quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1949

Mais uma fotografia vencedora do Prêmio Pulitzer. Dessa vez, o ganhador do prêmio de fotografia de 1949. Sempre que possível irei contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), como nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações.

Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1949: Categoria Fotografia

Vencedor: Nathaniel Fein do periódico New York Herald Tribune

Título: “Babe Ruth Bows Out” (“Babe Ruth Aposenta-se”)

Câmera: 4X5 Speed Graphic

Lente: Desconhecido

Velocidade: 1/25 E Abertura Do Obturador: f 5.6

Filme: Kodak


George Herman Ruth Jr (1895-1948), conhecido como "Babe" Ruth foi uma lenda do beisebol norte americano tendo jogado em três times diferentes ao longo de 22 temporadas (1914-1935) na Major League Baseball. Famoso por seu estilo de jogo e por quebrar recordes, é creditado a ele ter ajudado a popularizar o beisebol na década de 1920.

Conhecido por seu carisma e por sua instituição de caridade, "Babe" Ruth foi elevado ao título de maior jogador de beisebol de todos os tempos e é ainda hoje considerado um dos maiores heróis esportivos americanos. Após sua aposentadoria ele tentou ser técnico sem sucesso.

Mesmo com a saúde debilitada pelo câncer, que havia se alastrado pelo corpo, ele participou da celebração pelos 25 anos da inauguração do estádio do Yankee, em 1948. Cinquenta mil pessoas compareceram ao evento, sobretudo para homenagear "Babe" Ruth. Dois meses depois ele faleceria.

Comentário sobre a fotografia
"Babe" Ruth posou para fotografias ao lado de seus companheiros do time de 1923, mas a fotografia que marcaria o evento não foi uma daquelas inúmeras mostrando ele perfilado mas sim a fotografia acima, tirada por trás, mostrando "Babe" Ruth inclinado, apoiado em seu bastão de beisebol, como se fosse uma bengala, com um ar de distinção, como se fosse um senhor. Além de estar distanciado de seus companheiros, como se eles estivessem prestando homenagem, Ruth estava de frente para o "Ruthville", campo direito, para onde "Babe" Ruth sempre jogava suas bolas após rebater. Por fim, na fotografia é possível ver o número 3. O time dos Yankees decidiu aposentar a camisa número três em homenagem a "Babe" Ruth.

A foto foi inicialmente publicada na seção de esportes do New York Herald Tribune, mas depois foi transferida para a capa do jornal, tornando-se um ícone da fotografia esportiva norte americana.

Sobre o fotógrafo
Nathaniel Fein (1914-2000) era um fotógrafo social. Ele sempre procurava os melhores ângulos das pessoas e posses diferentes e interessantes. Fein tirou várias fotografias de Ruth, dentro dos vestiários, com os colegas, perfilado, mas não estava satisfeito com os resultados, até que se posicionou atrás de "Babe" Ruth, lembrou que a camisa "3" seria aposentada e tirou a foto, sem flash mesmo. Fein trabalho para o New York Herald Tribune por 33 anos. Foi um dos mais premiados fotógrafos de sua geração.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

A Queda - Der Untergang

A Queda: As Últimas Horas de Hitler - Der Untergang

A Queda: As Últimas Horas de Hitler é um filme alemão de 2004, que mostra os últimos dez dias da vida de Hitler em seu bunker em 1945. O filme foi escrito por Bernd Eichinger, baseados em diversos depoimentos de pessoas que presenciaram os fatos.

Em português:

Em espanhol:

Em alemão (original) com legendas em diversos idiomas, inclusive em português de Portugal (para acessar esses diferentes idiomas, é necessário clicar em tela inteira e depois em detalhes):

sábado, 27 de janeiro de 2018

Easy - II

Easy


Composta por Lionel Richie, vocalista da banda Commodores, "Easy" é uma lenta balada que fala do final de um relacionamento amoroso, mas, ao invés de estar deprimido, o narrador demonstra estar conformado com a situação.

Lançada em 18 de março de 1977, a canção foi a tábua de salvação dos Commodores, que até então não haviam conseguido lançar um grande sucesso pela sua gravadora, a Motown.


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Easy - I

Easy

Por conta do Rock In Rio, que aconteceu em dois finais de semana de setembro (agora) acabei ouvindo muito uma música que me fez lembrar a minha adolescência, a canção "Easy".

Com vocês... Faith No More!

