domingo, 20 de maio de 2018

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - II

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - II

Não sei dizer se o documentário a seguir chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome. Eu traduzi o título a partir do original, mas na internet existem cópias dessa série de documentários com o nome de A História Da Coca-Cola, o que além de ser um nome bem genérico e ser usado por outros documentários, na prática está errado. Como título original diz, o documentário The Cola Conquest trata da histórica disputa tratada entre a Coca-Cola Company e a Pepsi Company pelo mercado mundial de refrigerantes. O interessante, é que ao longo da série, o mercado de refrigerantes global, é tratado como sendo sinônimo de refrigerantes a base de cola. Claro que nós sabemos que existem refrigerantes de diversos tipos (soda, limão, guaraná, quinino, etc), mas parece que nos Estados Unidos não é bem assim.

Esse segundo episódio já fala da disputa entre a Coca-Cola e a Pepsi. A série não é perfeitamente linear, então ela começa falando da disputa entre as empresas pelo mercado consumidor dos países que compunham o antigo bloco comunista, e depois volta no tempo para falar sobre como as empresas estavam após a Primeira Guerra Mundial. Enquanto a Coca-Cola eram a grande empresa, que foi comprada por 25 milhões de dólares, a Pepsi estava ameaçada de falência. Fala sobre a expansão da Coca-Cola pelo mundo antes e depois da Segunda Guerra. Por sinal a Segunda Guerra foi boa para a Coca-Cola, por motivos que vocês verão. 

Essa série é de 1998, por isso ele parece um pouco antiquado e até mesmo desatualizado, mas não deixa de ser de interesse geral. Como expliquei anteriormente, não sei se o título em português é oficial, nem quem colocou as legendas, mas parece que o documentário foi bem traduzido, apesar de alguns pequenos erros.

Legendado em português:

Em inglês:

sexta-feira, 18 de maio de 2018

A Grande Migração Africana - The Great African Migration - II

A Grande Migração Africana

Estava procurando no YouTube um documentário interessante para publicar, quando descobri essa série sobre a migração do gnus em quatro episódios. O documentário é recente, de 2015, e é apresentado por Ben Fogle. Ele tem alguma fama no Reino Unido, seja como escritor, seja como apresentador de documentários sobre a vida natural. E parece que ele tem uma certa preferência pela África. Encontrei uma cópia, esta em espanhol, que foi exibida na TVE da Espanha, e outra cópia em inglês. Espero que essas cópias não saiam do ar, caso saiam, irei procurar substitutas, caso existam.

Em espanhol:

Em inglês:

segunda-feira, 14 de maio de 2018

O Rei Do Laço - Pardners

O Rei Do Laço - Pardners

O Rei Do Laço (Pardners) é outro filme que era constantemente reprisado na televisão ao longo da minha infância (durante os anos 1980). Infelizmente, como a maioria dos filmes antigos, ele foi desaparecendo da programação dos canais da televisão aberta, sendo substituído pelos filmes atuais, aonde algum "mocinho" psicopata "bate de frente" (e na cara, no fígado, onde alcançar) de vilões que acabam tendo mortes hediondas nas mãos dos "mocinhos".

Esse não é meu filme preferido de Jerry Lewis (sozinho ou em dupla com Dean Martin), mas não deixa de ser um bom filme. Aqueles que não curtem comédia ao estilo pastelão (e este seria um exemplo de semi pastelão) não vão gostar. O filme começa com Waden Kingsley (Jerry Lewis) e Slim Mosely (Dean Martin) sendo mortos enquanto enfrentavam a quadrilha de Sam Hollis, que queria tomar posse da fazenda de Kingsley. Durante o confronto, a esposa de Kingsley deixou a fazenda para voltar para Nova Iorque e criar um império econômico. Vinte cinco anos depois, em 1910, Slim Mosely Jr. (Martin) vai visitar a Sra Kingsley para pedir ajuda à ela para salvar a Fazenda K, que ficou nas mãos de uma sobrinha dela, Matilda Kingsley (Agnes Moorehead). Wade Kingsley Jr. (Lewis), que cresceu como um bobalhão que sonha em ser um rancheiro, ouve a conversa e decide ajudá-los a salvar a fazenda. Mas, para isso Kingsley e Mosely terão que enfrentar uma quadrilha comandada por Dan Hollis, filho do assassino de seus pais.

Uma curiosidade, na cena em que o personagem de Jerry Lewis quase cai do trem, a porta do vagão fica aberta, e notem que as vezes aparecem automóveis da década de 1950 passado ao fundo, apesar do filme se passar em 1910.

