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sábado, 6 de junho de 2015

Curtindo A Vida Adoidado - Ferris Bueller's Day Off

Apesar de o filme Curtindo A Vida A Doidado (Ferris Bueller's Day Off) ter sido lançado no dia 11 de junho de 1986, nos Estados Unidos, descobri que o dia que Ferris Bueller tirou para curtir a vida se passou no dia 5 de junho de 1985. Não deu para postar ontem, mas mesmo com um dia de atraso, acho que vale a pena comentar. Para não perder tempo tentando explicar um filme que não tem que ser explicado, mas sim curtido, resolvi reproduzir o texto abaixo, que retirei do site do jornal britânico The Independent. Fiz algumas modificações na tradução, mas a essência do texto está aí. O endereço é: http://www.independent.co.uk/arts-entertainment/films/news/ferris-bueller-took-his-day-off-30-years-ago-today-10299842.html 

Ferris Bueller teve seu dia de curtição 30 anos atrás


Por Christopher Hooton
Se você já esteve sentado atrás de uma mesa, seja na escola ou no escritório, e pensou em se levantar, caminhar em direção à saída, vestir um casaco e ir para um museu, agradeça ao filme Curtindo A Vida A Doidado (Ferris Bueller's Day Off) que estreiou nesse exato dia (5 de junho) há 30 anos.

Sabemos isso graças a uma investigação incrivelmente aprofundada feita pela BaseballProspectus.com, que em 2011 conseguiu rastrear o jogo exato que Ferris, Sloane e Cameron estavam assistindo No Chicago Wrigley Field (Cubs contra o Braves, 5 de junho de 1985) por analisar quem estava no campo e como eles se saíram em cada turno.

É loucura pensar que se passaram 30 anos desde que o filme de John Hughes foi lançado, e ainda causa impacto e é mostrado em cinemas indie hoje.

Claro, pode não ser tão fácil de fingir uma doença em 2015, não menos importante, porque você está mais susceptível de deixar um rastro de mídia social (além de pais tendem a não "trench coats e trilbys" (Não sei traduzir isso), tornando mais difícil retirar sua menina do ensino médio), mas aquela sensação de que precisam matar aula, mesmo que apenas para vagabundear pela cidade e tentar recolher algum senso de perspectiva, ainda é algo a maioria de nós podem se por no lugar.

Curtindo A Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off) seguiu outros clássicos cult de John Hughes, como Clube Dos Cinco (The Breakfast Club) e Gatinhas E Gatões (Sixteeen Candles), e fez 70 milhões dólares nas bilheterias, apesar de ter um orçamento de apenas US $ 5 milhões e ter levado apenas seis dias para escrever o roteiro.

Vamos apenas esperar que ninguém tenha a pachorra de fazer uma continuação, pois o anúncio da Honda já era ruim o suficiente. (Matthew Broderick fez um comercial para a Honda retomando o personagem Ferris Bueller).

Oh Yeah!

Hughes, que morreu em 2009, certamente não teria queria um.

"Pensamos em uma sequencia de Ferris Bueller, onde ele estaria na faculdade ou em seu primeiro emprego, e o mesmo tipo de coisas que iria acontecer de novo", disse ele uma vez. "Mas nenhum de nós encontrou um gancho muito emocionante para isso. O filme é sobre um tempo singular em sua vida."

Matthew Broderick, que interpretou Ferris, ecoou seus sentimentos dizendo que era sobre um específico "momento de sua vida".

Alan Ruck (Cameron) também concordou: "Mas apenas por diversão", ele acrescentou, "Eu costumava pensar: Por que não esperar até que Matthew e eu estamos com nossos setenta anos de idade e fazer O Retorno de Ferris Bueller e com Cameron em uma casa de repouso. Ele realmente não precisava estar lá, mas ele simplesmente decidiu que sua vida tinha acabando, então ele se internou em um lar de idosos. E Ferris vem e tira ela da casa. E eles vão para, tipo, um bar de strip tease e tudo isso se transforma em acontecimentos ridículos. E depois, no final do filme, Cameron morre ".

Essa foi a única cópia disponível no YouTube, imagino que será retirada do ar em breve

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Dancing In The Street - II

Dancing In The Street

Escrita por Marvin Gaye, Ivy Hunter e William “Mickey” Stevenson, compositores da lendária gravadora Motown, em 1964, “Dancing In The Street” (Dançando Na Rua) tornou-se um dos maiores sucessos da década de 1960.

Composição
William “Mickey” Stevenson teve a ideia inicial para a canção durante um passeio, com seu amigo Marvin Gaye, pelas ruas de Detroit, em um quente dia de verão. Ele viu alguns jovens brincando sob o jato de água de um hidrante aberto e, a partir da impressão de que os garotos estavam dançando, escreveu o rascunho da letra da música. A ideia inicial era compor uma balada, mas quando Gaye leu o rascunho concluiu que a canção soava muito mais dançante. A dupla reescreveu a canção e ofereceu-a para a cantora Kim Weston, que não se interessou em gravá-la. A seguir a canção foi apresentada para a cantora Martha Reeves, que pediu modificações na canção (segundo algumas fontes por considerá-la repetitiva).

Com a contribuição de (George) Ivy Hunter, um compositor recém-contratado pela Motown, uma nova versão foi criada. Segundo consta, Hunter achava que a música precisava de uma batida mais forte e bem marcada, então ele teve a ideia de bater com um pé de cabra em um pneu para conseguir o efeito sonoro que precisava.

Martha And The Vandellas
Martha Reeves era cantora profissional e tinha ido para Detroit atrás de um contrato com alguma gravadora da cidade. Enquanto não conseguia uma audição, ela trabalhava como secretária na Motown, e frequentemente gravava fitas demo com as novas composições (para serem depois ouvidas pelos cantores da casa). Sua voz impressionou os executivos da Motown e assim obteve um contrato com a gravadora em 1962. Ela convenceu-os a também contratar suas antigas colegas de banda, Annette Sterling e Rosalind Ashford, e registrá-las como um trio, com o nome de Martha And The Vandellas.

O trio já tinha obtido grande sucesso com algumas canções, como é o caso do single “Heat Wave”, quando entraram em estúdio para gravarem “Dancing In The Street”, em agosto de 1964. O single chegou na segunda posição na parada de sucessos americana e a posição numero 28 na parada britânica do mesmo ano. Em 1969 o single foi relançado no Reino Unido e obteve a posição numero 4 na parada de sucessos daquele pais.


Embora tenha sido composta sem qualquer mensagem oculta (era apenas uma dançante música de festa), em pouco tempo, criou-se uma controvérsia política em torno dela. “Dancing In The Street” começou a ser executada pelos organizadores das passeatas em favor dos direitos civis para atrair participantes. Por conta disso, algumas estações de rádio tocavam a música para apoiar e organizar manifestações, enquanto que outras rádios retiraram a canção de sua grade musical. 

Sobre o assunto, Martha Reeves declarou, em diversas ocasiões, que “Dancing In The Street” era uma música de festa. Por sinal ela manifestava certo desconforto quando percebia que tentavam transformá-la em uma líder politica. Berry Gordy, fundador e presidente da gravadora Motown, tinha como objetivo produzir canções voltadas para o publico em geral e fez o máximo para impedir que “Dancing In The Street”, bem como todas as demais canções do seu selo fonográfico, fossem tomadas como canções de protesto.

Outras versões
Entre as versões e covers de “Dancing In The Street”, feitas ao longo dos anos, vale a pena citar:

The Kinks, lançada no disco Kinda Kinks, de 1965


A versão, quase um cover, do grupo The Mamas And The Papas é a melhor de todas (segundo minha opinião, pelo menos). Foi lançada em 1966 como single, tendo no lado B a canção “Words Of Love”, e depois, no mesmo ano, no LP The Mamas & The Papas. A canção foi gravada em um momento conturbado da banda. A vocalista Michelle Phillips havia sido demitida e depois recontratada, nesse meio tempo, outra cantora foi contratada para gravar algumas músicas que foram usados no álbum. Por causa disso, não sei dizer se os vocais femininos da canção foram gravados apenas pela cantora “Mama” Cass Eliot. Abaixo, a apresentação deles no Festival Pop de Monterey, em 1967.


Black Oak Arkansas, no seu álbum Street Party, de 1974.


Van Halen, no LP Diver Down, de 1981


Versão para o Live Aid
Por fim, a versão de Mick Jagger e David Bowie, em 1985. O dueto fazia parte da campanha para arrecadas fundos para combater a fome na Africa, o Live Aid. A ideia original era fazer cada cantor se apresentar em um estádio localizado de cada lado do Oceano Atlantico e, com a ajuda de um sinal de satélite, fariam o dueto, que seria exibido em telões instalados em ambos os estádios, mas por problemas técnicos não foi possível realizar o projeto. Então, Jagger e Bowie se reuniram de junho de 1985 para gravar em um estúdio a canção e, na sequencia. gravarem um vídeo clip, concluindo todo o trabalho em apenas de treze horas. O vídeo foi exibido duas vezes no Live Aid, e os lucros advindos da venda do single foram direcionados para a caridade. 

Os cantores fizeram diversas modificações e acréscimos na letra original. Durante a canção eles fazem menção a diversos países, com o objetivo de fazer da caridade e a ajuda aos mais necessitados um objetivo mundial. Essa versão chegou ao topo da parada de sucesso do Reino Unido e alcançou a posição numero 7 na parada americana.