídeos sofrerem algum bloqueio ou sejam retirados do ar.

Em português:

Em inglês: (com legendas em português)

Em espanhol: (sem o prólogo aborrecido)


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Por Que A Revolução Industrial Aconteceu Aqui? - Why The Industrial Revolution Happened Here?

Por Que A Revolução Industrial Aconteceu Aqui? - Why The Industrial Revolution Happened Here?


Neste documentário, de 2013, o professor Jeremy Black explica as causas que levaram a Revolução Industrial ocorrer no Reino Unido e não em outros países como França, Alemanha ou mesmo Estados Unidos. A feliz combinação de recursos energéticos, como carvão, minerais, como o ferro, a liberdade de pensamento e criação, que permitiram a diversos cientistas criar novas técnicas a partir de descobertas científicas recentes e o liberalismo econômico, que permitiu que diversos inventores e investidores criarem máquinas, empresas e mercados sem que o Estado atrapalhasse o desenvolvimento de seus negócios, tudo isso fez do Reino Unido a primeira nação industrial do mundo.

Um aviso e explicação: Horas mais cedo, eu havia publicado um documentário sobre Geologia, mas resolvi tirá-lo. A explicação é que quando me preparava para publicar o segundo vídeo da série, descobri que o mesmo havia saído do ar, e outras cópias disponíveis no YouTube haviam sido apagados ou bloqueados. Para não deixar a série incompleta resolvi tirar aquela publicação e substituir por esta.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

De Gaivotas A Mulheres Frankenstein

No ano passado, mais precisamente em março, escrevi e publiquei o texto abaixo. Resolvi republicá-lo agora em meu blog, mas antes, fiz algumas modificações em relação ao texto original. Então, quem conhecia a primeira versão, pode estranhar a mudança de algumas palavras.

De Gaivotas A Mulheres Frankenstein

Nos últimos dias de fevereiro de 2013, acompanhei no noticiário a ocorrência de um fenômeno que não é recente, mas que ficou mais visível durante o carnaval daquele ano. Estou falando dos corpos deformados de algumas “rainhas”, “madrinhas” e outras “inhas” de escolas de samba. Em especial, chamou minha atenção as fotos de uma dessas “inhas” chamada Gracyanne Barbosa, cuja maior notoriedade é ser a atual companheira do cantor Belo. Observem a foto abaixo.

(foto: Roberto Filho / AgNews)

Nessa foto e em outras (que são fáceis de achar pela internet) é possível observar que há algo muito estranho no corpo dela. As nádegas estão anormalmente grandes e pontudas (como se fossem duas bolas tivessem sido colocadas sob a pele). Suas pernas e canelas finas contrastam com as enormes e musculosas coxas. As costas e braços têm uma definição muscular que mais parece de um sapo, ou um fisiculturista. Cheguei a pensar que as fotos fossem de um travesti. O que leva uma pessoa a deformar seu corpo desta forma? E ainda achar belo, ou pelo menos satisfatório o resultado?

Antes de dar a resposta para estas perguntas, algumas considerações e informações pertinentes. O carnaval sempre foi a "festa da carne", por isso não é recente essa exposição de corpos modelados, com exercícios físicos, ou transformados com próteses de silicone. É difícil dizer quem foi a primeira mulher a transformar o próprio corpo de forma tão “drástica”, mas com certeza a mais famosa de todas foi Ângela Bismarck. Por sinal, ela tornou-se uma celebridade exatamente pelo fato de anunciar que havia se submetido a dezenas de cirurgias plásticas (realizadas pelo então marido) para participar de desfiles e bailes de carnaval.

Com o passar dos anos, começaram a aparecer outras mulheres, que transformavam seus corpos com o intuito de ficarem famosas, e não apenas durante a época do carnaval. Algumas repetiram o exemplo da Ângela Bismarck, fazendo modificações por todo o corpo, outras preferiam fazer musculação para desenvolver, principalmente, as coxas e nádegas. Entre as mulheres “bombadas”, a mais famosa de todas foi Viviane Araújo. Lembro-me de quando ficou famosa, em meados dos anos 90, logo após sua participação no concurso das Panteras. Nesta época, era uma moça normal, sem nada exagerado, mas com um belo corpo feminino. No início dos anos 2000, avistei-a em um shopping de São Paulo, em companhia do esposo, naquela ocasião, o cantor Belo (curioso o gosto deste rapaz por mulheres com aparência de homem). Ela estava peituda (com certeza era silicone), estava com a musculatura (principamente das pernas) bem desenvolvida e definida, e vestia uma roupa tão apertada que era difícil acreditar que ela conseguia se mexer sem desconforto.

