Algum tempo atrás, vi esse post (que reproduzo abaixo) de autoria blog do jornalista Ricardo Setti. O tema das fotos chamou minha atenção, pois trabalha com imagens de edifícios e outras construções em ruínas, e decidi reproduzí-las. Para não perder tempo pensando em um texto diferente daquele escrito pelo Ricardo Setti, pedi e consegui autorização para reproduzir a matéria. As fotos exibidas são do fotógrafo Philip Jairman. O link para o site do fotógrafo é: http://www.philipjarmain.com
FOTOS IMPRESSIONANTES E TRISTES: O declínio de Detroit em imagens: parte do patrimônio arquitetônico da recém-falida metrópole americana está em ruínas.
A igreja presbiteriana Woodward, do arquiteto Sidney Rose Badgley, erguida
em 1908 em Detroit: caindo aos pedaços (Fotos: Philip Jairman)
A estarrecedora falência de Detroit, sobre a qual falei neste recente post, rendeu um belo, triste - e simbólico – trabalho de fotojornalismo. Fotógrafo dedicado a arte, moda e publicidade, o canadense Philip Jairmain realizou desde 2010 ensaios nos quais registrou a decadência de edifícios que um dia foram importantes para o patrimônio arquitetônico da ex-metrópole que já foi um dia a quinta maior cidade dos Estados Unidos e hoje é a décimo-oitava. A maioria das construções retratadas na série resultante, batizada “American Beauty” (“Beleza Americana”), foram erguidas nas primeiras duas décadas do século XX, período anterior à Grande Depressão de 1929 e durante o qual Detroit experimentava anos de prosperidade. “O que tento fazer é documentar cuidadosamente estes prédios”, diz Jairmain, neto de um arquiteto que vivia na cidade. “Estes edifícios são parte de uma história repleta de ingenuidade, inovação e empreendedorismo”. As fotografias estarão expostas na galeria Meridian, em San Francisco, entre 7 de setembro e 20 de outubro. Vejam algumas abaixo:
O Belle Isle Aquarium, projetado por Albert Kahn, de 1904
O Book Cadillac Hotel, de Louis Kamper, 1924
O ginásio de esportes da escola Mackenzie, de Wirt C Roland, do Smith Group, 1927
A delegacia de polícia do distrito de Highland, dos arquitetos Van Leyen,
Schilling e Keough, construída em 1917 e demolida em 2011
O famoso Whitney Building, da firma Graham Burnham & Co, 1915
Sede da extinta indústria automobilística Fisher Body, desenho de Albert Kahn, 1919
A galeria comercial Farwell Building, de um conglomerado de diversas firmas de arquitetura, 1915
Estava fazendo uma limpeza em minha conta de e-mail quando encontrei o texto abaixo. É de uma mensagem que recebi em 2003. É incrível a quantidade de coisas que guardamos durante anos, achando que vão ter alguma utilidade futura, achando que são legais ou mesmo sem saber direito o motivo.
Antes de apagar o e-mail, resolvi fazer uma cópia e postar no blog, afinal, o texto é divertido e tem sua (pequena) utilidade. Vou aproveitar e explicar a existência de um marcador (ver ao lado) chamado "Drops do Passado".
Ultimamente venho fazendo uma limpeza, seja na minha casa, ou na conta de e-mail, revendo coisas que guardei e avaliando se jogo fora. Em alguns casos, como este, eu vejo se o material que guardei é interessante. E se for, eu posto, senão vai pro lixo. Aos poucos irei postar mais "Drops do Passado".
Dicas para escrever corretamente
1. Vc. deve evitar abrev., etc.
2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques. Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. "não esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.
5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.
11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os outros não tem idéias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. Em escrevendo, não se esqueça de estar evitando o gerúndio.
18. A voz passiva deve ser evitada.
19. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
20. Quem precisa de perguntas retóricas?
21. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.
22. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.
24. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
25. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!!!
26. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
27. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.
28. Seja incisivo e coerente, ou não.
29. Seja original. Não copie textos encontrados na internet, ou enviados por e-mail, como estou fazendo agora.
"Jumpin' Jack Flash" é uma canção da banda inglesa Rolling Stones, sendo lançada como single em 1968. É uma das canções mais populares e conhecidas do grupo. A canção foi recebida por alguns como o retorno da banda às suas raízes de Blues depois da psicodelia de seus álbuns anteriores.