Dublado em português:

Em inglês:

Em espanhol: (imagens meio borradas)

Em francês: (imagens meio borradas)

domingo, 13 de maio de 2018

Um Ícone Americano... A História Da Coca-Cola... Primeiros Anos - An American Icon... The Coca-Cola Story... Early Years

Um Ícone Americano... A História Da Coca-Cola... Primeiros Anos - An American Icon... The Coca-Cola Story... Early Years

Este é outro documentário sobre a Coca-Cola, e infelizmente não encontrei informações sobre ele. Não sei dizer se chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome. A única cópia que encontrei é esta dublada em espanhol e que foi traduzida por quem publicou com o nome de The Coca-Cola Company Historia. Um nome bem estranho. Eu traduzi o título a partir do original, An American Icon... The Coca-Cola Story... Early Years, e como o título original diz, trata da história da Coca-Cola Company da criação do produto pelo farmacêutico John S. Pemberton e depois do segundo proprietário da empresa, o também farmacêutico Asa Candler. Infelizmente só encontrei esse primeiro episódio. Deve ter mais um ou dois episódios, mas mesmo incompleto, ele é de ótima valia, pois completa com informações diferentes outros documentários sobre a história da Coca-Cola Company.

Dublado em espanhol:

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - I

A Conquista Das Colas - The Cola Conquest - I

Não sei dizer se o documentário a seguir chegou a ser lançado oficialmente no Brasil, e com qual nome. Eu traduzi o título a partir do original, mas na internet existem cópias dessa série de documentários com o nome de A História Da Coca-Cola, o que além de ser um nome bem genérico e ser usado por outros documentários, na prática está errado. Como título original diz, o documentário The Cola Conquest trata da histórica disputa tratada entre a Coca-Cola Company e a Pepsi Company pelo mercado mundial de refrigerantes. O interessante, é que ao longo da série, o mercado de refrigerantes global, é tratado como sendo sinônimo de refrigerantes a base de cola. Claro que nós sabemos que existem refrigerantes de diversos tipos (soda, limão, guaraná, quinino, etc), mas parece que nos Estados Unidos não é bem assim.

Esse primeiro episódio dá um enfoque muito maior para a Coca-Cola, deixando a Pepsi em segundo plano. A série não é perfeitamente linear, ou seja, ela não vai contando os fatos conforme o tempo vai se passando, ainda que esse primeiro episódio conte os primeiros anos do produto Coca-Cola, da empresa Coca-Cola Company e das concorrentes, da qual se sobressaiu a Pepsi Co., Em alguns momentos o episódio avança no tempo e fala da publicidade dos produtos.

Essa série é de 1998, por isso ele parece um pouco antiquado e até mesmo desatualizado, mas não deixa de ser de interesse geral. Como expliquei anteriormente, não sei se o título em português é oficial, nem quem colocou as legendas, mas parece que o documentário foi bem traduzido.

Legendado em português:

Em inglês:

sexta-feira, 11 de maio de 2018

A Grande Migração Africana - The Great African Migration - I

A Grande Migração Africana

Estava procurando no YouTube um documentário interessante para publicar, quando descobri essa série sobre a migração do gnus em quatro episódios. O documentário é recente, de 2015, e é apresentado por Ben Fogle. Ele tem alguma fama no Reino Unido, seja como escritor, seja como apresentador de documentários sobre a vida natural. E parece que ele tem uma certa preferência pela África. Encontrei uma cópia, esta em espanhol, que foi exibida na TVE da Espanha, e outra cópia em inglês. Espero que essas cópias não saiam do ar, caso saiam, irei procurar substitutas, caso existam.

Em espanhol:

Em inglês:

segunda-feira, 7 de maio de 2018

O Dirigível Hindenburg - The Hindenburg

O Dirigível Hindenburg - The Hindenburg

O Dirígivel Hindenburg é um clássico do gênero cinematográfico conhecido pelo nome de cinema catástrofe, e que teve seu auge durante a década de 1970. O cinema catástrofe é caracterizado por histórias nas quais pessoas comuns se veem envolvidas situações tensas e perigosas, motivadas por catástrofes naturais (como terremotos, maremotos, inundações, avalanches de neve ou pedras, queda de corpos celestes, erupções vulcânicas, etc); ataques de animais (que por algum motivo resolvem atacar sistematicamente seres humanos); e acidentes em larga escala (como incêndios em florestas e prédios, naufrágios, acidentes aéreos, ferroviários, rodoviários e afins), só para citar os exemplos mais comuns.