Li em algum lugar que existiriam dois clipes oficiais do Faith No More para essa canção. Mas somente encontrei esse vídeo no YouTube. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=vPzDTfIb0DU

I know it sounds funny but I just can't stand the pain
Girl I'm leaving you tomorrow
Seems to me girl you know I've done all I can
You see I begged, stole, and I borrowed
Yeah...Ooo
That's why I'm easy
Aah, aah, aah, aah
I'm easy like Sunday morning
Aah, aah, aah, aah
That's why I'm easy
Aah, aah, aah, aah
Easy like Sunday morning
I wanna be high
So high
I wanna be free to know the things I do are right
I wanna be free
Just me
Oh babe...
Ooh!
That's why I'm easy
Aah, aah, aah, aah
I'm easy like Sunday morning
Aah, aah, aah, aah
That's why I'm easy
Aah, aah, aah, aah
Easy like Sunday morning

Escadarias Pelo Mundo - VIII

Escadarias Pelo Mundo

Depois de uma sequência com escadarias internas, vou voltar a exibir escadarias externas. A ideia para publicar esstas fotos veio algumas semanas atrás, quando vi em um site uma lista de escadarias famosas, ou pelo menos inusitadas, espalhadas pelo mundo. Parece que a lista havia sido feita originalmente por um site americano, mas diversos outros sites ao redor do mundo resolveram copiar e fazer modificações na lista original. Gostei da ideia, e por isso, resolvi fazer a minha própria lista.

Duisburg - Alemanha
De longe, parece uma montanha-russa. Mas ao chegar mais perto percebe-se que a atração conhecida como Montanha Mágica, ou Tigre e Tartaruga, na cidade alemã de Duisburg, é uma gigantesca escadaria com 249 degraus e vista sobre o rio Reno.
Para os curiosos: Não é possível andar pelo looping. Esta parte está fechada por uma barreira.

Munique - Alemanha
Essa escultura, que também é uma escadaria é criação do artista dinamarquês Olafur Eliasson, "Umschreibung" ("reescrevendo" em alemão) é uma escadaria com forma de dupla-hélice e com 30 metros de altura.
A escadaria/escultura está situada em frente à sede de uma grande empresa alemã em Munique, é meramente decorativa, e não leva a lugar nenhum.

Escadarias Pelo Mundo - VII

Escadarias Pelo Mundo

Continuando a série sobre escadarias, neste post, como nos dois anteriores estão escadarias internas, localizadas dentro de edifícios. Dependendo do ângulo, algumas são verdadeiras obras de arte. Coletei as imagens a seguir a partir de diversos sites. Infelizmente as fotos não costumam vir com algum texto identificando de onde as fotos foram tiradas, nem os nomes dos edifícios, nem as cidades onde estão localizadas. Assim que descobrir de onde cada foto foi tirada, irei atualizar o post. Enquanto isso, apreciem as inusitadas figuras geométricas que surgem a partir das espirais. Nesse post, a minha escadaria preferida é a quinta foto.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Blessed Event - Fraldário De Votação e Não! Não É Assim Que Se Faz

Meses atrás, entrei em um sebo de São Paulo e encontrei um livro de bolso (pocket book) com uma coletânia de charges sobre maternidade. Gostei muito e resolvi comprar. Imagino que o livro, mesmo tendo sido publicado 59 anos atrás, ainda esteja sob proteção de imagem e direitos autorais. Mesmo assim vou reproduzí-lo integralmente em meu blog. Aproveitem e se divirtam com as charges de autoria de Bill O'Malley.

As charges não tinham título, por isso, os títulos abaixo são de minha autoria.

"Fraldário De Votação" E "Não! Não É Assim Que Se Faz"

Legenda da primeira charge: "O que você acha?... Eu vou (quero) trocar (a fralda) do bebê."
Legenda da segunda charge: "Sente-se aí e relaxe, querida, eu vou lavar e passar óleo no bebê."

Blessed Event - Quadro De Instruções e Perdido Em Casa

Meses atrás, entrei em um sebo de São Paulo e encontrei um livro de bolso (pocket book) com uma coletânia de charges sobre maternidade. Gostei muito e resolvi comprar. Imagino que o livro, mesmo tendo sido publicado 59 anos atrás, ainda esteja sob proteção de imagem e direitos autorais. Mesmo assim vou reproduzí-lo integralmente em meu blog. Aproveitem e se divirtam com as charges de autoria de Bill O'Malley.

As charges não tinham título, por isso, os títulos abaixo são de minha autoria.

"Quadro De Instruções" E "Perdido Em Casa"

Legenda da segunda charge: "... vista sua camisa azul, e você vai achar suas meias azuis na gaveta de baixo do lado esquerdo... sua camiseta branca está na mesma gaveta do lado direito..."