Composição
Em 2010, Keith Richards deu uma entrevista para a revista Rolling Stone explicando a origem da canção. Segundo ele, a letra surgiu em uma manhã cinzenta na casa de campo de Richards, em Redlands. Ele e Jagger tinham passado boa parte da noite em claro e de manhã acordaram com o som das botas do jardineiro Jack Dyer, sob a janela do quarto. Jagger perguntou: “O que é isso?” e Richards respondeu: “Oh, isso é Jack. Isso! Jumping Jack”. Richards começou a trabalhar em torno da frase na guitarra, que estava em afinação aberta, cantando a frase "Jumping Jack”. Jagger acrescentou, “Flash”, e de repente a frase ganhou ritmo e versos foram acrescentados junto com acordes.
Bill Wyman, em sua autobiografia “Stone Alone”, afirmou que contribuiu para a canção, mas seu nome não foi creditado como co-autor, o que deixou-o contrariado. Ele contou que havia chegado ao estúdio de ensaio, e não um estúdio de gravação, junto com Brian Jones e Charlie Watts, e para passar o tempo, ele sentou-se ao piano e começou a fazer esse riff, da- daw, da-da - daw, da-da – daw. Em seguida, Jones jogou um pouco de guitarra e Watts começou a batucar um ritmo. Jagger e Richards entraram pouco depois, imediatamente disseram: “Ei, isso parecia muito bom, continuem, o que é?”, e no dia seguinte, gravam. Apesar de Wyman creditar para si a criação do riff de “Jumpin’ Jack Flash”, Richards contou à revista “Rolling Stone”, que ele tem muito orgulho de sua parte de guitarra nessa música. "Quando você começa um riff como “Jumpin’ Jack Flash”, você obtém um grande sentimento de euforia , uma alegria perversa", e ele completa. "Eu posso ouvir toda a banda decolar atrás de mim cada vez que eu toco “Jumpin’ Jack Flash””.
Em um filme promocional (como eram chamados os video clipes na época) os integrantes do Rolling Stones usavam roupas ultrajantes e pintura facial, o que viria a se tornar uma tendência entre as bandas de Rock And Roll dos anos 70. Esta é a canção mais executada pelos Rolling Stones, e vem sendo tocada pela banda em todas as turnês desde seu lançamento em 1968. Para eles, a canção marcou um retorno ao Blues de seus primeiros anos.
Lançado como single em 24 de maio de 1968, "Jumpin' Jack Flash" (com "Child of the Moon" no lado B) chegou ao topo da parada de sucessos do Reino Unido e alcançou a posição número 3 nos Estados Unidos.
Aretha Franklin
Em 1986, a canção foi utilizada em um filme estrelado por Whoopi Goldberg, que também se chamava Jumpin’ Jack Flash. Além de tocar a versão dos Rolling Stones, o filme apresenta um cover de Aretha Franklin.
Agora um clássico do Rock And Roll. "Jumpin'Jack Flash" foi composta e lançada em 1968, e tornou-se um dos símbolos daquele período final dos anos 60 (uma época de ouro para o Rock, e para a música em geral). Mesmo não sendo uma canção hippie, costuma ser associada aos cabeludos com batas indianas.
Agora com vocês... Os Rolling Stones!
Escolhi esse vídeo pela qualidade sonora. Tem outros vídeos no YouTube com apresentações dos Rolling Stones, mas o som não está bom, ou a música não está igual ao gravado em disco.
Algum tempo atrás, fui até um shopping na região do ABC Paulista, onde moro. Não que isso seja um grande fato em si, mas como precisava começar meu texto de alguma forma e também situar alguns fatos que vi, considerei melhor começar como se fosse um “explorador”, contando sobre minhas andanças em terras estranhas. Eu sei! Os shoppings não são terras estranhas habitadas por seres anômalos (se bem que, às vezes, a gente visualiza alguns seres esdrúxulos nesses lugares...). Os shoppings estão bem inseridos no nosso cotidiano e é neles que acabamos passando um bom tempo, seja para fazer compras, alimentarmo-nos ou nos divertirmos (futuramente falarei sobre os “templos do consumo”).