Filmes com essa temática são quase tão antigos quanto o próprio cinema, mas foi em 1970, após o lançamento do filme Aeroporto, que esse gênero cinematográfico ganhou força A partir daí veio uma avalanche de produções cinematográficas que fizeram grande sucesso, como O Destino do Poseidon, Inferno na Torre, entre outros. Nos anos 1980 e início dos anos 1990 os espectadores tiveram uma pausa, aliás muito bem vinda, mas infelizmente o gênero voltou em meados dos anos 1990 com produções como Velocidade Máxima e Twister.

O Dirigível Hindenburg é uma excelente produção cinematográfica que, entre outros prêmios, venceu os Oscars de Melhores Efeitos Especiais e Melhores Efeitos Sonoros. O filme conta com ótimos atores como George C. Scott, Anne Bancroft, William Atherton, e muitos mais, que interpretaram seus papéis de forma consistente e convincente. Mesmo assim, o filme foi muito criticado na época (e ainda nos dias atuais) por seu enredo. A principal crítica é a presença de nazistas no filme. Para explicar isso, terei que contar parte da história do filme, se não quiserem ler, pulem o parágrafo seguinte.

O filme começa com uma vidente norte americana escrevendo uma carta, dirigida às autoridades alemãs, dizendo que o Hindenburg será destruído em sua viagem aos Estados Unidos. Na dúvida, o governo alemão envia o Coronel Franz Ritter (George C. Scott) para investigar se há risco de sabotagem e impedir um atentado. Ele seria o primeiro candidato ao papel de mocinho do filme, afinal ele quer impedir uma catástrofe, mas acontece que ele é filiado ao Partido Nazista. Pois é! É estranho dizer que um nazista é o herói do filme. O segundo candidato é o membro da tripulação Karl Boerth (William Atherton). É ele o sabotador que quer destruir o Hindenburg em Nova York, como sinal de protesto contra o regime nazista. Ainda que as intenções de Boerth pareçam nobres, afinal ele só vai destruir o dirigível quando o mesmo estiver no solo e vazio, o personagem tem alguns "problemas". Ele quer realizar um atentado terrorista, logo é um terrorista. Ele era da Juventude Hitlerista, portanto era nazista. E, apesar de ter mudado de ideologia política, ele aderiu ao comunismo, ou seja, não mudou tanto assim. Portanto não dá para apontar alguém como mocinho ou herói do filme.

Apesar de todos sabermos que o Hindenburg vai se acidentar, e não haver suspense a esse respeito, o filme consegue segurar o espectador por outros motivos. Os personagens são bem construídos, os diálogos não tem excessos e os atores são ótimos. Quem assiste o filme fica interessado em saber dos dramas dos personagens. Depois, fica o interesse em saber como se dará o acidente do dirigível. Por fim, quando ocorre a explosão, o espectador fica ainda mais interessado em descobrir se os personagens vão sobreviver e também em assistir as cenas reais do acidente do Hindenburg.

Por fim, quero avisar a todos que O Dirígivel Hindenburg é um filme de ficção e não um documentário. Ninguém sabe a real causa da catástrofe do Hindenburg, apesar de existirem muitos especialistas afirmando que sabem o que causou o acidente. E, além disso, existem alguns erros factuais no filme.

Dublado em português:

Em Inglês:

Em alemão:

domingo, 6 de maio de 2018

Hindenburg: O Desastre Explicado Através De Documentários

Hindenburg: O Desastre Explicado Através De Documentários

Oitenta e um anos atrás, em 6 de maio de 1937, o dirigível Hindenburg explodia no ar no aeródromo de Lakehurst, no estado de Nova Jérsei. Resolvi aproveitar a data e exibir os documentários a seguir que tratam do tema. Caso queiram saber mais, podem ler a página sobre o desastre do do Hindenburg na wikipédia.

O primeiro documentário selecionado por mim faz parte da série Segundos Fatais, exibido pela National Geographic. O documentário é bom, os primeiros 22 minutos são dedicados a contar um pouco da história do Hindenburg e de seus ocupantes. O restante do documentário é bem interessante pois diversas hipóteses são apresentadas e avaliadas. Apesar de a explicação para o acidente parecer ser convincente, convém levar em conta que o documentário apresenta uma hipótese, pois ninguém tem certeza sobre o que de fato ocorreu.

