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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

You Really Got Me - II

You Really Got Me

"You Really Got Me" foi escrita por Ray Davies, vocalista e principal compositor da banda Kinks, em algum momento entre 9 e 12 de Março de 1964. Inicialmente a canção era mais leve, com um ritmo mais próximo ao jazz, mas quando Dave Davies, irmão de Ray e guitarrista dos Kinks ouviu a faixa, decidiu que o riff seria muito mais poderoso na guitarra. A banda começou a executar a canção em suas apresentações, sendo bem recebidos.

Anos depois, Dave contou que a canção tinha sido inspirado pela canção de Jimmy Giuffre "The Train And The River". Ainda de acordo com o empresário da banda, Larry Page, o riff da música surgiu enquanto os integrantes da banda tocavam os acordes da canção "Louie Louie" dos Kingsmen.

A canção foi gravada pelos Kinks pelo menos duas vezes no verão de 1964. A demo da banda foi gravada em um estilo "bluesístico", enquanto que a versão de estúdio (gravada em junho) ficou mais lento e menos enfático do que a versão final lançada em single. Embora o banda quisesse regravar a canção, a Pye Records se recusava a fazer uma nova sessão de estúdio. Ray Davies então ameaçou se recusar a promover o single, a menos que ela fosse regravada. O impasse foi quebrado, com a decisão da banda de bancar uma nova sessão de estúdio.

O som de guitarra distorcida foi criado depois de o guitarrista Dave Davies cortado o cone do alto falante de seu amplificador com uma lâmina de barbear e cutucou-o com um alfinete.

Solo de guitarra
A melodia de guitarra na gravação final tem sido objeto de um mito segundo o qual, ele não teria sido tocado pelo guitarrista Dave Davies do Kinks, mas pelo músico Jimmy Page, que mais tarde se juntou ao Yardbirds e ao Led Zeppelin. Page sempre negou ter tocado a melodia de guitarra no meio de "You Really Got Me". O historiador do Rock e escritor Doug Hinman afirma que o boato foi criado e promovido por músicos britânicos descontentes com o fato de que uma banda de adolescentes, como os Kinks, pudesse produzir e gravar uma canção de blues poderosa e influente, aparentemente do nada. O produtor da banda, Shel Talmy, sempre foi enfático ao negar a participação de Page, mas o mito persiste mesmo assim. Alguns musicólogos descrevem "You Really Got Me" como a precursora dos gêneros heavy metal e do hard rock.

Sucesso
"You Really Got Me" foi lançado como o terceiro single dos Kinks em 04 de agosto de 1964, tendo no lado B a canção "It’s All Right". Três depois do lançamento, "You Really Got Me" começou a aparecer na listas das mais tocadas, depois subiu para o topo das paradas britânicas, sendo o primeiro single da banda a fazê-lo. Ray Davies mais tarde afirmou que, devido à alta demanda do single, Pye Records deixou de produzir outros singles para usar toda a sua produção na fabricação de cópias de "You Really Got Me". Devido ao grande sucesso alcançado no Reino Unido, a canção foi lançada nos Estados Unidos, em 02 de setembro de 1964. Apesar de não aparecer nas paradas até 26 de Setembro, a canção chegou ao sétimo lugar da Billboard Hot 100. A canção mais tarde apareceu no álbum de estréia da banda, Kinks. Na versão americana do álbum, o título foi para You Really Got Me. Shel Talmy propôs que Ray cantasse versões da canção em francês, alemão, espanhol e japonês, para seus respectivos mercados, a proposta nunca foi adiante.

Uso de riffs de guitarra distorcidas pelos Kinks continuou com canções como "All Day and All of the Night", "Tired Of Waiting For You" e "Set Me Free", entre outros. Pete Townshend do The Who, cuja banda também foi produzida por Talmy na época, afirmou que seu primeiro single, "I Can‘t Explain", foi influenciado pelo trabalho dos Kinks na época.