Estava na praça de alimentação, comendo um hambúrguer quando avistei, algumas mesas à frente, um grupo de jovens e notei a forma como se vestiam. Nada de anormal para os padrões atuais, mas a primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato que dois rapazes usavam camisetas de manga curta sobre camisetas de manga longa. Sempre que olho essa combinação lembro como a moda pode transformar coisas que antes eram bregas e/ou ridículas em algo chique e/ou estiloso, e vice versa.
É verdade que esse hábito de vestir camisetas de manga longa por baixo das camisetas de manga curta já tem mais de dez anos. A primeira vez que vi essa combinação foi em um show da banda Blink 182, transmitido pela MTV, isso lá no final da década de 1990. Lembro de ter pensado na época,quando eu era “jovem”, que se eu ou qualquer pessoa nos vestíssemos assim, seriamos ridicularizados e objeto das mais variadas piadas. E não falo apenas dos mais velhos, mas dos próprios colegas de escola, de jovens da mesma idade que não perderiam a oportunidade de rir de um colega se vestindo de forma um pouco diferente.
Se não foram eles que lançaram a moda de usar camiseta de manga curta
por cima da longa, pelo menos eles ajudaram a difundir o costume.
“Você vestiu a roupa de baixo por cima!”, seria o comentário mais comum. Ou ainda: “Você também veste a cueca por cima da calça?” seria uma forma particularmente cruel de arrancar gargalhadas da turma e fazer a maioria dos garotos se arrepender de usar a camiseta de manga curta sobre a camiseta de manga longa. Se há vinte ou vinte cinco anos era ridículo se vestir assim, hoje é tão comum que, com exceção de algumas pessoas com mais de 50 anos, ninguém faria um comentário de reprovação.
Quando o grupo de jovens se levantou das cadeiras, vi mais alguns exemplos da atual moda que arrancariam risadas e comentários debochados quinze ou vinte anos atrás. As moças estavam usando umas blusas curtas mostrando o umbigo. Talvez a intenção delas fosse parecer sensual, ou parecer “descoladas”, usando uma roupa que parece ter sido colocada de forma descuidada. Mas o resultado acaba sendo o inverso.
Definitivamente, não é sensual um barrigão à mostra ou um umbigo feio. As gordinhas que me perdoem, mas para poder usar certas roupas, é necessário ter o físico adequado. E mesmo o físico não basta. Já tive acesso de riso com moças que usavam blusas curtas e apertadas. A impressão era que elas estavam usando a roupa da irmã menor. E também, já fiquei mal impressionado com outras moças que ficaram tão vulgares que pareciam garotas de programa. Talvez elas fossem, talvez não, mas mesmo em uma época em que cada um tem o direito de se vestir como bem desejar, é bom preocupar-se com a imagem que transmitimos. São poucos os homens que respeitam o direito de uma mulher se vestir com roupas curtas. Se é que vocês me entendem.
Mas, o mais pitoresco da atual moda jovem é o costume entre os rapazes de usar a calça caindo, como se estivessem com a “fralda cheia”. Conta-se que essa moda originou-se nas prisões norte-americanas. Uma versão conta que“os manos” saiam da prisão mais magros por conta da maravilhosa comida que era servida lá. Por isso, andavam com a calça folgada, então os manés (só podem ser manés) começaram a imitar esse jeito de vestir, usando calças caindo, para parecerem maus... para parecerem perigosos... para parecerem idiotas. Pois, quem é do meio (criminoso) consegue identificar quem é bandido e quem não é.
Mas, olhem só que coisa curiosa... Há algum tempo, ouvi de uma amiga uma outra explicação: A moda das calças caídas teria realmente surgido nas prisões americanas, mas, lá dentro, isso queria dizer que o sujeito com a bunda meio à mostra aceitava relações homossexuais. Ou seja, ele estava disponível para ser a “mulherzinha da cadeia”. Se a origem é mesmo essa, então temos milhões de rapazes se achando muito descolados, durões, machões, mas que, sem saber, estão é sinalizando que seriam homossexuais.
Pensando bem, faz sentido. Se vocês prestarem atenção é sempre a bunda que fica exposta e não o ventre. O que permite concluir que o sujeito quer mostrar a bunda. O que torna isso ainda mais suspeito! Até porque, não existe nenhuma boa justificativa para alguém andar por aí com as calças quase caindo, parecendo que se borrou nas calças. Para os manés que se acham“manos”, a calça meio caída pode se tornar um risco, pois permite que ela realmente caia, limitando os movimentos em caso de necessidade.
Esse desenho é profético! Acreditem!
A moda sempre está mudando, hoje ela é essa, mas dentro de alguns anos, sem que as pessoas se apercebam, será cafona andar com a calça caindo, ou com o umbigo de fora, ou ainda com peças de roupa menores sobre roupas maiores. Um dia, os filhos dos atuais jovens darão risada da forma como seus pais se vestiam, da mesma forma como nós damos risadas das roupas do final da década de 1960 (de inspiração hippie), ou das roupas de 1970 (Lembram aqueles cabelões, aqueles ternos de corte estranho, com gravatas largas e camisas com gola enorme? E as calças boca de sino?), ou ainda das roupas de 1980 (Quem não se lembra das ridículas, já na época, ombreiras e aqueles cortes de cabelo estilo Playmobil?). Preparem-se, no futuro seus filhos rirão de vocês. E vocês não poderão discordar!
“My Girl” foi composta por Smokey Robinson (letra) e Ronald White (música), ambos membros do grupo vocal The Miracles. Robinson teve como inspiração sua esposa, Claudette Rogers Robinson, que também era integrante do conjunto. Em uma entrevista concedida em 2006, Robinson contou que escreveu a letra da canção pensando em ter David Ruffin, um dos membros do Temptations, como intérprete.
Ainda de acordo com Robinson, ele percebeu o grande talento vocal de Ruffin em uma turnê da gravadora Motown, da qual faziam parte os dois conjuntos vocais. Então ele convenceu a gravadora, os próprios colegas de grupo (que tinham a primazia para gravar a canção) e os membros do The Temptations para que gravassem “My Girl” com Ruffin sendo a primeira voz. Ele também permitiu que o grupo criasse seus próprios fundos vocais, pois eles tinham grande talento para criar acompanhamentos vocais. O riff de guitarra, tocado na abertura e durante toda a canção, foi interpretado por Robert White, da banda The Funk Brothers. Ruffin não era o vocalista principal do conjunto, mas com o sucesso de “My Girl”, ele assumiu o papel de protagonista. Isso levou a uma parceria de muitos anos entre Robinson e The Temptations.
Lançada em 21 de dezembro de 1964, “My Girl” subiu ao topo das paradas musicais rapidamente, tornando-se o primeiro sucesso dos The Temptations a alcançar a posição número 1 na parada de sucessos americana. Além do grande sucesso nos EUA, a canção também alcançou a primeira colocação na parada britânica. Um single com a canção foi relançado em 1992. Não fez sucesso na parada de sucessos americana, mas obteve um honroso segundo lugar na parada de sucessos britânica naquele ano.
Outras versões
Em 1965, Otis Reding, tranformou a canção em um Blues. Essa versão não foi lançada como single nos EUA, mas no Reino Unido, onde foi lançada para aproveitar o sucesso da versão dos Temptations, ela obteve a posiçao número 11 da parada de sucessos:
Steve Wonder fez um cover, e lançou em seu álbum “I Was Made To Love Her”, de 1967:
Curiosidade, o The Temptations gravaram a canção em italiano, sob o nome de “Solamente Lei”, em 1967:
Em 1967, o conjunto The Mamas And The Papas, lançaram em seu álbum, “Deliver”. Observação: Tive que trocar o vídeo no dia 29/07/2014:
The Rolling Stones, também fizeram uma cover, e lançaram em seu LP "Flowers", em 1967:
Em 1969, o The Miracles, com o nome modificado para Smokey And The Miracles, finalmente lançaram sua versão:
Michael Jackson em seu album “Ben”, de agosto de 1972:
Além destes artistas, muitos outros fizeram covers ou versões de “My Girl”. Aliás, a canção foi reproduzida em dezenas de filmes ao longo dos últimos 50 anos.
Depois de postar duas charges e quatro fotos, é hora de voltar a publicar posts com músicas. E vou começar com um clássico do Rhythm And Blues, grvado em lançado em 1964, que alcançou a posição mais alta das paradas de sucesso no ano seguinte, e até hoje é tocada com muito sucesso.
Com vocês... The Temptations!
Escolhi esse vídeo, por ser uma apresentação deles na televisão, na época do lançamento da canção. Não tenho informações sobre a data em que foi ao ar essa apresentação, nem o canal de TV, programa, etc. Parece-me claro que está rolando um playback, mas mesmo assim, vale pela coreografia, marca registrada desse grupo vocal.
A última foto da série, tirada por mim em 2001, é esta, do interior da Associação Comercial da Bahia. Devo dizer que fiquei impressionado com a beleza do piso. Esse estranho móvel, que serve para apoiar partituras ou laudas para discurso, contribuiu para ajudar na composição a foto e criar uma bela imagem.
Não sei dizer as dimensões do salão, mas não é muito grande. Mesmo assim, é bem maior que muitos outros "salões" de eventos onde já entrei.
Dando prosseguimento a série de fotografias, tiradas por mim, da Cidade Baixa do centro histórico de Salvador, vou mostrar uma bela imagem tirada através de uma das janelas do salão principal da Associação Comercial da Bahia.
No post anterior, mostrei alguns prédios do centro histórico de Salvador. Nesta fotografia, um monumento erguido em memória a vitória na Guerra do Paraguai, e que está localizado em frente a Associação Comercial da Bahia.
Tanto esta, quanto a foto anterior estavam em meu antigo site/blog hospedado no Geocities, e que saiu do ar em 2009.
A primeira vez que fui a Salvador, Bahia, foi em dezembro de 2001. Aproveitei para passear no centro histórico e adjacências, e tirar muitas fotos. Abaixo está uma foto tirada na chamada Cidade Baixa. Andei bastante por ela e achei poucos prédios bem concervados. No final das contas essa foto acabou sendo um "achado", pois nela aparecem apenas edifícios em bom estado.
Se vocês olharem no meio na foto, no alto do morro, tem trilhos e uma estrutura aberta. É onde fica o chamado Plano Inclinado Gonçalves. Um bondinho que (junto com o Elevador Lacerda) faz o transporte entre essas duas partes do centro histórico. Na época eu paguei R$0,05 (cinco centavos) pelo transporte. Não sei quanto custa agora a viagem.
Hoje é Dia das Mães! E eu, como bom filho, não poderia deixar a data passar em branco.
Não tenho certeza se essa comemoração existe em todos os lugares do mundo, mas me parece que em alguns paises o Dia das Mães é celebrado em outras datas. Então, quem não for brasileiro, talvez não entenda porque postei essa charge hoje.
Ela foi publicada na edição de domingo, dia 6 de maio de 1993, do jornal "Folha de São paulo", e rendeu muitos comentários na época. Ela foi criada em um período da história do Brasil, na qual os brasileiros tinham muitos motivos para estarem insatisfeitos com os governantes, todos eles, independentemente de partido.
Era uma época de inflação alta (que aliás está voltando, aos poucos, mas está voltando), com muitos casos de corrupção (olha só que coincidência...) e um desejo por mudanças (será que regredimos 20 anos?). Acho que o cartunista Angelí foi bem em feliz em retratar o que todo o cidadão brasileiro, que trabalha e paga impostos, pensa sobre as autoridades públicas, que não honram o mandato que receberam para governar o país e que não se esforçam para oferecer serviços de qualidade para a população. Quero deixar uma coisa bem clara! Não faço, nunca fiz, não faria e não apoio qualquer tipo de violência. É simbólico o ato de atirar tomates podres nas mães de políticos.
Nesse último dia 8 de maio, o cantor Jair Rodrigues morreu em sua casa, vítima de um ataque cardiaco. A música brasileira perdeu um grande cantor, que fará muita falta com sua alegria e talento.
A charge acima é de autoria do Chico Caruso, e retirei a imagem do Blog do Ricardo Noblat.
Todas as músicas tem uma história, mas algumas delas, seja pela importância, ou pelo interesse dos admiradores em contá-las, têm histórias mais ricas em detalhes, como é o caso de “What’d I Say”. Como vocês lerão abaixo, essa canção, escrita por Ray Charles, nasceu de um improviso em uma apresentação. Para que o texto não fique mais longo (do que ficou) irei resumir a história.
Origem
Segundo o relato do próprio Ray Charles, em dezembro de 1958, ele e sua banda de apoio já haviam tocado todo o repertório do cantor em um clube noturno, mas ainda faltavam doze minutos até o fim da apresentação. Ray Charles não costumava apresentar músicas não ensaiadas, mas nessa noite abriu uma exceção. Ele virou-se para a banda e disse que iria improvisar sem saber como terminar a música, portanto todos deviam seguir a melodia e o ritmo com que ele tocava. Para as vocalistas (The Raeletts) pediu que repetissem o que ele cantasse.
Então, o cantor passou a cantar tudo o que passava pela cabeça. Começou a canção como se fosse uma música religiosa (Gospel), mas com um ritmo meio latino (Rumba). Logo, ele combinou o ritmo do Blues com os vocais do Gospel. O sucesso foi instantâneo. Terminada a apresentação, o público aproximou-se do cantor perguntar qual o título da canção, pois queriam comprar o disco. Nas apresentações seguintes, Ray Charles voltou a executar a canção, sempre com grande sucesso. Diante do retornou favorável, Ray Charles gravou a "What'd I Say" tão logo pode.
Uma pequena controvérsia sobre a origem da canção: Segundo algumas fontes, o clube noturno ficava em Milwaukee, mas, outras fontes dizem que o evento deu-se em um clube na cidade de Brownsville, Pensilvânia.
Gravação
O estúdio da Atlantic Records tinha acabado de comprar um gravador com 8 fitas e o engenheiro de som responsável pelo equipamento, Tom Dowd, ainda estava aprendendo a usá-lo. Em fevereiro de 1959, Charles e sua banda gravaram “What’d I Say” no estúdio de pequenas dimensões. Sobre a gravação, Dowd contou que transcorreu de forma corriqueira, sem nenhum fato que indicasse que aquela seria uma música especial.
O trabalho de estúdio não durou muito, apenas dois ensaios antes de gravar, pois a banda já tinha aperfeiçoado o acompanhamento musical durante a turnê. Mas nem por isso faltaram problemas. O primeiro dizia respeito a duração da gravação, que durou quase sete minutos. Na época, as rádios tocavam apenas músicas de pouco mais de dois minutos, logo, era necessário fazer uma versão mais curta. O segundo problema era a letra. Apesar de não ser obscena, ela claramente fazia uma alusão a um encontro amoroso. Como definiu, certa vez, um crítico musical, “What’d I Say” começava na igreja e terminava no quarto. Para não ter problemas judiciais e não provocar a repulsa das rádios e público, a gravadora fez três versões, removeu alguns versos de duplo sentido e lançou um single com duas partes de cerca de três minutos cada. O disco, por fim, foi lançado em julho de 1959.
Apesar de ter uma recepção crítica morna, a gravadora começou a receber telefonemas de protesto. Estações de rádio e lojas de disco se recusavam a tocar a música por considerá-la obscena. Mesmo assim “What’d I Say” fez grande sucesso, chegando a posição numero 6 da parada de sucessos americana, o que rendeu um disco de ouro para Ray Charles.
Algumas rádios (cuja audiência era majoritariamente branca) recusaram-se a tocar a canção por considerar imoral o uso do Gospel (um ritmo religioso, tradicionalmente negro) para fazer menção a um encontro amoroso. Enquanto que outras rádios (cujo público era majoritariamente negro) além de achar imoral a canção, também consideravam um sacrilégio fazer uso do Gospel para fazer sucesso junto ao público branco.
A canção dividiu o público entre aqueles que mudavam a estação de radio, tão logo ela começava, e aqueles que, mesmo sabendo do teor sexual, aumentavam o som do rádio para cantar. Sobre a polêmica, Ray Charles reconheceu que a batida era cativante, mas boa parte do publico foi a traída pelo alusivo verso: “See the woman with the diamond ring” (“Olhe para a garota com anel de diamante”), “She knows how to shake that thing” (“Ela sabe como balançar/agitar aquilo”).
Outras versões
“What’d I Say” foi regravada por diversos artistas de estilos diferentes. Se nos Estados Unidos a música foi recebida inicialmente com ressalvas, na Europa tornou-se um sucesso imediato, e o impacto na cena musical foi mais evidente. A lista de artistas que tocaram a música em seus shows, ou gravaram é enorme: Cliff Richard, Eric Clapton, John Mayal and The Bluesbreakers, The Big Three, Eddie Cochan, Bobby Darin, Nancy Sinatra, Sammy David Jr, etc. Citarei abaixo algumas das versões mais famosas ou representativas.
Etta James:
The Beatles: Paul McCartney ficou impressionado quando ouviu a canção pela primeira vez, ao ponto de se convencer que queria ser realmente músico. George Harrison, contou que ouviu pela primeira vez “What’d I Say” em uma festa, que tocou a canção por 7 horas seguidas. Durante sua permanência em Hamburgo, os Beatles tocavam a música em todas as apresentações, afim de testar a receptividade junto ao publico. John Lennon, impressionou-se com a sonoridade poderosa do piano, e tentou reproduzi-lo com a guitarra. Ele defendia a tese que o uso de riffs de guitarra em diversas músicas de Rock And Roll, se devia a forma como Ray Charles usava o piano.
Jerry Lee Lewis fez uma versão que ficou 8 semanas nas paradas de sucesso, chegando a posição número 30. Por sinal essa é a minha versão favorita:
Elvis Presley, usou a canção em uma cena bem insinuante (explicitamente insinuante) de dança em seu filme "Viva Las Vegas", de 1964, e também lançou um single, com essa canção no lado B:
Roy Orbison:
Johnny Cash, imprimiu seu estilo na versão que gravou ao lado de June Carter, parece que a música é de 1967:
Algumas informações
Ray Charles notou que muitas estações de rádio, que até então nunca tinha tocado suas canções, começaram a exibi-las após diversos artistas brancos gravarem versões de "What'd I Say", e outras canções dele.
Alguns historiadores da música norte americana consideram Ray Charles como o criador do Soul, um subgênero do Rhytm And Blues, a partir da criação de canções como “I Got A Woman”, a primeira a combinar alguns elementos do Gospel e do Blues, e “What’d I Say”, a primeira a ter a fusão perfeita dos dois estilos musicais.
Ainda que a canção seja intitulada “What’d I Say”, Charles sempre insistia que o nome correto da canção seria “What I Say” como, aliás, ele pronuncia.
Composta por Ray Charles, em 1959, a canção "What'd I Say" fez grande sucesso na época do seu lançamento, recebendo diversas versões nos anos seguintes. É uma pena que uma canção tão boa esteja esquecida e seja pouco executada nos dias de hoje. Dentre todas as versões de "What'd I Say", escolhi esta, na bela voz do cantor Roy Orbison.
Pelo que consegui apurar, este vídeo faz parte de uma curta apresentação, intitulada "Monument Concert", e foi realizada na Holanda, em 1965. Sobre a letra da canção, preciso informar que existem algumas versões bem diferentes. Isso ocorre porque cada artista acaba dando a sua contribuição, esticando e encurtando a música, acrescentando ou retirando versos. As vezes, o próprio Ray Charles fazia isso. Coloquei abaixo a letra que condiz com o vídeo acima.
Escrita por Marvin Gaye, Ivy Hunter e William “Mickey” Stevenson, compositores da lendária gravadora Motown, em 1964, “Dancing In The Street” (Dançando Na Rua) tornou-se um dos maiores sucessos da década de 1960.
Composição
William “Mickey” Stevenson teve a ideia inicial para a canção durante um passeio, com seu amigo Marvin Gaye, pelas ruas de Detroit, em um quente dia de verão. Ele viu alguns jovens brincando sob o jato de água de um hidrante aberto e, a partir da impressão de que os garotos estavam dançando, escreveu o rascunho da letra da música. A ideia inicial era compor uma balada, mas quando Gaye leu o rascunho concluiu que a canção soava muito mais dançante. A dupla reescreveu a canção e ofereceu-a para a cantora Kim Weston, que não se interessou em gravá-la. A seguir a canção foi apresentada para a cantora Martha Reeves, que pediu modificações na canção (segundo algumas fontes por considerá-la repetitiva).