O segundo documentário (como todos os seguintes) é dublado em espanhol. Não sei dizer se ele faz parte de alguma série, apenas que foi exibido pelo Discovery Channel. Seu nome (no original em inglês) é Hindenburg: Fire In The Sky. Ele tem a mesma estrutura do documentário anterior, ainda que aborde de forma diferente alguns temas, o que permite uma comparação e acréscimo de informações. Ele foi gravado anos antes do documentário anterior, basta ver os rostos de Werner Doehner e Werner Franz, os sobreviventes que aparecem em ambos os documentários. A diferença entre este e o anterior, é que este dedica apenas os últimos 3 minutos para explicar o acidente, e de forma bem direta, sem fazer ponderações. É interessante, mas parece menos convincente.

O terceiro documentário tem uma abordagem diferente. Ele se propõem a explicar o acidente, mas, como a maioria dos documentários modernos, ele gasta muito mais tempo mostrando reuniões, com historiadores, especialistas e produtores de vídeo falando entre si, do que explicando efetivamente o acidente e oque acreditam ter sido a causa do mesmo. Tem certo interesse... Para ser franco, só coloquei o vídeo pois ele serve como um contraponto, uma versão diferente das demais.

O quarto vídeo está dividido em duas partes. É uma produção norte americana que foi dublada em espanhol e exibida no canal History. É bem impressionante, pois conta a história do criador dos zepelins, da empresa construtora dos dirigíveis, do Hindenburg, do acidente, de quase tudo... Apenas estranhei que no começo do documentário, disseram que o conde von Zeppelin teve, ele mesmo, a ideia de juntar vários balões para fazer um dirigível. Sei... E Santos Dumont? Ele não teve essa ideia antes? Bom, tirando isso, creio que vale a pena deixar esse documentário por último, pois ele é o mais completo de todos.

Segundos Fatais: O Dirigível Hindenburg:

Hindenburg Fire In The Sky:

O que Aconteceu com? O Desastre do Hindenburg:

O Hindenburg Parte1:

O Hindenburg Parte2:

O Desastre Do Hindenburg: Imagens De Arquivo

O Desastre Do Hindenburg: Imagens De Arquivo

Oitenta e um anos atrás, em 6 de maio de 1937, o dirigível Hindenburg explodia no ar no aeródromo de Lakehurst, no estado de Nova Jérsei. Depois de exibir documentários sobre o tema (vejam o post anterior), vou exibir imagens da época sobre o acidente. Caso queiram saber mais, podem ler a página sobre o desastre do do Hindenburg na wikipédia.

Existem muitos vídeos com imagens do acidente na internet, mas são poucos que estão completos, ou que tem as imagens em bom estado. Tem vídeos com as imagens borradas, vídeos com as imagens tremidas (tremidas por causa da cópia mal feita, e não porque o cinegrafista tremeu a câmera no momento em que filmava) e, em alguns casos, tem vídeo com texto sobre as imagens. Aí fica difícil enxergar algo.

O primeiro vídeo escolhido é o melhor de todos. Foi publicado um ano atrás, e foi um trabalho muito interessante de junção de imagens coletadas por diversos cinegrafistas. Acredito que tem até imagens que não são da época, provavelmente de algum documentário. A melhor parte são os momentos finais, nas quais são exibidas de forma sincronizada as imagens captadas por quatro equipes de filmagem da época (Hearst, British Movietone, Paramount e Pathé).

Tentei encontrar as imagens originais dessas quatro empresas, mas só consegui encontrar alguns vídeos devidamente identificados.

O vídeo abaixo foi produzido pela Pathé (ou British Pathé).

O terceiro vídeo parece ser do cinejornal produzido pela Hearst, mas não sei dizer se é original, ou se as imagens foram editadas.

O quarto (e último) vídeo parece ser o vídeo original da British Movietone.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

África Extrema - Extreme Africa - VI

O Oásis Lineal

O documentário a seguir é uma produção norte americana de 2015 e tem ao todo seis episódios dirigidos por Rogan Kerry. Como é recente, acredito que esse documentário nunca passou na televisão brasileira. Só encontrei uma cópia, esta em espanhol, que foi exibida na TVE da Espanha. Quem quiser mais informações sobre os seis episódios, pode ver aqui . Espero que essas cópias não saiam do ar, caso saiam, irei procurar outras cópias, caso existam.

Com mais de 1900 quilômetros o Rio Orange é o mais longo do sul da África. Ao longo de suas margens existe uma diversificada vida selvagem. Das grandes aves nadadoras aos lagartos que vivem entre rochas, a vida encontra refugio nas águas desse rio.

