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domingo, 6 de maio de 2018

Hindenburg: O Desastre Explicado Através De Documentários

Hindenburg: O Desastre Explicado Através De Documentários

Oitenta e um anos atrás, em 6 de maio de 1937, o dirigível Hindenburg explodia no ar no aeródromo de Lakehurst, no estado de Nova Jérsei. Resolvi aproveitar a data e exibir os documentários a seguir que tratam do tema. Caso queiram saber mais, podem ler a página sobre o desastre do do Hindenburg na wikipédia.

O primeiro documentário selecionado por mim faz parte da série Segundos Fatais, exibido pela National Geographic. O documentário é bom, os primeiros 22 minutos são dedicados a contar um pouco da história do Hindenburg e de seus ocupantes. O restante do documentário é bem interessante pois diversas hipóteses são apresentadas e avaliadas. Apesar de a explicação para o acidente parecer ser convincente, convém levar em conta que o documentário apresenta uma hipótese, pois ninguém tem certeza sobre o que de fato ocorreu.

O segundo documentário (como todos os seguintes) é dublado em espanhol. Não sei dizer se ele faz parte de alguma série, apenas que foi exibido pelo Discovery Channel. Seu nome (no original em inglês) é Hindenburg: Fire In The Sky. Ele tem a mesma estrutura do documentário anterior, ainda que aborde de forma diferente alguns temas, o que permite uma comparação e acréscimo de informações. Ele foi gravado anos antes do documentário anterior, basta ver os rostos de Werner Doehner e Werner Franz, os sobreviventes que aparecem em ambos os documentários. A diferença entre este e o anterior, é que este dedica apenas os últimos 3 minutos para explicar o acidente, e de forma bem direta, sem fazer ponderações. É interessante, mas parece menos convincente.

O terceiro documentário tem uma abordagem diferente. Ele se propõem a explicar o acidente, mas, como a maioria dos documentários modernos, ele gasta muito mais tempo mostrando reuniões, com historiadores, especialistas e produtores de vídeo falando entre si, do que explicando efetivamente o acidente e oque acreditam ter sido a causa do mesmo. Tem certo interesse... Para ser franco, só coloquei o vídeo pois ele serve como um contraponto, uma versão diferente das demais.

O quarto vídeo está dividido em duas partes. É uma produção norte americana que foi dublada em espanhol e exibida no canal History. É bem impressionante, pois conta a história do criador dos zepelins, da empresa construtora dos dirigíveis, do Hindenburg, do acidente, de quase tudo... Apenas estranhei que no começo do documentário, disseram que o conde von Zeppelin teve, ele mesmo, a ideia de juntar vários balões para fazer um dirigível. Sei... E Santos Dumont? Ele não teve essa ideia antes? Bom, tirando isso, creio que vale a pena deixar esse documentário por último, pois ele é o mais completo de todos.

Segundos Fatais: O Dirigível Hindenburg:

Hindenburg Fire In The Sky:

O que Aconteceu com? O Desastre do Hindenburg:

O Hindenburg Parte1:

O Hindenburg Parte2:

O Desastre Do Hindenburg: Imagens De Arquivo

O Desastre Do Hindenburg: Imagens De Arquivo

Oitenta e um anos atrás, em 6 de maio de 1937, o dirigível Hindenburg explodia no ar no aeródromo de Lakehurst, no estado de Nova Jérsei. Depois de exibir documentários sobre o tema (vejam o post anterior), vou exibir imagens da época sobre o acidente. Caso queiram saber mais, podem ler a página sobre o desastre do do Hindenburg na wikipédia.

Existem muitos vídeos com imagens do acidente na internet, mas são poucos que estão completos, ou que tem as imagens em bom estado. Tem vídeos com as imagens borradas, vídeos com as imagens tremidas (tremidas por causa da cópia mal feita, e não porque o cinegrafista tremeu a câmera no momento em que filmava) e, em alguns casos, tem vídeo com texto sobre as imagens. Aí fica difícil enxergar algo.

O primeiro vídeo escolhido é o melhor de todos. Foi publicado um ano atrás, e foi um trabalho muito interessante de junção de imagens coletadas por diversos cinegrafistas. Acredito que tem até imagens que não são da época, provavelmente de algum documentário. A melhor parte são os momentos finais, nas quais são exibidas de forma sincronizada as imagens captadas por quatro equipes de filmagem da época (Hearst, British Movietone, Paramount e Pathé).

Tentei encontrar as imagens originais dessas quatro empresas, mas só consegui encontrar alguns vídeos devidamente identificados.

O vídeo abaixo foi produzido pela Pathé (ou British Pathé).

O terceiro vídeo parece ser do cinejornal produzido pela Hearst, mas não sei dizer se é original, ou se as imagens foram editadas.