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Blessed Event - Presentes e Móbile Pai

Meses atrás, entrei em um sebo de São Paulo e encontrei um livro de bolso (pocket book) com uma coletânia de charges sobre maternidade. Gostei muito e resolvi comprar. Imagino que o livro, mesmo tendo sido publicado 59 anos atrás, ainda esteja sob proteção de imagem e direitos autorais. Mesmo assim vou reproduzí-lo integralmente em meu blog. Aproveitem e se divirtam com as charges de autoria de Bill O'Malley.

As charges não tinham título, por isso, os títulos abaixo são de minha autoria.

"Presentes" E "Móbile Pai"

Bring It On Home To Me - II

Bring It On Home To Me

"Bring It On Home To Me" foi composta pelo cantor e compositor norte americano Sam Cooke, que gravou sua versão, com um estilo mais próximo ao R&Blues. A canção é sobre um cara que perde sua namorada, no começo ele não se importou, mas depois, a falta dela, o faz prometer que fará tudo para recuperá-la. A canção foi lançada em 8 de Maio de 1962 pelo selo RCA Victor, tendo no lado B a canção "Having A Party", e atingiu a posição número 13 na Billboard Hot 100.

Outras versões
"Bring It On Home To Me" foi gravada em muitos estilos diferentes por uma variedade de artistas, sempre com grande sucesso:
Sam Cooke, em 1962:
Animals, em 1965:
Ottis Redding e Carla Thomas, em 1967:
Eddie Floyd, em 1968:
Lou Rawls, em 1970:
Mickey Gilley, em 1976:

sábado, 26 de setembro de 2015

Bring It On Home To Me - I

Bring It On Home To Me

Faz um tempo que não publico alguma canção dos Animals. Adoro essa canção. No próxmo post eu forneço informações sobre essa composição de Sam Cooke.

Senhoras e senhores... Os Animals!

Claramente houve um playback, mas escolhi esse vídeo, pois ele fazia parte de um programa da televisão americana. É curioso ver a atuação dos integrantes da banda, enquanto ao fundo alguns gaiatos dançam ao som da música. O endereço é: https://www.youtube.com/watch?v=ZntYBFyuZd4

If you ever change your mind
About leaving, leaving me behind
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, oh yeah
You know I laughed, when you left
But now I know I've only hurt myself
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah
I'll give you jewelry, money too
And that's not all, all I'll do for you
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah
You know I'll always be your slave
Until I'm dead and buried in my grave
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah
If you ever change your mind
About leaving, leaving me behind
Oh, bring it to me, bring your sweet loving
Bring it on home to me, yeah, yeah, yeah, yeah

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Escadarias Pelo Mundo - VI

Escadarias Pelo Mundo

Continuando a série sobre escadarias, neste post, como nos dois anteriores estão escadarias internas, localizadas dentro de edifícios. Dependendo do ângulo, algumas são verdadeiras obras de arte. Coletei as imagens a seguir a partir de diversos sites. Infelizmente as fotos não costumam vir com algum texto identificando de onde as fotos foram tiradas, nem os nomes dos edifícios, nem as cidades onde estão localizadas. Assim que descobrir de onde cada foto foi tirada, irei atualizar o post. Enquanto isso, apreciem as inusitadas figuras geométricas que surgem a partir das espirais. Nesse post, a minha escadaria preferida é a quinta foto.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Escadarias Pelo Mundo - V

Escadarias Pelo Mundo

Continuando a série sobre escadarias, neste post, como nos dois anteriores estão escadarias internas, localizadas dentro de edifícios. Dependendo do ângulo, algumas são verdadeiras obras de arte. Coletei as imagens a seguir a partir de diversos sites. Infelizmente as fotos não costumam vir com algum texto identificando de onde as fotos foram tiradas, nem os nomes dos edifícios, nem as cidades onde estão localizadas. Assim que descobrir de onde cada foto foi tirada, irei atualizar o post. Enquanto isso, apreciem as inusitadas figuras geométricas que surgem a partir das espirais. Nesse post, a minha escadaria preferida é a segunda foto.

De "Abracadabra" A "Revolver", A Gênese De Um Álbum Dos Beatles

Li essa matéria no site do estadão alguns dias atrás, mas somente hoje encontrei-o novamente. Uma nota interessante, é que os Beatles tinham péssimas ideias iniciais para nomear seus álbuns. Abbey Road quase se chamou "Everest". Please Please Me quase se chamou "Off The Beatle Track" (para saber mais leia esse post antigo: http://naomedeixesermalinterpretado.blogspot.com.br/2014/04/beatlelandia-marco-de-1963.html. Felizmente a banda não deu esses nomes ridículos para seus álbuns... O link para o site do estadão é: http://cultura.estadao.com.br/blogs/sonoridades/de-abracadabra-a-revolvera-genese-de-um-album-dos-beatles/

De ‘Abracadabra’ a ‘Revolver’,a gênese de um álbum dos Beatles.

Carlos de Oliveira
08 setembro 2015 | 17:12

Rubber Soul levou os Beatles a Revolver, o álbum que decretou a maioridade musical da banda inglesa. É o disco das surpresas melódicas e da maturidade nas letras. Foi lançado há 49 anos, no dia 5 de agosto de 1966. Por pouco ele não se chamou "Abracadabra", com uma capa bem diferente. Coube ao alemão Klaus Voormann dar a aparência final do álbum.

O que seria do rock sem suas lendas, algumas delas bem verdadeiras? Muito provavelmente, ele perderia um pouco de seu magnetismo, de seu encanto. Por falar de encanto, essa palavra remete a um dos mais importantes álbuns dos Beatles, aquele em que eles deram o salto rumo à maturidade musical. Revolver nada teve a ver com a arma. Foi, sim, uma palavra para definir o movimento de rotação, nesse caso específico, a rotação de um disco na vitrola. Estávamos em 1966 e as vitrolas estavam em alta.
A capa de Abracadabra, rejeitada pelos Beatles. Em seu lugar surgiria Revolver, com capa desenhada pelo alemão Klaus Voormann.

Mas e a lenda? Vamos a ela: faltou pouco para Revolver nem existir. O sétimo álbum da banda quase se chamou Abracadabra. O nome, ligado de alguma forma à magia, ao encantamento, até que não estava muito fora da proposta de renovação, de surpresa, perseguida pela banda desde Rubber Soul.

Espiral – Mas era um título meio infantil, meio insosso, e foi recusado. Com o nome foi-se também a capa idealizada pelo brilhante fotógrafo Robert Freeman: uma colagem em espiral, feita com fotos repetidas do rosto de cada beatle.
A capa de Rubber Soul, que antecedeu Revolver: foto de Robert Freeman.

Freeman era velho conhecido dos Beatles, autor das fotos de outras capas como With the Beatles, Beatles for Sale, Help e Rubber Soul, além de uma série de outras fotos da banda.

Consumada a recusa de Abracadabra, John Lennon lembrou-se de Klaus Voormann, artista plástico e músico alemão, amigo dos Beatles dos tempos em que a banda tocava em inferninhos de Hamburgo, Alemanha, no início dos anos 60.

Existencialistas – Voormann era namorado da fotógrafa Astrid Kirshherr, autora das várias fotos que documentam a passagem dos ainda adolescentes beatles por Hamburgo. Ambos integravam um grupo de artistas orientados pelo existencialismo, os chamados Exis. Rompido o namoro com Klaus, Astrid uniu-se a Stuart Sutcliffe, na época baixista dos Beatles, que morreria pouco tempo depois, em 1962, de um derrame cerebral.
Os esboços de Klaus Voormann para a capa de Revolver: 40 libras de pagamento e um Grammy em 1966.
Klaus Voormann em 1966 e a versão final da capa de Revolver.
A foto que serviu de contracapa do álbum Revolver.

40 libras – A capa do novo disco foi produzida em poucos dias. Voormann fez cinco esboços e o escolhido encaixou-se perfeitamente com a proposta do álbum: ele teria de refletir algo novo, um certo sabor de vanguarda.

Aquele 1966 estava sendo um ano de descobertas, entre elas os tais estados alterados de percepção. Os Beatles haviam entrado na sua fase lisérgica. Terminado o trabalho (uma colagem mesclando fotos e desenhos), Voormann recebeu 40 libras e o Grammy de Melhor Capa de 1966.

Algumas palavras mais sobre Voormann. Além de artista plástico, o amigo alemão dos Beatles também era baixista. Tocou com a banda de Manfred Mann, com George Harrison no álbum All Things Must Pass, com Ringo Starr e com John Lennon, na fase pós-Beatles.

De volta a Revolver. Se era novidade o que os Beatles queriam, ela surgiu logo na primeira faixa do novo álbum. Pela primeira vez na história da banda, uma composição de George Harrison abria o disco.

Algumas faixas"Taxman" foi uma música de protesto. Não a tradicional canção contra a guerra do Vietnam, muito em moda na época, mas contra a absurda carga de impostos que caía em cascata sobre ganhos financeiros numa Inglaterra administrada pelo então primeiro-ministro trabalhista Herold Wilson.