Em espanhol:

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Caçadores De Obras-Primas - The Monuments Men

Caçadores De Obras-Primas - The Monuments Men

Inicialmente não pretendia publicar o filme a seguir por considerá-lo meio "sem sal". Mas, uma vez que já publiquei alguns filmes ruins antes, considerei que um filme ruim a mais ou a menos não faria diferença. Caçadores De Obras-Primas (The Monuments Men) é uma produção relativamente recente, de 2014, e é classificado como um filme de guerra.  Eu não sei se faz sentido classificá-lo assim. Achei o filme uma tentativa de misturar diversos gêneros, como drama, romance, mistério/policial, etc. Mas, como ele se passa durante a Segunda Guerra Mundial, classificaram-no como filme de guerra. O enredo é baseado no livro The Monuments Men: Allied Heroes, Nazi Thieves and the Greatest Treasure Hunt in History, de Robert M. Edsel e Bret Witter, que por sua vez é baseado em fatos reais. Um aviso: O fato de ser baseado em fatos reais, não significa que o filme seja um documentário. O espectador deve entender que nem tudo que é mostrado no filme é fiel aos fatos.

Com a Segunda Guerra Mundial se aproximando do fim, um grupo de 13 especialistas em arte é recrutado para encontrar obras de arte que foram roubadas pelos nazistas, e que correm o risco de serem destruídas, seja pelos combates, seja pelos nazistas, como retaliação por perderem a guerra. Como esses nazistas eram maus! No elenco estão símbolos sexuais (!?) das mulheres, como é o caso de George Clooney e Matt Damon, além de alguns outros atores mais ou menos famosos (os mais famosos são Bill Murray e John Goodman).

Também tem Cate Blanchett, que aparece na história apenas para preencher a cota feminina. Não sei se vocês sabem, mas existe uma regra da indústria cinematográfica que diz que sempre deve ter uma mulher em cada filme, e o personagem dela tem que ter um affair com algum personagem masculino. Questões mercadológicas, mas que também servem para atender as exigências das feministas de plantão e demais patrulhas ideológicas. Dessa forma a personagem de Cate Blanchett, que nos primeiros momentos do filme parece que terá um papel mais destacado, talvez procurando as obras-primas, ou revelando algum segredo, acaba ficando apenas com a função menor de ser a possuidora de uma lista que obras-primas, e só! Ou seja, esse é o "grande" segredo que ela não quer revelar para ninguém. A princípio... Depois ela parece que vai se envolver com o personagem de Matt Damon. E entrega para ele a lista. Mas também fica apenas nisso pois, pelo que vi, eles não tiveram qualquer affair, ou então o filme foi muito sutil em relação a isso. Não sei se esse personagem feminino aparece no livro, mas da forma como a personagem da Cate Blanchett aparece, a minha impressão é que ela só está no filme para preencher a cota.

Ainda que exista algum suspense e algumas cenas de enfrentamentos, com morte inclusive, não há emoção no filme. Quem conhece um pouco de história (da Segunda Guerra) e de Hollywood, sabe que os mocinhos (os aliados) vão chegar a tempo e resgatar as obras de arte. Um filme com final triste, onde os vilões vão se dar bem raramente são produzidos, pois eles costumam dar mais prejuízo do que aqueles com os mocinhos se dando bem. No final, para tentar dar alguma "emoção" aparece a disputa entre aliados ocidentais e soviéticos para ver quem chega primeiro às obras de arte escondidas. Adivinhem quem chega primeiro?

George Clooney é aquele ator metrossexual, cujos personagens costumam ser meio insonsos. Na verdade a maioria das atuações dele são ruins. Damon, Murray e Goodman são bons atores, mas o personagem de Damon não cresce muito na trama, já que ele foi escalado para tentar fazer um par romântico com Blanchett. Uma vez que o romance deles não se materializa, o personagem dele fica meio apagado na trama. Murray já foi um bom ator, mas ele faz nesse filme a mesma cara de mal humorado que tem feito nos últimos filmes dele, e Goodman parece cansado o filme todo e tentando ser uma espécie de paizão, o que não combina com o personagem. Enfim, o filme não decola. Ainda bem que na época não fui ao cinema ver esse filme, economizei uma grana. 