Mas ela parecia feliz... Talvez por chamar a atenção de todo mundo, ainda que pelos motivos errados, pois todos olhavam aquela “esquisitice” em que ela havia se transformado. Apesar do bundão e dos peitões (estes parecendo saltar para fora da roupa agarrada) o corpo dela havia ficado "desequilibrado" e pouco feminino. Pode-se afirmar que ela acabou tornando-se a pioneira deste fenômeno atual, que chamo de “mulheres Frankenstein”. Não é a toa que, durante uma reportagem do programa “Fantástico” (17 de fevereiro de 2013), um sujeito descreveu a Viviane Araújo como sendo: a “mistura perfeita entre músculos e samba no pé”.

Por que uma a pessoa modificaria seu corpo com exercícios e silicones, mesmo quando não precisa, pois já tem um corpo belo? Uma possível explicação poderia ser o desejo de ganhar alguns minutos de fama e consequentemente ganhar uns trocados participando de eventos. Essa resposta não me parece muito satisfatória, pois bastaria apenas manter a boa aparência corporal (com uma alimentação saudável e alguns exercícios físicos moderados) para obter essa exposição desejada e os trabalhos com “eventos”, que vem com a fama.

Outra explicação, aliás muito citada, explica esse "fenômeno" como sendo fruto da “ditadura da moda”. É como se essas mulheres fossem vítimas de uma imposição social, econômica, ou outro tipo, e não tivessem condições de escapar. É claro que essas mulheres não são obrigadas a fazer isso com seus corpos, fazem porque querem! Este é o ponto onde quero chegar. Na mesma matéria do “Fantástico”, uma moça (que não faço ideia de quem seja) fez uma declaração mais ou menos assim: “As pessoas ficam esperando a mulher com coxão, com peitão, mulherão... O carnaval pede isso”.

O carnaval não é um ser para pedir ou exigir alguma coisa. O que existe são pessoas que esperam ver mulheres com peitão, coxão, bundão. Existe um culto ao padrão de beleza caracterizado por corpos exagerados. Todos os dias vemos representações desse padrão de beleza a nossa volta em pinturas, histórias em quadrinhos, esculturas, bonecos de plástico, etc. E isso não é um fenomeno recente. Desde que a humanidade começou a produzir imagens artísticas (a partir do neolítico) poucas foram as situações em que produzimos imagens realistas, seja dos seres humanos, seja de outros seres vivos. E qual a razão para isso? E qual a relação com as “mulheres Frankenstein”?

Um neurocientista indiano chamado Vilayanur S. Ramachadran defende em seus trabalhos a tese de que existe um princípio neurológico, nomeado por ele como supernormal stimulus (e que pode ser traduzido livremente como princípio do exagero). A tese do neurocientista pode ser explicado através do seguinte experimento: Percebeu-se que os filhotes de uma espécie de gaivota reconhecem a figura de sua mãe observando uma faixa vermelha no meio de seu bico amarelo. Quando aproximamos um palito amarelo, com uma faixa vermelha, dos filhotes, os mesmos se atiçam. Até aí parece óbvio, pois os filhotes podem estar confundindo o palito com a mãe, achando que serão alimentados. O interessante é quando se aproxima deles um palito com uma faixa vermelha e outro com duas faixas vermelhas, ao mesmo tempo.

Os filhotes ignoram o palito com uma faixa e preferem o palito com duas. Se colocarmos mais palitos com mais faixas vermelhas (três, quatro, cinco...) os filhotes manifestam maior interesse nos palitos que têm mais faixas vermelhas. Quanto mais faixas, mais excitados eles ficam. Ramachadran defende que nós, seres humanos, também possuímos um instinto biológico que leva a nossa mente a preferir uma representação exagerada do corpo humano.

Chegamos onde eu queria. Vamos voltar à frase dita por aquela moça: “as pessoas ficam esperando a mulher com coxão, com peitão, mulherão”. O que ocorre é que essas mulheres percebem que existe um culto a algumas características físicas (grandes e firmes glúteos, seios igualmente grandes e firmes, um corpo com tônus muscular) e elas querem ter corpos assim. Mas não basta ser apenas firme e grande. Por causa do princípio do exagero, os seios e as nádegas têm que ser enormes, tão grandes que chamem a atenção. Pouco importando se o corpo acabe ficando esteticamente estranho, e até feio. As coxas têm que ser grossas, tão grandes que os joelhos e pernas aparentem ser pequenos diante daquela massa de músculos acima deles.

Ao exagerarem seus corpos (ou parte deles) as "mulheres Frankenstein" buscam a fama. Não apenas isso. Também procuram chamar a a atenção para conseguir trabalhos (e dinheiro), ou se sentirem desejadas, e consequentemente mais belas. Ainda que o resultado final de sua transformação corporal não seja harmônico nem belo.

Um comentário final: Não estou desejando mal a ninguém, mas dependendo do que estejam fazendo com seus corpos, dentro de alguns anos as "mulheres Frankenstein" terão sérios problemas de saúde e dores pelo corpo.