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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Do Wah Diddy Diddy - II

Do Wah Diddy Diddy

A canção "Do Wah Diddy Diddy" foi escrita pela dupla de renomados compositores Jeff Barry e Ellie Greenwich, que buscavam fazer sua própria versão de uma outra canção, que havia estourado na parada de sucessos no ano de 1963, chamada “Da Doo Ron Ron”. A primeira dificuldade da dupla foi encontrar uma frase “tola”, mas com sonoridade e que pudesse ser cantada com facilidade. Depois de buscar diferentes combinações, a ideia para o refrão veio a partir do título de uma canção, composta e gravada por Bo Diddley, chamada "Diddy Wah Diddy". Esta é a única relação entre as duas canções.

Originalmente o título da canção era apenas "Do Wah Diddy", e falava sobre a felicidade que uma garota sentia ao sair com seu namorado. Anos depois, em uma entrevista, Ellie Greenwich manisfestou indignação diante do boato de que o refrão fizesse alusão ao prazer sentindo por alguém durante o ato sexual.

Exciters
Produzida por Jerry Leiber e Mike Stoller, com arranjos de Artie Butler, a canção foi gravada pela primeira vez pelo grupo vocal Exciters, que havia feito sucesso naquele mesmo ano com a canção "Tell Him". Lançada em novembro de 1963, primeiro como single, e no mês seguinte em um EP, a canção ficou apenas na posição 78 da parada de sucessos americana, sendo (inicialmente) considerada um fracasso, tanto pelo grupo vocal, quanto pelos compositores.
There he was just walking
Down the street, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Popping his fingers
And shuffling his feet, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
He looked good (yeah, yeah)
He looked fine (yes, he did)
He looked good, he looked fine
And I nearly lost my mind
Before I knew it he was
Walking next to me, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
He took my hand just as
Natural as can be, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We walked on (yeah, yeah)
To my door (sure did)
We walked on to my door
Then he said a little more
(My, my, my, my)
My, my, I knew
We were falling in love
(My, my, my, my)
My, my, I told him all
The things I was dreaming of
Now we're together
Nearly every single day, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, yeah
And we're so happy and that's
How we're gonna stay, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Oh, yeah
Well, I'm his (yeah, yeah)
And he's mine (yes, he is)
Well, I'm his and he's mine
And the wedding bells will chime
Now we're together
Nearly every single day, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We're so happy and that's
How we're gonna stay, singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, yeah
Well, I'm his (yeah, yeah)
He's mine (yes he is)
Well, I'm his, he's mine
And the wedding bells will chime
Singing
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Baby, come on, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Can't you see us
Walking down the aisle, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
We're gonna be so happy, yeah
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Every day now
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
I'm gonna love him so much
(Do wah diddy diddy dum diddy do)
Yeah, yeah, cause he's mine...

Manfred Mann
Inspirados pelo exemplo dos Beatles, que obtiveram algum sucesso fazendo versões de canções gravadas originalmente por grupos vocais femininos americanos, os membros da banda britânica Manfred Mann interessaram-se pela canção e começaram a tocá-la em suas apresentações. Fazendo algumas alterações (como mudar o Eu Lírico de feminino para masculino), eles gravaram uma versão em 10 de junho de 1964 nos Estúdios Abbey Road, com produção de John Burgess. A canção foi lançada em um single, no dia 10 de julho, tendo o nome alterado com o acréscimo de mais um "Diddly" (para torná-lo "Do Wah Diddly Diddly"). O sucesso foi imediato e, no dia 13 de agosto de 1964, a canção alcançou o topo da parada de sucessos britânica, ficando lá por mais duas semanas, e vendendo mais de 650.000 singles. Nos Estados Unidos o sucesso demorou mais um pouco, mas em outubro do mesmo ano a canção alcançou o topo da parada de sucessos da Bill Board, ficando lá também por duas semanas.

Outras versões
O grupo vocal Reparata and the Delrons, para o LP Whenever A Teenager Cries, em 1965:

Andrew Gold, para o LP What's Wrong With This Picture, de 1976:


Hounds, em 1979:


Barry Palmer, em 1987:

sábado, 14 de junho de 2014

I Fought The Law - II

I Fought The Law

Origens
“I Fought The Law” foi composta por Sonny Curtis em 1958 (ainda não tenho a data precisa). Logo após a morte de Buddy Holly, de quem era amigo de infância, Curtis se juntou aos Crickets, tomando o lugar que era de Holly na guitarra. “I Fought The Law” é a canção de mais regravada de Curtis, e talvez a de maior sucesso dos Crickets, no período pós-Buddy Holly. Ela foi gravada em 18 de maio de 1959 e foi foi lançada originalmente como um single, tendo no lado B a canção “A Sweet Love”, vindo a fazer parte do LP In Style With The Crickets, de 1960.