Dublado em português:

Dublado em Espanhol:

domingo, 29 de abril de 2018

Civilização - Civilisation - XIII - Extra

Heroico Materialismo - The Fallacies Of Hope

A primeira vez que assisti a essa série de documentários, roteirizados e apresentados por Kenneth Clark, foi no final dos anos 80, não me lembro mais se foi em 1987 ou 1988 quando vi um dos capítulos ser exibido na TV Cultura, canal 2, de São Paulo. Lembro que fiquei fascinado. Falava de arte, de religião, costumes, política e principalmente história. Tudo junto em um dos melhores documentários já realizados.

É uma pena que a série Civilização chegue ao fim, mas também é uma pena que a série tenha perdido a "força" nestes dois últimos episódios. Neste episódio, Kenneth Clark deixou de lado a arte para se concentrar mais na história, na ciência e tecnologia (pelo menos foi essa a minha impressão). Entendo que a chamada arte moderna, é ridícula, feita por pessoas sem talento, que na maioria das vezes estão apenas interessadas em "ganhar nome" e vender suas obras de arte por uma boa grana. Também entendo que é mais difícil falar de eventos relativamente recentes, ou que são da nossa época. Mas considero que esse ultimo episódio ficou muito a desejar. Entendo que o episódio tem como intenção transmitir uma mensagem de paz e tolerância, algo que parecia estar em falta na época (na verdade está em falta em todas as época), mas Kenneth Clark poderia ter feito isso, falando um pouco da arte dos séculos XIX e XX. Mas isso não quer dizer que esse episódio seja ruim, apenas não é tão bom quanto os 11 primeiros.

Com legendas em português: Não encontrei a versão dublada e infelizmente essa cópia está com as imagens meio borradas.

Em inglês:

A série Civilização (Civilisation) tem apenas 13 episódios, mas alguns canais do YouTube disponibilizam um depoimento de David Attenborough sobre a produção do programa. Então este fica sendo um extra:

Cosmos - XIII

Quem Pode Salvar A Terra? - Who Speaks The Earth?

Lembro que na década de 1980, a série Cosmos passava quase todo domingo de manhã, na Rede Globo de televisão. Se não me engano além de reprisar a série várias vezes no domingo, houve um período em que a mesma era reprisada de manhã durante os dias de semana. A dublagem original tinha a voz de Reynaldo Gonzaga como narrador e de Sílvio Navas como dublador de Carl Sagan. Posteriormente a série foi exibida no canal TV Escola e tinha como dublador Sérgio Stern.

Se procurarem pela internet, verão uma infinidade de textos elogiando exageradamente, rasgando seda mesmo, para essa série. Particularmente não gostei muito dessa série, já assisti a outros documentários que são mais diretos, e que explicam melhor as questões científicas. Mas isso não quer dizer que eu ache a série ruim. Quero lembrar, aos fãs incondicionais da série Cosmos, que existem muitos "graus" de avaliação que separam o "soberbo" e o "lixo" e definitivamente a série não é uma coisa nem outra.

Acredito que essa série tem muito mais de autopromoção, do que de divulgação científica. Até porquê uma coisa que me incomoda é a forma como a ciência como é tratada, como se fosse uma "nova religião", a reprodução daquela música chata da abertura durante a exibição de alguns episódios até ajuda a dar um clima de crença religiosa.

Nesse episódio, Carl Sagan mostra a obsessão dele, e não só dele, com o apocalipse. Usando como ponto de partida a existência de milhares de armas nucleares nos estoques das superpotências daquela época (Estados Unidos e União Soviética), ele ignora que o maior detentor de armas nucleares era a União Soviética, e que esta era imune aos apelos de pacifistas, cientistas e dos cidadãos em geral, até porque na União Soviética não havia cidadãos, mas sim escravos. Depois ele começa com uma história da carochinha contando a a historinha do "bom colonizador", aquele que respeita os sentimentos e tradições dos povos colonizados... Enfim, é mais da mesma lenga lenga, na qual ele desperdiça 50 minutos de programa e não fala de ciência. Quem gostar do programa, bom divertimento.

Se algum dos vídeos publicados sofrerem algum bloqueio ou forem retirados do ar, irei procurar por substitutos assim que puder.

Em português:

Em inglês:

Em espanhol:

sexta-feira, 27 de abril de 2018

África Extrema - Extreme Africa - V

Etosha: O Grande Lugar Branco

O documentário a seguir é uma produção norte americana de 2015 e tem ao todo seis episódios dirigidos por Rogan Kerry. Como é recente, acredito que esse documentário nunca passou na televisão brasileira. Só encontrei uma cópia, esta em espanhol, que foi exibida na TVE da Espanha. Quem quiser mais informações sobre os seis episódios, pode ver aqui . Espero que essas cópias não saiam do ar, caso saiam, irei procurar outras cópias, caso existam.