Van Halen
A banda de hard rock americana Van Halen lançou um cover de "You Really Got Me" para o seu álbum de estréia, Van Halen, em 1978. Como o primeiro single da banda, foi um sucesso nas rádios populares, o que ajudou a dar início a carreira da banda. Esta versão, que foi citado por Eddie Van Halen como uma versão "atualizada" do original, destaque para a "histriônica" guitarra de Eddie Van Halen e as "travessuras vocais", de David Lee Roth. A canção vinha sendo tocada pela banda em apresentações durante anos, antes de seu lançamento estúdio. A canção acabou se transformando no primeiro single do Van Halen como resultado de um encontro entre Eddie Van Halen e o baterista da banda Angel, Barry Brandt. Eddie Van Halen mostrou um demo de "You Really Got Me" para Brandt em um encontro. No dia seguinte, o produtor do Van Halen, Ted Templeman, disse a Eddie Van Halen que os integrantes da banda Angel estavam gravando sua própria versão de "You Really Got Me". Como resultado, a canção foi gravada as pressas e lançada como um single antes que a banda Angel pudesse fazê-lo.

Outras versões e covers
A banda italiana I Califfi, em 1965:

13th Floor Elevators, em 1966:

Sly & Family Stone, em 1983:

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

You Really Got Me - I

Exatamente um ano atrás postei essa mesma canção. Depois seguiu-se um período de quatro meses sem postar coisa alguma. Cheguei a pensar que acabaria abandonando o blog. Felizmente voltei a postar em dezembro, mas o post que se seguiu estava em branco, e somente o seguinte é que tinha texto, e música. Não sei explicar bem o que aconteceu, mas passei um período sem ânimo nem vontade, seja para atualizar meu blog, seja para outras atividades diárias. Espero que esse período não volte mais. Decidi republicar esse post, e também publicar o post anexo, com informações sobre a canção, como uma forma de apagar esse período ruim. Também aviso ao visitantes do blog, que resolvi apagar os dois posts do ano passado, datados dos dias 3 de agosto e 22 de dezembro de 2014. Abaixo está o texto original do post do dia 3 de agosto.

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You Really Got Me

Ando sem imaginação para postar algo novo, seja sobre fotografia, cinema, etc. Não queria postar uma música quase que na sequência de outra, mas, para não deixar o blog outro período sem novidades, resolvi postar esse clássico do Rock And Roll lançado no ano de 1964. A escolha não foi ao acaso, ando escutando bastante essa música, e outras, dos anos 60 ultimamente.

Agora com vocês... The Kinks!

O som não é muito bom, e ainda tem aqueles irritantes gritos histéricos de fãs ao fundo. Mesmo assim escolhi esse vídeo por se se tratar de uma apresentação ao vivo no programa Shinding! da televisão norte americana no ano de 1965. Além disso, tenho a impressão que não ocorreu playback, mas posso estar enganado. o link é: https://www.youtube.com/watch?v=Eq_KQYVPadQ
Girl, you really got me goin'
You got me so I don't know what I'm doin' now
Yeah, you really got me now
You got me so I can't sleep at night
Yeah, you really got me now
You got me so I don't know what I'm doin' now
Oh yeah, you really got me now
You got me so I can't sleep at night
You really got me
You really got me
You really got me
See, don't ever set me free
I always want to be by your side
Girl, you really got me now
You got me so I can't sleep at night
Yeah, you really got me now
You got me so I don't know what I'm doin' now
Oh yeah, you really got me now
You got me so I can't sleep at night
You really got me
You really got me
You really got me
Oh no
See, don't ever set me free
I always want to be by your side
Girl, you really got me now
You got me so I can't sleep at night
Yeah, you really got me now
You got me so I don't know what I'm doin' now
Oh yeah, you really got me now
You got me so I can't sleep at night
You really got me
You really got me
You really got me

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Dancing In The Street - II

Dancing In The Street

Escrita por Marvin Gaye, Ivy Hunter e William “Mickey” Stevenson, compositores da lendária gravadora Motown, em 1964, “Dancing In The Street” (Dançando Na Rua) tornou-se um dos maiores sucessos da década de 1960.

Composição
William “Mickey” Stevenson teve a ideia inicial para a canção durante um passeio, com seu amigo Marvin Gaye, pelas ruas de Detroit, em um quente dia de verão. Ele viu alguns jovens brincando sob o jato de água de um hidrante aberto e, a partir da impressão de que os garotos estavam dançando, escreveu o rascunho da letra da música. A ideia inicial era compor uma balada, mas quando Gaye leu o rascunho concluiu que a canção soava muito mais dançante. A dupla reescreveu a canção e ofereceu-a para a cantora Kim Weston, que não se interessou em gravá-la. A seguir a canção foi apresentada para a cantora Martha Reeves, que pediu modificações na canção (segundo algumas fontes por considerá-la repetitiva).

Com a contribuição de (George) Ivy Hunter, um compositor recém-contratado pela Motown, uma nova versão foi criada. Segundo consta, Hunter achava que a música precisava de uma batida mais forte e bem marcada, então ele teve a ideia de bater com um pé de cabra em um pneu para conseguir o efeito sonoro que precisava.

Martha And The Vandellas
Martha Reeves era cantora profissional e tinha ido para Detroit atrás de um contrato com alguma gravadora da cidade. Enquanto não conseguia uma audição, ela trabalhava como secretária na Motown, e frequentemente gravava fitas demo com as novas composições (para serem depois ouvidas pelos cantores da casa). Sua voz impressionou os executivos da Motown e assim obteve um contrato com a gravadora em 1962. Ela convenceu-os a também contratar suas antigas colegas de banda, Annette Sterling e Rosalind Ashford, e registrá-las como um trio, com o nome de Martha And The Vandellas.

O trio já tinha obtido grande sucesso com algumas canções, como é o caso do single “Heat Wave”, quando entraram em estúdio para gravarem “Dancing In The Street”, em agosto de 1964. O single chegou na segunda posição na parada de sucessos americana e a posição numero 28 na parada britânica do mesmo ano. Em 1969 o single foi relançado no Reino Unido e obteve a posição numero 4 na parada de sucessos daquele pais.


Embora tenha sido composta sem qualquer mensagem oculta (era apenas uma dançante música de festa), em pouco tempo, criou-se uma controvérsia política em torno dela. “Dancing In The Street” começou a ser executada pelos organizadores das passeatas em favor dos direitos civis para atrair participantes. Por conta disso, algumas estações de rádio tocavam a música para apoiar e organizar manifestações, enquanto que outras rádios retiraram a canção de sua grade musical. 

Sobre o assunto, Martha Reeves declarou, em diversas ocasiões, que “Dancing In The Street” era uma música de festa. Por sinal ela manifestava certo desconforto quando percebia que tentavam transformá-la em uma líder politica. Berry Gordy, fundador e presidente da gravadora Motown, tinha como objetivo produzir canções voltadas para o publico em geral e fez o máximo para impedir que “Dancing In The Street”, bem como todas as demais canções do seu selo fonográfico, fossem tomadas como canções de protesto.

Outras versões
Entre as versões e covers de “Dancing In The Street”, feitas ao longo dos anos, vale a pena citar:

The Kinks, lançada no disco Kinda Kinks, de 1965


A versão, quase um cover, do grupo The Mamas And The Papas é a melhor de todas (segundo minha opinião, pelo menos). Foi lançada em 1966 como single, tendo no lado B a canção “Words Of Love”, e depois, no mesmo ano, no LP The Mamas & The Papas. A canção foi gravada em um momento conturbado da banda. A vocalista Michelle Phillips havia sido demitida e depois recontratada, nesse meio tempo, outra cantora foi contratada para gravar algumas músicas que foram usados no álbum. Por causa disso, não sei dizer se os vocais femininos da canção foram gravados apenas pela cantora “Mama” Cass Eliot. Abaixo, a apresentação deles no Festival Pop de Monterey, em 1967.


Black Oak Arkansas, no seu álbum Street Party, de 1974.


Van Halen, no LP Diver Down, de 1981


Versão para o Live Aid
Por fim, a versão de Mick Jagger e David Bowie, em 1985. O dueto fazia parte da campanha para arrecadas fundos para combater a fome na Africa, o Live Aid. A ideia original era fazer cada cantor se apresentar em um estádio localizado de cada lado do Oceano Atlantico e, com a ajuda de um sinal de satélite, fariam o dueto, que seria exibido em telões instalados em ambos os estádios, mas por problemas técnicos não foi possível realizar o projeto. Então, Jagger e Bowie se reuniram de junho de 1985 para gravar em um estúdio a canção e, na sequencia. gravarem um vídeo clip, concluindo todo o trabalho em apenas de treze horas. O vídeo foi exibido duas vezes no Live Aid, e os lucros advindos da venda do single foram direcionados para a caridade. 

Os cantores fizeram diversas modificações e acréscimos na letra original. Durante a canção eles fazem menção a diversos países, com o objetivo de fazer da caridade e a ajuda aos mais necessitados um objetivo mundial. Essa versão chegou ao topo da parada de sucesso do Reino Unido e alcançou a posição numero 7 na parada americana.