Com a contribuição de (George) Ivy Hunter, um compositor recém-contratado pela Motown, uma nova versão foi criada. Segundo consta, Hunter achava que a música precisava de uma batida mais forte e bem marcada, então ele teve a ideia de bater com um pé de cabra em um pneu para conseguir o efeito sonoro que precisava.
Martha And The Vandellas
Martha Reeves era cantora profissional e tinha ido para Detroit atrás de um contrato com alguma gravadora da cidade. Enquanto não conseguia uma audição, ela trabalhava como secretária na Motown, e frequentemente gravava fitas demo com as novas composições (para serem depois ouvidas pelos cantores da casa). Sua voz impressionou os executivos da Motown e assim obteve um contrato com a gravadora em 1962. Ela convenceu-os a também contratar suas antigas colegas de banda, Annette Sterling e Rosalind Ashford, e registrá-las como um trio, com o nome de Martha And The Vandellas.
O trio já tinha obtido grande sucesso com algumas canções, como é o caso do single “Heat Wave”, quando entraram em estúdio para gravarem “Dancing In The Street”, em agosto de 1964. O single chegou na segunda posição na parada de sucessos americana e a posição numero 28 na parada britânica do mesmo ano. Em 1969 o single foi relançado no Reino Unido e obteve a posição numero 4 na parada de sucessos daquele pais.
Embora tenha sido composta sem qualquer mensagem oculta (era apenas uma dançante música de festa), em pouco tempo, criou-se uma controvérsia política em torno dela. “Dancing In The Street” começou a ser executada pelos organizadores das passeatas em favor dos direitos civis para atrair participantes. Por conta disso, algumas estações de rádio tocavam a música para apoiar e organizar manifestações, enquanto que outras rádios retiraram a canção de sua grade musical.
Sobre o assunto, Martha Reeves declarou, em diversas ocasiões, que “Dancing In The Street” era uma música de festa. Por sinal ela manifestava certo desconforto quando percebia que tentavam transformá-la em uma líder politica. Berry Gordy, fundador e presidente da gravadora Motown, tinha como objetivo produzir canções voltadas para o publico em geral e fez o máximo para impedir que “Dancing In The Street”, bem como todas as demais canções do seu selo fonográfico, fossem tomadas como canções de protesto.
Outras versões
Entre as versões e covers de “Dancing In The Street”, feitas ao longo dos anos, vale a pena citar:
The Kinks, lançada no disco Kinda Kinks, de 1965
A versão, quase um cover, do grupo The Mamas And The Papas é a melhor de todas (segundo minha opinião, pelo menos). Foi lançada em 1966 como single, tendo no lado B a canção “Words Of Love”, e depois, no mesmo ano, no LP The Mamas & The Papas. A canção foi gravada em um momento conturbado da banda. A vocalista Michelle Phillips havia sido demitida e depois recontratada, nesse meio tempo, outra cantora foi contratada para gravar algumas músicas que foram usados no álbum. Por causa disso, não sei dizer se os vocais femininos da canção foram gravados apenas pela cantora “Mama” Cass Eliot. Abaixo, a apresentação deles no Festival Pop de Monterey, em 1967.
Black Oak Arkansas, no seu álbum Street Party, de 1974.
Van Halen, no LP Diver Down, de 1981
Versão para o Live Aid
Por fim, a versão de Mick Jagger e David Bowie, em 1985. O dueto fazia parte da campanha para arrecadas fundos para combater a fome na Africa, o Live Aid. A ideia original era fazer cada cantor se apresentar em um estádio localizado de cada lado do Oceano Atlantico e, com a ajuda de um sinal de satélite, fariam o dueto, que seria exibido em telões instalados em ambos os estádios, mas por problemas técnicos não foi possível realizar o projeto. Então, Jagger e Bowie se reuniram de junho de 1985 para gravar em um estúdio a canção e, na sequencia. gravarem um vídeo clip, concluindo todo o trabalho em apenas de treze horas. O vídeo foi exibido duas vezes no Live Aid, e os lucros advindos da venda do single foram direcionados para a caridade.
Os cantores fizeram diversas modificações e acréscimos na letra original. Durante a canção eles fazem menção a diversos países, com o objetivo de fazer da caridade e a ajuda aos mais necessitados um objetivo mundial. Essa versão chegou ao topo da parada de sucesso do Reino Unido e alcançou a posição numero 7 na parada americana.