Em um canto da Namíbia, dominado pelo calor sufocante e areia escaldante, se encontra uma paisagem desoladora de beleza assombrosa. Embora a maior parte do Parque Nacional Etosha não tenha crescimento, suas margens são pontilhadas por uma série de oásis que atraem rebanhos de criaturas sedentas: antílopes, pássaros exóticos e os maiores elefantes do mundo.

Em espanhol:

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Prêmio Pulitzer De Fotografia: Ano 1951

Mais uma fotografia vencedora do Prêmio Pulitzer. Dessa vez, o ganhador do prêmio de fotografia de 1951. Sempre que possível irei contar as histórias por trás de cada fotografia (contexto em que foi tirada, autor da foto, como foi tirada, a repercussão, etc), uma vez que nem sempre poderei ter todas as informações a minha disposição na hora em que postar, pode ser que eu reveja os textos, acrescentando ou corrigindo informações.

Um aviso importante para aqueles que estão acompanhando a série: O prêmio de fotografia de 1946 não teve ganhador. Não sei explicar o motivo.

Prêmio Pulitzer de 1951: Categoria Fotografia

Vencedor: Max Desfor Da Associated Press pela sua cobertura fotográfica da Guerra Da Coréia

Título: “Flight Of Refugees Across Wrecked Bridge In Korea” (“Fuga De Refugiados Através De Uma Ponte Destruída Na Coréia”)

Câmera: Speed Graphic


Lente: Desconhecido


Velocidade E Abertura Do Obturador: Desconhecido


Filme: Desconhecido



Em outubro de 1950, forças chinesas atacaram as tropas das Nações Unidas, que estavam sob comando dos Estados Unidos, que estavam próximas do Rio Yalu, o rio fronteiriço entre a China e a Coréia do Norte. Em dezembro, após serem derrotadas na Batalha do Rio Ch'ongong'on, as tropas norte americanas foram obrigadas a continuar recuando para o sul. Acompanhando os soldados da 101ª Divisão Aerotransportada, que estavam na linha de frente se encontrava o fotógrafo da Associated Press (AP) Max Desfor, que registrou a fuga dos civis através da ponte destruída sobre o Rio Taedong, próximo de Pionguiangue, a capital norte coreana.

Sessenta anos após o início da guerra, Desfor contou sobre aquele dia: Consegui um jipe ​​de alguém e me juntei à retirada. Comigo estavam Tom Lambert da Associated Press e Homer Bigart do New York Times e um paramédico do exército. Atravessamos o rio Taedong em uma ponte flutuante que havia sido construída as pressas pelos engenheiros do exército... [civis] atravessavam o local onde o gelo estava sólido e cobria o rio. Um pouco mais a montante, onde a água ainda estava aberta (sem gelo), eles estavam cruzando em pequenos barcos. A medida que avançávamos para o sul, vi o que havia uma grande estrutura do outro lado do rio, obviamente destruída recentemente por bombas aéreas ... com coreanos fugindo da margem norte do rio Taedong, rastejando... eram como formigas rastejando pelas vigas. Eles carregavam as pequenas posses que tinham em suas cabeças ou amarradas aos ombros, e no lado norte eu vi milhares (deles) em fila esperando para fazer a mesma coisa, esperando para rastejar e se juntar ao resto deles.

Era 4 de dezembro e Desfor teve problemas para tirar a foto com sua câmera devido às temperaturas congelantes. Cair da ponte no rio gelado era provavelmente uma sentença de morte, mas os milhares de refugiados continuavam atravessando a ponte. Anos depois da guerra, Desfor ainda estava impressionado com o "silêncio mortal" da cena. Ele ficou surpreso ao ganhar o Pulitzer: "Eu não tinha a menor ideia de que eu havia sido inscrito ou do que havia no filme quando o enviei (para a ser revelado)".

Comentário sobre a fotografia
Infelizmente não sei dizer onde Desfor estava exatamente quando tirou a foto, mas pelo depoimento, imagino que ele de ter se arriscado muito subindo na estrutura comprometida da ponte. Deve ter sido difícil subir pelas ferragens geladas da ponte, resistido ao ar gelado, e talvez com vento, e utilizado uma Speed Graphic, uma excelente câmera, mas pesada e até meio desajeitada para usar.