Em 1980, Lennon, em entrevista à Playboy, disse que George chegou a pedir-lhe ajuda com a música. Meio de má vontade (“sempre fomos Lennon e McCartney”), John sugeriu o backing vocal que, além de Herold Wilson, cita Edward Heath, líder conservador. Embora, pelo menos oficialmente, Harrison fosse o guitarrista solista da banda, foi McCartney que fez o antológico solo da música. Taxman continua atual. Nos Estados Unidos, ela é tocada nas rádios e nos noticiários de TV todo dia 15 de abril, data em que as declarações de renda devem ser entregues ao fisco americano.

Eleanor – Quatro violinos, duas violas e dois cellos pontearam a lúgubre "Eleanor Rigby" – esposa de um certo Thomas Wood, que morreu em 10 de outubro de 1939, aos 44 anos, enquanto dormia. É o que diz a lápide de granito perdida entre tantas outras no Woolton Cemetery, ao sul de Liverpool.  Ainda hoje, ouvidos musicais mais privilegiados (ou delirantes) garantem identificar algum sotaque de Bachianas Brasileiras, de Heitor Villa-Lobos, no fraseado de cordas que acompanha a desafortunada Eleanor até seu túmulo.

Dó maior – Em Revolver, os Beatles conseguiram acomodar uma melodiosa "Here, There and Everywhere" com a desconstrutivista, dadaísta até, "Tomorrow Never Knows", perturbadora obra proposta por John Lennon, cuja harmonia é um único acorde de dó maior.

Motow – Em "Got to Get You Into My Life", a voz forte de Paul foi buscar cumplicidade nos jazzistas britânicos, que comparaceram com três trompetistas (Eddy Thorton, Ian Hamer e Les Conlon) e dois saxofonistas (Alan Branscombe e Pete Coe), que atacaram a faixa com a energia dos gênios negros da norte-americana Motow.

Os Beatles e Revolver devem muito a Geoff Emerick, engenheiro de som da EMI que trabalhava com o produtor e ‘quinto beatle’ George Martin.  A Emerick e a suas subversões são creditadas a riqueza de timbres que emana do álbum. A EMI era uma empresa ortodoxa. Cheia de regras técnicas, não permitia a utilização de microfones junto aos instrumentos e amplificadores. Alegava que os sensíveis equipamentos seriam danificados.
John, Paul, Ringo e George em estúdio, durante as gravações de Revolver, em 1966.

Novo som – Inconformado com tais regras, Emerick aproximou os microfones dos amplificadores, violões, violinos, metais e, principalmente, da bateria. O resultado foi demolidor. O som dos Beatles mudou radicalmente. Para melhor. A EMI detestou e vetou a manobra. Os Beatles adoraram e desafiaram o status quo. Numa reunião tensa com a direção da gravadora, o ultimato: “De agora em diante, esse é o nosso som. Ou será assim ou não será de jeito nenhum”, disse um resoluto Paul McCartney, em nome do grupo.

Como seria mais fácil comprar microfones novos do que descobrir outra mina de ouro como os Beatles, a EMI cedeu. Revolver tornava-se um dos mais espetaculares disco da banda. Hoje, 49 anos depois, ele continua novo, à frente do tempo, surpreendente a cada nota, a cada verso. A um passo de se tornar eterno. Por falar em eterno, vale lembrar que depois de Revolver veio Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band.

E novas lendas estavam a caminho.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Blessed Event - Abastecendo O Bebê

Meses atrás, entrei em um sebo de São Paulo e encontrei um livro de bolso (pocket book) com uma coletânia de charges sobre maternidade. Gostei muito e resolvi comprar. Imagino que o livro, mesmo tendo sido publicado 59 anos atrás, ainda esteja sob proteção de imagem e direitos autorais. Mesmo assim vou reproduzí-lo integralmente em meu blog. Aproveitem e se divirtam com as charges de autoria de Bill O'Malley.

As charges não tinham título, por isso, os títulos abaixo são de minha autoria.

"Abastecendo O Bebê"

Tradução da charge: "Completa!"

Blessed Event - Importância Progressiva e Reforma

Meses atrás, entrei em um sebo de São Paulo e encontrei um livro de bolso (pocket book) com uma coletânia de charges sobre maternidade. Gostei muito e resolvi comprar. Imagino que o livro, mesmo tendo sido publicado 59 anos atrás, ainda esteja sob proteção de imagem e direitos autorais. Mesmo assim vou reproduzí-lo integralmente em meu blog. Aproveitem e se divirtam com as charges de autoria de Bill O'Malley.

As charges não tinham título, por isso, os títulos abaixo são de minha autoria.

"Importância Progressiva" E "Reforma"

Legenda da segunda charge: "Eu estou mudando o papel de parede no berçario... o bebê estava aborrecido."