O quarto (e último) vídeo parece ser o vídeo original da British Movietone.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Baby Let Me Take You Home - II

Baby Let Me Take You Home

O interessante de criar esse blog, e pesquisar a respeito das músicas de que gosto, é a possibilidade de descobrir histórias interessantes sobre as mesmas. Esse é o caso de “Baby Let Me Take You Home” que ficou famosa através da banda The Animals. A canção, creditada a Bert Russell (também conhecido como nome de Bert Berns) e Wes Farrell, é na verdade uma adaptação de uma antiga música popular americana. Fiz uma pesquisa para descobrir a história da canção, mas, pelo que li, ela é o resultado de uma série de adaptações feitas por diversos compositores e músicos. Uma vez que não tenho à minha disposição detalhes (por exemplo: quem teria sido o autor original, quem foram todos os compositores que contribuíram com a canção e melodia e as datas), irei contar o histórico dessa composicão de forma sucinta.


Os primórdios
A origem da canção não é muito clara. Alguns estudiosos da história do Blues defendem que ela teria sido composta bem antes dos anos 1930. O que se sabe com certeza é que em janeiro de 1935 o conjunto State Street Boys gravou a música “Don’t tear my Clothes”. Apesar de essa música ter uma letra bem diferente de “Baby Let Me Take You Home”, é possível perceber que ambas tem a mesma melodia e ritmo. Nos anos seguintes, diversas versões e adaptações foram feitas na melodia e letra de “Don’t tear my Clothes”, incluindo: “Don’t tear my Clothes”  do cantor Washboard Sam (1936),


“Mama Let Me Lay It On You”  do cantor Walter Coleman (1936),


“Baby Don’t You Tear My Clothes” do grupo The Harlem Hamfats (1937) (Não achei o vídeo), “Let You Linen Hang Low” da cantora Rosetta Howard (com o grupo The Harlem Hamfats) (1937),


e “Mama Let Me Lay It On You” do cantor Blind Boy Fuller (1938).

O Folk
No final da década de 1950 (provavelmente em 1959) a canção foi adaptada por Eric von Schmidt, um guitarrista, cantor e compositor de blues que começou a se interessar por um novo estilo musical que surgia nos EUA: O Folk. Von Schmidt ouviu pela primeira vez a música através da gravação Blind Boy Fuller e decidiu fazer própria versão, que recebeu o nome de "Baby, Let Me Follow You Down". Ele próprio contou que para isso usou cerca de “três quartos” da versão de outro compositor e músico chamado Reverendo Gary Davis. De fato as versões de von Schmidt e Davis são quase idênticas. Nos primeiros anos da década de 1960, o cantor de Folk Dave Van Ronk passou a se apresentar nas casas de café de Greenwich Village (bairro boêmio de Nova York) tocando a versão de Eric von Schmidt. Em pouco tempo "Baby, Let Me Follow You Down", tornou-se uma canção obrigatória nos cafés e bares frequentados por artistas alternativos de Nova York.

Entre os jovens músicos que frequentavam a cena underground de Greenwich Village estava o (jovem e ainda desconhecido) músico Bob Dylan, que incorporou a canção ao seu repertório e gravou-a em seu álbum de estréia (Bob Dylan, gravado em novembro de 1961). Lançado em março de 1962, o disco tornou-se um dos mais influentes da história da música (e até hoje considerado um dos melhores de todos os tempos por críticos e músicos), influenciando diversos músicos dos dois lados do Atlântico e trazendo fama internacional para a canção.


The Animals
Em março de 1964, a banda inglesa The Animals lançou seu single de estréia tendo no lado A a música “Baby Let Me Take You Home” (do lado B estava “Gonna Send You Back to Walker”). No Reino Unido o single atingiu a posição número 21. Nos Estados unidos, foi o lado B que fez algum sucesso, mas mesmo assim, o single não passou da posição 57.

Como descrito anteriormente, letra da canção é creditada Bert Russell (também conhecido como nome de Bert Berns) e Wes Farrell. Não tenho informações sobre como a letra foi composta ainda, mas, comparando-se essa versão com a de Bob Dylan, pode-se ver que elas possuem versos completamente diferentes, apenas a melodia é semelhante. A versão do The Animals começa com um impressionante arpejo de guitarra (do guitarrista Hilton Valentine), possui uma seção intermediária com um longo riff de órgão elétrico (acompanhado pelo resto da banda e cantor) e termina com a música duas vezes acelerada.

A versão do The Animals para “Baby let Me Take You Home” (e também a versão deles para “House Of The Rising Sun”) acabou influenciando Bob Dylan de tal forma, que este aderiu ao uso de instrumentos elétricos em suas canções, a partir do ano de 1966. Uma decisão que causou alguma controvérsia com os “puristas” do gênero Folk (para quem a guitarra elétrica era o simbolo da indústria fonográfica e do maistream).