Primeiro sucesso nacional
Em 1965, Bobby Fuller e sua banda gravaram a "I Fought The Law" pela sua própria gravadora, o selo Exeter, em El Paso, o que solidificou a popularidade da banda no Texas. Depois de desfrutar o sucesso regional, Bobby Fuller e banda decidiram mudar para uma grande gravadora, a Del-Fi Records (subsidiária da Mustang Records) e mudaram o nome da banda para The Bobby Fuller Four. Ainda naquele ano, a versão deles para “I Fought The Law” alcançou a posição número nove da parada de sucessos americana.


Apenas seis meses após a canção fazer sua primeira aparição na parada de sucessos, Fuller foi encontrado morto por asfixia no banco da frente do carro de sua mãe em um estacionamento perto de seu apartamento de Los Angeles, Califórnia. O Departamento de Polícia de Los Angeles não encontrou sinais de violência e declarou que a morte de Fuller, então com 23 anos, foi suicídio, mas parentes e amigos nunca aceitaram essa versão. Fuller foi o primeiro a modificar a letra original, principalmente em apresentações ao vivo. Ao invés dele cantar "zip gun", ele cantava "shotgun" ou "six gun", além de fazer outras modificações na letra.


Breaking rocks in the hot sun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I needed money cause I had none
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and I feel so bad
I guess my race is run
Well she's the best girl that I've ever had
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
Robbing people with a six gun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and the good fun
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won
I miss my baby and I feel so bad
I guess my race is run
Well she's the best girl that I've ever had
I fought the law and the law won
I fought the law and the law won

The Clash
Em meados de 1978, o cantor Joe Strummer e o guitarrista Mick Jones viajaram para San Francisco (Califórnia) para a participar da mixagem do álbum, Give 'Em Enough Rope, nos estúdios Automatt. Havia uma grande uma coleção de jukeboxes com discos clássicos distribuídos em várias das salas do complexo de estúdios. Strummer e Jones ouviram a versão Bobby Fuller de "I Fought The Law" pela primeira vez em uma das jukeboxes, e no momento em que voltaram para a Inglaterra eles trataram de cantá-la em seus shows. A versão que eles fizeram de "I Fought The Law" apareceu pela primeira vez no EP The Cost of Living, de maio 1979. Esta versão ajudou a tornar a banda mais conhecida, principalmente no mercado americano, apesar de não ter conseguido alcançar uma posição alta na parada de sucessos. O Clash também adaptou a canção, para torná-la mais sombria, mudando o verso "I miss my baby"("Eu deixei minha garota") para "I kill my baby" ("Eu matei minha garota").

Dead Kennedys
Em 1987, banda punk Dead Kennedys também gravou sua própria versão de "I Fought The Law", mas tendo como tema o assassinado do prefeito de São Francisco George Moscone e do conselheiro municipal (vereador) Harvey Milk pelo também conselheiro municipal Dan White, em 1978. A maioria dos versos foram reescritos de modo que a canção fosse cantada sob o ponto de vista de White. O refrão foi alterado para "I fought the law and I won ("Eu lutei contra a lei e eu ganhei"). A canção critica o fato de White ter escapado de uma condenação de assassinato em primeiro grau, alegando insanidade temporária após ter comido muitos twinkies (bolinhos). Por conta disso, o vocalista do Dead Kennedys canta de forma irônica "Twinkies are the best friend I've ever had" ("Bolinhos são os melhores amigos que já tive").


Outras versões
Além das bandas citadas acima, diversas outras bandas e artistas gravaram suas versões e covers de "I Fought The Law". Delas, vale citar apenas a versão de:

Roy Orbison, em 1972:

Stray Cats, em 1984:

sábado, 24 de maio de 2014

Don't Be Cruel - II

Don’t Be Cruel

Composição“Don’t Be Cruel” foi escrita em 1956 por Otis Blackwell, um compositor e cantor responsável pela criação de alguns dos maiores sucessos de Elvis Presley, como "Return to Sender", "All Shook Up" entre outros. Segundo o discotecário e historiador musical Ron Foster, na véspera do Natal de 1955, Blackwell estava na rua em frente ao Edifício Brill (endereço de muitos escritórios de compositores e agentes musicais), em Nova York. As coisas não estavam indo bem para ele - estava chovendo, havia furos nas solas de seus sapatos e ele passava frio. Seu amigo Leroy Kirkland passou e perguntou se Blackwell tinha novas composições. Ele disse que sim e, ao longo da semana, conseguiu vender 6 delas para uma editora por 25 dólares cada. Os agentes musicais no Edifício Brill gostaram tanto de seu trabalho que ofereceram-lhe um emprego como compositor em tempo integral, e Blackwell aceitou.

Algum tempo depois, ele recebeu uma proposta de uma estrela do Rock And Roll em ascenção. O acordo era dividir em meia a meio os direitos autorais da gravação entre o cantor e o compositor. Blackwell inicialmente recusou, afirmando que não abriria mão de metade do que era seu, mas seus amigos o convenceram de que metade de alguma coisa era melhor do que 100% de nada. Além disso, este novo cantor era o único capaz de fazer a música estourar na parada de sucessos, e se isso ocorresse, o lucro de Blackwell com metade de seus royalties seria tremendo. Blackwell por fim concordou. O cantor era Elvis Presley, mas não era ele que queria metade da dos royalties, e sim seu empresário, o Coronel Tom Parker.

Gravação
Presley gravou a canção em 2 de julho de 1956, durante uma exaustiva sessão de gravação nos estúdios da RCA em Nova York. Na mesma sessão ele também gravou "Hound Dog" e "Any You Want Me". A canção contou com banda normal de Elvis Presley de Scotty Moore na guitarra (com Presley geralmente fornecendo guitarra) , Bill Black no baixo, DJ Fontana na bateria e backing vocals dos Jordanaires . O crédito a produção foi dado a RCA Steve Sholes , embora as gravações de estúdio revelam que Presley produziu as canções nesta sessão, selecionando a canção, refazer o arranjo no piano, e insistindo em fazer 28 takes, antes de se dar por satisfeito. Ele também realizou 31 takes para "Hound Dog".


Lançamento
Um single foi lançado em 13 de julho de 1956 com “Don’t Be Cruel” no lado A e "Hound Dog" no lado B. É o único single na história a ter as duas músicas chegando a posição número 1 na parada de sucessos americana. Segundo Joel Whitburn, que escreve livros sobre a música americana, “Hound Dog” foi o primeiro título a ser listado como número 1. A lista dos “Mais Vendidos em Lojas” da Billboard listou a canção em primeiro lugar no dia 18/8/56 como sendo "Hound Dog/Don 't Be Cruel". A mesma forma como alcançou a posição número 1 da categoria “Mais tocadas em juke boxes” no dia 1/9/56. Não há dúvidas de que as vendas e audições iniciais foram para “Hound Dog”. Mas lista de “Músicas mais executadas por disc-jóqueis” indicam “Don’t Be Cruel” como sendo a número 1. Até o fim de 1956, o single vendeu mais de quatro milhões de cópias.

Presley cantou "Don’t Be Cruel” em suas três de suas aparições no programa “The Ed Sullivan Show”, realizadas entre setembro de 1956 e janeiro 1957. Apesar de lançado em single em 1956, somente em 1958 a canção foi lançada em um álbum, Elvis Golden Records.

Outras versões
Diversos cantores gravaram “Don’t Be Cruel”, a lista é enorme, então vou exibir as versões mais interessantes.
Connie Francis, gravação de 1959:


Barbara Lynn (1963). Obs: O vídeo original foi suprimido e tive que improvisar com este abaixo.


Jerry Lee Lewis gravou a música duas vezes. A versão abaixo é de 1963, e é, após a versão de Elvis Presley, a minha favorita: Não consigo anexar o vídeo, não sei explicar o motivo.

A versão abaixo foi gravada em 1972: Não consigo anexar o vídeo, não sei explicar o motivo.

A versão de Cheap Trick foi gravada em 1987 e lançada no álbum Lap of Luxury. Fez grande sucesso, alcançando a posição número 4 na parada americana.


Por fim, esta versão, da dupla de cantoras Country conhecidas como The Judds, que chegou a posição número 10 na parada americana em 1987.