Sobre o fotógrafo
Max Desfor (1913 - 2018) nasceu em Nova York, e era filho de imigrantes judeus. Após terminar os estudos, começou a trabalhar na AP como mensageiro. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, tentou se alistar na Marinha Americana, mas foi recusado devido a sua idade. Acabou sendo enviado pela AP para cobrir o Teatro de Operações do Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial e foi um dos fotógrafos que fotografou a tripulação do Enola Gay quando essa retornou do Bombardeio Atômico de Hiroshima. Ele também registrou a rendição japonesa em 1945.

Após a Segunda Guerra Mundial, ele cobriu a Revolução Nacional da Indonésia, em 1946. e a Guerra da Caxemira na Índia, em 1947. Em 1950 ele retornou aos Estados Unidos, após morar algum tempo com sua família em Roma. Quando a Guerra da Coréia estourou, ele se ofereceu para cobrir a guerra, tirando inúmeras fotos, mas foi a imagem acima que lhe rendeu um Prêmio Pulitzer. Depois e ele se tornou editor supervisor do serviço de fotos da AP. Aposentou-se em 1978.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

A Um Passo Da Morte - The Indian Fighter

A Um Passo Da Morte - The Indian Fighter

Estrelado por Kirk Douglas, A Um Passo Da Morte (The Indian Fighter) é um western de 1955 com mais defeitos do que qualidades. Eu nunca havia visto esse filme antes, e a princípio achei que poderia ser uma boa produção cinematográfica. Mas, com poucos minutos de exibição, percebi que a canastrice de Kirk Douglas no filme era maior do que a cara de canastrão que ele faz no cartaz que aparece na wikipédia. Mesmo não sendo um filme de primeira linha, com boas atuações e bom enredo, decidi postar o filme. Serve como um exemplo prático do que não se deve fazer em uma produção cinematográfica.

Em A Um Passo Da Morte, Kirk Douglas interpreta Johnny Hawks, um sujeito que no passado combateu indígenas, por isso que seu codinome (e título original do filme) é o lutador/caçador de índios (indian fighter). Terminada a Guerra Civil Americana, ele voltou para a região do Oregon onde antes vivia, e lutava contra os indígenas da tribo Sioux. E ele já chega "folgando" com todo mundo! Além da postura corporal desafiante, com mãos no cinturão e pose de malandro, ele dá ordens e é irônico com os mesmos índios que antes ele matava, e que queriam vê-lo morto. O curioso é que os índios, além de lhe darem ouvidos, não tomam nenhuma iniciativa para dar um "chega pra lá" nele pela sua impertinência. Como se isso fosse pouco, assim que vê a índia Onahti (Elsa Martinelli), que é a filha do chefe indígena, ele nem disfarça o interesse na moça. Na primeira oportunidade ele vai atrás dela e "cata a mina" à força. E o pior é que o tio dela vê, é o que parece, e nada acontece! Como se isso não bastasse, ele impede os índios de queimarem um homem branco, que matou um índio, chutando a lenha na frente de todos com as mãos no cinturão e falando que ele vai levá-lo. UM VERDADEIRO MACHO ALFA!

E não foi apenas para cima dos indígenas que o personagem Johnny Hawks "botou banca". Não! Até mesmo com o comandante do forte ele foi folgado. E, como dizem os mais jovens, "as mina pira" com isso! Além da índia Onahti, que não resistiu às suas investidas e foi pra cama com ele (apesar ou por causa do beijo forçado), a viúva Susan Rogers (Diana Douglas) passa parte do filme dando umas indiretas bem diretas para ele, com direito a um beijo roubado (nesse caso foi ela quem roubou) e uma "intimada" para ele chegar junto e "comparecer". Por falar nela, a atriz Diana Douglas foi esposa de Kirk Douglas, eles já eram divorciados na época em que o filme foi rodado. Mas o filme também tem momentos de humor, ainda que involuntários. As cenas mais engraçadas acontecem quando algum personagem tem um faniquito, ou entra em pânico, e logo aparece alguém para dar um tabefe na cara dele. Sério! Há pelo menos cinco cenas dessa no filme. Isso sem falar em atores brancos, com rostos claramente de caucasianos, usando maquiagem vermelha para interpretar indígenas, uma coisa bem típica dos filmes dos anos 1940, 1950 e 1960. 

Uma dica: Se vocês exibirem a cópia em inglês e tirarem o som, e sincronizarem a exibição dela com a cópia dublada em português, que está com as imagens ruins, dá para ver o filme com imagens em alta resolução e dublado. 

Dublado em português: (as imagens estão meio borradas)

Em inglês:

Em espanhol:

Em francês: